Tecnologias


Obsessing over the perfect social media post is ruining your life, study says

Agradecendo a referência ao Livresco.

Mobile Lovers

José Augusto Lopes Ribeiro Março de 2015.
Escola Sá de Miranda – Braga

A narrativa mítica conta-nos que Narciso se afogou nas águas quando observava a sua própria imagem refletida no lago. Nos nossos dias é o ecrã que serve como espelho para a hiper-subjetividade e o indivíduo encontra nas novas tecnologias o deslumbramento da extensão ilimitada de si próprio.

O prolongamento da sua imagem através do uso contínuo da parafernália tecnológica converte o ser humano numa espécie de servomecanismo. As modificações a nível afetivo, cognitivo, social e de relação com o mundo transportam o seu ser para um universo onírico e, como alerta McLuhan, a pessoa mergulha num estado de entorpecimento, de insensibilidade e de desrealização.

O mundo é oferecido em estado líquido e a satisfação é imediata. O  indivíduo deixa de se confrontar com obstáculos, a realidade virtual não tem atrito, não exige esforço. Trata-se de um universo plano, limpo e irresistível, onde a liberdade é total e o prazer intenso. Os jovens tornam-se imediatamente vítimas da omnipresença da tecnologia e encontram no computador e, principalmente, no telemóvel um universo artificial que lhes permite escapar ao mundo da vida e à autoridade do adulto (pais e professores), o fosso geracional aumenta através do fosso tecnológico.

Intoxicados pelo uso acrítico e compulsivo do telemóvel, os jovens sofrem a narcose de Narciso, o ego está deslumbrado consigo mesmo, com a extensão de si próprio através do potencial ilimitado que a tecnologia possibilita. O mundo já não é real e a verdade está noutro lugar: Narciso torna-se o detentor da verdade e do poder.

Agora é impossível educar. O jovem, entregue a si próprio, já não está disponível para ser incomodado, tudo lhe é permitido. Munido dos super poderes que o telemóvel lhe confere ele está pronto para aniquilar qualquer intrusão nos seus domínios. Fascinado perante as águas deste “mundo líquido” contempla uma imagem de si distorcida pela tecnologia. Narciso é um “deus menor” e o telemóvel um gadget de destruição massiva.

Porque este é o país das leis mortas à nascença, como aquela da proibição dos telemóveis. Desde logo porque, se o bichinho é confiscado como a lei manda, grande parte dos progenitores reage como se lhes tivesse confiscado a casa, o carro e todos os salários por vir, sendo a indignação maior do que se lhes tivessem atropelado todos os direitos constitucionais.

DISCONNECTING FROM TECHNOLOGY (FOR A WHILE)

 

daqui a pouco igualam-se as cargas

 

Os professores e a sociedade do conhecimento

Temos vindo a afirmar que, pela primeira vez na história da educação ocidental, ocorre um momento único pela sua singularidade e muito preocupante pelas transformações que irá imprimir no trabalho dos docentes e na organização das escolas: – existem hoje poderosíssimos instrumentos de aprendizagem e de acesso ao saber (os PCs; os smartphones; as tablets; TVs interctivas….) que os alunos já dominam melhor que a maioria dos professores e que manipulam com mais destreza que a generalidade dos pais.

O computador pessoal e o smartphone modificaram, rápida e radicalmente, os rituais de iniciação nos grupos de pares, a comunicação intra e intergrupal, os graus de socialização e de integração, já que criaram novos gestos, linguagens, códigos, símbolos, valores e um mundo infindável de engenhos periféricos.

Numa só geração desapareceram muitos dos artefactos que constituíam a memória e a referência do mundo dos adultos contemporâneos: – o vinil foi o primeiro; agora agonizam os CDs, as cassetes VHS e os DVDs de primeira geração; um aluno de 1º Ciclo não faz a mínima ideia do que era uma cassete áudio ou um rolo de fotografia a cores; um vídeo gravador é um aparelho obsoleto e o arquivo de dados em disquetes, CDs e DVDs pertence a um passado quase pré-histórico; grande parte da informação disponível já não existe em suporte de papel, e pouco falta para que Pens Drives e Discos Externos possam ser dispensados. A informação vai parar a Clouds (“nuvens”), onde tudo pode ser armazenado para ficar disponível, em qualquer momento, e em qualquer parte do mudo onde haja acesso à internet.

