Claramente à espera de melhor ocasião para fazer a apologia do Eu (isso era antes… agora quero mesmo fazê-la).
E então vamos lá (5/Abr/07), que nunca se sabe quando serei obrigado a fazer prova documental (se clicarem até aumenta e tudo) de tudo o que fiz a té hoje e que posso colocar no meu currículo sem receio de me cair algum boato em cima.
Primeiro o Ensino Secundário, dividido entre a anarquia da Secundária da Moita entre os anos 70 e o início dos 80 e a Secundária Alfredo da Silva no Barreiro, para fazer o 12º ano. Nada de escolas bem colocadas em rankings actuais. Daí alguma escassez minha em certas e determinadas matérias mais doutas, mas o ambiente envolvente e de origem é e foi proletário, não há que enganar.
E depois fui para a Universidade licenciar-me em História para desgosto de alguns professores meus, que achavam que jeito, jeito, tinha mesmo era para Direito. Acho que era porque me achavam algo adepto de um bom litígio. Mas não. Fiz uma escolha segura e por gosto. Sociologia como segunda opção, Comunicação Social como terceira e Antropologia já fora do pódio. Agora imaginem lá que eu entrava em Comunicação Social e acabava como colega de curso do Rodrigues dos Santos? A coisa teria sido engraçada, com os nossos feitiozinhos. Assim mantivemo-nos quase por conhecer e limitámo-nos a jogar futebol em equipas adversárias no torneio da FCSH durante o nosso 1º ano, jogo que perdemos por 6-3, mas apenas depois de uma entrada à Paulinho Santos sobre o então dr. Arons de Carvalho que pontificava como futebolista amador. Caso contrário a derrota tinha sido maior.
E se eu agora fosse jornalista? Brrrrrrrr…… Acho que a minha situação profissional ainda seria mais periclitante do que sendo simplório docente.
E nada de criticar o meu despenhamento nas notas do 4º ano porque afinal passei a ser trabalhador-estudante e ainda frequentava uma pós-graduação (sim, também tenho mesmo o diploma, só que não aqui…) das primeiras pagas pelo FSE (acabei-a depois de licenciado, por isso foi mesmo pós-graduação). E discuto imenso com os professores. e foi ano de greves. E a mim não me apetecia fazer greves por causa do Ramo de Formação Educacional. E que belas RGA’s a ser assobiado e quase lapidado por centenas de estudantes em estado de semi-histeria induzida por agentes provocadores da JS e JCP. Foi uma coisa gira, daquelas para quase para contar aos netos. Mas lá que a média se ressentiu e a minha popularidade desceu muito junto dos professores mais pró-greve dos alunos a todo o custo e não se raciocina mais sobre isso, lá isso foi verdade. Foi aí que a imagem de antigo perigoso vermelho da Margem Sul se transformou em fama de reaccionário. E a bem dizer sempre mantive as mesmas ideias. Acho que foi por essa altura que o Pacheco Pereira justificou a adesão de um ex-maoísta ao cavaquismo com a sua coerência pessoal perante a mudança do mundo. No meu caso não foi nada disso.
(continua…)






































































Outubro 9, 2006 at 11:12 pm
E esta página não se muda, ó amigo ?
Janeiro 7, 2007 at 1:46 pm
Ó meu caro…os outros já mereciam saber mais alguma coisita sobre sua excelência, não acha?
Inventa aí qualquer coisita…
Fevereiro 22, 2007 at 12:54 am
A modéstia só lhe fica bem. desde que continue a escrever tão bem e a raciocinar melhor, pode continuar o perfil que está.
Março 18, 2007 at 3:40 pm
Ah pronto, se até o Paulo Guinote pode ter esta dificuldade, então eu também posso, pronto, está claro… Aliás os bons exemplos é que são para ser seguidos!…
Por outro lado, é tão português…
Sei lá o que sou! Se calhar nem sou . Além disso mesmo sendo, nada sou…
Com a americanização e o ‘ europeanpudding’ treatment,é que logo desde criança já se começa a forçar uma cantilena qualquer…
Mas fora as brincadeiras, concordo com o Afonso Pereira.
Para quê satisfazer a curiosidade fácil, e dar ainda mais da sua privacidade? Afinal, já nos diz tanto de si, e já sabemos tanto do Paulo pelo seus escritos.
