A Culpa É Dos Outros


Após demorado estudo da vida política nacional, estou em condições de afirmar que permanece entre nós, década após década, uma arreigada cultura de desresponsabilização e auto-desculpabilização.

Os custos para o país são muito dificilmente calculáveis, mas andarão por um valor equivalente aos biliões desperdiçados em fundos comunitários mal geridos e destinados apenas alimentar clientelas que, como retribuição, atestam os oleodutos financeirtos das campanhas eleitorais. A nível nacional e local. Aguarda-se o nível regional para novo nível de sorvedouro e passa-culpas.

… pois o actual PR diz que apenas repetiu o que outros lhe disseram e, como sabemos, um PR limita-se a fazer repetições sem avaliação.

O Presidente da República entende que os portugueses podem confiar no Banco Espírito Santo isto depois de Cavaco Silva ter recebido todas as garantias do Banco de Portugal.

«O Banco de Portugal tem sido peremtório e categórico a afirmar que os portugueses podem confiar no Banco Espírito Santo dado que as folgas de capital são mais que suficientes para cumprir a exposição que o banco tem à parte não financeira, mesmo na situação mais adversa», afirmou Cavaco Silva.

Na primeira declaração que fez após a crise do BES, o chefe de Estado considerou ainda que «de acordo com a informação que tenho do Banco de Portugal, considero que a atuação do banco e do governador tem sido muito correta».

Isto significa, pois, que não podemos confiar nas garantias do Banco de Portugal, correcto?

 

Nem com o gerúndio!

 

Mário Agostinho Alves Pereira, diretor-geral da Administração Escolar desde 2009 até hoje, assumiu a responsabilidade pela aplicação de uma fórmula que calculou mal as classificações de milhares de candidatos às bolsas de contratação de escola e apresentou a demissão, apurou o Expresso. O pedido foi aceite pelo ministro da Educação.

 

A derrota dos comentadeiros que não jogam, nem nunca jogarão.

 

… no congresso da APPI irão passar como se de nada se tratasse, embora tenham sido muito graves. Ao que parece, não ficou registo para a posteridade do acto de auto-desresponsabilização pelas falhas na implementação do teste Key for Schools, em particular da componente do Speaking, visto que todas as culpas foram atiradas para cima dos professores, esses malandros.

Em Inglaterra, muito menos do que o que foi dito dá direito a pedidos públicos de descuçpas por parte de governantes, mas por cá é vinha vindimada. Business as usual. E após 10 anos por lá em diversas funções e trajecto ascensional, bem como  uma mão-cheia de ministr@s depois, já se percebeu que o senhor se sente muito seguro de si e do seu lugar “autónomo”.

Se é para citar Pink Floyd, porque não esta passagem… Hélder, leave the teachers alone!

Estudantes venezuelanos teimam em não sair das ruas

Por cá, trazem a rua para a sala de aula e teimam em não sair para o olho da rua – que não é a do ministro contratado para a implosão em curso: na minha opinião, o pontual não é lá nem cá muito discreto.

Trivial, q.e.d.!

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