Mitos


spock

I fail to comprehend your indignation, sir. I have simply made the logical deduction that you are a liar. (Star Trek: The Alternative Factor; temporada 1, episódio 27, 1967, Leonard Nimoy enquanto Dr. Spock)

Sugestão da A. C.

Seven big myths about top-performing school systems

 

Obama, Hollande, Tripas.

 

Debunking Homework Myths

… pois corresponde a tudo o que eu esperava e ainda vai mais longe na forma de manipular as coisas por forma a tornar uma obra sobre os 40 anos da Educação em Democracia um mero instrumento para legitimar as políticas desenvolvidas entre 2005 e 2009 e rasurar por completo as críticas ou visões alternativas da realidade reescrita.

Aliás, difícil seria esperar diferente de uma obra feita por uma facção político-académica, com um par de convidados especiais para dar a ilusão de pluralismo, que convida os seus alunos e colegas para abordar algo em que se foi parte interessada e bem interessada.

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Não tenho tempo, por agora, para fazer uma recensão completa às 600 páginas, mas gostava de deixar, desde já, algumas notas básicas:

  • Uma obra que pretende analisar 40 anos de Educação em Democracia não deveria (poder, pode, como se vê) ser feita como arma de auto-legitimação de uma equipa política que ocupou o poder nesta área da governação e que faz de um “estudo” uma espécie de apologia, com pretensões de fundamentação histórica, das suas próprias opções, eliminando qualquer tipo de eventual dissonância. Temos a obra de uma professora universitária e coordenadora de um programa de doutoramento, ex-ministra, que chamou de volta os seus mais dilectos colaboradores e os seus mais fiéis alunos para erguer algo que, em primeira e última instância, se trata de um escrito que serve para justificar as suas próprias opções políticas num dado mandato.
  • Uma obra deste tipo, com as pretensões do seu título, não deve ser feita, em especial quando se abordam áreas muito específicas, por quem é mero “interessado” na matéria. Ou seja, eu nunca ousaria fazer um capítulo sobre Educação Especial, por muito que o assunto me interesse, se apenas sei alinhavar a evolução do seu enquadramento jurídico. Mas Luís Capucha não hesitou e fez um capítulo que faz lembrar aqueles apontamentos esquemáticos que fazíamos na Faculdade, como resumo de obras complexas, deixando apenas o esquelético e factual, mas eliminando qualquer pretensão de análise conceptual do tema da Educação Especial. Consultar aquele capítulo ou um qualquer digest da legislação sobre a Educação especial, vai dar ao mesmo.
  • A finalizar este volume, anuncia-se uma parte sobre “O Debate Público”. Neste volume só se encontra um capítulo, entregue a Pedro Abrantes sobre “Opinião Pública e Políticas Educativas. E a entrar refere-se que o ensaio vai tratar o assunto para o período de 1960 a 2010. E quase esperei que fosse isso mesmo. Mas não é, porque não poderia ser. Era impossível que fosse algo assim, feito a sério, com este contexto editorial. A verdade é que o artigo se divide, no essencial, em três partes… uma de suave enquadramento teórico sobre a percepção pública das políticas educativas, com recurso a uns dados do European Social Survey, outra em que se recolhem testemunhos de ministros da Educação até 1999 que se encontram numa obra de António Teodoro e uma outra que praticamente se limita a alinhavar uns títulos de jornais (parece que se confunde “opinião pública” com “jornais”) sobre a questão dos exames de 2005 para cá, mais coisa menos coisa. Por incrível que pareça, este “ensaio” consegue escamotear totalmente o que foi motivo de maior polémica e discussão no espaço público e mediático na última década em matéria de Educação, dando a entender que tudo se centro nos exames. Zero sobre as polémicas sobre a carreira docente, a organização curricular, a gestão das escolas, a organização da rede escolar, etc, etc, etc, etc, etc. O mandato de Maria de Lurdes Rodrigues é, neste ensaio, uma pasmaceira em termos de polémicas, parecendo que tudo foi consensual e impermeável a contestação na opinião pública e publicada. Não percebo se é essa a convicção do autor, se acha que dos 50 anos de análise que prometeu, achou que os últimos 5 não mereciam nada mais.