Março 18, 2007 at 4:29 pm
Era fácil colar umas coisas do currículo e um dia não custa nada fazer.
A História, a docência, algumas digressões e diversas investigações. Umas quantas publicações. Um mestrado em História Contemporânea, um Doutoramento em História da Educação se tudo acabar em bem na respectiva defesa.
O resto continua a ficar para depois…
Abril 5, 2007 at 5:32 pm
Afinal sempre acabei por vir colar umas coisas, pressionado pela actualidade.
Daqui por uns tempos espero perceber porque me deu para isto.
Enfim, a interrupção lectiva podia estar a ser melhor aproveitada.
Lá vou perder uns pontos quando chegar a altura de concorrer para titular.
Maio 28, 2007 at 6:01 pm
Eu tenho um parecido, mas não foi passado em Agosto nem assinado por Mª da Conceição - foi pelo próprio Joaquim Filipe, o que sempre é menos suspeito!
De qualquer modo, o teu é mais valioso, custou 130 paus, mais 15 do que o meu
Maio 28, 2007 at 6:29 pm
Ainda por cima é um dia que, não fossem estes diplomas, teria ponto interesse histórico: http://pt.wikipedia.org/wiki/8_de_Agosto
Junho 12, 2007 at 11:09 pm
Eu tenho um certificado de nascimento a 9 de Agosto. Contará pontos?
Julho 22, 2007 at 1:50 pm
Eu axo que voces são todos, uns convencidos de merda e que não fazem nada para melhorar o vosso país. Agora se quiserem eu posso dize-lo como vocês diriam: Esteticamente e face ao ecletismo fo foro psicologico e + não sei que paleio e o coixo português vocês são uma merda e nada fazem pelo vosso país.
Julho 22, 2007 at 1:51 pm
Se tivessem era certificados do camandro é que era…
Julho 22, 2007 at 2:15 pm
Até parece claudinho, que com esse nome faz muito pelo seu país.
Que é um exemplo de desenvolvimento: collor, sarney, mensalão, congonhas…
Não fosse o futebol e o Carnaval o que fariam os claudinhos?
Agosto 30, 2007 at 2:25 pm
Se o claudinho espetasse aqui o seu mail e o seu nome completo, a sua profissão e isso tudo, então talvez eu sentisse alguma deferência por tal opinião.
Assim, BATATAS!… anónimos não têm cara… e quem não tem cara, não tem nem vergonha nem humanidade.
Setembro 5, 2007 at 11:31 am
É SÓ SHOW OFF NA MERDA DO BLOG. VALE 63 MIL E VAIS VENDE-LO A QUEM?
TANTA FRUSTRAÇÃO DE SER POBRE!
Setembro 5, 2007 at 11:32 am
GANHAVAS MAIS SE TE DEIXASSES ENRABAR…
Setembro 5, 2007 at 1:12 pm
Alguma frustração especial que o afecta meu caro?
Alguma fumaça mal processada pelas sinapses?
Setembro 5, 2007 at 10:06 pm
Realmente é sina tua…
Setembro 5, 2007 at 10:08 pm
Setembro 8, 2007 at 9:38 pm
O que é um claudinho, neste país?!
Eu arriscaria dizer que é um gajo que ’sofre’ de um dos 7 pecados capitais, não?!
Da INVEJA… talvez?!?!?!?
Gosto do seu blog e da sua atitude.
Dezembro 10, 2007 at 11:21 pm
Yhanks youc64eea6330179621cad82526372361aa
Janeiro 17, 2008 at 5:23 pm
Parabéns pelo blog altamente informativo. Parece que há tanto a saber, informar neste campo. saudações
Fevereiro 10, 2008 at 1:13 am
Vir a este blog já se está a tornar um vício…
Parabéns pela lucidez com que escreve.
Fevereiro 10, 2008 at 8:00 am
Descobri hoje(pasme-se)o seu blog, confesso que estou deveras satisfeito com a qualidade dos textos, dos raciocínios, e da postura de combate à irracionalidade. Sei do tempo precioso que estas coisas implicam. Por isso, caro Guinote, os meus parabéns!
Fevereiro 13, 2008 at 2:12 am
ASSINE A PETIÇÃO PELA EFECTIVAÇÃO DE PROFESSORES CONTRATADOS
VAMOS LUTAR COLEGAS Só assim podemos mudar o abandono a que estamos sujeitos por parte do Estado.
Força! Juntos havemos de conseguir!
Assina (nome completo) e divulga junto dos teus contactos. Todas as pessoas com mais de dezoito anos podem assinar, mesmo que não seja professor.
