Acho bem. Pena é que não as envie também para o País, já que é visto que tem stock.

 

 

Coisas apolíticas.

 

mas…

 

… igualmente me recuso nela a aturar idiotas!

 

Porque é que os militares não ganharam a guerra, a função deles? Porque já eram “democratas”, já estavam predestinados a “conselhar” a própria revolução, a maioria desviada da dispersão.

1. O jornalista deve relatar os factos com rigor e exatidão e interpretá-los com honestidade. Os factos devem ser comprovados, ouvindo as partes com interesses atendíveis no caso. A distinção entre notícia e opinião deve ficar bem clara aos olhos do público.

[o resto]

Pois é, misturam-se factos com exatidão

Professores de Língua Portuguesa,

Aqui vai algo muito interessante e que prenderá a atenção dos nossos
alunos e assim aprenderão quão importante pode ser uma vírgula no
local certo.

Espero que vos dê jeito.

A Vírgula pode ser uma pausa, ou não…
Não, espere.
Não espere…

Ela pode sumir com o seu dinheiro:
23,4.
2,34.

Pode criar heróis:
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.

Ela pode ser a solução:
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.

A vírgula muda uma opinião:
Não queremos saber.
Não, queremos saber.

A vírgula pode condenar ou salvar:
Não tenha clemência!
Não, tenha clemência!

Uma vírgula muda tudo.
ABI: 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação.

Detalhes Adicionais:

SE O HOMEM SOUBESSE O VALOR QUE TEM A MULHER ANDARIA DE QUATRO À SUA PROCURA.

* Se você for mulher, certamente colocou a vírgula depois de MULHER…
* Se você for homem, colocou a vírgula depois de TEM…

[recebido algures]

Se você tiver dúvidas… vá a congresso.

 

resolvia-se com uma pequena bosta.

 

Mas negam-nos o divertimento!

 

 

 

[ aqui ]

 

 

O pisco é meu amigo.

Despe-te de verdades

das grandes primeiro que das pequenas

das tuas antes que de quaisquer outras

abre uma cova e enterra-as

a teu lado

primeiro as que te impuseram eras ainda imbele

e não possuías mácula senão a de um nome estranho

depois as que crescendo penosamente vestiste

a verdade do pão      a verdade das lágrimas

pois não és flor nem luto nem acalanto nem estrela

depois as que ganhaste com o teu sémen

onde a manhã ergue um espelho vazio

e uma criança chora entre nuvens e abismos

depois as que hão-de pôr em cima do teu retrato

quando lhes forneceres a grande recordação

que todos esperam tanto porque a esperam de ti

Nada depois, só tu e o teu silêncio

e veias de coral rasgando-nos os pulsos

Então, meu senhor, poderemos passar

pela planície nua

o teu corpo com nuvens pelos ombros

as minhas mãos cheias de barbas brancas

Aí não haverá demora nem abrigo nem chegada

mas um quadrado de fogo sobre as nossas cabeças

e uma estrada de pedra até ao fim das luzes

e um silêncio de morte à nossa passagem

 

[Mário Cesariny] Discurso ao príncipe de Epaminondas, mancebo de grande futuro

É preciso acreditar!
É preciso acreditar
que o sorriso de quem passa
é um bem p’ra se guardar;
que é luar ou sol de graça
que nos vem alumiar,
com amor alumiar.

É preciso acreditar!
É preciso acreditar
que a canção de quem trabalha
é um bem p’ra se guardar;
que não há nada que valha
a vontade de cantar,
a qualquer hora cantar.

É preciso acreditar!
É preciso acreditar
que uma vela ao longe solta
é um bem p’ra se guardar;
que, se um barco parte ou volta,
passará no alto mar
e que é livre o alto mar.

É preciso acreditar!
É preciso acreditar
que esta chuva que nos molha
é um bem p’ra se guardar;
que sempre há terra que colha
um ribeiro a despertar
para um pão por despertar.

[Leonel Neves]

Pandeiros rôtos e côxas táças de crystal aos pés da muralha.

Heras como Romeus, Julietas as ameias. E o vento toca, em bandolins distantes, surdinas finas de princezas mortas.  

Poeiras adormecidas, netas fidalgas de minuetes de mãos esguias e de cabelleiras embranquecidas.  

Aquellas ameias cingiram uma noite peccados sem fim; e ainda guardam os segredos dos mudos beijos de muitas noites. E a lua velhinha todas as noites réza a chorar: Era uma vez em tempo antigo um castello de nobres naquelle lugar… E a lua, a contar, pára um instante – tem mêdo do frio dos subterraneos.  