Só isto já me fez considerar bem gastos os 19,20 aérios (tinha 70 cêntimos no meu cartão da Almedina para descontar) que dei pelo cartapácio, pois eu adoro ter para leitura, exploração e utilização futura todo aquele tipo de obras muito datadas e comprometidas com determinada Situação, ao ponto de se tornarem caricatas ao fim de um par de décadas, mesmo quando surgem com chancela académica.

Quantas obras tidas como “essenciais” nos anos 60 ou 70 (e já mesmo 80) conseguem resistir hoje a uma leitura sem um sorriso algo condescendente sobre o seu “alcance” e as motivações que se vão tornando cada vez menos fáceis de ocultar?

Não é que antes não me tivesse deparado com teorizações do mesmo tipo mas recordo sempre aquela reunião de avaliação do meu ano de profissionalização (já a caminho dos 35 anos de idade e com mais de uma década a dar aulas) em que um colega, daqueles que entraram para o quadro logo à saída do aviário, me disse que não-não-não, eu não podia dar nível 1 porque determinado aluno até ia à maioria das aulas e não se pode dar esse tipo de classificação porque é desmotivante e não avalia todo o desempenho do aluno.

(pois, não avaliava, mas o zero é que não existe na escala.

Já com a mostarda a vir a caminho, por causa do tom de voz da santíssima criatura, perguntei em que documento baseava tamanha sapiência e determinação, se em alguma lei que eu desconhecia ou decisão do Conselho Pedagógico que eu não tivesse ouvido em reunião de grupo.

O homem baralhou-se, tropeçou em si mesmo e admitiu que não, mas que era melhor eu ir ao Conselho Directivo para não ter problemas, ao que devolvi que se eu lá fosse quem teria problemas não seria eu. Mas como sou bem mandado, lá fui, falar com a Directora (sim, uma das pioneiras, ainda nos anos 90) e de lá vim com o esperado sorriso porque a colega não era Papisa, nem mais Papisa que os Evangelhos não escritos daquela geração de sobredotados da pedagogia do sucesso em que a escala começa no 3 para quem se limita a dignar as aulas com a sua presença ocasional e sabe assinar o primeiro nome.

Desde então nunca me aconteceu nenhum episódio do género, pois não abuso do tal nível amaldiçoado, distribuindo-o com a dose que eu acho certa de parcimónia e justiça para com @ visad@ e respectiv@s colegas.

Mas sempre me interroguei acerca das raízes superficiais do discurso que quase impõe que o nível 1 só seja atribuído a quem não coloca os pés nas aulas, sendo que eu pensava que nesses casos nem se atribui nota, usando-se a alínea relativa à inexistência de elementos de avaliação.

E sempre conclui que a parvoíce é uma qualidade que anda por aí, muito bem distribuída e certificada, ao contrário de um sentido de justiça e uns pózinhos (gosto de escrever assim, desculpem-me) de justiça.

Imaginemos um aluno que até vai às aulas, mas cujo caderno é uma lástima, o manual não existe e não é por carências económicas, que não é sensível a qualquer argumento para que pare de falar do que lhe vem à cabeça com sorriso trocista e que, chegando aos testes, os atira para o canto da mesa, dizendo que não faz porque não sabe nada e pede logo para sair, repetindo-o insistentemente até eu responder-lhe em modo mostrada a sair pelo nariz.

É justo eu atribuir-lhe o mesmo nível do que o dado a um aluno com dificuldades, mas que vai tentando fazer alguma coisa, só que sem os melhores resultados?  Não estarei a desrespeitar o esforço e trabalho deste aluno, mesmo que ainda insuficiente, equiparando-o ao outro malandreco, que nem sequer sabe ainda gingar ao som de Lou Reed (nem sequer ouviu falar de qualquer música anterior a Agosto de 2013)?

A mim nem sequer complica os nervos ver um 6,5% e um 0% nos testes. Acontece, ninguém precisa de gostar de História e pode ter dois azares grandes (não é provável, mas é possível). Nem sequer que a atitude do aluno seja explicada com o seu staile… que é algo que nem avalio, apesar do escasso valor do cuidado com os dois brinquinhos que prefere acariciar de forma repetida em vez de passar um mísero sumário.

Por mim, tudo bem. Táááássssssssssssssseeeeeeeeeeeee Bêêêêêêêmmmmmm!!!

