O Pântano


Foram pessoas de carne e osso, com mandato expresso, implícito, ou sem ele

O PM gosta de desviar a conversa e culpabilizar o papão-Estado mas ele é formado por pessoas que devem ser responsabilizadas e apurar-se as razões que as levaram a fazer tal.

Porque isto não é culpa do “Estado” é culpa de quem se usa e abusa da sua posição e da possibilidade de utilizar o aparato estatal para interesses particulares, seja para lesar, seja para proteger grupos específicos de cidadãos.

Passos Coelho explicou ainda porque motivo o Ministério das Finanças pediu à inspeção Geral das Finanças a abertura de um inquérito: «Quem teve a ideia, quem deu parecer favorável, quem concebeu que o Estado pudesse funcionar nestes termos? É isso que temos de apurar. Como é que isto se processou», afirmou, repetindo que o «Governo não tomou conhecimento sobre esta matéria».

Em primeira e última instância é responsabilidade de quem descurou procedimentos, permitindo uma roda-livre de condutas que são inaceitáveis, e de quem negou antes de ter o cuidado de apurar as coisas…

 A Revista Visão divulgou hoje, ao início da tarde, uma gravação que confirma existência de «um pacote VIP». É desta maneira que Victor Lourenço, o chefe dos serviços da Autoridade Tributaria anunciou em janeiro a criação de tratamento especial para alguns contribuintes.

Autarquias dão apoios ilegais a fundações e não são penalizadas por isso

Mas que câmaras foram?

… tudo continua na mesma, ou quase, ou pior, em termos de procedimentos no que se trata de distribuir lugares na recta final do mandato.

É o que consta, é o que tinha sido prometido que não iria acontecer, mas parece que é mais forte do que a fraca vontade de quem não consegue elevar-se acima da gaiola e das ambições de um futuro longe das salas de aula.

Não é nada de novo, nada de inesperado, mas por isso mesmo acaba por se limitar a afundar mais e mais o que já não tinha luz que guiasse qualquer esperança.

Cadê os outros?

Segundo a TVI, um dos portugueses que tinha dinheiro no HSBC na Suíça é chefe de serviço na Inspecção-Geral das Finanças. Ex-ministro e actual deputado também está na lista.

A ver e não é como com os documentos da Wikileaks que foram cuidadosamente depurados entre nós, claro que apenas por critérios editoriais.

A dança de cadeiras de final de mandato dos senhores directores regionais de estruturas que se diziam implodidas interessa-me muito pouco, pois não passa da enésima versão de um filme demasiado visto.

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… e não há alguém a comprar o direito de divulgação das coisas e, graças a critérios jornalísticos, desaparecer a maior parte da informação antes de chegar a conhecimento público.

Swiss Leaks: Portugal amnistiou cinco vezes o que os portugueses tinham no HSBC

Revelados primeiros nomes de clientes portugueses do HSBC na Suíça, onde tinham aplicados 969 milhões de dólares. Desde 2005, Portugal amnistiou mais do quíntuplo desse valor em capital irregular no estrangeiro.

Acesso aos dados do Swiss Leaks aqui.

… porque eles têm que colocar os rodriguinhos nos lugares certos para ganharem currículo e umas coroas, antes de irem para consultores lá fora… ou vice-versa.

Dispara gasto com salários de boys

Mesmo com o corte salarial no Estado, o ganho médio mensal dos políticos atingiu 6483 euros, mais 20,7% do que em outubro de 2011.

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Governos portugueses permitiram limpar rasto do dinheiro vindo da Suíça

… me sinto um bocado envergonhado, como português, pela qualidade dos nossos PM, seja logo à partida, seja no que se tornaram.

O Guterres do 2º já é o que dá de frosques ao ver que ou fugia ou ficava com a lama e os limianos até ao pescoço como o Cavaco ficou mesmo quando não percebeu, inundado por Dias Loureiros, Duartes Limas, Migas Amagais, Arlindos disto e daquilo…

E mesmo o Guterres I, pensando bem, foi o que nos trouxe o outro engenheiro e o salto à vara.

Que raio de choldra, pá!

Nada me admira que o homem não queira ser presidente disto, como sempre me pareceu.

E,, já agora, para mim o terceiro António. o que querem erguer a Presidente, é apenas um dos principais rostos do pântano.

 

A nomeação de uma dedicada militante centrista para a comissão executiva do banco de Fomento está a gerar polémica e a levantar suspeitas de favorecimento partidário. Maria João Nunes, vogal da Comissão Concelhia do Porto do CDS e técnica do departamento de Turismo da Câmara Municipal do Porto (CMP), não tem experiência de gestão bancária nem ligação a empresas.

Nos últimos 10 anos, a sua carreira repartiu-se pelo gabinete municipal de turismo e cargos autárquicos em juntas de freguesia. Licenciada em Direito, Maria João tem a particularidade de ser casada com Rui Morais, autor da reforma fiscal tão elogiada pelo CDS e Paulo Portas. Rui Morais não cobrou dinheiro pelo documento.

A nomeação é “um rude golpe na dignidade da política e do banco de Fomento”, reagiu ao Expresso um militante do CDS,  sob anonimato. Outras fontes classificam de “escandalosa” a  “fulgurante ascensão”. Maria João nunca esteve contactável e não respondeu às mensagens do Expresso.

A escolha foi validada pela Comissão de Recrutamento e Seleção para Administração Pública (CRESAP) que reconhece “formação adequada” e valoriza a “experiência  na área do marketing”. No currículo, cita passagens como diretora das agências Ava – Marketing e Publicidade (1994/95) e McCann Erickson Porto (1995/2003).

