Tio Patinhas


Cofres

IAVE critica exposição pública da prova dos professores

O presidente do Instituto de Avaliação Educativa (IAVE) afirma que se pouparia dinheiro se os exames pudessem ser reutilizados.

Não vi pessoalmente, mas foi-me contado como o Iavé anda a publicitar os seus exames very british pelas televisões. Não sei se é apenas sedução aos órgãos de comunicação social, através do patrocínio de viagens lá fora, se é mesmo coisa paga.

Seja como for, é dinheiro gasto para sacar dinheiros aos encarregados de educação que pretendam uma certificação que vale muito pouco, ao contrário do que se afirma.

Os certificados do ano passado, por exemplo, de nada servirão quando os alunos que os fizeram chegarem ao 12º ano.

Mas, ainda a propósito de reutilizações… consta-me que o papel higiénico tem dois lados mas nem por isso consta que… :mrgreen:

A fundamentação jurídica é de 2011, nunca foi aplicada aos professores devido às especificidades do seu horário, mas parece que agora já serve aos cardeais mais apressados em fazer poupanças.

2015-jan Tesourinho Deprimente

 

Já nem se fala no resto…

MEC recomenda às escolas que cobrem por senhas de almoço não usadas

Agrupamento de Escolas Lima de Freitas, em Setúbal, está a cobrar mais do que o dobro do valor sugerido pelo ministério e aplica a medida também aos alunos carenciados. PCP questionou Governo sobre a situação.

… chegou o segundo lote de manuais para os meus alunos do 8º ano. Infelizmente, não chegou ainda o de História e o último teste do período está marcado para os próximos dias em todas as turmas.

Uma das turmas tem 77% de alunos carenciados, a larga maioria deles do escalão A.

E depois digam-me que o problema do insucesso escolar se resolve com questões o tipo cheque-ensino. Há quase 20 milhões para isso mas não há para fornecer os manuais aos alunos carenciados?

E querem redução dos custos intermédios com fotocópias, o que impede o fornecimento de fichas informativas? Como fazem os alunos? Para passar apontamentos, do ponto de vista dos alunos, um quadro de ardósia ou interactivo é o mesmo.

Ide gozar com as vossas contas bancárias…

… como pode ser muito prejudicial a lógica do custo mínimo…

What’s Wrong With Low-Cost Private Schools for the Poor?

“A reformulação para a DRELVT significa que a forma de dividir iria implicar que uma turma tivesse crianças de mais do que dois anos diferentes, o que seria bem pior. O Ministério da Educação prefere ter uma turma ilegal, como é o caso daquela com alunos a mais e crianças com necessidades especiais, só para não abrir uma quarta turma e não gastar dinheiro com mais um professor”, critica Carlos Simões, da Associação de Pais e Encarregados de Educação.

Na imprensa desta manhã (desta vez passaram os dados ao Económico, porque, como eu escrevi ontem ou anteontem, há que repartir jeitinhos) ecoa-se que as poupanças com o fim das reduções na componente lectiva dos professores podem ascender a mil milhões de euros. Há umas nuances, com o aumento da carga lectiva de todos, mas o essencial que se transmite é que as reduções são um privilégio caro.

É mentira.

Mentira de perna curta, facilmente desmontável mas que, por qualquer razão, alguns jornais nem se preocupam em tentar.

Vejamos o OE do MEC para 2013:

OEMeC2013

Despesas correntes com pessoal, algo como 4 mil milhões de euros. Peso na estrutura da despesa abaixo dos 70% e nada daquilo que dizem… de 80 e 90%.

  • Vamos assumir, então, que existem 117.000 docentes nos quadros como o MEC comunicou ao FMI. Vamos assumir que a despesa é toda com professores e que o MEC nem paga a funcionários.
  • Vamos assumir que, depois da vaga de aposentações, ainda existem nos quadros um terço de professores com direito a redução da componente lectiva. Estou a ser generoso.
  • Vamos ter a bondade de reconhecer que as reduções foram entre 2 e 8 horas lectivas, mas que agora são de 4 horas lectivas no máximo até aos 60 anos e só 8 depois disso.
  • Vamos assumir – para deixar os borginhos e ramirílios calmos e elevada salivação – que a média das reduções é de 6 horas (mesmo se é mentira e é muito menos neste momento).
  • Vamos ter a bondade de reconhecer que uma redução de 6 tempos em 24 efectivamente lectivos de 45 minutos equivale a 25% do horário lectivo.
  • Vamos ter a bondade de reconhecer que, nesta versão toda inclinada para o lado dos borginhos e ramirílios, a eventual poupança máxima – que só seria conseguida com grosseira inconstitucionalidade se aplicada a quem já tem as reduções – seria de 4.000.000 x 0,33 x 0,25. Mais simplesmente de 8,25% do total.
  • Isto dá algo como 330 milhões de euros, nunca mil milhões de euros.

