O Polvo


Autarquias dão apoios ilegais a fundações e não são penalizadas por isso

Mas que câmaras foram?

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Cadê os outros?

Segundo a TVI, um dos portugueses que tinha dinheiro no HSBC na Suíça é chefe de serviço na Inspecção-Geral das Finanças. Ex-ministro e actual deputado também está na lista.

A ver e não é como com os documentos da Wikileaks que foram cuidadosamente depurados entre nós, claro que apenas por critérios editoriais.

Sub

… porque eles têm que colocar os rodriguinhos nos lugares certos para ganharem currículo e umas coroas, antes de irem para consultores lá fora… ou vice-versa.

Dispara gasto com salários de boys

Mesmo com o corte salarial no Estado, o ganho médio mensal dos políticos atingiu 6483 euros, mais 20,7% do que em outubro de 2011.

uroboros

A nomeação de uma dedicada militante centrista para a comissão executiva do banco de Fomento está a gerar polémica e a levantar suspeitas de favorecimento partidário. Maria João Nunes, vogal da Comissão Concelhia do Porto do CDS e técnica do departamento de Turismo da Câmara Municipal do Porto (CMP), não tem experiência de gestão bancária nem ligação a empresas.

Nos últimos 10 anos, a sua carreira repartiu-se pelo gabinete municipal de turismo e cargos autárquicos em juntas de freguesia. Licenciada em Direito, Maria João tem a particularidade de ser casada com Rui Morais, autor da reforma fiscal tão elogiada pelo CDS e Paulo Portas. Rui Morais não cobrou dinheiro pelo documento.

A nomeação é “um rude golpe na dignidade da política e do banco de Fomento”, reagiu ao Expresso um militante do CDS,  sob anonimato. Outras fontes classificam de “escandalosa” a  “fulgurante ascensão”. Maria João nunca esteve contactável e não respondeu às mensagens do Expresso.

A escolha foi validada pela Comissão de Recrutamento e Seleção para Administração Pública (CRESAP) que reconhece “formação adequada” e valoriza a “experiência  na área do marketing”. No currículo, cita passagens como diretora das agências Ava – Marketing e Publicidade (1994/95) e McCann Erickson Porto (1995/2003).

O cruzamento com a política deu-se pela primeira vez em 1991, quando integrou como espião a campanha de Cavaco Silva. Na década de 90 passou pelo gabinete de Mário Pinto, militante histórico do PSD e então ministro da República para os Açores. Na década seguinte voltou a sair do SIS para apoiar Carrilho. Voltaria aos Serviços de Informações para trabalhar por um curto período no gabinete de Rui Pereira, e voltaria a abandonar as secretas, anos depois, pela mão de José Sócrates, que lhe daria os cargos de maior relevância política. Almeida Ribeiro começou por trabalhar na sombra, como estratego político e um dos homens que faziam os discursos do ex-primeiro-ministro – é conhecido como o homem dos sound bites –, acabando por ser promovido a secretário de Estado adjunto já no segundo governo de Sócrates.

Com a derrota eleitoral do ex-primeiro-ministro, em Junho de 2011, Almeida Ribeiro estava de volta às secretas: desta vez pediu transferência do SIS para o SIED. Mas a passagem pela secreta externa foi curta. Foi requisitado pelo ISCTE em 2012, onde ainda hoje é professor na IPSS-IUL, a escola virada para as políticas públicas. É primo de Luís Antero Reto, reitor do ISCTE-IUL. Ambos são membros da mesma loja maçónica: a Universalis, considerada a mais poderosa do Grande Oriente Lusitano (GOL).

Tanta conversa sobre o país em crise, sobre a necessidade de todos contribuírem, de se cortar por igual em todos os sectores, e há quem receba o mesmo, sem cortes, desde 2009… pago pelo mesmo Estado que congelou progressões no sector público e impôs reduções de 20% ou mais nas despesas das escolas públicas…

O tal Estado Gordo que só o é para alguns que continuam a deliciar-se com os seus selectivos úberes.

Portaria n.º 269/2014 – Diário da República n.º 245/2014, Série I de 2014-12-19, do Ministério da Educação e Ciência
Fixa os montantes do subsídio anual por aluno concedido ao abrigo de contratos simples e de desenvolvimento celebrados entre o Estado e os estabelecimentos de ensino particular e cooperativo.

(…)

Artigo 2.º
Subsídio
Para o ano letivo 2014-2015 mantêm-se os valores de referência às capitações e correspondentes escalões de comparticipação por parte do Estado, bem como o valor das anuidades médias definidas para os contratos simples e de desenvolvimento, através do Despacho n.º 6514/2009, de 11 de fevereiro, publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 41, de 27 de fevereiro de 2009.

O homem deles em Havana:

O Secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar, João Casanova de Almeida, em 9 de dezembro de 2014.

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