Solidariedade


Mas a coisa não passa de uma chit que espero venha a desaprecer na ondulação dos tempos:

No pasa nada hombre (ou os malefícios de ter os olhos abertos)

Põe aí mui declarado,
não te fique no tinteiro:
Todo o mundo é lisonjeiro,
e ninguém desenganado

Gil Vicente, “Todo o Mundo e Ninguém”

Soube pelos media, “velhos” e novos, que um professor de Filosofia, João Paulo Maia (51 anos), foi agredido a soco ao ponto de ficar inconsciente por traumatismo craniano, após ter tentado evitar uma briga entre dois alunos na Escola onde trabalha, a Secundária Bocage (antigo Liceu Nacional de Setúbal). Só identifico o docente porque a sua identidade foi já revelada pelos jornais, bem como a do agressor.

Quero dizer que conheço o João Paulo há anos, conheço o seu trabalho, o seu empenhamento quotidiano, o seu dinamismo, as suas elevadas qualidades morais e humanas e aquilo que o vitimou – ter os olhos abertos no contexto de uma situação escolar em que “no pasa nada hombre”, em que ninguém vê nada e em que é frequente que quem não se demite, professores ou funcionários, tenha estas “agruras”.

Sou professor há trinta e quatro anos e pertenço, por isso, à geração da culpa – durante a minha infância e adolescência, enquanto filho, aluno e jovem, tudo o que corria mal em casa, na escola e na vida era por minha exclusiva culpa, no exacto momento em que mudei de lado e me tornei adulto, pai e professor, a culpa acompanhou-me e continuou a ser minha.

Apre que é preciso “pontaria”! Caso para dizer: má sorte ter tido culpa!

Tenho durante a minha vida profissional testemunhado e sabido de inúmeros casos deste tipo que parecem não incomodar mais ninguém: desacatos, agressões, grosserias, depredações de material, porcarias de todos os tipos, actos de extrema incivilidade a que “todo o mundo” faz vista grossa e “ninguém” parece ver.

Dos óculos com lentes de “paraíso” cor-de-rosa que o Ministério da Educação insiste em “vender”, até ao estado de negação reiterado em que vivem muitas Direcções de Escolas e Agrupamentos (para não prejudicar “imagens”, afinal o que importa), passando pelo demissionismo militante de muitos professores e funcionários, que tal como o célebre “Guarda Geleia” do Jô Soares (o tal do: “homem – não me comprometa, eu não vi nada, eu não ouvi nada, eu nem sequer estava cá e quem disser o contrário eu NEGO, N-E-G-O, NEGO!!!”) – porque sabem que se virem ninguém os respaldará e passarão a ser também vítimas de ter visto.

Quem não conheceu situações de colegas cujas aulas transbordam de algazarra e afirmam peremptoriamente em Conselhos de Turma e até Pedagógicos: “não tenho quaisquer problemas com eles, comigo portam-se lindamente”?!

Num País em que as políticas oficiais não passam de mascaradas e trompe-l’oeil, em que o Sistema Educativo produz, deliberadamente e a partir de cima, cada vez mais “lixo social”, que só o é porque se limita a seguir exemplos de “licenciados” ao domingo e por fax, de agressões verbais e físicas entre gajos (não lhes chamo pessoas) que dão entrevistas a mascar pastilha elástica (a metadona dos fumadores), que mandam apagar a luz e “regar” contrariedades, em que ser alarve, burgesso e “casca grossa” é vendido como sinal de sucesso – o João Paulo teve o azar de ter os olhos da alma abertos perto de um energúmeno.

António José Carvalho Ferreira

Professor da Escola Pública

Diário do Minho, 22 de Dezembro de 2010

Não é muito habitual fazer isto mas como me foi pedido especificamente e é algo já noticiado pela imprensa, aqui fica:

Vamos ajudar o Mário a vencer doença rara.

O Mário é filho de uma professora de Braga, Rosa Maria Oliveira Correia Neves, que exerceu funções na Agrupamento de escolas de Nogueira e actualmente trabalha no Agrupamento vertical de Escolas das Taipas.

O Mário Neves fez, a semana passada, 21 anos e há dois longos anos que luta contra a doença Linfoma de Hodgkin. A doença obrigou-o a inúmeros tratamentos de quimioterapia, autotransplante de medula óssea e radioterapia, no Hospital de Braga e no IPO do Porto.

A esperança de cura continua viva, mas é necessária ajuda financeira para poder deslocar-se ao estrangeiro e fazer novos tratamentos que ainda não se realizam no nosso país.