Se tanto não bastasse, há nas escolas uma geração de professores e de educadores já nascidos na era digital, que trabalham lado a lado com outros docentes que, envergonhadamente, se sentem info-excluídos, pois pertencem a uma outra geração que amadureceu, pessoal e profissionalmente, antes da era da internet, dos motores de busca, das bases de dados digitais, do matraquilho das mensagens por SMS ou da presença orwelliana do Messenger, do Facebook, do Twitter….

São professores e educadores que olham para as novas tecnologias da informação e da comunicação com a desconfiança dos traídos, pois sabem que é ali que está a fonte do mal que os levará à desactualização precoce e, logo, ao mal-estar profissional que acompanha o desgaste, a indisfarçável angústia e o stress.

É nossa profunda convicção de que aquilo que aqui descrevemos implica um perigosíssimo ‘corte geracional’ que tem que ser rapidamente atenuado e corrigido, se queremos eliminar a iliteracia digital e ter as nossas escolas a fazer parte da sociedade do conhecimento. Porém, a introdução, quase sempre inconsequente, das TIC nas escolas acentuou drasticamente esse corte geracional, já que os governos decidem sempre ‘equipar’ primeiro os alunos e as escolas, esquecendo-se de ‘equipar’ previamente os professores com formação específica.

Infelizmente, a educação padece sempre deste estigma: o calendário eleitoral da classe política funciona no curto prazo dos ciclos eleitorais de quatro anos, exigindo resultados rápidos, imediatos e mediáticos. Daí que o investimento em educação, sobretudo na formação dos seus actores, não lhe interesse, já que só permite medir os resultados a médio e a longo prazo, e muitas vezes em contra ciclo eleitoral…

Por tudo isso, os professores devem exigir imediata formação nas tecnologias da informação e da comunicação ou correm o perigo de se tornarem info-excluídos e profissionalmente “desajeitados”. Urge diminuir esse fosso digital, porquanto não há escola do futuro que consiga sobreviver sem incorporar essas novas tecnologias. Até porque a generalização cega das TIC, sem sentido e contexto pedagógico, pode provocar uma deriva na utilização destes instrumentos do saber, com desperdício do investimento realizado e com perigosas consequências para os aprendentes.

Hoje, não basta que o aluno só aprenda a ler e escrever textos na linguagem verbal. É necessário que ele aprenda a ‘ler’ e a ‘escrever’ noutros meios, como o são a rádio, a televisão, os programas de multimédia, os programas de computador, as páginas da Internet… Só assim conseguiremos erguer uma escola pública que seja exigente na valorização do conhecimento e promotora da autonomia pessoal. Uma escola pública que não desista de uma forte cultura de motivação e de realização de todos os membros da comunidade escolar. Uma escola pública que assuma os seus alunos como primeiro compromisso e os professores como seu principal valor. E que, em fim, se revele como um espaço de aprendizagem promotor do debate e da reflexão crítica, incentivando-se a participação cívica nesta aldeia global que é o mundo de hoje.

João Ruivo
ruivo@rvj.pt

What Isn’t There an App for?

A utilização de recursos educativos digitais no processo de ensinar e aprender: práticas dos professores e perspetivas dos especialistas.

Descarregar aqui.

NetMobile

Sugestão da A. C.:

STEM + Art: A Brilliant Combination

A net e as novas tecnologias podem proporcionar muita informação, mas esta pergunta demonstra a quem os alunos sabem que devem recorrer para seleccionar qual a informação credível e relevante.

CITIUS: Sim, Assumem a Culpa

.

Erros ignorados durante 4 anos

(…)

Em janeiro de 2013, a equipa demitiu-se, porque foi informada de que o seu trabalho iria servir de base a uma empresa privada, que iria continuar o projeto.