Mulher de deputado poupada à requalificação e promovida

Elza Mota de Andrade estava na lista de funcionários da Segurança Social que iriam ficar inativos. Acabou por ser nomeada para um cargo de chefia em Bragança, onde o marido lidera a Federação do PS.

 

 

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Público, 24 de Janeiro de 2015

A mim parece-me concorrência desleal – só para usar termos “liberais” e “de mercado” e não entrar por outras áreas mais inóspitas como a ética – e este Rodrigo faz-me lembrar outros quando se trata do encobrimento das más práticas evidentes dos seus associados.

Aliás, foi em espaço público que ouvi alguém – quando as reportagens da TVI sobre os colégios do GPS estavam na actualidade – dizer que aquilo não era nada de especial e que se resolveria num instante.

E depois há aquela justificação peregrina e falsa de dizer que a opção entre um 14 e 15 pode ser uma “estratégia pedagógica” para “motivar” ou “picar” os alunos.

Ó Rodrigo, pá, vai gozar com outro, porque estamos a falar da nota de final de ano, de final de escolaridade não-superior, da classificação final e definitiva que serve para fazer a média de acesso à Universidade. Essa treta que dizes só será válida em outros anos e no 1º ou 2º período. Percebeste ou queres que te faça um desenho? Porque ou és parvo (e tudo indica que és bem espertalhão) ou disseste aquilo mesmo só para enganar os distraídos.

E assim foi e assim se vão confirmando muitas suspeitas sobre a opacidade do “negócio da Educação” em que uns se lambuzam e os outros definham, uns mantêm financiamentos incólumes à media década e outros sofrem cortes de 20-25%.

Por isso, é impossível existirem relações de confiança nesta área da desgovernação, em que o que está em causa é arrebanhar o dinheiro público, tendo a distinta falta de vergonha de dizer que o fazem em defesa das famílias e dos contribuintes.

(e que venham agora dizer que isto é ad hominem e tal, que é necessário colocar os nomes aos bois desde que não os coloquemos, somos todos Charlie e o raio que os parta…)

 

O cruzamento com a política deu-se pela primeira vez em 1991, quando integrou como espião a campanha de Cavaco Silva. Na década de 90 passou pelo gabinete de Mário Pinto, militante histórico do PSD e então ministro da República para os Açores. Na década seguinte voltou a sair do SIS para apoiar Carrilho. Voltaria aos Serviços de Informações para trabalhar por um curto período no gabinete de Rui Pereira, e voltaria a abandonar as secretas, anos depois, pela mão de José Sócrates, que lhe daria os cargos de maior relevância política. Almeida Ribeiro começou por trabalhar na sombra, como estratego político e um dos homens que faziam os discursos do ex-primeiro-ministro – é conhecido como o homem dos sound bites –, acabando por ser promovido a secretário de Estado adjunto já no segundo governo de Sócrates.

Com a derrota eleitoral do ex-primeiro-ministro, em Junho de 2011, Almeida Ribeiro estava de volta às secretas: desta vez pediu transferência do SIS para o SIED. Mas a passagem pela secreta externa foi curta. Foi requisitado pelo ISCTE em 2012, onde ainda hoje é professor na IPSS-IUL, a escola virada para as políticas públicas. É primo de Luís Antero Reto, reitor do ISCTE-IUL. Ambos são membros da mesma loja maçónica: a Universalis, considerada a mais poderosa do Grande Oriente Lusitano (GOL).

A rede ferroviária de alta velocidade em Portugal foi cancelada em 2012, mas a factura ascendeu a pelo menos  153 milhões de euros. Segundo uma auditoria publicada hoje pelo Tribunal de Contas (TdC), ao longo dos 12 anos em que o projecto esteve a ser elaborado foram gastos 120 milhões de euros em contratação externa e 32,9 milhões de euros em custos de estrutura da RAVE, a empresa pública criada para levar a cabo o TGV.

Aposto que em alguns dos gabinetes premiados haverá gente muito liberal e que critica o “peso do Estado na Economia”….

Não lhes estraguem o negócio, pá!

Tiago Monteiro pede 9,4 milhões de euros ao Estado em tribunal

Oceanational, detida pelo ex-piloto de Fórmula 1 e pelo empresário José Guedes, quer ser indemnizada por incumprimento dos acordos assumidos pelo Governo de José Sócrates.

Ex-secretário de Estado representou Ocean antes de chegar ao Governo

O anterior responsável governativo pelo Desporto esteve dos dois lados da barricada.

Mais um daqueles casos que faz a regra que torna quase irrelevantes as excepções.

Quatro empresas do amigo de José Sócrates arguido no âmbito da Operação Marquês encaixaram 12,8 milhões de euros em 127 contratos celebrados por ajuste direto, 52 por concurso público e dois por concursos limitados. A maioria das autarquias que fizeram negócio com as empresas de Santos Silva é do Interior. Parque Escolar e câmaras socialistas foram responsáveis por 52,6% do valor dos contratos (7,87 milhões de euros), autarquias PSD somam 8,62% e as do PCP 5,84%. Os dados são do portal Base – plataforma criada em 2008 que publicita a contratação pública.

E ninguém o quer entrevistar?

Tenho de ir ler a edição em papel para ver exactamente que câmaras…

Cá por coisas…

Pub20Dez14

Público, 20 de Dezembro de 2014

Um facilitador é sempre um facilitador. É um modo de vida…

Quando se subiu assim, fica-se com muito para retribuir.

O nome do ex-presidente do PSD e antigo ministro Luís Marques Mendes surgiu no processo dos Vistos Dourados. A TVI apurou que há registos em que Marques Mendes pede a intervenção especial do então presidente do Instituto dos Registos e Notariado, que está em prisão preventiva, para agilizar pelo menos dois processos de atribuição de nacionalidade portuguesa a cidadãos estrangeiros.

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