A ajuda para a família do Mário poder abraçar esta nova esperança pode ser depositado no

NIB: 0035 2014 0000574370063

ou

IBAN: PT50 0035 2014 0000574370063
BIC: CGDIPTPL

Vamos todos ajudar para que o Mário regresse o mais rapidamente possível aos campos de futebol e à faculdade de medicina.

Um grupo de amigos

Se desejar mais informações contacte:

Armanda Portugal: 917006225

Zulmira Castro: 965111852

Notícias do Diário do Minho e  Correio do Minho

Até podiam ser advogados, sapateiros ou lavradores. Mas é estranho, muito estranho, quando particulares se colocam a caminho e chegam onde não chegam os meios de protecção civil.

Eu sei perfeitamente que a ajuda precisa de ser preparada, mas há algo que me escapa nisto tudo.

Por exemplo: não há um helicóptero no arquipélago? Que, pelo menos, pudesse sobrevoar o local para avaliar a situação e fazer-se ouvir?

O excerto seguinte é de uma notícia da TSF sobre a situação em Curral de Freiras.

Entretanto, a TSF falou com o director da escola de Curral das Freiras que esteve este domingo de manhã na localidade e que contou que no caminho para este local encontrou muitas derrocadas e deslizamentos e «pessoas a chorar».

Joaquim Sousa adiantou ainda que os habitantes locais ficaram com mais esperança quando viram o director da escola, mais dois professores, porque «não estavam claramente sozinhos» e porque «atrás de nós vinha muito mais gente e o socorro ia chegar».

«Aquela população podia contar com todos nós não só no concelho, não só na região, mas no país todo estávamos com olhos virados para eles. Certamente que o socorro não ia faltar», acrescentou.

Este professor deu ainda conta de informações que falam mortos e desaparecidos, mas também na «vontade de reconstruir tudo».

Joaquim Sousa confirmou ainda que as escolas e o centro de saúde locais estão de pé, mas lembrou que as «pessoas estão ansiosas por ajuda» e que na zona da Seara Velha as coisas foram mais complicadas.

Questionado sobre como chegou a Curral das Freiras, este professor disse que teve de «passar por quebradas, árvores caídas, rios de lameiro e pedras que caíam à nossa volta».

Oxalá pudéssemos anunciar esta campanha nas paragens de autocarro, mas, como não podemos, teremos que divulgá-la nós próprios, através de mails, boa a boca, da nossa página en facebook, de twitter…

colaborem!!!

http://www.librovirtual.org/librosolidario.php

http://terrasmuialtas.blogspot.com/

Boas Festas

Alexandrina Pinto

Ainda o Tâmega

Tâmega – Nós Por Cá

Crime Ambiental em Amarante

Miguel Tiago diz que a luta de professores é a luta de todos nós

Na véspera de mais uma manifestação de professores, o deputado Comunista Miguel Tiago defende a luta da classe docente que, considera, “coincide nos objectivos com a luta de todos nós por uma vida melhor”.

Embora não se esgote, nem de perto nem de longe, na luta por uma vida melhor. Em muitos casos é principalmente uma questão de dignidade, pessoal e profissional.

Porque nem tudo é puro materialismo.

De Fracos Recursos Se Faz História

Ou o registo vídeo de um dos momentos vividos nas Caldas, no passado sábado. Eu já tenho por aqui vídeo mais alongado, mas acho que vai custar a caber no Youtube. Mas irei tentar… isso eu prometo…

Anoto ainda, como alguém me fez reparar, um certo e determinado sobre Santo Onofre por estes dias…

… que os representantes sindicais e dos movimentos que ontem se reuniram tenham abordado este assunto – que então já era actualidade – e que agora demonstrem toda a necessária solidariedade para com os órgãos de gestão demitidos e comunidade educativa do Agrupamento de Santo Onofre (Caldas da Rainha).

Era bonita uma manifestação comum…

Postado às 20.19 de hoje, dia 2 de Abril, para memória futura.

Câmara Municipal de Évora aprova MOÇÃO
PELA DEFESA DA ESCOLA PÚBLICA

MOÇÃO

O Conselho Municipal de Educação do Concelho de Vouzela reunido, no dia 18 de Dezembro de 2008, não quer e não tem que tomar posição sobre a substância do que está presente na problemática da avaliação do desempenho dos professores e do seu estatuto de carreira.