Assina em:
http://www.petitiononline.com/20031999/petition-sign.html
Fevereiro 26, 2008 at 3:12 am
Nesses tempos ainda tinha algum valor o seu diploma , agora qualquer um tem um diploma desses. Basta fazer o 9º ano em um mês, o 12º em três meses - matricular-se em Histórica com média de 9,5, “estudar” 3 anos e, já está!! Fácil não?
A sua classe “de professor” também ajuda a passar os coitadinhos dos alunos que não sabem a matéria… Esquecem-se é que uns são mesmo burros… Portugal será um País com duas classes sociais. Dizem que as democracias funcionam melhor com a população toda formada! É verdade, mas também a população toda formada terá, decerto, discernimento para abolir tal sistema opressor.
Fevereiro 26, 2008 at 3:42 am
UMA IDEIA…
Se a escola fosse séria os professores seriam sérios - os professores fazem-se na escola. O decréscimo de seriedade irá abolir naturalmente o sistema. Os professores não defendem escola nenhuma - defendem os seus interesses. Sentem-se injustiçados, perseguidos, esquecem-se que são às centenas de milhar… porque não criticam as politicas do ensino superior público, não será daí que vêm todos os problemas? Se todos fossemos pilotos de aviões decerto que todos os dias havia acidentes, não? Se têm a coragem e a bondade de aprovarem todos os alunos devem assumir as consequências. Muitos jovens desempregados foram iludidos - o sistema levou-os ao colo e, agora, iludidos, reclamam por uma profissão, profissão essa que num regime sério nunca almejariam. Enquanto os seus colegas continuarem a aprovar alunos que nem ler sabem não vamos longe. A escola pública, na minha perspectiva, meramente formal - garante um acesso universal e tendencialmente gratuito. Por isso não terá que se retirar daí a ideia que terá que aprovar todos os alunos. Os seres humanos são todos iguais independentemente da classe social em que se originam, existem filhos de proletários com interesse em estudar, existem filhos de “burgueses” sem interesse em estudar e, vice-versa… Não se tem obrigatoriamente de aprovar todos os alunos ao abrigo de um sistema social “cego” que trata todos como iguais. A igualdade que se deve considerar é que somos todos iguais em deveres e direitos, somos todos humanos. o sistema de ensino deve acolher todos, deve criar as condições necessárias para o que os cidadãos possam estudar. Quem não tem capacidades ou revela total desinteresse e, isso não possa ser imputado directamente a um professor ou à escola em si, deve , por si abandonar a escola, não deverá andar a ser “levado ao colo” até ao ensino superior. Na história, sabe melhor do que eu, sempre houve classes sociais, as classes sociais são mesmo o que originam materialmente um estado… A constituição, que eu saiba, não garante o 12º ano a todos os alunos. Garante-lhe os meios. Os professores, tá claro, devem ensinar os conteúdos, quem não os aceite que saia do sistema, simples..
Fevereiro 27, 2008 at 3:27 pm
Have a nice day !
Março 3, 2008 at 10:52 am
Adorei os conteúdos do blog. Discurso directo, sem dúvida.
Isto merecia um endereço mais fácil de memorizar… Algo do tipo: dot com
Março 6, 2008 at 11:54 pm
Penso que te conheço mas não tenho a certeza.
por acaso não estavas no 3 ano de história quando encetamos a luta pelos estágios pedagógicos.Eu era de Geografia e estava no 3 ano e estava na linha da frente com o Pedro janarra de de história e eu penso que tu eras o outro cabecilha de história e havia mais um tipo penso que era de filosofia.
Março 8, 2008 at 12:48 am
Parabéns, Paulo:
Pela fluidez das ideias, pela lucidez, pela informação actualizada, pela seriedade com que tratas os assuntos e pela dedicação que tens demonstrado.
Março 8, 2008 at 7:42 pm
Adoro este blog.
gostava de felicitar todos os professores portugueses, estão de parabéns, pois conseguiram fazer história. Tenho pena de não ter ido a Lisboa, mas a vida familiar não o permitiu ( o mesmo aconteceu a milhares de colegas que não tinham a quem deixar os seus filhos). Mas estamos todos na mesma luta.
Março 10, 2008 at 10:36 pm
quero agradecer-lhe o imenso favor que me tem prestado. Venho cá diariamente pois este blogue tornou-se para mim uma forma de me manter actualizada.Fui à manif. com grande sacrifício familiar, mas valeu a pena pois voltei feliz e tranquila por ter cumprido um dever.
