Teoria Política Aprofundada Da Realidade Portuguesa


Após demorado estudo da vida política nacional, estou em condições de afirmar que permanece entre nós, década após década, uma arreigada cultura de desresponsabilização e auto-desculpabilização.

Os custos para o país são muito dificilmente calculáveis, mas andarão por um valor equivalente aos biliões desperdiçados em fundos comunitários mal geridos e destinados apenas alimentar clientelas que, como retribuição, atestam os oleodutos financeirtos das campanhas eleitorais. A nível nacional e local. Aguarda-se o nível regional para novo nível de sorvedouro e passa-culpas.

… ele limpou 4 eleições e só perdeu 1 nos últimos 30 anos, tendo um desempenho que ninguém consegue igualar.

Pode ser um bocado parolo, mas é neste momento o primeiro dos muitos parolos que temos por cá.

E eu sou daqueles que, apesar de habituado a fazer parte de minorias minoritárias, acham que é burrice quando algumas elites iluminadas apoucam a maioria sem pensar bem nas razões que levam a que assim seja, década após década.

Teorias da conspiração não chegam.

Muito menos aquelas que partem daqueles que, falando tanto em nome do povo, depois amesquinham as decisões desse mesmo povo.

PORTUGAL FEIRAS NOVAS PONTE DE LIMA

A polémica anda quente.

O artigo em causa apenas peca por curto e não incluir muito mais materiais polémicos, que os há à vista de todos, com qualidade gráfica e conteúdo com mais do que evidente interesse sociológico: AS_212_EV.

Contra a censura míope de um cientista social de gabinete, nada como divulgar o objecto censurado.

Embora seja um argumento muito comum, nas eleições escolhem-se deputados e não membros do Governo, muito menos ministros.

Com tantos putos tóxicos ao seu redor com formações rebrilhantes em imensas coisas (quantas delas no estrangeiro desenvolvido), era tempo de o senhor PM começar a dizer umas coisitas mais fundamentadas e menos vacuidades sem sentido.

O chefe do Governo não só defende a atuação do seu ministro da Educação, Nuno Crato, como esclarece que “os países mais desenvolvidos não são aqueles que resolvem os seus problemas (…) a substituir membros do governo e da administração”. Passos Coelho falava em Esposende, na inauguração de um centro escolar, quando sublinhou que o voto é o único lugar onde se julgam os membros do Governo.

Diabo na Cruz, Vida de Estrada

Esta teoria é divertida e nem é descabida pois eu lembro-me bem de parte dos últimos posts do poli-Ramiro serem em exaltação da obra dos seus quase 40 anos de carreira artística.

 

… mas acho especialmente interessante o recente recrutamento de colunistas e articulistas do centralão por alguma imprensa de referência. Dá para perceber os futuros bildebergues perante o vai-não-vem do costa e do rio.

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