No entanto, o Conselho Municipal de Educação, enquanto estrutura de representação da Comunidade Educativa do Concelho, decide:

1. Afirmar a sua preocupação pelo facto de o conflito que hoje se vive na área da educação estar a perturbar o clima das escolas e em consequência poder vir a prejudicar as aprendizagens dos alunos e os seus resultados escolares;

2. Manifestar a sua opinião de que a solução transitória desta grave situação passa por suspender, este ano lectivo, a aplicação do processo de avaliação do desempenho dos docentes;

3. Propor que, para os meses que restam até ao final do ano lectivo, seja encontrada uma solução de avaliação consensual que faça retornar a tranquilidade às escolas;

Finalmente, o Conselho Municipal de Educação decide enviar a presente moção ao Excelentíssimo Senhor Presidente da República, ao Senhor Primeiro-Ministro, à Comissão Parlamentar de Educação e à Senhora Ministra da Educação.

Vouzela, 18 de Dezembro, de 2008.

Segundo informações divulgadas pela FENPROF, a greve nacional de professores é a maior dos últimos 20 anos e pode mesmo ser a maior de sempre.
As estimativas da estrutura sindical apontam para uma adesão de 92%.
Exige-se que TODOS compreendam que “a quase totalidade dos professores é contra” o sistema de avaliação que o governo quer impor.
Mas, quem não compreende é a maioria PS na Assembleia Municipal da Guarda, que rejeitou uma moção, apresentada pelo Bloco de Esquerda e onde se exigia a suspensão do actual sistema de avaliação.
O Deputado Municipal do Bloco de Esquerda propunha que a Assembleia Municipal da Guarda, na sua reunião de 2 de Dezembro de 2008, deliberasse:
1. Solidarizar-se com a luta dos professores e educadores em defesa da Escola Pública com qualidade.
2. Recomendar a imediata suspensão da avaliação em curso e que o governo aceite um entendimento com os sindicatos.
3. Enviar a presente moção ao Presidente da República, ao Primeiro-Ministro, à Ministra da Educação, ao Presidente da Assembleia da República, aos Grupos Parlamentares, assim como aos Movimentos e Sindicatos de professores e educadores.
( aqui http://cp-cromosdeportugal.blogspot.com/ publicado em 3/12/2008)

Nota minha: algumas das pessoas com assento na Assembleia Municipal são (??? foram em tempos!!!) professores, uns saíram de mansinho antes da votação, outros votaram contra… Para que se saiba!!!

Rendadebilros

Envio-vos o abaixo assinado que se realizou na minha escola para enviar ao Conselho de Escolas:

JG

Ao Conselho de escolas

Com grande estranheza ou não, analisando as tomadas de posição do último plenário realizado pelos nossos representantes, foi com algum espanto que soubemos não ter havido unanimidade na suspensão deste modelo de avaliação.

Achamos dúbia a posição dos elementos do mesmo Conselho, atendendo a que este é constituído por colegas que foram eleitos democraticamente. Parece estranho este conceito de Democracia, que apesar de jovem e audaz e interventiva, devendo mormente ser representativa.

Depois da tomada de posição abrangente e quase universal dos professores, questionamos se esta tomada de posição é pessoal, já que não é seguramente representativa de quem vos elegeu.

Os professores da Escola EB2,3/S Pintor José de Brito manifestam ao conselho de escolas o seu descontentamento pela falta de solidariedade, numa classe em que todos são professores, e só circunstancialmente Presidentes do Conselho Executivo. Não queremos esta avaliação, mesmo com ajustes.

Respeitem-nos

Esta tomada de posição foi subscrita pela grande maioria de professores do agrupamento.

Conselho Municipal de Educação do Seixal aprova moção de solidariedade para com a luta dos professores

Padre Querubim pede novo regime de avaliação

Não é só uma questão de avaliação, mas é também um problema de desconsideração dos professores. A crítica é do representante da Conferência Episcopal Portuguesa no Conselho Nacional de Educação.

Diz o padre Querubim Silva que, em muitos casos, os docentes estão a optar pela reforma antecipada por não suportarem mais este clima de guerrilha instalado pela ministra da Educação.

Por isso, o padre Querubim dá razão aos professores no confronto com Maria de Lurdes Rodrigues.

Mais do que fazer correcções no modelo em causa, esta ocasião devia ser aproveitada para elaborar um novo texto sobre a avaliação dos professores.

O representante da Conferência Episcopal fala em sobrecarga burocrática e fala em falta de critério na escolha dos avaliadores. Por isso pede “cabeça fria”.

