Mesmo que se trunquem, distorçam ou eliminem dados conhecidos e disponíveis:

FMI2Neste parágrafo estão contidas diversas distorções da verdade e omissões que deveriam fazer corar os autores da encomenda de que eu gostaria de saber o custo por investigador.

Vejamos… são usados os dados do estudo do Tribunal de Contas na sua versão mais agradável a certos interesses, omitindo-se os dados mais incómodos do estudo feito pelo próprio MEC (os 70.000 euros de custo médio por turma nos 2º e 3º ciclos nas escolas públicas contra os 85.000 pagos aos privados).

EstudoA

Se a este estratagema argumentativo juntarmos o conteúdo de alguns comentários espalhados neste blogue (mas não só) pela brigada ramirília, percebe-se bem que estas conclusões foram definidas à partida, nem que os dados tivesse que ser martelados.

Na falta de legitimação nos estudos internos, optou-se por encomendar lá fora as conclusões adequadas, para apresentar como legitimação de políticas previamente definidas, mesmo que os factos desmintam a sua bondade e mesmo que a fundamentação empírica seja falseada.

Sim, este é um estudo tipo-FMI, como em tempos tivemos estudos tipo-OCDE.

Meras encomendas destinadas a provar o que se pretende.

Acho muito importante saber quanto custou isto por investigador. Aposto que custou mais do que o que o Estado gasta por aluno ao longo de todo um ano lectivo.

E, garanto-vos, isto faz-se num mês, no horário da tarde, com intervalo para um café, sem forçar o ritmo.