Demolição


Passos Coelho anda, claramente, a optar por algo que ele deve pensar que é coragem política, mas não passa de desrespeito pelos cidadãos e pelo país.

O MEC já lhe pediu a demissão… os secretários de Estado nunca lá deveriam ter estado… mas o actual PM continua firme e hirto, até que isto tudo caia de podre.

Exp11Out14

Expresso, 11 de Outubro de 2014

Colocá-los a funcionar mal, através de cortes na manutenção das infraestruturas e dos sistemas informáticos, assim como na qualidade técnica dos meios humanos disponíveis, usando depois esse argumento para “denunciar” o gigantismo e mau funcionamento do Estado (quando fazia o mesmo nos tempos do papel) e “justificar” a sua fragmentação e concessão a privados porque, alegadamente, podem prestar esse serviço “melhor”.

Pelo caminho, tenta transmitir-se a sensação que a incompetência é dos funcionários de base e não das decisões das chefias e das opções político-ideológicas.

Uma fórmula já experimentada em outras paragens e que está em toda a força a ser aplicada em alguns estados dos EUA dominados pelos putos tóxicos do chá.

Nova perturbação informática. Agora nas certidões de nascimento, óbito e casamento

Primeiro foi o Citius, agora é o SIRIC. Serviços informáticos do Ministério da Justiça continuam a gerar problemas. E longas esperas dos utentes.

Crato reconhece erro, pede “desculpa ao país” e manda refazer listas de colocação de professores

Professores já contratados pelas bolsas de contratação de escola não perdem o lugar. Mas entre mil a dois mil docentes poderão ser agora repescados. Houve um erro dos serviços do Ministério da Educação, admitiu Nuno Crato. Responsabilidades serão “apuradas”. “Peço desculpa aos professores, aos pais e ao país.”

Nuno Crato promete corrigir fórmula e pede desculpa aos professores

Depois de mais de quatro dias de protestos, o ministro da Educação assumiu o erro e prometeu refazer os cálculos e corrigir a ordem de colocação dos professores.

Desde já, algumas coisas óbvias:

  • Quem foi colocado, por erro do MEC, não pode ser agora prejudicado.
  • Quem deveria ser colocado e o vai ser tardiamente, deve ser ressarcido pelos danos causados, em termos materiais e morais.
  • O “interesse dos alunos” sempre foi a menos das preocupações deste desgoverno.
  • O pedido de desculpas fica bem, mas… phosga-se, ele foi avisado a tempo, como já aconteceu em outros momentos de disparate.

Da vergonha, da falta dela e da incapacidade ética

A avaliação das unidades de investigação é parte de uma operação de desmantelamento do sistema científico português.

A incapacidade do MEC para defender o sector de uma total demolição continua a ser o traço dominante de todo um mandato.

Em nome de qualquer coisa.

Agricultura e Educação entre os ministérios que sofrem mais cortes em 2015

Quanto à Agricultura, espera-se o manso protesto do PR.

Este ano entrou em vigor a vocação forçada dos maus alunos aos 13 anos.

Para o anos teremos as vocações à saída do 1º ciclo, para os alunos cujas famílias já tenham escolhido a sua futura profissão. Dá-se-lhe 20 horas de Matemáticas, Ciências e Tecnologias, 6 horas de Português e outras 6 distribuídas pelas restantes disciplinas, que é para a acriança ficar imersa na sua vocação e não ter quaisquer dúvidas sobre o que deseja ser.

Sei que pode ser ao contrário, mas a aposta nas STEM é a menina dos olhos do Rodrigo, do Nuno e de todos os desenvolvimentistas e piresdelima que colocam a criança no centro das suas atenções.

A bem das Empresas e da Pátria!

 

é desconfiado.

Crato desconfia dos licenciados nas escolas superiores de educação

… que não passei enquanto aluno ao longo de todo o ensino básico na década de 70 e que raramente conheci enquanto professor desde finais dos anos 80 e só, se a memória não me falha, em turmas do Secundário no início da década de 90: turmas de 30 alunos no 5º ano.

