A menos que se refugie no pós-modernismo linguístico de considerar que rescisão não é despedimento.
Em nome da necessidade de correcção do desvio de 800 milhões de euros do défice, 20 mil funcionários públicos serão dispensados este ano. Metade dos quais professores.
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Pior mesmo será despedir professores e decidir pagar a privados para fazer o que os despedidos, desculpem, rescindidos, faziam, numa estratégia de outsourcing que seria mais eficaz se voltássemos à tele-escola. A partir de Bangalore, por exemplo, com recurso a tradutor simultâneo online.
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É muito raro – Relvas à parte – defender a demissão seja de quem for (nem de MLR o fiz) até que todo o esplendor da sua má governação fique bem à vista de todos. Mas as excepções confirmam a regra.
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A confirmar-se o que está a ser anunciado, Nuno Crato revela ser apenas ministro de alguns interesses e nichos paroquiais académicos, sem ter qualquer peso político.
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