Stress


Relax, It’s Only a Test

The sophomore sat paralyzed as the minutes ticked by. One hour later, time was up for the exam in a statistics class at the University of Nevada, Las Vegas, and he turned in his work: it was completely blank, save for his name.

As any parent or teacher knows, tests can create crippling anxiety in students, and anxious kids can perform below their true abilities. But new research in cognitive science and psychology is giving us a clearer understanding of the link between stress and performance and allowing experts to develop specific strategies for helping kids manage their fears.

Os cursos básicos de Música que são ministrados pelas escolas artísticas aos alunos do ensino público vão passar a ser financiados por verbas comunitárias. Para já, poderão ficar sem apoios, uma vez que o financiamento do Ministério da Educação chegou ao fim em Janeiro. É o que diz uma nota da Direcção Regional de Educação do Norte (DREN) e foi transmitido, por telefone, a vários responsáveis de escolas de Música. O Ministério da Educação (ME) assegura que não será assim.

E a APEDE não faz (fez) nada? Terei sido claro? Qual Janeiro, se somente se deram (nos deram) conta em Março?

[Craft Magazine]

Mais complicado do que ver a primeira página do DN é virá-la e dar de caras com isto:

DN26Jul09b

Ok. É preciso sangue-frio.

Don’t panic, pleeeease.

Como reagir? Eu cá recorri às minhas memórias cinéfilas e à cena final do segmento Oedipus Wrecks realizado por Woody Allen do filme New York Stories,

Não é tanto o sorriso dele quando imagina a mãe a ser trespassada por espadas (c. 7 min. do vídeo), ou quando parece que a dominadora Sadie Millstein se evaporou de vez, mas mais no final (infelizmente não disponível neste vídeo) quando a mãe lhe aparece, depois de desaparecida, em pleno céu, a assombrá-lo.

NYS

O artigo é de Bárbara Wong no Público (sem link permanente):

São muitos os professores que só preparam os alunos para fazerem exames

Alguns especialistas alertam para “efeitos perversos” das provas nacionais. Outros defendem a sua importância e criticam o facilitismo
Elaborar testes semelhantes aos exames nacionais dos anos anteriores, ensinar melhor as matérias com mais probabilidade de sair nas provas, fazer exercícios como os que aparecem nos enunciados… Estas são algumas das técnicas usadas pelos professores para preparar os alunos para responder aos exames nacionais. Esta preparação, que pode ter começado no princípio do ano e foi intensificada nas últimas semanas, tem “efeitos perversos”, constatam os professores e investigadores ouvidos pelo PÚBLICO, se bem que esta opinião não seja unânime. Esta semana começam os exames nacionais para os alunos de 9.º, 11.º e 12.º anos. A primeira fase termina no dia 23.
O alegado “efeito perverso” dos exames é os professores trabalharem para este teste final, que vale 30 por cento na nota dos alunos, esquecendo outras matérias e competências que deviam ter sido ensinadas, alerta Paulo Feytor Pinto, da Associação de Professores de Português. A Confederação Nacional das Associações de Pais concorda e está preocupada com as consequências futuras dos alunos não terem aprendido a estudar.

O artigo continua analisando vantagens e desvantagens dos exames na perspectiva da metodologia de trabalho dos docentes ao longo do ano lectivo:

Professores e alunos reconhecem que trabalham para o exame, sobretudo os estudantes que querem obter melhores resultados para entrarem nos cursos onde as notas de admissão são mais altas. Num grupo de seis jovens, à porta da Escola Secundária de Luís de Camões, em Lisboa, Joana é a porta-voz: “Não me interessa saber matéria que não vai sair, preciso de me concentrar naquilo que me podem pedir nas provas”. Rita Bastos, professora e presidente da Associação de Professores de Matemática, admite que sente essa pressão por parte dos alunos, que lhe dizem “abertamente” que não querem aprender determinada matéria e que “não querem compreender, mas só saber como se faz”. “É a inversão completa dos valores”, refere.
Helena é professora de Biologia e Geologia e desde o 10.º ano que está a preparar os alunos para os exames nacionais. “Não há prova publicada que eles não tenham feito”, orgulha-se. A docente explica que o seu esforço é para que os estudantes tenham “os melhores resultados”. “Para eles, as notas são a passagem para o ensino superior, mas também contam para a minha avaliação e para um bom posicionamento da escola no ranking [ordenação das escolas que a comunicação social faz anualmente com base nos resultados dos alunos]”, explica esta professora de Lisboa.
Contudo, há quem considere que se os exames servem para “controlar todas as facetas da actividade docente”, o professor deixa de ser um intelectual para ser um funcionário, o que “vai sair caro ao país”, como nos disse Vítor Teodoro, professor da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa e membro da Sociedade Portuguesa de Física. “Antes deste processo de proletarização da função docente, os professores tinham mais autonomia; hoje são cada vez mais controlados, o que vai ter efeitos muito graves, mais tarde ou mais cedo”, alerta.