A petiza cá de casa tem o prazer de ir experimentar a coisa. Na sua escola, salvo uma turma reduzida anda tudo entre os 26 e 30 alunos, algo que é, atendendo às instalações das escolas da periferia não intervencionada, um enorme atentado a qualquer inteligência mediana e um atentado ao trabalho de alunos e professores.

Eu sei que muita gente dá ou deu aulas em auditórios universitários para 100 ou mais alunos mas – há que dizê-lo com frontalidade – salvo casos de rara excepcionalidade pedagógica – eram uma grande porcaria de aulas, de sentido único e leiam lá as sebentas.

Agradeço ao actual ministro e às luminárias que o alumiam neste seu caminho em direcção ao desconhecido e mais além, a possibilidade da minha educanda conhecer um nível de ensino em piores condições do que aquele que eu experimentei em meados dos anos 70 na avermelhada margem sul.

É obra.

Claro que do novo tipo da Confap não espero nada, que ele anda mais preocupado com outras coisas, embora de vez em quando lhe venha a cólidade à boca.

E há uns anos, quando assinei e ajudei a promover aquela petição em defesa de uma diminuição do número máximo de alunos por turma não o fazia apenas enquanto professor corporativista, mas enquanto encarregado de educação que não está à espera de cheques para ir bater à porta dos colégios dos santos.

Já se falava nisto ontem, mas só hoje é oficial…

O Ministério da Educação quer reduzir de 23 para 7 as zonas de quadro pedagógicas.

Esta foi uma proposta do Governo hoje apresentada aos sindicatos com a qual a Federação Nacional de Educação (FNE) diz não estar de acordo.

Com esta medida que vai entrar em vigor já no próximo concurso nacional em Abril, os professores com horário zero e os cerca de 11 mil com vínculo de Quadro de Zona Pedagógica (QZP) podem vir a ser colocados a uma distância a mais de 300 quilómetros da sua residência.

Professores com “horário zero” vão passar ao regime de mobilidade, anuncia ministério

Tutela quer reduzir quadros de zona pedagógica, de 23 para sete, já para o próximo concurso.

A menos que se refugie no pós-modernismo linguístico de considerar que rescisão não é despedimento.

Governo avança com 20 mil despedimentos

Em nome da necessidade de correcção do desvio de 800 milhões de euros do défice, 20 mil funcionários públicos serão dispensados este ano. Metade dos quais professores.

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Pior mesmo será despedir professores e decidir pagar a privados para fazer o que os despedidos, desculpem, rescindidos, faziam, numa estratégia de outsourcing que seria mais eficaz se voltássemos à tele-escola. A partir de Bangalore, por exemplo, com recurso a tradutor simultâneo online.
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É muito raro – Relvas à parte – defender a demissão seja de quem for (nem de MLR o fiz) até que todo o esplendor da sua má governação fique bem à vista de todos. Mas as excepções confirmam a regra.
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A confirmar-se o que está a ser anunciado, Nuno Crato revela ser apenas ministro de alguns interesses e nichos paroquiais académicos, sem ter qualquer peso político.
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… o Nuno Santos arrasou com a administração da RTP e o ministro Miguel. Assim como demoliu por completo aquela menina deputada e aquele deputado engravatadinho do CDS que antes escrevia umas coisas giras. Só que como a vergonha anda cara… vão assobiar para o lado. Outra vez.

… é só para homens de barba rija e senhoras de faca na liga.

Ministro admite mais saídas de professores

O ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, admitiu, esta sexta-feira, que nos próximos anos deverá haver necessidade de menos professores, face à redução da taxa de natalidade.
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O argumento da natalidade é uma treta que serve de chapéu de chuva para ocultar muita outra coisa. Há evidente desonestidade intelectual nesta fundamentação que não explica outras medidas. E não há ramirílios que consigam esconder o que é óbvio, a continuação de uma atitude de desafeição e ostensiva degradação das condições laborais dos docentes.
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Aquela entrevista ao Sol sempre quis dizer o que lá estava, bem como os anúncios mais recentes sobre os ensinos duais, vocacionais e profissionais se relacionam com medidas destinadas a limpar mais uns 10-15% daqueles que fazem parte da profissão mai’linda e de que se afirmava contar com todos.