O texto do SFJ termina com ironia, referindo que os membros da equipa “assumem a culpa por, em maio de 2013, já depois de terem saído, o Ministério da Justiça ter decidido banir o Citius Plus e ter decidido avançar com o H@bilus/Citius, mesmo sem a parte significante, que nunca foi posta em produção por falta de autorização. Está explicado no documento de junho de 2012 porque é que tudo o que estava desenvolvido deveria ter sido posto em produção”.

Did you know your students can get Microsoft Office at no cost? Thanks to Microsoft Student Advantage, schools that purchase designated Microsoft Office licenses qualify for free student downloads, including:

  • A complimentary and complete version of the of the latest Office program, ready to install
  • The ability to download Office on up to five compatible devices at no additional cost
  • An easy way to use Office on Android and Apple products

Your school may already participate in this program. To check, go to http://Office.com/GetOffice365.
Not on the list? It’s not too late to encourage your school administrators to sign up.

If your school is already in the program, spread the word to your students by sharing this link:
http://Office.com/GetOffice365.

Admirável mundo feliz

José Augusto Lopes Ribeiro
Escola Sá de Miranda – Braga, Setembro de 2014

A globalização e a ideologia neoliberal provocaram um enorme abalo nas sociedades contemporâneas, através desregulação, da precariedade e da incerteza. A fragmentação social é interpretada como liberdade para o indivíduo e como oportunidade de realização plena. O mundo, reduzido ao modelo económico, apresenta uma profusão de possibilidades e a tecnologia surge como uma panaceia para todas as situações. Como afirma Gunther Anders, o mundo é-nos oferecido: “tudo está aí”.

Ao nível da educação, a crença incondicional na capacidade tecnológica para resolver os nossos problemas retira às pessoas sentido crítico na utilização dos artefactos tecnológicos. Daí que na atualidade, a criança saiba lidar com um smartphone antes de aprender a escrever e quando entra para a escola está sobresaturada com: tv, consolas, computadores e telemóveis.

Deste modo, o princípio do prazer e o princípio da realidade fundem-se, dando lugar a uma realidade melhorada: o mundo virtual. Agora o indivíduo não tem de adiar a satisfação, nem tem que desenvolver esforço, tudo está à distância de um clic. Assim, a criança e o jovem acabam por conquistar um mundo próprio, onde o adulto não tem lugar e que impossibilita a tarefa educativa, ou pelo menos, a torna mais conflituosa e desagradável.

O prazer intenso obtido através da manipulação da tecnologia cria no jovem adição e dependência digital e estabelece um fosso entre este e o adulto (pais e professores), reforçando o estatuto de ser à parte, totalmente livre e sem limitações. O indivíduo torna-se uma espécie de lactente que absorve um “mundo líquido”, sem necessidade de compreensão e incapaz de uma apropriação equilibrada a nível cognitivo e emocional: confundindo a realidade com a ficção, tornando-se mais impulsivo e menos reflexivo.

A massificação e a banalização da tecnologia aliadas a um mundo desregulado, provocam uma vertigem pelo consumo desmesurado da parafernália tecnológica, instalando na educação e na escola uma crise sem precedentes.

A revolução digital já chegou à Escola?

Iniciada a segunda década do século XXI, temos a bater-nos à porta a terceira vaga da revolução digital. Ela aí está, mais enérgica que qualquer das outras, a deixar-nos cada vez mais interdependentes, a mudar tudo à nossa volta, a mergulhar-nos num mundo de ficção, de perplexidade e de imaginário.

A primeira vaga foi sustentada pela popularização e democratização dos computadores pessoais e dos telemóveis; a segunda, pela massificação do acesso à Internet e da oferta low cost da banda larga; a terceira está a ser protagonizada pela redução de todas as fontes da cultura, do saber e do lazer ao formato digital, acompanhada pela vulgarização do comércio electrónico de bens e serviços, também eles em formato digital. A tendência é apetecível, as novas gerações de consumidores já lhe deram o seu consentimento, logo, o caminho anuncia-se irreversível. Sem ilusões: nada mais vai ser como dantes…