Certamente à revelia do Pai da Nação, que a esta hora deve estar a chispar raios e coriscos:

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Anexo1: associacao-de-pais-avfgc (Chaves)

Anexo 2: tomada-posicao-associacao-pais-eb23-eugenio-castro (Coimbra)

A TEM – Todos com a Esclerose Múltipla – quer criar um Centro Multidisciplinar para Doenças Neurodegenerativas (Alzheimer, Esclerose Múltipla, Parkinson, …), com fisioterapia, psicologia, terapia ocupacional, apoio jurídico, … estas valências podem ser aproveitadas para outro tipo de doenças (AVC’s, paralisias, …).

Por a funcionar este centro custa mais de 50 Mil euros. Precisamos da ajuda de beneméritos, os quais podem fazer os seus donativos, desde 1 cêntimo, na conta com o NIB – 0032.0663.00209376618.43.

Podem consultar no nosso blogue o material de que necessitamos.

É objectivo da TEM que os tratamentos para este tipo de doenças sejam tendencialmente gratuitos.

Só emitiremos a factura se nos enviarem cópia da transferência, nome, nº de contribuinte e morada.

Qualquer esclarecimento:

Presidente da Direcção, Dr. João Cálix – 962149944
Vice-Presidente da Direcção, Enf. Conceição Azevedo – 963431650
Tesoureiro, Dr. Vitor Rodrigues – 965860203

Novembro de 2008

A TEM agradece.

Pequeno texto do colega Octávio Gonçalves que, de algum modo, até serve de boa réplica ao aparente racionalismo economicista do blasfemo João Miranda. Até ao dia em que acharem que há excesso de biotecnólogos encontrá-lo-emos sempre daquele lado em que se pensa com base em (pre)conceitos apriorísticosabstractos  e não olhando as pessoas nos olhos.

Desejo a todos um bom regresso ao trabalho e à luta!…

A propósito da situação dramática vivida por milhares de docentes contratados (à volta de 40 mil – os quais, juntamente com as suas famílias, mereciam maior respeito por parte de quem não consegue disfarçar a sua insensibilidade e arrogância*) o primeiro-ministro, José Sócrates, afirmou esta terça-feira que “o tempo da facilidade acabou” (CM, 02-09-2008) e suspeita-se que o Sr. Engenheiro, embora estando a referir-se à não obtenção de colocação por parte dos nossos colegas contratados, estava a pensar em outra realidade…

Como o compreendemos… de facto já não é possível aproveitar as facilidades de outros tempos!… Fechou a Universidade Independente… E o tempo da facilidade esfumou-se!…

Octávio V Gonçalves

* Que mal fica tanta soberba, a quem fora da política não se lhe reconhece nenhum contributo de monta para a economia, a educação, o urbanismo ou o país, e a quem, sendo primeiro-ministro e só para citar os casos mais recentes, desconhecia a lei do tabaco, ignorava o montante da isenção fiscal aplicada aos carros eléctricos, esqueceu-se de dizer que o Magalhães é apenas a montagem portuguesa do “Classmate PC” da Intel e que, com esse anúncio, sem concurso, põe em causa as regras do mercado entre empresas concorrentes, e anuncia 1200 empregos que não é líquido que venham a existir, aliando-se a uma empresa de trabalho precário, baixos salários e sob investigação (Tudo isto para o Expresso e para o Sr. Ricardo Costa da SIC não são as “trapalhadas” que eram tão lestos a apontar a outros, deve ser uma qualquer inteligência estratégica!…). Respeito e humildade precisam-se!…

VAMOS DAR O NOSSO CONTRIBUTO, PESSOAL

São necessários (principalmente) pijamas para as crianças que estão no IPO a fazer tratamentos de quimioterapia. Após os tratamentos, os pijamas ficam muito sujos e gastam-se rapidamente.

Esta ideia surgiu há dois anos e hoje já é apelidada de *Movimento Pijaminha* pelo sucesso que têm tido os esforços conseguidos!

As necessidades existentes passam pela falta de pijamas, pantufas, chinelos, meias, robes e fatos de treino.

Para todos a vida não está fácil, mas dentro das possibilidades de cada um há sempre espaço para participar, comprando ou obtendo junto de amigos e familiares agasalhos que já não sirvam.

No ano passado foram entregues 76 pijamas e o IPO ficou muito satisfeito com esta dádiva.
Este ano vamos repetir a façanha, e se possível ultrapassar este número.

Se divulgarem já estão a ajudar!!!

Margarida A.

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