Vai-te Tratar


Este é que tem uma grande lábia, quase parecendo que a culpa nem é deles.

O sistema “vai fluir”, diz ele.

E se ele fluísse para o raio que o parta?

E depois tem a lata de dizer que a situação “só se reporta” às escolas e agrupamentos TEIP e com contratos de autonomia.

Quando foi a este mesmo tipo que eu ouvi louvaminhar os directores que assinaram os contratos de autonomia como “pioneiros”.

E agora diz que “só” se trata destes casos?

… são absolutamente credíveis.

Muito cheeseburger é no que dá.

Pub24Set14

Público, 24 de Setembro de 2014

… quando afirma coisas como estas, que não se podem provar a partir dos dados do relatório do CNE, pois não é feita a desagregação da evolução  dos resultados por escola/UO:

Passos Coelho aproveitou para realçar também que o próprio CNE “desdramatiza” duas questões que têm merecido críticas de professores e sindicatos: a estratégia da organização dos agrupamentos escolares e o aumento do número de alunos por turma.

O relatório é tecnicamente bastante bom, mas não chega a esse nível de detalhe. Até pode ser que o primeiro chourição de Portugal tenha razão – é sempre uma hipótese no domínio das probabilidades – mas não com base no que está no relatório.

As “médias” não permitem tais conclusões.

Mas para se perceber isso é essencial ir além de uma formação em económico-vassoureiras (cf. Raul Solnado em saudoso sketch dedicado a outro primeiro chourição do país).

… quando diz que o nosso sistema de ensino não deu resultados

(embora possa ser algo autobiográfico, não sabemos… porque ele até foi um dos líderes jotistas dos tempos da geração rabo ao léu na 5 de Outubro…).

Percebe-se que ele não entenda uma almôndega de Educação, mas, se não entende, cale-se.

Se é apenas para justificar futuros fretes aos queirozes&muñozes, seria bom que melhorasse no estilo e metaforizasse com paellasyolé.

Basta olhar para o seu currículo académico, caro senhor PM e percebemos o que é encher chouriços.

O caminho do facilitismo, o aumento da taxa de escolarização ou a criação de novos graus de ensino, “a chamada salsicha educativa”, assim apelidado pelo Primeiro-Ministro, “não é o mesmo que ter qualidade educativa”. Caminho que foi seguido “no passado” através do qual não foi conseguido “um salto qualitativo mais exigente no produto escolar”, frisou Passos Coelho durante o seu discurso de encerramento da sessão solene de abertura do ano lectivo do Conselho Nacional de Educação (CNE). “É importante que os resultados conseguidos correspondam a uma melhoria da qualidade da educação”, salienta.

Por outro lado, lamento que a Passos Coleho só tenham servido salsichas grandes e más.

Anda a precisar de frequentar espçoa gourmet, nos quais a salsicha pode ser um belo acepipe.

Do piorzinho que a nossa vida política produziu em matéria de pretenso anti-sistema.

Um oportunista e encavalitado que só voltará a enganar quem for mesmo analfabeto em termos políticos.

Marinho Pinto. “Salário de 4.800 euros não permite padrões de vida muito elevados em Lisboa”

Agora atentem ao homem a dizer uma coisa e a fazer o seu contrário.

O que é que falhou na ligação com o Movimento Partido da Terra?
Não quero revelar publicamente as causas de uma separação. Sou advogado e sempre aconselhei os meus clientes que se divorciavam. Concluí que, por factos que não quero revelar publicamente a não ser que seja obrigado, não é possível realizar no MPT o projecto político que o país precisa para resolver os problemas nacionais.

Não é uma divergência ideológica.
É metodológica. Um partido deve estar ao serviço do povo e do interesse nacional e não dos seus dirigentes.

Achava que deveria mandar tendo em conta o seu peso eleitoral?
O mandar era mandarem todos. Pôr o partido ao serviço do povo português e dos seus militantes. A comissão política do MPT são cinco pessoas, todas aqui de Lisboa. Não há um dirigente do Porto, do Algarve ou da Madeira. São todos aqui de Lisboa, à volta da Assembleia Municipal de Lisboa.

Era isso que teria de mudar?
Claro. O partido tinha que ser nacional. Tinha que ser aberto aos militantes de todo o país e às necessidades de mudança política em Portugal e não um partido fechado para cinco pessoas.

Ou seja, aconselha a não falar das razões do divórcio e logo a seguir diz quais foram. Acho que o termo adequado para isto é burgesso.

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