Mais depressa, e de forma mais eficaz e definitiva, do que os CDs substituíram os discos de vinil, a música em formato digital fará desaparecer, num curtíssimo espaço de tempo, o suporte musical em formato de CD. Hoje, quem entrar num quarto de um adolescente já não vê caixas de CDs, nem livros espalhados por todo o lado. A música e os textos circulam em suportes digitais, configurados em leitores Mp3, em Pen Flash Drives, SDcards, discos rígidos externos, em leitores tipo Kindle, ou mesmo nas “nuvens”, com os novos servidores tipo cloud, de armazenamento quase ilimitado e disponíveis em qualquer parte do mundo…

E os filmes também. Não se vai à loja, à discoteca ou à livraria formais. Vai-se à Net e faz-se um download, legal ou ilegal, tanto faz, desde que cumprido o objectivo. Permutam-se discos, filmes e textos à velocidade de um clic, toma lá, dá cá. Uma parte das revistas e livros em suporte de papel têm os dias contados. As bases de dados digitais constituirão uma fonte inesgotável de conhecimento ao alcance dos dedos de uma das mãos. Devido a isso, o crescimento do conhecimento vai evoluir de uma forma exponencial. A humanidade poderá combater melhor as desigualdades, as doenças, a fome, a miséria, o nepotismo e todas as formas de degradação do Homem. A humanidade poderá, ainda, ser una e mais solidária, face ao desenvolvimento social e ao progresso científico proporcionado por esta revolução digital.

A Amazon divulgou que mais de 50 por cento dos livros vendidos o foram já em formato digital (e-books). Ao preço de um telemóvel pode-se comprar um gadget (o Kindle, da Amazon, por exemplo) armazenador e leitor de revistas e livros com capacidade para guardar uma biblioteca de cerca de mais quatro mil volumes. Estes livros e revistas podem ser adquiridos on-line, por wireless, ou 3/4G a preços populares, devido à óbvia diminuição de custos, em livrarias virtuais. Pouco faltará para que se possa trazer no bolso a biblioteca de Oxford, com possibilidade de aceder aos textos através de um motor de busca à base de palavras-chave. Mais de 60 mil filmes são alugados ou comprados no iTunes todos os dias. A publicidade na Net já alcançou mais de metade do valor investido nos meios tradicionais de comunicação social…

Aviso: não se trata do fim dos livros, jornais e revistas em suporte de papel. Como não o foi o anunciado fim dos discos de vinil. Mas é um novo renascer dos modelos de divulgação da cultura, da informação e da ciência, só comparável ao renascimento proporcionado, nos finais da época de quatrocentos, pela prensa de Gutenberg. Um novo renascimento que possibilitará crescimentos culturais e científicos em ordem geométrica, dada a possibilidade de divulgação da informação de forma generalizada e em poucos segundos.

E a escola? E os professores e educadores? Já o afirmámos variadíssimas vezes: vivemos um tempo que pretende reconfigurar a sociedade e a escola, atribuindo-lhe um novo formato, centrado em renovadas formas de receber e transmitir a informação. Isto implica uma busca permanente do conhecimento disponível e das suas fontes de informação. Para alcançar tal objectivo, imputa-se à escola mais uma responsabilidade: a de contribuir significativamente para que se atinja o que se convencionou designar por analfabetismo digital zero.

Para tal, a educação para a utilização das novas tecnologias digitais precisa ser planeada, com base no conhecimento pedagógico, desde o jardim-de-infância. Sem preconceitos ou desnecessárias coacções, sem substituir atabalhoadamente o analógico pelo digital, mas sim reforçando a capacidade cognitiva dos alunos e guiando a descoberta de novos horizontes. Formando os professores e equipando as escolas. Este movimento deve ser capaz de preparar os jovens para serem leitores críticos e escritores aptos a desenvolver essas competências em qualquer dos meios suportados pelas diferentes tecnologias.

