Web 2.0


É que de dia está com errores cherrypies, só a altas horas se atreve a desimplodir.

Mal raia o dia – revoa a Marte para o seu des(em)penho.

Faz uma parvoíce qualquer, estás MEO.

Não sendo um grande entusiasta do Twitter, em parte pela fragmentação que exige ao discurso, reduzindo-o a curtos segmentos, não posso deixar de reconhecer que a sua utilização tem enormes potencialidades como veículo de comunicação e subversão do poder, em especial dos poderes de matriz totalitária que aspira, ao total controle da difusão da informação e comunicação entre os indivíduos.

Web 2.0 está a minar o poder centralizado

A ser possível doutrinar revolucionários com 140 caracteres, a do Irão não será a primeira “revolução Twitter” da História. Longe disso, não obstante a escassez do percurso do Twitter.
Mais significativa foi o uso do Twitter em dois acontecimentos de Maio: na Moldávia, os manifestantes contra o regresso dos ex-comunistas ao poder foram mobilizados através de redes sociais, com destaque para o Twitter e os telemóveis; e na Guatemala, os protestos contra o presidente Álvaro Colom, alvo da denuncia póstuma e em vídeo – publicado no YouTube e publicitado via Twitter -, de corrupção por um advogado assassinado na véspera.

Todavia, o entusiasmo dos analistas em relação ao fenómeno Twitter iraniano, o principal suporte difusor e de mobilização dos que alegam fraude eleitoral – com o tráfego de mensagens identificadas por #IranElection a passar as 200 mil por hora, levando o Departamento de Estado dos EUA a sugerir à administração do Twitter que não parasse o serviço para manutenção – é desigual.

Artur Alves, doutorando em Comunicação Social com uma tese sobre a importância política das redes sociais, segue os acontecimentos no Irão. E manifesta o seu cepticismo sobre as capacidades de algo como o Twitter, ou até demais ferramentas da web 2.0, fornecer argumentos ao fervor revolucionário: “Não é fácil criar massa crítica suficiente para destabilizar um país, porque as redes sociais são imbuídas dos valores das pessoas que os usam e recorrem a elas. A tecnologia é sempre neutra”, afirma. No entanto, admite que “já não será possível, a nenhum regime, a nenhum Estado, ignorar a importância destes mecanismos de mobilização”.

Algo que parece ter acontecido na República dos mullah, que procura agora, com o fecho de certos serviços da internete, recuperar terreno na guerra de informação instalada. E que extravasou fronteiras. Para iludir a vigilância das autoridades, os twitters iranianos têm recorrido, por exemplo, a um software gratuito chamado Freegate. Criado por engenheiros chineses sediados nos EUA para ajudar o Falun Gong, grupo espiritual chinês perseguido por Pequim, a escapar à censura governamental, o programa, alojado num flash drive, direcciona os navegadores da internet para um servidor no exterior que modifica os endereços de IP (identificador do terminal em uso) uma vez por segundo. Demasiado veloz para os censores reagirem. Disponibilizado em farsi em Julho de 2008, cresceu exponencialmente no Irão, país cuja juventude populacional, além de não ter memória vivida da revolução islâmica que derrubou o Xá em 1979, gerou uma das maiores comunidades de bloggers do Mundo.

Basta que eliminem alguns dos problemas… como o desaparecimento de entradas, a impossibilidade de postar vídeos que não do Youtube e outros aspectos mais fechados da plataforma:

Blogues: WordPress com 180 novidades e menos 790 problemas

A plataforma de blogues rival da Blogspot lança hoje uma versão remodelada. Já disponível para download, o WordPress “2.8 Baker” promete aos bloggers mais de 180 novidades e assume ter corrigido 790 bugs (falhas na programação) citadas por utilizadores e programadores. Resultado: blogues mais fáceis de editar, e muito mais rápidos.

Tomo a liberdade de lhe enviar este mail, com a sugestão de divulgação de um evento com interesse para os nosso colegas.
Trata-se do Encontro sobre web 2.0 [www.iep.uminho.pt/encontro.web2], que se realiza no próximo mês de Outubro, dia 10, na Universidade do Minho, em Braga.
O programa inclui a intervenção de conferencistas (George Siemens, Graham Attwell, Manuel Pinto, António Moreira e Leonel Morgado), mas também a participação de professores que relatam as suas experiências de utilização da Web 2.0, e ainda workshops sobre ferramentas da nova Web (por exemplo: Blogue, Podcast, Wiki, Ferramentas Google, Tecnologias Móveis, Second Life, YouTube, Mapas Conceptuais Online)

Pretende-se que seja uma excelente oportunidade para reflectir sobre o impacto da Web 2.0 no ensino, também com a possibilidade de melhorar o domínio destas ferramentas.

Muito obrigado e continuação de óptimo trabalho com o seu Educação do Meu Umbigo (creio que merecerá ser objecto de estudo pela forma como se constituiu num espaço de encontro e discussão sobre educação).
Cumprimentos
Luís Pereira