Mesmo se as coisas são diferentes, pois a minha hipótese é perfeitamente maximalista, pois a proporção e média das reduções é bastante inferior.

Assim numa olhadela por alto, se chegar aos 150 milhões é uma sorte. Sendo que o que aqui seja poupado, será dispendido em gastos colaterais, na área da Saúde. E falo a sério.

Acho mesmo que, na ausência de jornalistas de economia oculta e finanças absurdas com interesse ou autorização para verificar o spin do Governo, há pessoas nos sindicatos que poderiam fazer estas contas, em vez de andarem a fazer cartazes.

profe

É ridícula a conjugação destas poupanças com turmas de 30 alunos para os professores mais antigos com a carga lectiva completa, enquanto muitos dos mais novos dos quadros andam com 6-8 horas e projectos.

Em termos de gestão de recursos humanos vai imperar a irracionalidade e a ilógica.

Crato poupa 77 milhões com professores contratados

 

Governo trava progressão que estava garantida a professores

Depois de garantir que corrigiria o erro dos serviços, Executivo deu ordem para suspender pagamentos. Sindicatos dizem que há 1200 docentes em causa.

Dois meses após ter sido detectado o “erro ou inércia” nos serviços que impediu a progressão na carreira de cerca de 1.200 professores, e depois de ter assegurado que iria regularizar a situação, o Governo ainda não corrigiu a situação destes professores.

Além de não ter enviado uma nota circular às escolas com indicações para corrigir as progressões – como havia assegurado ao Diário Económico em Fevereiro – vários docentes ouvidos pelo jornal dizem ter entrado em contacto com o Ministério da Educação e Ciência e que a resposta recebida por parte de responsáveis do gabinete de gestão financeira foi que “haviam recebido ordem para suspender todos os pagamentos, pelo que ficou tudo sem efeito”.

A FNAC acaba de me informar por sms que todos os livros que comprei para mim e como oferta para terceiros irão ter amanhã e depois 30% de desconto em vez dos 10% da compra original.

Em mim debate-se o regozijo por poder comprar mais umas coisas e a sensação de ter sido embarretado. Ossos do vício, eu sei.

Pelo que a minha sugestão é: quem tiver talões de troca de prendas, ir até ao balcão da FNAC e dizer que já tem aquele livro. Pedir o reembolso e aproveitar o diferencial. Naqueles matacões de História a 35 euros ainda se “ganham” 7 euros e qualquer ficção a 18-20 euros, perto de 2 ou mesmo 2 euros.

Desculpem lá, mas os tempos estão difíceis.

Obviamente que não é muito válido para quem viva a mais de uns 20-25 km de uma loja. A menos que a conta tenha sido bem maior.

… o que pareça não levantar muita celeuma porque é minoritário ou esteja longe dos olhos, logo, do coração que escasseia.

Governo vai acabar com vários cursos de ensino de Português nas comunidades

Fica-se só com uma dúvida: esta decisão foi concertada com aquele ajudante de ministro que mandou os jovens emigrar?

Ou, para não levantar ondas, o melhor é mesmo aprenderem a falar a língua do país de acolhimento para lá ficarem de vez?

Portugal reducirá su presupuesto en Educación por la crisis

El ministro de Educación, Nuno Crato, precisó que esta disminución del gasto es equivalente al 8 % del presupuesto total de ese departamento, estimado en cerca de 7.800 millones de euros. Puntualizó que ese ahorro no llevará una reducción de la plantilla ya existente, aunque sí obligará a frenar las nuevas contrataciones y a redistribuir profesores.

(…)

La misma política se seguirá a corto plazo con la enseñanza de idiomas extranjeros, y que continuará centrado en el inglés debido a su carácter “prioritario”, por lo que no se prevé de momento la docencia de una segunda lengua como el español o el francés.

Isto merece análise mais desenvolvida, porque a necessidade de cortes não implica que esses se façam de acordo com opções profundamente contestáveis.

