TEIP


O Arlindo fez estes cálculos. O Ramiro decidiu escrever uma… sei lá… coisa armada em gira, mas sem fundamentação factual. O Luís Braga reagiu e este texto está a circular no FBook, tendo recebido autorização do autor para o reproduzir:

Amigo que me considera, e a quem por isso perdoo ter-me feito esse mal, remeteu-me noticias de uma libélula ribateja que se propõe enviar para as terras nevadas da Heidi e do Mylka, os alunos do Cerco e Vialonga.

Alegadamente, no texto de tal voador que, de tão superior se arroga o direito de chamar parvo a um pequeno (1,65m) “zeco” básico como eu, invoca-se e propala-se a desonestidade intelectual (que o é mais por não ser mentira mas um torção) de que foram esses os agrupamentos de escolas que fizeram mais contratações este ano. Quem for às portas do sol em Santarém percebe agora porque topa pouca água no Tejo: correu toda para certos blogs da internet.

A explicação é simples: primeiro, as escolas TEIP estavam impedidas de pedir professores de quadro no concurso nacional. Foram postas fora do concurso em nome de um dogma lurdista (e não só….) de que as escolas deveriam escolher os professores. Por isso, professores de quadro não podiam concorrer para lá….(por exemplo, na minha há 4 anos que não tenho nenhum professor de quadro do grupo 400 porque tinham de ser todos contratados). Segundo, e paradoxalmente, esse facto tinha também uma explicação financeira: os contratados podiam ser imputados ao programa comunitário que sustentava o TEIP e eram pagos, não pelo OE, mas pelas verbas comunitárias (como trabalhadores contratados fora do quadro). Assim, o Estado poupou com os TEIP e realmente não gastou a mais: POUPOU o Orçamento do Estado. E com os CEF, PIEF, EFA (e os CNO, não esquecer estes enjeitados) e outras coisas ainda foi imputar na chamada CPN (comparticipação publica nacional) parte dos saláqrios dos professores de quadro.

No próximo ano a colocação só de professores de quadro por rearrumação (mesmo que isso gere contratações noutro lado que o OE pagará e se se conseguir) vai fazer com que os salários todos das escolas TEIP (mesmo que sejam menos os professores) venham todos do OE. Assim, para o ano as TEIP, cheias de DACL, vão custar mais dinheiro ao OE, que se poupou neste ano dessa fonte de financiamento.

Este ano, mesmo o Cerco ou Vialonga, foram mais baratos às contas nacionais do que serão para o ano. E ao absorverem DACL vão gerar contratações noutro lado que o OE vai pagar sozinho. O calor fervoroso que vem da Lezíria bem nos podia poupar ao achismo….PS: além disso o pressuposto está todo errado, ou será que um contratado do 1º índice custa mais que um professor de carreira de 3º ou 4º escalão…..?

Luís Sottomaior Braga

Em especial o Arlindo já nos tinha esclarecido sobre o seu fim a anunciado a Norte. Entretanto, também fiquei a saber que na zona de Lisboa se está a fazer o possível por, não os extinguindo formalmente, os ir empurrando para mega-agrupamentos. Chegou-se à conclusão que o modelo mais recente, muito autonómico na contratação de professores e tal, é caro e não produz resultados vagamente próximos do investimento adicional.

Pois.

Nem sei bem que diga, pois se sou contras as megalomanias concentracionárias, não deixo de me lembrar que algumas pessoas avisaram que este modelo de TEIP deixava bastante a desejar…

Escolas TEIP em Agregação

… contratar-se a filha do sub-director sem qualquer tempo de serviço?

É, pelo menos em terras que já foram de Narciso.

Mail recebido com a indicação que se segue e diversos anexos, dos quais apenas irei colocar dois no post, excluindo outros por razões que passam pela inclusão de dados profissionais alheios:

(…)
O texto que segue em baixo, bem como os anexos, vão ser enviados para os meios de comunicação social mais importantes e depois de fazer algumas alterações queria enviá-los para os sindicatos, DGRHE, ME e para a IGE.
(…)

Bom dia,

Venho por este meio dar-vos a conhecer uma situação que, estou em crer, está longe de ser uma situação isolada.

Desde o dia 12 de Agosto que foi disponibilizada a aplicação para concurso às contratações de docentes das escolas TEIP e escolas em Autonomia. Como essas escolas não obedecem aos critérios do concurso nacional de professores, são as direcções dessas escolas que estabelecem os critérios de selecção dos docentes. Infelizmente os critérios de selecção nem sempre são os mais éticos e transparentes.

A maioria das escolas optou este ano por estabelecer como um dos critérios para selecção de docentes, a continuidade pedagógica ou o facto de os docentes a concurso já terem leccionado nessas escolas. Tal facto até se poderia compreender, caso os docentes tivessem, a par disso, tido uma avaliação de Muito Bom ou Excelente, facto que demonstraria de um modo mais claro a sua competência.

Na lista em formato Word que vos envio em anexo, estão os meus dados que constam das tabelas de ordenação de professores, bem como os dados de alguns dos candidatos colocados nas vagas a que eu também me candidatei. Decidi não meter os dados de todos os candidatos, pois como me candidatei a mais de 120 horários, o documento seria muito extenso.

O que poderão constatar é o seguinte, para a mesma vaga a concurso, foram preferidos candidatos com a mesma avaliação de desempenho que eu, mas todos eles com uma graduação profissional inferior à minha. Em certos casos há candidatos que ainda nem sequer acederam à primeira prioridade de ordenação. Mas como estiveram colocados naqueles estabelecimentos de ensino em anos anteriores, têm prioridade sobre a minha candidatura. Facto que não faz sentido absolutamente nenhum, e não beneficiará seguramente os principais interessados em tudo que isto: os alunos.

Gostava também de chamar a atenção para outros dois anexos que envio. São dois printscreen que fiz de duas contratações de escola, uma do Agrupamento de Escolas das Olaias e outra do Agrupamento de Escolas Matilde Rosa Araújo. Em ambos chamo a vossa atenção para a subjectividade dos critérios, bem como para a vossa análise dos candidatos que foram colocados nessas vagas e quais as suas graduações e avaliações de desempenho.

Infelizmente, e sem qualquer explicação, a aplicação informática para concorrer bem como o site da DGRHE, não possuem qualquer informação ou local para se poder fazer uma reclamação das colocações dos horários das Escolas TEIP e Autonomia.

Em anexo envio também as listas de ordenação dos dois grupos de recrutamento para os quais concorri e deixo um link, caso queiram descarregar essas listas do site da DGRHE.

Link DGRHE:

Sem mais assunto,

Luís Saraiva

A autonomia de contratação dos TEIP foi um falso pretexto para legalizar o que antes já acontecia. Não me lembro – embora a minha experiência seja escassa nesta matéria – de alguma vez terem existido muitas dificuldades dos órgãos de gestão dos TEIP manterem junto de si (por requisição ou destacamento) as suas afinidades electivas. Enquanto outros andavam de malas às costas mesmo, muitos só andavam virtualmente, pois estavam sempre no mesmo sítio.

E nem é bom falar nos truques em torno dos mini-concursos. Agora só é mais fácil apanhar, em público, os desmandos que passaram a ter base legal.

Professores denunciam concursos ‘à medida’

Colocações nas escolas TEIP: injustiças que urge denunciar e corrigir!

 

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