Dos portões das escolas para dentro faz-se o possível e, um ou dois dias por semana, o impossível. Mas é extremamente complicado aplainar o que do lado de fora destrói dia após dia, semana após semana, mês após mês, anos a fio, qualquer hipótese de coesão social, de chegada às aulas em condições minimamente equiparáveis.
Quanto aos materiais escolares já sabemos que as famílias que não têm dinheiro para os adquirir terão de os adquirir e esperar que o Estado as reembolse (sobre isto, o pai da Nação pia baixinho, só se queixa de outras coisas). O mesmo Estado que retém até ao último momento os pagamentos devidos por outras obrigações que o próprio contratualizou nos termos que achou correctos.
Verdade se diga que sem manuais e com a barriga vazia, haverá quem ache quase desnecessário ir às aulas, pelo que se entende isto.
Passe escolar em risco. Autarquias culpam dívida do Ministério da Educação
Ministério garante 11 milhões de euros para as autarquias ainda em Setembro para solucionar problema.



