O que não posso aceitar – por muito que o já adolescente esteja em processo de definição da sua personalidade, afirmando-a por oposição à do adulto “castrador” – é que ele goze com o trabalho dos colegas e eu não possa fazer a devida diferenciação entre “atitudes e valores” muito diversos.

Porque, mesmo que não seja sempre verdade, eu sei que aquele 1 firme e hirto faz o seu efeito e é mentira que seja apenas desmotivante e que o insucesso se reproduza a si mesmo por causa disso. Pelo contrário, a experiência demonstra-me que na maioria dos casos, quando a coisa é assim bem explicadinha olhos nos olhos em sala de aula, sem véus e mantos diáfanos, o desempenho muda substancialmente.

Tanto é verdade, que ele já me perguntou que nota lhe darei caso comece a tirar Bons e Excelentes.

O nível 1 é traumatizante?

Depende.

Se for injusto é capaz de ser.

Aplicado com rigor, justiça e transparência pode ser uma lição muito útil para toda uma turma.

¿La educación nórdica es la mejor del mundo o se trata más bien de un gran error?

Quais 6000? A sério que existem? Ou alguma vez existirão nos termos em que o MEC os apresentou?

CGA atrasa reformas de 6.000 professores

Esta questão merecia um tratamento aprofundado em si mesma, para se aferir até que ponto o MEC faltou objectivamente à verdade nesta matéria e até que ponto o fez com conhecimento de causa.

A mim nunca pareceu que existissem 6000 docentes em condições de terem aposentação até final de 2013,com pedido entrado até final de Dezembro de 2012 (que foi o que originalmente foi anunciado) ou mesmo Junho de 2013.

Resta saber se o MEC falou em 6000 docentes de forma ingénua, mal informada ou destinada a a voluntariamente confundir a opinião pública.

O que se sabe é que até agora nem sequer 2000 terão sido aposentados.

MEC remete para directores das escolas problemas com professores que aguardam aposentação

Em causa está o despacho que permitiu aos directores libertar da componente lectiva cerca de 6000 docentes que estavam prestes a aposentar-se.

Uma visão muito equilibrada

The 5 Biggest Myths About School Vouchers

Tem 19 valores só com aulas teóricas

Uma aluna do 10º ano da Escola Dr. João de Brito Camacho, em Almodôvar, viu a nota de Educação Física subir de 17 para 19 valores, após ter recorrido. A estudante é filha da vice-presidente da direcção da escola. A decisão da subida de nota deixou indignados vários professores, que denunciam pressões sobre a docente de Educação Física. Edite Sousa, vice-presidente, garante ao CM que não fez “qualquer pressão” e que se limitou a recorrer, “tal como prevê a lei”. “A minha filha é uma aluna como outra qualquer”, diz.

Ginástica mental…

Incapaz de compreender o jornalismo sem o ligar a interesses

A culpa

É A Mentira Viável Também No Ensino?

Tornou-se um falso dado adquirido na coreografia retórica em torno do défice, do aumento da despesa pública e daqueles a quem é útil apontar o dedo como causa da desgraça fabricada por incompetente governação.

Embora o valor possa ter tido origem na máquina comunicacional do governo, rapidamente foi adoptado como bom por experts da oposição para fazer passar a mensagem: o acordo entre o Ministério da Educação e os sindicatos de professores foi desastroso para as finanças públicas porque acarretou um encargo adicional de 400 milhões de euros.

A falsidade é de tal maneira evidente, e desmontá-la é tão óbvio, que é trágico como consegue continuar a  ser reproduzida, desde gente que demonstra a sua incapacidade técnica (caso de Eduardo Catroga em peça de há cerca de uma semana no Vida Económica a Silva Lopes na RTP com a aquiescência de João Salgueiro, presente no debate) ou então a sua extrema credulidade (caso recente do director do Jornal de Negócios), isto para não falar em outros casos que já raiam o foro do delírio patológico.

A coisa é facilmente desmontável, tanto pelo lado da cronologia, quanto dos números.

Comecemos por estes.