E não há que enganar. Agora o objectivo é empurrar o máximo de gente para a aposentação ou infernizar-lhes a vida, obrigando-os a andar de escola em escola, ou de centro de emprego em politécnico para se conseguirem horários completos.

O pior está para chegar, com políticas ainda mais activas e ostensivas para desvincular professores dos quadros do MEC, em especial os mais caros.

Vincular só se for em regime de total mobilidade e encravados para sempre no escalão de ingresso na profissão. Mão de obra a preço de saldo, com a permanente ameaça de existir um exército de desempregados à espera de um lugarzinho.

E ainda há palermas entusiasmados com as tretas do novo ciclo de avaliação…

(mas há que compreender que em tempos até um candidato à liderança do maior sindicato de professores alinhou em ser avaliador, por se sentir sem alternativa, portanto…)

… e estariam safos, porque se arranjaria uma forma qualquer de retirar uma função das escolas básicas ou secundárias…

Bem… cá para mim ainda vão obrigar os professores a fazer mestrados pagos para… ai… é melhor calar-me…

Em cada cidade com universidade pública, ao meio dia desta sexta-feira, haverá um reitor a explicar à comunidade que as instituições estão asfixiadas e não aguentam mais cortes. O discurso é comum a todos. “Portugal perderá se asfixiar as suas universidades”, avisam.

Un cañón en el culo

La primera operación que efectúa el terrorista económico sobre su víctima es la del terrorista convencional, el del tiro en la nuca.

Tradução aqui.

Para se perceber tudo isto com clareza será preciso pedir assessoria técnica à SPM?

Ampliem e deliciem-se…

Eu até concordo com o princípio da diferença entre classificação interna e externa servir para alguma coisa mas… num contexto em que tudo está a ser retirado exige-se mais?

Sei que o princípio é mais com menos mas… vai ser menos com menos.

Nuno Crato está a pedir que todos colaborem com mais menos… ele e o seu Governo.

Parece-me pouco justo para não ser mais acutilante. Terá Nuno Crato a consciência de que está a fazer – ou a assinar de cruz – coisas que até nos EUA estão a ser questionadas, ou seja, a pedir tudo em troca de nada?

Acredito que isso não o preocupe mas… com estas medidas (quando não teve capacidade para colocar em movimento um plano de avaliação externa das aprendizagens sério e completo) apenas perde o escasso crédito de confiança que ainda mantinha nas escolas.

 

 

Ainda mais um pouco de Maria Filomena Mónica ao I:

Somos todos primos uns dos outros?

E sabemos quem foi para a cama com quem, achamos que, se se está com ciúmes do outro, é uma questão de saias. Na universidade, então, é uma baralhada completa, porque, como é pequenina, todos nos conhecemos. E do assédio sexual nem vale a pena falar. Em Oxford, num ambiente muito masculino, onde havia 80 homens e cinco mulheres, nunca senti nenhum assédio sexual, apesar de, como aluna, usar mini-saia.

E em Portugal?

Com os meus colegas masculinos, percebi que eles iam para a cama com as alunas, e digo: “Vocês não estão bons da cabeça!” Diziam uns aos outros: “Aquela vai à cama?! Se soubesse, tinha-lhe dado melhor nota.” Isto assim, à minha frente! Eu dizia: “Esperem ao menos que elas acabem a licenciatura.” Mas os meus colegas achavam normalíssimo ir para a cama com as alunas. Em Portugal há a promiscuidade do sexo e a promiscuidade do parentesco.

A endogamia ainda é um problema, nas nossas universidades?

Basta olhar para os apelidos. Quando a minha universidade fez 100 anos, fui convidada como antiga aluna. Estavam lá professores da Faculdade de Direito e perguntei se ainda existe endogamia na faculdade. “Ah, de todo!”, responderam-me. E dava vontade de rir – bastava olhar para os apelidos iguais, claramente filhos ou sobrinhos. Há endogamia. E há nepotismo.