Ouvem-se na sala que já nem existe, compassos de danças e rizinhos de sêdas.

Aquellas ruinas são o tumulo sagrado de um beijo adormecido – cartas lacradas com ligas azues de fechos de oiro e armas reais e lizes.  

Pobres velhinhas da côr do luar, sem terço nem nada, e sempre a rezar…

Noites de insonia com as galés no mar e a alma nas galés.

Archeiros amordaçados na noite em que o côche era de volta ao palacio pela tapada d’El-rei. Grande caçada na floresta–galgos brancos e Amazonas negras. Cavalleiros vermêlhos e trombêtas de oiro no cimo dos outeiros em busca de dois que faltam.  

Uma gondola, ao largo, e um pagem nas areias de lanterna erguida dizendo pela briza o aviso da noite.  

O sapato d’Ella desatou-se nas areias, e fôram calça-lo nas furnas onde ninguem vê. Nas areias ficaram as pègadas de um par que se beija.  

Noticias da guerra – choros lá dentro, e crépes no brazão. Ardem cirios, serpentinas. Ha mãos postas entre as flôres.  

E a torre morêna canta, molenga, dôze vezes a mesma dôr.

[Almada Negreiros] – Ruínas in Frisos – Revista Orpheu nº1

Juiz de Viana proíbe utilização da nova grafia

 

Chamar-lhe grafia…

Como dizer o silêncio?

Se em folhagem de poema
me catais anacolutos
é vossa a fraude. A gema
não desce a sons prostitutos.

O saltério, diletante,
fere a Musa com um jasmim?
Só daí para diante
da busca estará o fim.

Aberta a porta selada,
sou pensada já não penso.
Se a Musa fica calada
como dizer o silêncio?

Atirar pérola a porco?
Não me queimo na parábola.
Em mãos que brincam com o fogo
é que eu não ponho a espada.

Dos confins, o peristilo
calo com pontas de fogo,
e desse casto sigilo
versos são só desafogo.

E também para que me lembrem
deixo-os no mercado negro,
que neles glórias se vendem
e eu não sou só desapego.

Raiz de Deus entre os dentes,
aí, pára a transmissão.
Ultra-sons dessas nascentes
só aves entenderão.

[Natália Correia]

O subtil, o reflexo, o vago, o indefinido,
Tudo o que o nosso olhar só vê por  um momento
Tudo o que fica na Distância diluído,
Como num coração a voz do  sentimento.
Tudo o que vive no lugar onde termina
Um amor, uma luz, uma  canção, um grito,
A última onda duma fonte cristalina,
A última nebulosa  etérea do Infinito…
Esse país aonde tudo principia
A ser névoa, a ser  sombra ou vaga claridade,
Onde a noite se muda em clara luz do dia,
Onde o  amor começa a ser saudade;
O longínquo lugar aonde o que é real
Principia  a ser sonho, esperança, ilusão;
O lugar onde nasce a aurora do Ideal
aonde a luz começa a ser escuridão…
A última fronteira, o último  horizonte,
Onde a Essência aparece e a Forma terminou…
O sítio onde se  muda a natureza inteira
Nessa infinita Luz que a mim me deslumbrou!…
indefinido, a sombra, a nuvem, o apagado,
O limite da luz, o termo dum  amor,
Tornou o meu olhar saudoso e magoado,
Na minha vida foi minha  primeira dor…
Mas hoje, que o segredo oculto da Existência,
Num momento  de luz, o soube desvendar,
Depois que pude ver das cousas a essência
E a  sua eterna luz chegou ao meu olhar,
Meu infinito amor é a Alma  universal,
Essa nuvem primeira, essa sombra d’outrora…
O Bem que tenho  hoje é o meu amigo Mal,
A minha antiga noite é hoje a minha aurora!…

[Teixeira de Pascoaes]

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.

O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.

E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.

[Camões]

All or Nothing

All or Nothing
The final race. the final decision
All disgrace or fortune all
Either I fall or I stand tall;

All or Nothing
No compromises this time
No catholic design
Either I win or I lose;
And I, don’t get to choose.

All or Nothing
The final fight
All hells lose in this frenzied quest
No time to spare
No breaks. No rest.

All or Nothing
Either I return the victor
Or I die fighting like hector.

