Há quem os idolatre… em especial ao António Costa. Compreendo, pois a alternativa é o que sabemos…
O problema é que estes modelos de novas lideranças estão disponíveis para tudo, desde que lhes paguem. Tudo bem, eu até sou pela legalização dessas actividades…
Chamem-me estatista, conservador ou mesmo coisas piores, mas… se há âmbito em que a cunha e o compadrio é uma forma de vida é em muitas autarquias.
Sei que passa por ser inteligente e progressista defender a proximidade da gestão… sim, pois… são aquelas modas que convém fabricar, como outrora se inventavam tradições, para entreter os pategos e os candidatos e caciques. E, claro, nem discuto se Costa e Moreira se acham capazes de erguer um sistema à prova de bala. Acredito que se achem capazes disso e muito mais. Basta ouvi-los. Falta é o resto…
Podem dizer que sem experimentar, não se pode saber se funciona. Pronto, ok, se é assim, ver para crer, vão lá pisar aquilo que sabemos para ver se dá maior resistência à sola do sapato e se perfuma o ambiente…
Presidentes de Câmara do Porto e Lisboa defendem que há departamentos do Estado que deviam pertencer às cidades.
Os presidentes das Câmaras Municipais de Lisboa e do Porto mostraram-se esta quarta-feira disponíveis, num debate na capital, para assumir competências que atualmente são do Governo, mas para isso precisam de recursos.
«Estamos preparados para assumir competências, mas é preciso que o Estado faça a sua parte», afirmou esta quarta-feira o autarca lisboeta António Costa, num debate «Olhares Cruzados sobre Portugal», realizado na Fundação Calouste Gulbenkian.
Esta opinião é partilhada por Rui Moreira, que defendeu ser «preciso que o Estado compreenda que tem que municiar os municípios com competências».
O presidente da Câmara do Porto lembrou que há uma «concentração no Estado, em diversos departamentos, de instrumentos retirados à cidade».
«O Estado diz que a cidade tem que desempenhar tal papel e retira-lhes competências. Não temos instrumentos. Vem a responsabilidade e não o recurso», disse.
Rui Moreira referiu, a título de exemplo, que «gostava muito de ficar com o secundário», mas precisa «do cheque». Ou seja, «sem recursos, não é possível» a autarquia assumir a gestão dos estabelecimentos do ensino secundário.
António Costa recordou que «todos os municípios que assumiram [a gestão de] escolas do 2.º ciclo arrependeram-se».
«Percebo a resistência dos autarcas na transferência de competências. Porque há competências, mas não há recursos», como relata a Lusa.
Ainda no âmbito da Educação, o autarca do Porto defendeu que a «colocação de professores devia ser uma competência marcadamente metropolitana».
Gostar disto:
Gosto Carregando...