Educação


SSousa29Out14

Diário do Minho, 29 de Outubro de 2014

O do Observador em relação ao actual MEC é exaustivo, mas… tem uma grelhas muito curiosas de avaliação do que terá sido concretizado por Nuno Crato.

Pensei apenas assinalar aquilo que considero serem avaliações objectivamente erradas, mas a certa altura já me apetecia ser sarcástico.

Quando coloquei a expressão “duvidoso” é porque aparece como sendo positiva a concretização de algo que não fazemos a mínima ideia se aconteceu mesmo ou se isso foi positivo, caso tenha acontecido. por exemplo, as NO funcionavam mal, mas nada está verdadeiramente a funcionar em termos de Educação de Adultos. Ou, no caso das AEC, alguém conhece uma verdadeira avaliação e transformação (para melhor) da coisa?

Deixo aqui as tabelas, com anotações curtas, porque há coisas que dariam pano para mangas e depois ainda dizem que eu persigo toda a gente que escreva sobre Educação no Observador, o que só verdade por ser merecido.

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Um encontro muito interessante, apesar (ou por causa) de leituras muito diversas sobre a Educação, conforme nos centremos nas escolas (nos seus equipamentos, meios humanos ou relações de trabalho), no sistema de relações sociais e laborais ou nos dilemas civilizacionais dos nossos tempos.

Foram mais 900 km para ir e vir, mas… valeu a pena.

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… e acabou como se fosse artigo de opinião.

Paulo Guinote sobre o OE 2015. Devastador corte no ensino não superior

Aqui, as outras 11 opiniões.

Nuno Crato começa a ficar menos MRL e mais Isabel Alçada.

Conversava-se ontem pela Torre do Tombo, fora do debate oficial, acerca da relação entre capacidade de resistência e nível de audiências dos blogues sobre Educação e em particular blogues de professores (algo inédito entre qualquer classe profissional mais ou menos qualificada com destaque para o blogue do Arlindo) e a sua incapacidade para conseguir resultados palpáveis dessa aparente força colectiva.

A minha explicação é simples: o “sucesso” destes blogues está na inversa proporção da capacidade de soft ou hard power dos professores para influenciarem de um modo efectivo as decisões políticas no seu sector. Os advogados ou médicos, por exemplo, não precisam de blogues para nada, pois têm outras formas de exercer um poder de influência real sobre os decisores políticos. Assim como a blogosfera docente cumpre, em alguns casos, um papel de informação e análise que os actores institucionais distorceram até ao limite em nome da propaganda.

Aos professores resta esta forma de solidariedade virtual e de catarse de grupo.

Infelizmente.

Recolha do Livresco.

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