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E porque o ex-ministro Couto dos Santos pareceu incrédulo (ou mal preparado, ou mal informado) quando lhe disse que os países que ele apresentava como modelos para nós estão com piores resultados… aqui fica a comparação com a Alemanha, Holanda e Suécia (sendo que o Luxemburgo e a Islândia que ele referiu nem constam nestes testes). Aqui.

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A verdade é que nos querem vender produtos que estão em declínio quiçá porque… a fórmula que alguns querem copiar está errada?

Porque infelizmente não há resultados para o 8º ano e também não é possível fazer comparações sem ser com 1995.

Portanto, desenganem-se já os órfãos do engenheiro e da MLR porque não podem atribuir, com estes dados o sucesso aos anos da governação socrática.

Sorry.

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Estranhamente… há países-luminárias dos tempos que correm (Alemanha, Holanda) que estão atrás de Portugal. Mais curioso, Portugal foi o segundo país a evoluir melhor nos últimos 15 anos… ao contrário de outros…

Será que isto não nos deveria fazer pensar, em especial aos que acreditam em exames e comparações internacionais, como o actual MEC e aquele harém que agora rodeia certos conceitos como a liberdade de escolha e o ensino dual?

Estaremos (prestes) a fazer opções profundamente erradas?

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Lamento a ausência de resultados para os alunos portugueses do 8º ano. Anoto apenas, o colapso de mais um país-luminária neste aspecto (a Suécia).

Ao que parece estamos prontos para copiar os exemplos dos países com reformas de insucesso.

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Estou cansado de dizer que as estórinhas da liberdade de escolha andam contadas pela metade. Há quem ache que pedir que a informação seja disponibilizada de forma transparente é ser contra essa liberdade.

Nada de mais errado.

Apenas desgosto de quem engana para conseguir. No caso da Suécia tem-se ocultado a queda a pique do desempenho dos alunos…

Neste caso são os resultados no 8º ano em Matemática… em que só de 2007 para cá a queda foi suavizada, pois o impacto das reformas dos anos 90 (que alguns gostariam de ver cá replicadas com a introdução do cheque-ensino) foi brutal.

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Mais um estudo interessante… desta vez é o desempenho em Matemática dos alunos do 4º ano que está acima da média e com uma grande subida desde 1995 (calma, não é desde 2007, não se animem os socretinos).

Mais interessante, os alunos portugueses apresentam a maior subida da amostra e estão à frente de países-luminárias do actual MEC como a Alemanha e a Suécia que apresentam ganhos residuais.

Para quem diz mal do nosso sistema de ensino e dos professores, esta deve ser outra comparação difícil de engolir. Anote-se que faltam os dados para 2007, pelo que (como acima escrevi) não atribuam a melhoria a quem não devem. Neste caso, felicitem-se alunos (pelo que fizeram) e professores (por todas as parvoíces que têm aguentado:

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Não me espanta nada que o MEC tenha desvalorizado estes resultados numa atitude absolutamente vergonhosa que desrespeita, repito, o trabalho de alunos e professores:

Em comunicado, o MEC destaca, contudo, que nos três estudos “mais de metade dos alunos portugueses não conseguem ultrapassar o nível intermédio, o segundo mais baixo em quatro níveis”.

Isto quer dizer, acrescenta-se na nota, “que em Ciências estes alunos têm quando muito conhecimentos e compreensão elementares sobre situações práticas, mas não têm domínio suficiente desses conhecimentos; em Matemática, podem conseguir aplicar conhecimentos básicos em situações de resolução imediata, mas não têm domínio desses conhecimentos suficiente para resolver problemas; e em leitura, podem ser capazes de fazer inferência directa, mas não têm fluência suficiente de fazer inferências e interpretações baseando-se no texto”.