A oposição foi hoje unânime nas críticas ao novo modelo de gestão das escolas aprovado em Abril pelo Governo, considerando que é autoritário, centralizador e limitador da autonomia.
O debate foi suscitado pela discussão de um projecto do PCP para alterar a gestão escolar, visando “maior participação da comunidade”, através de “conselhos regionais” e da participação dos alunos na direcção. O diploma, que segue a lei de bases do sistema educativo, prevê a eleição do “conselho de gestão” pelos docentes em serviço no agrupamento escolar, mediante a apresentação de listas.
Ler o que foi dito por todas as forças da oposição é de ir às lágrimas, mas de raiva. Onde andavam este(a)s senhore(a)s quando a lei foi aprovada e deveria ter sido sujeita a maior escrutínio, desde logo pelo Tribunal Constitucional? Da Ana Drago ainda me lembro de algumas intervenções contundentes. Do resto, nem por isso.
Por outro lado, se assim é, isto quer dizer que o pedido de fiscalização da constitucionalidade sucessiva anunciado pelo SPGL conseguirá avançar com o apoio de todas as bancadas parlamentares ou de parte significativa delas.
Certo?
Já agora, e para a posteridade, fica aqui o essencial da posição da bancada da maioria, que se distingue pelo carácter paradigmático da argumentação e por uma lógica curiosa sobre o que é o funcionamento da democracia:
Em defesa do Governo, o deputado socialista João Bernardo frisou que a “mudança de paradigma da escola aproxima-a de modelos de gestão mais democrática”.
Tudo isto é mais ridículo, quanto este deputado se queixou da disciplina de voto que o obrigou a aprovar o Estatuto da Carreira Docente e apresenta este passado profissional e sindical.
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