Violência


Tamir Rice shooting: Latest updates on boy shot by Cleveland police

Só se admira quem não vê certas coisas à porta das escolas e por aí, com o beneplácito destes justiceiros parentais que culpam tudo e todos por aquilo que são apenas as suas próprias falhas e incapacidades. Mas, as culpa não é del@s.

Desta vez, foi em Abrantes.

Estudante esfaqueou 19 colegas numa escola dos EUA

Quatro dos feridos em estado crítico. Ataque junta-se a longa série de tiroteios que frequentemente provocam mortes em estabelecimentos de ensino.

Apesar do tique no olho denunciar algum nervosismo, e engenheiro chamou burro e papagaio ao Rodrigues dos Santos ali mesmo, ao vivo e a cores.

Foi um momento bonito de luta livre.

… é interessante como alguém concorda em pagar uma indemnização (mesmo que pequena) e admitir que errou depois de alegar não ter feito fosse o que fosse.

Sendo um presidente de uma AP, é realmente um “excelente” exemplo… quando se anda por aí tanto a falar de aumento de indisciplina nas escolas.

Com exemplos assim em casa…

JN31MAr14

Jornal de Notícias, 31 de Março de 2014

… enquanto se espera que alguém tenha coragem para uniformizar critérios de registo e actuação, em vez de encobrir.

Miúdos com raiva de gente grande

O retrato oficial é de um país com escolas tranquilas mas, aqui e ali, contam-se histórias de agressões entre jovens com graus de violência que impressionam.

Eu podia explicar, mas já me cansa.

Claro… o crime pode ser não violento e a violência pode não ser criminosa e obladi-obladá.

Segundo a Procuradoria Geral Distrital de Lisboa, em 2013, aumentou o número de crimes na escola.

Boa noite,

Hoje, dia trinta um de janeiro de dois mil e catorze, na cantina da Escola Secundária Inês de Castro, em Vila Nova de Gaia, dois alunos dessa escola envolveram-se numa luta de contornos muito violentos, tendo um deles partido um braço. Esse cenário de violência, foi assistido por outros alunos, incluindo os discentes da Escola Básica de Canidelo (dos 5º e 6º anos) que também almoçavam nessa mesma cantina. Uma aluna desmaiou e outros alunos sentiram-se mal perante as cenas de agressão. Foram chamadas duas ambulâncias à escola.

A pergunta que se faz é se havia funcionários nesse espaço para vigiar os alunos?

(…)

Docente na Escola Básica de Canidelo

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Dezenas de alunos de Braga envolvem-se em violentos confrontos

Dezenas de alunos de uma escola de Braga envolveram-se, esta sexta-feira de manhã, em violentos confrontos, causando o pânico no estabelecimento de ensino. A GNR esteve na escola tendo conduzido à esquadra vários alunos. Nove alunos foram suspensos.

Segundo o JN apurou, os confrontos aconteceram após um jogo de futebol entre duas turmas de Cursos de Educação e Formação (CEF’S) de Informática da Escola E.B 2,3 de Celeirós.

As cenas de pancadaria duraram 45 minutos e ocorreram nos corredores da escola, fazendo com que as aulas que estavam a decorrer fossem interrompidas. “Foi porrada da grossa”, contou ao JN uma testemunha.

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A situação ocorreu à hora de almoço de quinta-feira, 23 de Janeiro, quando um grupo de alunos estava a jogar ao que chamam futebol humano. Ou seja pontapearem-se uns aos outros. A vítima caiu ao chão e continuou a ser pontapeado pelo aluno agressor. O aluno agredido teve de ser assistido pelos bombeiros no local e posteriormente no hospital de Santarém com várias escoriações. Na altura estava na escola a vereadora da Educação da Câmara de Almeirim, Maria Emília Moreira.

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PSP identifica 30 alunos de escola em Queijas (Oeiras) por tentativa de agressão

Basta mudar os critérios de recolha ou contabilização dos dados, para se conseguirem milagres. Ora… nos últimos anos… se há coisa que tem sido certa é que não nada certo. Cada ano, cada forma de encarar as coisas.

Alguém em seu juízo acredita que o MEC tem dados metodologicamente consistentes para colocar este tipo de afirmação cá fora?

Atenção… eu até desejo que seja verdade… o que duvido é da capacidade de fundamentação empírica. porque os dados da Escola Segura são apenas uma parte da questão e dependem de muitas variáveis.

Apesar da diminuição dos casos de violência escolar, o Ministério da Educação quer rever o programa Escola Segura e vai pôr em prática um plano de ações para erradicar a violência.

 

E é melhor nem comentar mais, pois ainda acabava a tentar perceber a definição sociológica de “boas famílias”… se é da de famílias com dinheiro, se famílias com apelidos conhecidos, se famílias conhecidas de quem arranja (ou manda arranjar) títulos destes.

Gangues de boas famílias lutam quase até à morte

Já agora… uma luta não se pode confundir com agressões selvagens e cobardes por parte deste meninos a quem os papás e mamãs pagarão os devidos “especialistas” para demonstrar que o que fizeram foi resultado de qualquer coisa e tal na eventualidade (muito remota) disto chegar a Tribunal.