Aprender a ler, escrever e contar – sendo já de si um programa redutor – deveria ser garantido num 1º ciclo de escolaridade que tem quatro anos que chegam perfeitamente para isso, não deveria ser o plano estratégico para uma escolaridade obrigatória de doze.

Aguarda-se agora – em nome de uma aprendizagem mínima – uma reforma curricular que pulverize as Humanidades e as Artes do currículo do Ensino Básico.

Já agora, seria interessante saber onde estão os 7,8 mil milhões de euros de que Nuno Crato fala.

No Orçamento do ME(C) NãO ESTÃO!

… ainda poderia ter a esperança que tocasse uma qualquer sineta nas cabecinhas pensadoras do MEC:

De: Guilherme Martins [*************]
Enviada: quarta-feira, 28 de Setembro de 2011 20:50
Para:dren@dren.min-edu.pt
Assunto: Prémio Monetário de Mérito
Importância: Alta

Caro Sr. Diretor Regional

Em relação ao assunto em epígrafe, permita-me que diga o seguinte:

1-      Lamentável a decisão tomada em cima da hora;

2-      Lamentável a justificação: um aluno que termina o secundário com média de 199 pontos e que trabalhou para merecer esse prémio, vê as suas expectativas goradas;

3-      Lamentável que a decisão não tenha em consideração a situação económica da família: nem só quem vive de rendimentos sociais de inserção e de pensões está a passar por dificuldades. Quem tem 4 filhos, uma com licenciatura concluída este ano a fazer um estágio não remunerado, 2 no ensino superior a pagar propinas máximas, alugueres de quartos sem recibo, transportes e alimentação, mais materiais escolares e 1 no 7º ano com o qual gastei 240€ só para livros…

4-      Lamentável a imagem com que os meus filhos ficam de quem nos governa…

Cumprimentos

Guilherme Martins

De: Guilherme Martins [************]
Enviada: quinta-feira, 29 de Setembro de 2011 16:28
Para: dren@dren.min-edu.pt
Assunto: FW: Prémio Monetário de Mérito
Importância: Alta

Sr. Diretor Regional

Amanhã é dia do diploma.

Entre ontem e hoje, recebi 3 cartas convite da escola do meu filho: uma para entrega do Diploma de Mérito, outra para entrega do diploma do Ensino Secundário e uma terceira para entrega do Diploma do Quadro de Excelência.

Gostava de ter uma resposta sua ao email infra porque, sinceramente, não sei que palavras possa indicar ao meu filho para serem usadas quando for receber o 3 diplomas.

Cumprimentos

Guilherme Martins

Escolas procuram mecenas para premiar melhores alunos

Um plano «b» depois do ministério da Educação ter retirado o prémio de mérito pecuniário prometido no Secundário.

Melhores alunos: Ordem dos Médicos paga 10 prémios

Está contra decisão do ministério da Educação e constitui-se como «um dos mecenas da sociedade civil».

Isto é deprimente. Não propriamente que as escolas procurem mecenas (aliás, não entendo que quem defende o modelo anglo-saxónico se esqueça do papel do apoio de privados às escolas públicas), mas como tudo isto se está a desenrolar.

Sendo a poupança ao nível dos amendoins, poderia ficar o simbolismo. Só que, neste caso, o simbolismo ainda é pior do que falta de poupança significativa.

Mil alunos ficam sem prémio de mérito

O Ministério da Educação e Ciência (MEC) cancelou a entrega dos prémios de mérito, aos melhores alunos das escolas secundárias. No total, são cerca de mil alunos que deixam de receber 500 euros, num ‘esforço’ financeiro que ronda meio milhão de euros. A decisão, que o MEC garante ter tomado a 13 de Setembro, surpreendeu alunos e directores das escolas, que consideram a medida “lamentável”.

Prémio monetário de mérito

Categoria: Divulgação

O desenvolvimento da cultura de mérito e o aprofundamento do reconhecimento daqueles que pelo seu esforço e competência se destacam deve fazer parte da vivência das nossas escolas. Só assim se torna concretizável um maior envolvimento de interacção entre alunos, que permita o aprofundamento de práticas de solidariedade e de ajuda entre si, de modo a que aqueles que mais se salientam pelo mérito, possam activamente contribuir para o crescimento dos seus pares.

Deve o sistema educativo, centrado no aluno, desenvolver na comunidade escolar o espaço de aprendizagem privilegiado, um espaço social e cultural que contribua para o crescimento saudável dos nossos jovens, instituir a cultura das boas práticas e premiar os melhores, de modo a que o seu exemplo constitua um forte incentivo aos menos motivados ou empenhados.