Eu consigo compreender as várias perspectivas em confronto, mas confesso não entender como se quer conciliar um sistema de controlo da qualidade do desempenho do sistema educativo e o permanente discurso sobre o stress provocado pelos exames.

Porque acho que a existência desse stress e dessa pressão sobre não é algo necessariamente mau nem para professores nem para alunos. Pelo contrário, desde que não amplificado por estridências externas (das famílias, da comunicação social, de alguns «especialistas») essa pressão pode ser benéfica para uma maior responsabilização dos alunos pelo seu desempenho escolar. Acho que é consensual – mesmo se só é admitido de forma selectiva – que a excelência não se consegue só com palmadinhas nas costas.

Quanto aos efeitos perversos da existência de exames na metodologia do trabalho docente, não é possível afirmar que não existem mas julgo que são causados por aquilo que consideraria uma espécie de «excesso de zelo» por parte de quem subordina excessivamente o seu trabalho a uma preparação que pode ser feita, até com ganhos de eficiência, no último mês de aulas.

Mas para além disso é paradoxal que por um lado se endeusem as escolas com melhores desempenhos nos exames e que ficam no topo dos rankings, apresentando-as como as melhores, mas depois se critique o tipo de trabalho desenvolvido para alcançar estes lugares.

Isto para não falar do aparente contra-senso que é afirmar que obter bons resultados nos exames não corresponde a ser bom aluno ou que pode acontecer (sem ser de forma excepcional) a quem nem sequer leu as obras de leitura obrigatória em Português.

Isso é, na prática, afirmar que os exames entre nós são mal feitos e estão desadequados relativamente aos programas das disciplinas cujo conhecimento deveriam «examinar». Se fossem bem feitos como se compreenderia que pudessem ter boas classificações quem não cumpriu as tarefas mínimas exigidas?

Eu até posso concordar que isso e passa em alguns casos, mas então era bom que, de uma vez, as Associações de Professores de X e Y (seja Português, Matemática, História, Inglês ou Modas e Bordados) conseguissem fazer valer a sua voz na produção dos exames das respectivas disciplinas. E, já agora, que essas mesmas Associações e os seus porta-vozes e especialistas fossem, por seu lado, efectivamente conhecedores da realidade sobre a qual opinam.

Quanto a uma eventual «formatação» do ensino de acordo com os exames e o «formato» das provas de aferição, confesso também desentender certo tipo de declarações como as seguintes:

A preocupação dos docentes em preparar os alunos para os exames é “legítima”, diz João Filipe Matos, coordenador do doutoramento em Educação da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, porque o professor “também é estratificado em relação aos resultados dos alunos. Por isso, defende-se profissionalmente e, em vez de fazer actividades exploratórias, vai preparar os alunos para o exame final”. Mas há quem considere que, para os estudantes, esta “formatação” é empobrecedora, pois de fora fica muita matéria que deveria ser aprendida, como refere Maria Elisa Sousa, professora da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico do Porto. Na sua opinião , com a existência das provas de aferição no 4.º e 6.º anos, “a tendência é para os professores investirem num ensino formatado” desde muito cedo.
Rita Bastos e João Filipe Matos defendem que a escola serve sobretudo para formar os alunos. Por isso entendem que é preciso questionar estas provas nacionais.

Não sei bem o que estes «especialistas» entendem por «formatação», a menos que seja, no caso da Língua Portuguesa, a obrigatoriedade imposta pelo ME de eu reservar todas as semanas aulas para o PNL, para isto e para aquilo, sem ter quase margem de autonomia para o que possa querer explorar. Quanto à preparação para as provas de aferição do 6º ano, é como com o estudo dos alunos, decorre naturalmente do trabalho de todo o ano. Se for bem feito, a preparação específica resume-se a 2-3 semanas de treino e pouco mais. Na próxima semana já saberei se, mesmo com uma turma de PCA como no ano passado, este método resulta ou não.