Boas famílias? Please, don’t kiss my ass.

Campanha contra a violência Conte até 10 nas Escolas será lançada nessa sexta

Trabalho será feito nas escolas dos municípios com maiores índices de mortalidade de jovens.

Aluno da escola Stuart Carvalhais, Massamá, esfaqueou colegas e funcionária.

… a indisciplina, pequena ou grande, se resolve portas dentro da sala de aula ou que a violência pode ser controlada portas dentro da escola.

Ora… enquanto a indisciplina, pequena, média e grande, desfilar perante os nossos olhos nos corredores e pátios e nos demitirmos das nossas obrigações (sim, obrigações!) ou enquanto se pensar que a violência não entra na escola a partir do exterior e que enquanto lá fora dos portões as coisas estiverem muito mal dificilmente poderão estar bem dentro deles, estamos bem tramados. Porque neste último caso a intervenção precisa de ser muito alargada, especializada e não se resolve com contratações precários a meia dúzia de euros a hora.

Pior, só mesmo os especialistas-sebastiões-isczé que não tarda nada aparecem a queixar-se que isto acontece porque não lhes renovaram a avença com o MEC para contabilizar as ocorrências e fazerem teorizações a relativizar tudo como faziam no consulado anterior.

Distúrbios na Suécia estendem-se a outras cidades

A alegada agressão, aconteceu no passado dia 2, numa altura em que o professor alegadamente agredido acabara de fazer um pagamento numa caixa multibanco.

“Eram 18.09 horas, de acordo com a hora registada no talão. Fui abordado pelo presidente da Associação de Pais por causa de questões relacionadas com a escola, questões que me recusei discutir no meio da rua. Ele exaltou-se e agrediu-me com murros e pontapés”, recorda o professor de 53 anos que, assegura, não reagiu.

“Fiquei a sangrar de uma orelha, com vários hematomas na cabeça, e ainda tenho marcas numa perna”, descreve Adriano Tomé. Já depois de agredido, o professor dirigiu-se à GNR local. “Segui depois para o centro de Saúde, onde recebi tratamento, e voltei depois à GNR para apresentar queixa”, recorda.

Eu percebo que agora tudo é muito “alegado”, mas… phosga-se… um presidente de uma associação de pais?

Olhem… uma excelente oportunidade para a Confap mostrar que mudou de rumo…

Ou atiram a plataforma à cabeça dos agressores?

Governo lança plataforma contra violência escolar

O Ministério da Educação e Ciência vai propor aos parceiros da área a criação de uma plataforma de entendimento para combater o problema da violência escolar.

Quando é que metem na cabeça que, com tudo à volta da escola em descalabro económico e social, com o aumento galopante da pequena e média criminalidade e a degradação brutal do nível de vida de muitas famílias, os fenómenos de indisciplina, violência, etc, sobrem de forma (infelizmente) quase “natural” e que a intervenção precisa ser muito mais integrada e não apenas dos portões das escolas para dentro, com os meios do costume e apenas mais conversa?

Basta terem olhos… aperceberem-se do que se passa nas imediações de muitas Secundárias (e mesmo Básicas), observarem o aumento do padrão do consumo de certas substâncias, ao que parece a acompanhar a crise com a descida do preço, e de pequeno vandalismo e violência arbitrária entre jovens…

Pensava que o tempo do sebastianismo de dedo em riste contra a vitimização tinha acabado, mas… vamos acabar com uma plataforma negociada entre amigos.

E continuam a não perceber – ou não querem – que o factor que mais pode atemorizar em muitas escolas públicas não é qualidade do ensino mas tão só a insegurança?

How Do You Raise a Child Like Adam Lanza?

Quatro páginas do Público de hoje a demonstrar, com diversos testemunhos, o quão desajustado é o actual Estatuto do Aluno para prevenir de forma efectiva a indisciplina e violência nas escolas, aquele que foi feito a pensar em qualquer coisa menos no Portugal que temos.

A reter:

“não deu entrada (…) qualquer proposta de director de escola ou agrupamento com vista à elaboração de autos de notícia e instrução dos respectivos processos de contra-ordenação para aplicação de coimas.”

Para isto não existe uma única razão, mas a combinação de várias:

  • A primeira delas é o completo desconhecimento que os legisladores têm da vida quotidiana nas escolas em temos de forte crise social e económica (em boa verdade o completo desconhecimento da vida quotidiana das escolas, ponto).
  • A morosidade do processo que leva a tal medida, pois existe uma gradação em que a aplicação de coimas não é a primeira medida e todo o procedimento é complicado, implicando procedimentos que extravasam as escolas.
  • A prudência que em alguns contextos existe por parte de directores de turma e de escola/agrupamento na aplicação de tal medida por duas razões diversas: receio das consequências para a vida das famílias que já vivem abaixo do limiar da sobrevivência em diversas situações e medo físico e psicológico da intimidação que podem sofrer os responsáveis pelo encaminhamento de tal medida.

A violência na comunidade escolar

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Cartoons de Bill Schorr e John Darkow

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