  • De acordo com os números mais recentes, existirão cerca de 115.000 professores nos quadros do ME. Segundo quem diz que sabe, o acordo feito em Janeiro (atenção que o acordo foi para o ECD, nem sequer foi directamente sobre o modelo de avaliação, sendo que a estrutura da carreira impede progressões automáticas em dois níveis) teria implicado o tal encargo suplementar de 400 milhões de euros. Não vou prender-me sequer com a demonstração, ao nível micro, da falsidade da alegada progressão automática de todos os docentes, ou que o acordo teve efeitos imediatos na transição e escalão de alguém. Vou apenas pela tentativa de desmontagem dos números, por serem absolutamente inverosímeis. Mesmo que todos os professores tivessem progredido em função do acordo – o que já de si é totalmente  falso – cada professor teria direito a receber mais 3500 euros este ano, o que implicaria um acréscimo bruto de 250 euros mensais. Ora, consultando qualquer tabela salarial, se percebe que a maioria das transições (excepção para os actuais 8º e 9º escalões, porque ninguém transitou para o 10º) acontece abaixo dos 200 euros e algumas rondam mesmo apenas os 100 euros ilíquidos. Logo, gostaria de saber que raio de contas foram feitas, pois a generalidade dos professores que subiu de escalão o fez por ter completado mais do que o tempo suficiente para transitar (há quem tenha levado 7 anos para cumprir um escalão que era de 3 anos e agora é de 4) e outros que ainda nem progrediram, sendo que isso já estava previsto no OE para 2010. Não percebo, sinceramente, como isto pode ser repetido à exaustão, como se de uma verdade se tratasse.
  • Mas há ainda a cronologia. E essa ainda é mais gritante na forma como desmente o que é afirmado. O acordo ME/sindicatos foi assinado em Janeiro de 2010. Quando PS e PSD acordaram o pacote de austeridade em Maio já se sabia (será? ou não souberam fazer contas?) qual o efeito do acordo, que directamente era quase irrelevante pois, como referi atrás, as progressões em virtude da avaliação de 2007-09 já estavam previstas no OE e as decorrentes da apreciação curricular intermédia são uma minoria. Mas naquela altura o Bloco Central considerou suficientes aquelas medidas de austeridade destinadas a uma estabilização do défice. Logo, qualquer derrapagem entre Maio e Setembro não pode ser assacada a qualquer acordo com os professores, mas a uma de duas hipóteses principais (entre outras possíveis): mistificação voluntária dos números em maio ou pura incompetência técnica da equipa das Finanças. É como a história dos submarinos… já se sabe há muito o que custam e se não sabem são incompetentes. Qualquer derrapagem da despesa pública desde Maio, cuja origem o Governo não desvenda, não pode de modo algum ser atirada para as costas largas dos professores, por ser absolutamente inverosímil. Que o governo, o maior partido da oposição e a miríade de opinadores e especialistas-satélite se prestem a repetir essa falsidade em público é uma absoluta vergonha.

O que está em causa é que desde final de 2009, quando o PSD apoiou o governo na não suspensão do modelo de avaliação, as progressões suspensas desde 2005 tinham de ser desbloqueadas para os professores avaliados e em condições há muito para progredir. E isso é anterior a qualquer acordo e estava já contemplado no OE para 2010. Era bom que todos, sindicatos incluídos, o declarassem, a bem da verdade dos factos.

Cavaco defende Educação como “desígnio nacional”

O Presidente da República elegeu hoje a Educação como “um desígnio nacional”, sublinhando a rentabilidade do investimento no sector e a importância das escolas básicas onde “se rasgam horizontes”.

Dom Sebastião Primeiro & Último não faria melhor, continue-se a rasgar.

Pois… pode ser que sim, que  não existam reenções, mas… como será que eles lá fazem? Será que por lá não há mesmo crianças com dificuldades de aprendizagem? E havendo, como é que tratam disso? Estas são as estatísticas mais recentes dos alunos que, despistadas dificuldades, são transferidos para a Educação Especial a tempo inteiro ou parcial.

Reparem nos números e no peso relativo no total dos alunos:

Number of pupils transferred to special education unchanged, more students in part-time special education

Eight-and-a-half per cent of comprehensive school students, or over 47,000 pupils, had been transferred to special education in autumn 2009. The number was almost unchanged from the previous year. Around 23 per cent, or 127,900 comprehensive school students, received part-time special education during the 2008-2009 academic year. The number of pupils attending part-time special education grew by 1,600 from the previous year. These data derive from Statistics Finland’s Education Statistics.

