… provavelmente mais grave, pois vou ser testemunha de um colega que foi agredido e ainda por cima foi processado.

HH

A Europa encurralada entre a Rússia e África

A Rússia de Putin está a recuperar o espaço no Mundo global, que perdeu quando a União Soviética se foi desfazendo a partir da década de 90, do século passado.

África nunca conseguiu e dificilmente conseguirá nos tempos próximos, aproveitar-se como um verdadeiro e expressivo Continente com tantas riquezas naturais, nos vários países que a compõe, tendo unicamente, uma meia dúzia de muito ricos – que tudo decide – e milhões de muitíssimo pobres – que mais empobrecem.

A Rússia, vai bloquear a Europa a Oriente, fazendo-se senhora e dona de um espaço, que já de si é muito grande, indo anexando países que foram ficando independentes no pós-União Soviética, e que a Europa não os soube dignamente acolher, como pouco ou nada fez de jeito, nesta última década.

A Turquia vai-se encontrar onde melhor couber, dado não ter tido espaço nesta Europa esfrangalhada, quando tentou democraticamente fazê-lo. E, talvez tivesse sido uma oportunidade perdida, para todos, mas essencialmente para nós, europeus.

Os EUA pensam que com uma Europa sem rumo, farão mais pelo seu futuro, esquecendo-a, esquecendo o Atlântico e rumando pelo Pacifico para a Chima, India e Japão. Por alguma razão a mulher de Obama e filhas estão em visita oficial à China. E por a Europa não decidir nada de nada, numa Ucrânia ao seu lado, anexada já parcialmente pelo Putin. E por a Nato, unicamente ainda existir, por os EUA dela não terem saído.

Os africanos, que aos milhões vivem com menos que um euro dia, em contraste com os tais meia dúzia demasiado enriquecidos, vão continuar a arriscar tudo, mormente a vida para chegar à Europa. A esta Europa esfrangalhada e sem rumo, mas apesar de tudo, ainda, um putativo local para terem comida e alguma dignidade, totalmente perdidas em África.

E, esta Europa deixa-se estupidificar. Não decide, ficou totalmente parada num tempo que já não volta, em glórias passadas, e vai-se aninhando ao poder sem limites do Putin, russo e às desgraças dramáticas dos pobres africanos que a vão invadindo por pensarem que cá, ainda podem ter esperança de vida.

E, esta Europa gloriosamente se deixa engolir tão tragicamente num tempo em que conseguiu perder a oportunidade que não voltará nas próximas década, de “ser” alguma coisa num mundo globalizado. Pena, mas é ao que chegamos, sem remissão possível.

Augusto Küttner de Magalhães

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