This moment & its might
Intensity
Emotion
Density
Devotion
Honor me. Don’t cry
If death arrives and I die
Let the flame of the candle alight
Honor me. Don’t cry
If I don’t come back home tonight……..

[Siddharth Anand]
Canto I  
 
And then went down to the ship,
Set keel to breakers, forth on the godly sea, and
We set up mast and sail on that swart ship,
Bore sheep aboard her, and our bodies also
Heavy with weeping, so winds from sternward
Bore us out onward with bellying canvas,
Circe's this craft, the trim-coifed goddess.
Then sat we amidships, wind jamming the tiller,
Thus with stretched sail, we went over sea till day's end.
Sun to his slumber, shadows o'er all the ocean,
Came we then to the bounds of deepest water,
To the Kimmerian lands, and peopled cities
Covered with close-webbed mist, unpierced ever
With glitter of sun-rays
Nor with stars stretched, nor looking back from heaven
Swartest night stretched over wretched men there.
The ocean flowing backward, came we then to the place
Aforesaid by Circe.
Here did they rites, Perimedes and Eurylochus,
And drawing sword from my hip
I dug the ell-square pitkin;
Poured we libations unto each the dead,
First mead and then sweet wine, water mixed with white flour.
Then prayed I many a prayer to the sickly death's-head;
As set in Ithaca, sterile bulls of the best
For sacrifice, heaping the pyre with goods,
A sheep to Tiresias only, black and a bell-sheep.
Dark blood flowed in the fosse,
Souls out of Erebus, cadaverous dead, of brides
Of youths and at the old who had borne much;
Souls stained with recent tears, girls tender,
Men many, mauled with bronze lance heads,
Battle spoil, bearing yet dreory arms,
These many crowded about me; with shouting,
Pallor upon me, cried to my men for more beasts;
Slaughtered the heards, sheep slain of bronze;
Poured ointment, cried to the gods,
To Pluto the strong, and praised Proserpine;
Unsheathed the narrow sword,
I sat to keep off the impetuous impotent dead,
Till I should hear Tiresias.
But first Elpenor came, our friend Elpenor,
Unburied, cast on the wide earth,
Limbs that we left in the house of Circe,
Unwept, unwrapped in sepulchre, since toils urged other.
Pitiful spirit.  And I cried in hurried speech:
"Elpenor, how art thou come to this dark coast?
Cam'st thou afoot, outstripping seamen?"

     And he in heavy speech:
"Ill fate and abundant wine. I slept in Circe's ingle.
Going down the long ladder unguarded,
I fell against the buttress,
Shattered the nape-nerve, the soul sought Avernus.
But thou, O King, I bid remember me, unwept, unburied,
Heap up mine arms, be tomb by sea-bord, and inscribed:
A man of no fortune, and with a name to come.
And set my oar up, that I swung mid fellows."

And Anticlea came, whom I beat off, and then Tiresias Theban,
Holding his golden wand, knew me, and spoke first:
"A second time? why? man of ill star,
Facing the sunless dead and this joyless region?
Stand from the fosse, leave me my bloody bever
For soothsay."
     And I stepped back,
And he stong with the blood, said then: "Odysseus
Shalt return through spiteful Neptune, over dark seas,
Lose all companions." And then Anticlea came.
Lie quiet Divus. I mean, that is Andreas Divus,
In officina Wecheli, 1538, out of Homer.
And he sailed, by Sirens and thence outward and away
And unto Circe.
     Venerandam,
In the Creatan's phrase, with the golden crown, Aphrodite,
Cypri munimenta sortita est, mirthful, orichalchi, with golden
Girdles and breast bands, thou with dark eyelids
Bearing the golden bough of Argicida. So that:

 [Ezra Pound]

Problemas, problemas & Cª

Os problemas escolares
os problemas caseiros
os problemas primários
os problemas primeiros
os problemas de trânsito
os problemas transitórios
os problemas internos
os problemas externos
os problemas à vista
os problemas de vista
os problemas dos outros
os outros sem problemas
os problemas fronteiros
os problemas do lado
os problemas traseiros
os problemas locais
os problemas dos filhos
os problemas dos pais
os problemas de amor
o amor aos problemas
os problemas financeiros
os problemas políticos
os problemas reais
os problemas impingidos
os problemas da vida
os problemas da morte
os problemas por tudo
os problemas por nada
os problemas raciais
os problemas de merda
a merda dos problemas

[Mendes de Carvalho]

primeiro-ministro