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ORDEM DE SERVIÇO Nº 86

2010/2011

A grande crise económica e financeira do rico Ocidente soprou lancinantes estremeções na economia da nossa Pátria.

Ora os constrangimentos orçamentais que jugulam o orçamento do corrente ano, afectarão o serviço de reprografia.

Muito embora, imodestamente, sejamos um Agrupamento que não impõe capitação de fotocópias anual a cada professor, ditamos o seguinte funcionamento:

1- O emérito zelador do nosso apetrechamento informático instalou um computador e uma impressora na oficina de reprografia;

2- Doravante, qualquer professor utilizando a sua “pen” poderá, ali, imprimir testes, trabalhos, fichas prontas a fotocopiar.

3- Os Professores deverão requisitar   as quantidades exactas em função do número real dos alunos;

3-1 A procura deste rigor germânico livra os professores daquela tarefa entediante de final de ano: rasgar ou incinerar as sobras acumuladas de forma avara;

3-2  Cada folha de papel A4 custa, no mínimo 0,006 Euros: juntemos o “ toner” , a energia , o aluguer da máquina, o custo do trabalho do funcionário; o labor do professor e o preço dos saberes veiculados –tudo valerá a pena para utilização do aluno. Os restos são imoral desperdício;

4- Eventuais desvios de elementares orientações  de poupança  em país gastador mas de parcos recursos , implicará, obviamente aplicação de medidas draconianas.

Porto e A.V.E.R.O., 14 de Fevereiro de 2011

O Director

Anexo:



Está quase.

Eu sei que, para os devidos efeitos, a Illustração Portugueza e o ABC são as revistas que melhor fazem a crónica social da I República. Assim como a imprensa política tradicional (O Mundo, O Século, Diário de Notícias, etc, etc) é uma fonte insubstituível para acompanhar o dia-a-dia- do regime.

Eu sei que as fotos de Joshua Benoliel ou as ilustrações de Stuart Carvalhais, Carlos Barradas ou Emmerico Nunes são quase ex-libris do período.

Mas Os Ridículos constitui-se como a publicação humorística que atravessa todo o período, fazendo a crónica jocosa de um tempo conturbado e Silva Monteiro foi quem fez a montra do jornal, uma ou duas vezes por semana.

Como se destaca no folheto de apresentação é hoje injustamente desconhecido, mesmo de algum público informado. Esta é uma exposição mais do que merecida.

Agradecendo ao António Cavalhal a referência:

1001 discos que hay que escuchar antes de morir

Dá para fazer download de todos. O link dá para a primeira parte. Este é o link para a 14ª parte, que não percebi se é a última que está disponível até agora.

Jackson Pollock, A Chave (1946)

O cineasta carioca, Eduardo Sousa Lima, vulgo Zé José, também editor da revista Zé Pereira, vai estar presente no 13º Festival Luso Brasileiro de Santa Maria da Feira ,onde irá apresentar o Filme de Fição Ciêntifica: Pimentípoli e disse-me que gostaria de me visitar e à minha Oficina em Alhos Vedros, (aguardo mais informações, depois de dia 13 de Dezembro, quando acabar o Festival). Conhecemo-nos por via da mesma paixão pela História em Quadrinhos, cruzando o Oceano Atlântico virtualmente abraçados por essa paixão…
É com muito gosto que divulgo aos orgãos de comunicação locais e nacionais o multi facetado Zé José,  também autor do documentário: O Rio de Jano, dedicado ao desenhador Francês que desenhou o Rio de Janeiro numa versão animalista, (faceta que eu também explorei recentemente na minha série em HQ, “O Deserto da Educação” ) muito ao seu estilo e que foi amplamente publicado durante a década de 1970/80/90 pela mítica revista francesa Metal Hurlant que começou em 1974 na edição de Histórias em Quadrinhos de Fição Ciêntifica e não só, continuando a ser publicada nos E.U.A. até hoje com o nome de Heavy Metal Magazine

Saudações,

Luís Cruz Guerreiro

Já recebi para aí umas 20 ou 30 vezes o mail para se votar num projecto português de abrigo em cortiça que está a concurso no Museu Guggenheim.

Até fica aqui perto de mim, do lado de lá da serra do Louro, em Vale de Barris, portanto façam lá o favor de votar e deixar de me enviarem o mail. Já fiz o meu acto de divulgação patriótica.

ccbNão se deixem desmotivar pelo subtítulo da exposição. Nem por ser no Museu Berardo/CCB. Vale a pena.

Lakmé Flower, Erika Miklosa e Bernadett Wiedemann

Acedendo, com gosto, à  solicitação da Maria João Santos.

A partir de umas ideias iniciais minhas, na altura dando origem a umas experiências com o stripgenerator, um amigo meu, o desenhador e azulejista Luís Cruz Guerreiro, propôs-me a produção de uma tira semanal aqui para o blogue com o título O Deserto da Educação, em tons de fábula algo onírica e grafismo claramente FC, porque nda disto se pode passar fora de uma realidade alternativa.

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Ficam por aqui os estudos iniciais, estando já prontas duas tiras para a inclusão a partir da próxima semana e, eventualmente, para aproveitamento posterior no livro do Umbigo. Os guiões das primeiras tiras estão um pouco datados pois remtem para contextos específicos do ano de 2008.

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Se houve uma tendência que sempre me divertiu na moderna literatura portuguesa (anos 80 em diante) foi a da tentativa de imitar/clonar para português o estilo de alguns autores estrangeiros.

Um deles foi Raymond Carver, a quem se elogiava muito a economia de palavras, a secura da narrativa, o minimalismo estilístico e mais umas junções de conceitos interessantes. Também eu comprei o Do que falamos quando falamos de amor e o Queres fazer o favor de te calares? e não nego que a forma de alguns títulos dos meus posts vão beber alguma desajeitada inspiração àquelas duas obras. Não sou o Pedro Paixão, mas não nego que li Carver com algum interesse. Relativamente moderado, no entanto.

Qual não é o meu espanto – se fosse maior fã talvez já o devesse saber – quando leio (última New Yorker de 2007 a chegar á minha aldeia) que afinal Carver não era propriamente assim tão minimalista. Afinal era o seu editor e amigo Gordon Lish que lhe amputava cruelmente mais de metade das páginas (ver exemplo na imagem da direita), reduzindo-as ao esqueleto que tornou Carver um escritor de culto, o que em algumas alturas levava o autor ao desespero e ao envio de cartas para que Lish reduzisse a sua intervenção.

Qualquer dia ainda acabamos por descobrir que é a Pilar que apaga os pontos finais e elimina os parágrafos a Saramago e que é algum neto ou sobrinho traquinas que se vai aos romances do Lobo Antunes e baralha aquilo tudo antes da versão final ir para a editora.

Dois livros incontornáveis: um mais antigo mas clássico de Georges Steiner sobre as transformações da mentalidade e da criação nos nossos tempos (a edição original é de 2001 sobre textos da década anterior); o outro bastante recente e destinado a todos os que pretendam um contraponto ao de Nick Cohen que há um par de semanas destaquei (O que resta da esquerda?) e que apontava exactamente Naomi Klein como um dos seus alvos preferenciais do lado da esquerda que ele designa como “radical”.

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