Teor Etílico


… perdi a Leite e o atabefe!

 

… de uma taxa qualquer, dizendo que, afinal e apesar das rescisões e despedimentos de funcionários, os serviços são muito caros.

Serviços públicos: Atendimento digital será mais barato que o atendimento presencial

Claro que a banda larga fica por conta dos contribuintes, porque o “mais barato” é sempre na perspectiva de ser o cidadão a pagar.

Não é ao cinema, nem a novela da Globo ou TVI. Apenas gostaria que me fosse adaptado o novo conceito vencedor do ministro Relvas, esse portento nacional do spin.

Não confundir com adoptado.

Ministério da Educação ignora disposições que regem o regresso de licenças sem vencimento.

Perguntei por perguntar, a vida a sério não consome capa de revista.

Como acompanhar devidamente a meia dúzia de garrafas de néctar alvarinho de produção doméstica?

Após alguma reflexão o primeiro round vai ser com um caril de gambas, com ligeiro toque tailandês (a que está a faltar o leite de coco…).

Vai daí e ainda fico em estado de escrever crónicas para o Expresso.

Filomena Martins no DN:

Com protestos já apenas pontuais dos professores, este deixou de ser o Nogueira que derrubou uma ministra e pôs outra na algibeira, mobilizou 200 mil professores e saiu ao caminho de José Sócrates em verdadeiras emboscadas.

Miguel Sousa Tavares no Expresso:

Mas sabe-se o que aconteceu: a tentativa de impor a avaliação aos professores, esbarrou contra 300.000 nas ruas de Lisboa, toda a imprensa e toda a oposição.

A primeira é directora-adjunta do DN, o segundo é articulista com grande cotação na praça e bem remunerado pela Impresa. Em qualquer dos casos substituem (por ignorância?) ou distorcem (por má-fé?) factos por delírios pessoais. Confesso a minha inveja: gostava de ser pago para escrever parvoíces e livrar-me sempre incólume, em especial no caso do MST.

Para a semana aguarda-se um qualquer outro escriba com o mesmo tipo de pancada (Helena Garrido, Leonel Moura, Emídio Rangel?) escrever que foi meio milhão a desfilar pela Avenida da Liberdade, enquanto um milhão estacionava na 5 de Outubro.

O estado de generalizada impunidade pelo dito disparatado, pela imputação despropositada, pelo arrolamento de factos inventados não se limita ao Alberto João.

Três partes de uma boa ginja (se possível da caseira, daquela que faz as minhas delícias todos os Natais, cortesia de uma colega minha que é uma verdadeira senhora), uma parte de bom vodka (ou médio, que se lixe) e dois cubinhos médios de bom gelo (do normal também serve, não é preciso ser de Evian, pode ser de Torneiran).

A partir da segunda dose (generosa, claro! usar corpos amplos, por causa da respiração…), as coisas tornam-se agradavelmente menos nítidas.

Não digam que isto não é serviço público.