Março 10, 2008 at 10:46 pm
Obrigado digo eu!
Março 17, 2008 at 1:25 am
Aquilo que sinto leva-me a tentar explicar às pessoas que nem todos somos lanudos e calaceiros hooligans. Assim, sem ainda falar dos nossos alunos, tento encontrar o meu Norte, no meio de tantos desnortes que nos assaltam.
Permita-me, complete… se achar que vale a pena.
Mas afinal, porque é que os professores protestam tanto?
Não existe uma causa única.
Podemos dizer que é mais um conjunto de gotas que conseguiram saturar toda uma classe que está disposta a fazer-se respeitar.
Só !
F.A.Q.
• É verdade que agora que os quadros das escolas estão mais estáveis, os professores já trabalham mais perto de casa?
• - Não, muitos professores trabalham a mais de trezentos km das suas famílias, sem terem acesso a qualquer ajuda, e isto durante três anos. A partir do ano que vem, serão quatro anos longe da família.
• É verdade que ao fim de três anos de ensino, os professores efectivam na escola onde estão colocados?
• - Não, muitos professores trabalham durante 15 ou mais anos a ensinar, sem chegarem a lugar de quadro, mantendo assim um ordenado muito baixo.
• É verdade que os professores não querem ser avaliados?
• - Não, os professores sempre aceitaram ser avaliados, até porque a avaliação de professores é uma prática corrente e já antiga, no nosso sistema de ensino. Poucos recusariam uma prova pública, estou disso convicto.
• É verdade que um professor licenciado pode avaliar um professor com mestrado ou mesmo com doutoramento?
• Sim, esta situação poderá ser muito frequente, nos próximos tempos, em Portugal.
• Só para ter uma ideia, qual é o tempo médio de estudo numa instituição superior de uma licenciatura?
• - Quatro anos.
• E de uma licenciatura + mestrado?
• - Antes de Bolonha (casos mais frequentes actualmente) quatro + três anos.
• E de uma licenciatura + mestrado + doutoramento?
• - Antes de Bolonha (casos mais frequentes) quatro + três + quatro ou mais anos na Universidade.
• Quem estudou quatro anos na universidade vai avaliar quem estudou durante doze anos, na universidade?
• - Sim.
• É verdade que um professor de Educação Visual e Tecnológica poderá vir a avaliar um professor de Educação Musical ou de Desenho técnico?
• - Segundo as regras agora instituídas, sim. Até poderá ser uma prática muito frequente.
• É verdade que do sucesso dos alunos poderá depender o sucesso do professor?
• - Sim, qualquer baixa nas notas dos alunos poderá ser fatal na progressão na carreira do professor. Com efeito, por um se perde e por um se ganha, esta situação verificou-se com uma extraordinária frequência nos concursos para professores titulares…
• É verdade que os sindicatos querem que todos cheguem ao topo da carreira?
• - Não, os sindicatos pensam que todos os professores que se esforçam realmente deveriam ter reais perspectivas de progressão na carreira, é justo que assim seja.
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• É verdade que o mestrado e o doutoramento catapultam automaticamente o professor/estudante para o topo da carreira, ganhando até seis anos de tempo de serviço?
• - Não, na quase totalidade dos casos, fazer mestrado ou doutoramento não serve rigorosamente para nada, principalmente no caso de professores com mais tempo de serviço, pois conta meramente como formação e não permite qualquer avanço na carreira.
• É verdade que uma tese de mestrado ou de doutoramento não é considerada como sendo formação, obrigando assim o professor a fazer mais cinquenta horas de formação anual durante os seus fins-de-semana ou interrupções lectivas?
• - É verdade, sim, a tese não tem qualquer valor formativo actualmente.
• É verdade que os professore trabalham 35 horas por semana?
• - Não, a maioria dos professores portugueses trabalham, neste momento, cerca de 50 a 55 horas por semana. Alguns professores trabalham cerca de 60 horas semanais.
• É verdade que os direitos dos professores que se inscreveram em mestrados e doutoramentos, antes da aplicação do novo Estatuto da Carreira Docente foram acautelados?
• Não, os professores mestrandos e doutorandos perderam todo esse trabalho bem como todo os investimentos pessoal, financeiro e familiar feitos até aí e daí em diante. Os professores perderam o direito à progressão pela formação.
• Assim sendo, vale a pena fazer mestrados e doutoramentos?
• Não, todo esse investimento está comprometido à partida, a não ser que se esteja mesmo no início da carreira.