Os professores da designada geração digital também já estão a chegar às escolas. E, com eles, as mudanças pedagógicas vão ser mais rápidas, porque baseadas no domínio de novas competências, na experiência e na forte motivação para o uso das novas tecnologias. A escola tradicional vai mudar. Desde logo necessitará de menos espaços físicos. Através da comunicação on-line, o contacto com o mundo exterior e com as outras escolas da aldeia global será permanente. Desta “conexão” de escolas globais – as connecting classrooms – resultarão aprendizagens, também elas globais, e em simultâneo, proporcionadas pelos vários docentes globalizantes, porque globalizadores do conhecimento e da tutoria dos aprendentes.

O que vamos fazer do “pátio dos recreios” quando, nos intervalos, os jovens já só se confinarem à manipulação dos smartphones ou das tablets? A resposta depende de acreditarmos, ou não, de que a escola nunca deixará de ser a Escola e de que nós nunca deixaremos de ser Professores.

João Ruivo
ruivo@rvj.

Tenho hesitado – assim no vai-não-vai – em escrever mais sobre este tema, pois não queria entrar por territórios mais complicados para as versões oficiais – centrais e/ou locais – acerca deste assunto.

Mas, como já li algumas observações despropositadas sobre a falta de controle que os professores teriam sobre os alunos nas aulas ao ponto de andar tudo a feicebucar, decidi que há coisas que devem ser minimamente esclarecidas.

Vamos lá esclarecer uma coisinha… numa escola normal (desconheço os recursos das XPTO nesta área) há uma ou duas salas equipadas com computadores por forma a ser possível dar aulas com uns 2 alunos por equipamento (isto para além dos que existem nas bibliotecas escolares e para uso dos serviços administrativos ou dos professores nas salas). O acréscimo de ocupação de rede de 12-15 computadores não me parece passível de entupir a banda larga das escolas como querem fazer crer.

Qual é o maior problema?

É que há muitas escolas em que existem redes sem fios (não estou a falar das redes por cabo), a que os alunos podem aceder com os seus gadgets da moda. E usando os seus códigos pessoais de acesso à rede da escola para trabalharem nas aulas, em muitos casos conseguem aceder a essas redes e não são apenas 12 ou 15 de cada vez.

E, isso sim, é coisa para entupir a banda larga até porque os alunos info-incluídos já sabem como contornar rapidamente os bloqueios locais ou centrais às redes sociais e sites que lhes interessam.

Alunos portugueses melhores a executar do que a pensar em abstracto

Para além de Portugal, também a Áustria, a Noruega, a Irlanda, e a Dinamarca estão de acordo com a média da OCDE. A liderar as tabelas no quinto volume do relatório PISA, divulgado nesta terça-feira, surgem os países asiáticos.

O estudo original está aqui.

E podem encontrar-se coisas curiosas como esta… ou seja, um desempenho acima da média da OCDE no que se relaciona com o desempenho expectável.

PISA2012TecPisa2012Tec1

Só espero que não comecem a relacionar o desempenho dos alunos de 15 anos com a introdução dos Magalhães um par de anos antes para os alunos do 1º ciclo…

Navegar sem perder o pé

… de uma taxa qualquer, dizendo que, afinal e apesar das rescisões e despedimentos de funcionários, os serviços são muito caros.

Serviços públicos: Atendimento digital será mais barato que o atendimento presencial

Claro que a banda larga fica por conta dos contribuintes, porque o “mais barato” é sempre na perspectiva de ser o cidadão a pagar.

Caro(a) Diretor(a) / Presidente da CAP

Caro(a) Responsável TIC

A DGEEC enquanto entidade gestora da Rede Alargada da Educação vem lamentar a fraca qualidade de serviço de ligação à Internet sentida nos últimos dois meses. Um dos fatores que fez decrescer o nível de qualidade e as velocidades de acesso à Internet está intrinsecamente ligado ao elevado número de ataques DDoS de que a rede foi alvo. Verificaram-se 5 ataques nos meses de janeiro e fevereiro, sendo amostra da sua magnitude os mais recentes (março) que elencamos a seguir:

·         Ataque de negação de serviço distribuído (DDoS) de elevada magnitude, no dia 6 pelas 09:11: saturação de 29,33 % da largura de banda;

·         Ataque de negação de serviço distribuído (DDoS) de elevada magnitude, no dia 6 pelas 09:18: saturação de 31,33 % da largura de banda;