Algumas destas questões mereceriam um divertidíssimo desenvolvimento, a oscilar entre a análise do comportamento de conservadores puritanos com abundantes vícios privados e o de progressistas praticantes do nepotismo mais descarado, se possível com jovens de boas famílias ou escasso critério. E note-se que nem coloco seco às criaturas, porque vi todo o género de combinações a funcionar.

Maria Filomena Mónica ao I:

Como avalia o desempenho da oposição?

A oposição desapareceu. O PS não existe, nem sei o que é aquilo. O líder não tem carisma, não sabe o que há-de fazer, está condicionado pelo acordo com a troika. E sucede a um delinquente político chamado Sócrates, o pior exemplo que jamais, na História de Portugal, foi dado ao país: ir para Paris tirar um curso de “sciences po”, depois daquela malograda licenciatura – à qual não dou a menor importância, pois há muitos excelentes políticos que não são licenciados. O engenheiro Sócrates foi o pior que a política pode produzir. Depois de tantos processos em que mentiu, aldrabou, não depôs, ninguém percebeu o que se passou com o Freeport, os portugueses perguntam-se onde foi ele buscar dinheiro para estar em Paris. Quem é que lhe paga as despesas e o curso? A esquerda socialista tem ali este belo exemplar a viver no 16ème, e um sucessor que não inspira ninguém. O PCP vive num mundo antes da queda do Muro de Berlim, e o Bloco de Esquerda habita em Marte.

Ainda Garcia dos Santos ao I:

Mas o actual Presidente da República…

Não me fale desse gajo! Não me fale nesse gajo!

Mas houve uma altura em que houve pessoas que acreditaram que ele podia ser esse salvador…

Mas quem é que acredita nesse senhor?

Alguns desses valores costumam ser associados a Cavaco Silva…

As falhas! As falhas! Ele acabou com as pescas, acabou com o mar, acabou com a agricultura! E agora é o defensor dessas coisas todas. Veja a contradição da pessoa! É licenciado em economia, foi ministro, foi primeiro-ministro. E o que é que ele fez? Destruiu tudo isto! Toda a situação em que estamos hoje nasce com ele. E ele nesta altura em que devia ter uma atitude firme, dar dois murros na mesa, dizer “o país está primeiro que tudo o resto, acabaram as querelas partidárias, vamos pôr o país a funcionar”. Que é que ele faz? Zero! Julgo que ninguém tem argumentos para contrapor a isto que eu estou a dizer. O Presidente da República é o primeiro responsável por isto tudo e não faz nada para que isto se corrija.

Mas o Presidente não tem muitos poderes…

Tem todos os poderes! Tem a bomba atómica, que é a dissolução da Assembleia da República, mas não é preciso ir aí. Fui cinco anos chefe da Casa Militar do Presidente da República, sei muito bem como era o ambiente naquela casa e como se viviam estas coisas todas. Se fosse preciso dar dois murros em cima da mesa, o Eanes dava. E punha o dedo no nariz daquela gente! Este gajo não põe, de certeza absoluta! E ainda por cima é um pateta que tem medo de tudo.

Uma coisa é não conseguir parar determinados fenómenos, outra é beneficiar deles. Quando critica Cavaco Silva é por não ter conseguido enfrentar determinadas situações?

Claro! Não conseguiu porque não é capaz.

Por exemplo, 14 meses em vez de 12? Não chegou? Querem mais?

Governo revê salários do sector público até final de 2012

A revisão terá em conta as diferenças entre os salários praticados no privado e no público, apurou Económico.

O secretário de Estado da Administração Pública, Hélder Rosalino, afirmou hoje que o Governo irá preparar uma revisão das tabelas salariais da administração pública até final de 2012. A medida insere-se na actualização do memorando assinado entre o Governo e a ‘troika’.

A revisão dos salários será feita com base naquele estudo dos tempos do engenheiro?

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