Por sua vez, o actual estado da nossa economia deve ser aproveitado para criar novas dinâmicas relacionais de partilha entre toda a comunidade educativa, envolvendo cada agente de modo a que sinta a escola como o seu espaço.

Nesse contexto, o Ministério da Educação e Ciência manterá a prática de reconhecimento especial dos alunos dos cursos científico-humanísticos, cursos profissionais e cursos tecnológicos das escolas da rede pública, da rede privada e cooperativa com contratos de associação e das escolas profissionais, que relativamente a cada um dos cursos tenha obtido a melhor classificação final de conclusão do ensino secundário, calculada nos termos do Despacho n.º 20513/2008, publicado na 2.ª série, n.º 150, de 5 de Agosto de 2008.

Contudo, tal atribuição constituirá uma nova prática especialmente vocacionada para o desenvolvimento dos necessários valores de partilha e de solidariedade.

Para a sua efectivação é necessário introduzir alterações ao Despacho n.º 20513/2008.

Assim, determino, no desenvolvimento do disposto na alínea c) do artigo 13.º da Lei n.º30/2002, de 20 de Dezembro, com as alterações introduzidas pela Lei n.º 3/2008, de 18 de Janeiro e ainda o disposto no Despacho n.º 17931/2008, de 26 de Junho, o seguinte:

1 – Aos alunos premiados deverá ser entregue um diploma alusivo à distinção concedida, conforme consta no n.º 6 do artigo 2.º do Regulamento de Concessão do Prémio de Mérito publicado no Anexo I.

2 – O valor pecuniário indicado no n.º 1 do artigo identificado no número anterior é, por indicação do ou dos alunos premiados, afecto à aquisição de materiais ou a projectos sociais existentes na escola.

3 – Cabe ao Conselho Pedagógico elencar as diversas necessidades sobre as quais recairão as escolhas dos alunos premiados.

4 – A entrega do montante será efectuada durante o primeiro período lectivo.

28 de Setembro de 2011
.

Na DRE Alentejo também se anuncia o mesmo.

Pelo Algarve faz-se o seguinte intróito:

Prémio de Mérito – Alteração ao despacho n.º 20513/2008, de 5 de Agosto

Divulga-se texto do despacho, a aguardar publicação, relativo às alterações ao normativo legal que regula a atribuição do Prémio de Mérito.

Nunca foi uma iniciativa que me entusiasmasse por aí além, embora possa compreender o seu simbolismo, não necessariamente pelo prémio pecuniário.

Mas esta forma de cada DRE informar as respectivas escolas e agrupamentos do que (não) deveriam fazer, quando tudo está mais ou menos agendado é apenas mais um sinal de duas coisas:

  • A nível central, a equipa do MEC continua a demonstrar um desconhecimento enorme do calendário de tarefas e iniciativas que envolvem o arranque do ano lectivo (excepção feita às inaugurações). E há era tempo de deixarem de planar sobre as coisas, pois já lá vão uns meses.
  • As DRE continuam a funcionar em regime de feudalismo, cada uma divulga ou determina mais ou menos o que entende, quando entende.

Quanto ao resto, e voltando a ressalvar nem ser um grande adepto da ideia do cheque, não será que este tipo de poupança é irrelevante em termos orçamentais, não compensando o ridículo da marcha-atrás?

Destaque de 1ª página e notícia do Público de hoje.

Olha-me a minha santa terrinha nas notícias… só que eu não andei nesta.

Quando tiveram obras, houve os que acharam o máximo. É como terem um Ferrari, sem dinheiro para a gasolina.

Mas parece ainda algo clandestino. E terão de ir à Central de Compras? Ou, como no PNL, será tudo centralizado obrigatoriamente numa única livraria, criando situações meios coisas?

Ou poderá ser directamente às editoras?

E, mais importante, haverá dinheiro?

Escolas autorizadas a comprar manuais escolares

A partir deste ano lectivo as escolas estão autorizadas a adquirir manuais escolares para os alunos com dificuldades financeira, do 1º ciclo do ensino básico ao 12º ano do ensino secundário.

Fonte oficial do ministério da Educação e Ciência (MEC), avançou ao Diário Económico, que a tutela vai enviar “muito em breve” uma circular para autorizar e “dar a orientação que as escolas comprem os manuais escolares às famílias que estejam abrangidas pela Acção Social Escolar”.

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