Quase a chegar.

Não me importava de ver montes de gaijas revolucionárias, daquelas da classe, a boicotarem. Qualquer coisa, nem me amofinava por alterar o riso para mais agradável.

Boicotam o tanas, coitado do tanas!

Não, hoje não haverá flores!

Não, do modo nenhum, mesmo que eu tivesse muito dinheiro – não o gastaria em passagens de ano na Madeira.

 

Saí há pouco da A25, ainda antes da meia-noite, tão depressa não voltarei a percorrê-a. E tudo porque o Cravinho não a pagou, um dos caloteiros d’armani e socas.

Resta o consolo de retornar a apreciar o país real. Sem hospitais, centros de saúde e morgues por perto… nem as simpáticas funcionárias da área de serviço de Viseu…

… deu isto:

Já sabia que dava um triângulo, mas queria que fosse pior.

Não houve brancos nem nulos.

 

Rock’n Roll

Rock’n Roll

Advice to a Son

 

Never trust a white man,
Never kill a Jew,
Never sign a contract,
Never rent a pew.
Don’t enlist in armies;
Nor marry many wives;
Never write for magazines;
Never scratch your hives.
Always put paper on the seat,
Don’t believe in wars,
Keep yourself both clean and neat,
Never marry whores.
Never pay a blackmailer,
Never go to law,
Never trust a publisher,
Or you’ll sleep on straw.
All your friends will leave you
All your friends will die
So lead a clean and wholesome life
And join them in the sky.

[Ernest Hemingway]

É verdade que Passos Coelho estava completamente entalado entre a coerência para com tudo o que disse à opinião pública e os interesses que se movem no seu partido em todos os quadrantes, com o apoio activo de Cavaco Silva.

Se ousasse erguer-se acima do estatuto menor que tem para os barões do seu partido, seria desautorizado em pleno Parlamento pelos deputados escolhidos por Manuela Ferreira Leite e todos os vira-casacas que por lá andam.

Assim optou pelo caminho que o irá imolar progressivamente perante o eleitorado, em especial se os tais interesses que o ergueram, não prefiram fazer-lhe o que fizeram a Santana Lopes e Luís Filipe Menezes.

De qualquer maneira, se havia ainda um pequeno pingo de estima e credibilidade pelo anterior pedido de desculpas, neste momento ele desapareceu.

Passos Coelho admite aprovação do OE

O “gesto” pedido por Teixeira dos Santos ao PSD surgiu esta manhã: Pedro Passos Coelho afirmou que “a aprovação do Orçamento” é um “pequeníssimo degrau da escalada” necessária para evitar “problema maiores”.

Sócrates venceu de novo, com base num bluff e voz grossa. Como sempre, beneficia de adversários fracos, facilmente atemorizáveis e de uma oposição mais preocupada em manter as suas posições e beneficiar de um ou outro favor do que em fazer valer as suas ideias.

O Governo limitou-se a abrir a porta e subiu um par de degraus. O PSD fez o caminho todo, aos ziguezagues, aos tropeções, com escassa auto-estima e demasiado medo.

Ora, em política como em outras coisas, quem tem medo, é melhor ficar em casa e não nos fazer perder tempo.

Tomar Uma Vida, O Que Resta Dela

A dificuldade em ultrapassar a barreira psicológica de viajar de automóvel ao lado de um desconhecido é um dos factores que está na origem da fraca adesão ao carpooling na Área Metropolitana de Lisboa, segundo um estudo apresentado hoje.

O estudo, cujo objectivo era analisar a viabilidade do carpooling (partilha de automóveis) na Área Metropolitana de Lisboa, foi apresentado durante a 12.ª conferência mundial de investigação em transportes, que decorre em Lisboa.

Gonçalo Correia, um dos autores do estudo, disse que na origem da baixa adesão ao carpooling está, sobretudo, “a questão psicológica de uma pessoa partilhar o seu veículo com outras pessoas, que pode não conhecer tão bem ou mesmo não conhecer”.

Atenção!, eu não me sinto contra estudos balhelhas, só não gosto é de ter que os pagar. É aí que eu fico completely balhelhas.

[ligação na imagem]

Livro lido.

[dizer não é o mesmo que fazer]