·         Ataque de negação de serviço distribuído (DDoS) de elevada magnitude, no dia 6 pelas 09:31: saturação de 41,66 % da largura de banda;

·         Ataque de negação de serviço distribuído (DDoS) de elevada magnitude, no dia 6 pelas 09:44: saturação de 15 % da largura de banda;

·         Ataque de negação de serviço distribuído (DDoS) de elevada magnitude, no dia 7 pelas 09:12: saturação de 17,16 % da largura de banda;

·         Ataque de negação de serviço distribuído (DDoS) de elevada magnitude, no dia 7 pelas 09:25: saturação de 22,66 % da largura de banda;

·         Ataque de negação de serviço distribuído (DDoS) de elevada magnitude, no dia 11 pelas 15:33: saturação de 35,83 % da largura de banda;

·         Ataque de negação de serviço distribuído (DDoS) de elevada magnitude, no dia 11 pelas 15:49: saturação de 50,16 % da largura de banda;

·         Ataque de negação de serviço distribuído (DDoS) de elevada magnitude, no dia 11 pelas 16:02: saturação de 25,00 % da largura de banda;

Estes ataques caraterizam-se pela utilização de servidores públicos com serviços UDP vulneráveis a serem utilizados para atividades maliciosas (ex. NTP ou DNS) através de NTP Reflection, habitualmente com fatores de amplificação de largura de banda, para inundar o alvo de trafego ilegítimo. Apenas visa deteriorar a qualidade de acesso à Internet. Mais informações em: https://www.us-cert.gov/ncas/alerts/TA14-013A.

Não foi possível realizar a atribuição do ataque a algum grupo ou individuo específicos.

Neste momento assume-se que a segurança da rede está acautelada sendo que, dada a sua variância, tal nunca pode ser garantido com total certeza.

Paralelamente, e no sentido de melhorar a qualidade do acesso à Internet, as seguintes redes sociais e aplicações estão, de diversas formas, limitadas:

·         Youtube (limitado a uma utilização máxima);

·         Atualizações do sistema operativo Windows (livre apenas das 17 horas às 8 horas);

·         Facebook (indisponível das 08.30 horas às 13.30 horas e acessível, com limites de utilização máxima, nos restantes períodos);

·         Tumblr (indisponível das 08.30 horas às 13.30 horas e acessível, com limites de utilização máxima, nos restantes períodos);

·         Instagram (indisponível das 08.30 horas às 13.30 horas e acessível, com limites de utilização máxima, nos restantes períodos);

·         Lojas Android / Apple (indisponível das 08.30 horas às 13.30 horas e acessível, com limites de utilização máxima, nos restantes períodos).

Esperamos, desta forma, otimizar a qualidade de acesso enquanto tratamos da migração do acesso à Internet para a FCT (através da RCTS – Rede Ciência, Tecnologia e Sociedade) e, nessa altura, a largura de banda total disponível quase que duplicará.

Disponibilizamo-nos para o esclarecimento de quaisquer dúvidas através da plataforma http://apoio.dgeec.mec.pt/ ou pelo seguinte endereço de correio eletrónico: pte.lan@dgeec.mec.pt

Chegou-me por mail… ainda não confirmei…

Agora há novas restrições nacionais no acesso internet das escolas. Durante a manhã são interditos os endereços mais populares, do Facebook ao tumblr e atualizações de software. Diz a PT que é para otimizar a largura de banda e que segue instruções da direção geral. Poderemos supor que estas restrições de utilização originam poupanças ao ministério? Ou as restrições no serviço prestado são apenas em benefício da PT, que continua a receber a mesma renda por menos produto? Esta PPP também foi renegociada e não sabíamos de nada?

(…)
Bloqueia o Facebook, mas não o Google Plus; bloqueia o Instagram e o Tumblr, mas não o Flickr; condiciona o Youtube, mas não o Vimeo. Atualiza MacOS e Linux, mas não atualiza Windows, Android e iOs… Critérios altamente democráticos escrutináveis! Percebe-se perfeitamente a lógica!!!

Página seguinte »