• A formação acumulada (50 horas obrigatórias por ano multiplicados por quarenta anos previsíveis de carreira = pelo menos duas mil horas de formação altamente especializada) dá direito a algum título académico e respectivo reconhecimento remuneratório?
• - Não, é só mais um item de avaliação bianual e não tem qualquer outra função.
• É verdade que as aulas de substituição acrescentam algo à formação dos nossos alunos?
• - Não, os alunos não recebem qualquer benefício ou formação extra por estarem a ser monitorizados por professores que não conhecem, que não são da disciplina que deveriam frequentar no momento ou do nível que frequentam.
• As aulas de substituição acarretam alguma vantagem para alguém?
• - Sim, os alunos estão fechados numa sala, não perturbam os colegas das outras aulas e permitem também mais tempo livre para a população activa.
• Qualquer adulto poderia responsabilizar-se por essas aulas?
• Sim, os professores consideram que os Encarregados de Educação têm aqui um papel privilegiado a desempenhar, com a sua experiência de Pais e com as suas vivências muito diversificadas: viriam enriquecer sobejamente estas aulas algo estéreis, no presente. Acreditamos que este modelo, importado dos Estados-Unidos irá dar grandes frutos, no futuro.
• Os professores ainda têm de permanecer no seu posto de trabalho até que a morte por cancro ou por outra causa os leve?
• - Sim, existem ainda vários casos identificados de professores que apesar de portadores de cancro e outras doenças terminais, se viram obrigados a permanecer no seu posto de trabalho até à morte, apesar de toda a pena e compaixão demonstradas pela nosso Primeiro Ministro, em Agosto último. Notícias vindas a lume vêm confirmar a continuação desta prática por parte de quem avalia as doenças dos professores. A Lei não está a ser cumprida e isto parece não incomodar ninguém. (vide Jornal de Notícias de 11/03/2008.)
• Qualquer pessoa que tire um curso pode “dar aulas”?
• - Sim, qualquer licenciado ou bacharel pode “dar aulas” nos centros de formação profissional e estabelecimentos similares, bastando para tal assistir a um curso de ciclo curto (alguns poucos meses). Para ser professor, a formação é muito mais exigente, pois implica uma longa preparação científica bem como uma exigente preparação pedagógica. Já vai longe o tempo em que “dar umas aulas” era o recurso de qualquer licenciado de qualquer área. O tempo dos “paraquedistas do ensino” já passou. Estes já foram destronados pelos detentores de habilitação profissional altamente especializados.
• Os professores progridem automaticamente na carreira, bastando permanecerem no sistema?
• - Não, muitos professores poderão nunca mais progredir na carreira, apesar de serem excelentes profissionais. O sistema de cotas de cinco por cento é tão drástico que transforma a progressão na carreira num valor que poderá facilmente aguçar cobiças e engendrar engenhosas arquitecturas, nem sempre favoráveis aos mais capazes.
* Mestrado em Supervisão Educacional em Línguas da Universidade de Nottingham reconhecido pela Universidade do Algarve.
* Doutorando em Educação de Pessoas Adultas na Universidade de Salamanca.
Peço perdão pelo espaço ocupado.
El León
Abril 2, 2008 at 12:57 pm
Conheci agora este blog… Simplesmente fantástico!!! Onde terei andado? Demasiado ocupada a preparar aulas para “entreter” os meninos do CEF? Não quero acreditar!!! Como foi possível não saber da existência deste blog??!!!???
Agora vou passar a ser leitora assídua! (Tens alguma prova para a recuperação da falta de assiduidade dos leitores?)
Maria
Abril 9, 2008 at 8:50 am
Consultando o D.L. 15/2007 de 19/01, Transição para a nova estrutura da carreira Docente – artº 10º, chego a uma triste conclusão. Pois como exemplo, segundo a antiga Estrutura da Carreira, estaria se não tivesse havido congelamento, no ano de 2015 no 9º escalão no índice 299.
Com a nova estrutura da carreira (roubo), para chegar ao equivalente ao 9º escalão na melhore das hipóteses, necessito de mais 13 anos, sim mais 13 anos de trabalho. Ou seja equivalência ao índice 299 só em 2028.
Conclusão: Estamos a assistir a um grande roubo a todos os Professores, e nem Sindicatos nem da Oposição parecem interessados em resolver tão grave problema.
Façam também as vossas contas…
Precisamos de ajuda.
Obrigado.
Abril 26, 2008 at 9:25 pm
Está interessado em uma parceria?
http://mestredasletrinhas.wordpress.com
obrigado