Shares of pupils transferred to special education and receiving part-time special education among all comprehensive school pupils 1995-2009, % 1)

Quase 25% de alunos a receber educação especial a tempo parcial e cerca de 8% transferidos para a Educação Especial. Seriam estes números aceitáveis por cá, com a aplicação da legislação em vigor? E será que a Educação Especial a tempo parcial por lá se pode equiparar a mais Estudo Acompanhado ou APA?

In 2009, 29 per cent of those transferred to special education were fully and 24 per cent partially integrated into groups attending general education. In all, 33 per cent of those transferred to special education received teaching in special groups in comprehensive schools and 14 per cent in special schools. More often than in the previous year special education was arranged in general education groups and in special groups in comprehensive schools. Instead, the number of special pupils studying in special schools and partly in general education groups decreased.

Não brinquemos…

… suscitassem algumas dúvidas a todos aqueles que por cá endeusam todo o sistema, sem perceberem as suas bases e partes essenciais.

Vou passar sobre o facto de as estatísticas oficiais em alguns países escandinavos praticarem um apartheid estatístico, separando os resultados dos alunos com origem sueca dos imigrantes. Isso é que era ver muita esquerda pró-finlandesa aos saltos se por cá fizessem isso.

No entanto, vou concentrar-me antes numa medida proposta para entrar em vigor daqui a um ano (nada como cá que se legisla para o ano anterior), sobre questões que se consideram de segurança para os ambientes de estudo e que podem mesmo impedir o direito a estudar de alunos que não cumpram as regras, incluindo neste caso a chamada vocational and training education:

Revocation of the right to study, drug testing and disciplinary actions improving safety

(…)

The committee proposes the possibility to revoke a student’s right to study fields which involve the safety of minors or patient, customer or traffic safety. It would be a ground for revoking the right to study if a student has repeatedly or seriously endangered another person’s health or safety or that a student has a health problem essentially undermining his/her functional capacity which puts other persons’ health and safety at serious risk. If necessary, the student could be required to undergo medical examinations and tests needed to ascertain the level of his/her functional capacity.

In studies which entail working with children, the right to study could also be revoked on the grounds of a conviction for an act of obscenity, a sexual crime, homicide or aggravated assault or a gross narcotics offence. The student would be required to provide an extract of his/her criminal record.

Before a decision is taken to revoke a student’s right to study, measures should be taken to discuss with the student the possibility for him/her to seek other type of education and training. Another possibility would be for the student to transfer to another training programme organised by the educational establishment in question.

The committee proposes provisions to be included in the Acts concerned on the possibility to restore a student’s right to study if the grounds for revoking it cease to exist. The student could reapply for the right to study one year from the cancellation decision at the earliest.

The committee also proposes amendments providing for drug testing of students. Subject to conditions specified in statutes, drug tests would be possible in practical assignments included in studies, on-the-job learning and traineeships. These conditions could be, for example, that a student acting under the influence of intoxicants or a student with a dependency on intoxicants would gravely endanger himself/herself, the life or health of another person, traffic safety, the confidentiality or integrity of information protected by data security legislation, or that he/she would significantly add the risk of trafficking, possession, use or distribution of drugs and medical substances. Refusing a drug test or a positive test result could lead to disciplinary action.

The committee further proposes amendments providing for the disclosure of information, provisions on confidentiality notwithstanding, for purposes relating to the assessment of a student for admission, the revocation of a student’s right to study and disciplinary action. The National Supervision Authority for Welfare and Health would be entitled to obtain information necessary for the supervision of patient and customer safety.

Se isto fosse por cá, não faltariam os gritos de fáxismo! fáxismo!

Nem vale a pena comentar muito… basta explicar que eliminar repetências não significa que os ciclos de escolaridade sejam completados no intervalo de tempo mínimo regulamentar. Mas para entender isso, seria preciso… sei lá… alguma capacidade de… bem… eu calo-me.

Bom… eu abro o teclado só para afirmar que, numa perspectiva bastante simplória como a minha, isto significa que 44% dos alunos não completam o equivalente ao nosso Ensino Secundário (nas diversas variantes) no tempo mínimo esperado.

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