Simulacros


Disse-me uma andorinha apressada que até já escolheu a caneta para assinar…

UGT avisa que será difícil um acordo sobre indemnizações e fundo de compensação

FNE exige mudanças consensuais e duradouras em resolução entregue no Ministério da Educação

Tanto tempo a assessorar o MEC e agora saem-se com esta?

Claro que falaram foi com o secretário que constrói as pontes. O ministro parece estar-se um bocado nas tintas, das antiderrapantes. Ou não.

Pintei-lhe um painel a dizer Direcção Geral dos Assuntos Avícolas e preguei-o na porta. Às galinhas passei a chamar auxiliares da produção ovícola e ao galo director dos serviços de coordenação cacarejadora.

Melhor, melhor, só quando coloco os quatro piscas na carrinha estacionada em segunda fila à frente do lugar reservado às grávidas e ela se torna invisível.

Aqui.

Reparem nas seguintes passagens, desde logo no facto de se continuar a não concretizar o nº de vagas.

Artigo 4.º
Dotação das vagas
1 – A dotação das vagas a preencher mediante o presente concurso, é fixada por portaria dos membros do Governo responsáveis pelas áreas das finanças e da educação.
2 – As vagas referidas no número anterior são apuradas por quadro de zona pedagógica por grupo de recrutamento e extinguem -se quando vagarem.

Artigo 5.º
Âmbito das candidaturas
1 – Os candidatos ao concurso regulado pelo presente diploma são obrigados, a concorrer, no mínimo, a todas as vagas de um dos quadros de zona pedagógica referidas no artigo anterior, correspondentes aos grupos de recrutamento a que são opositores.
2 – Para efeitos do disposto no número anterior, quando os candidatos concorrem a mais do que um quadro de zona pedagógica ou grupo de recrutamento, devem ordenar a sua prioridade.

(…)

Artigo 7.º
Apresentação ao concurso interno
1 – Os docentes colocados ao abrigo do presente diploma são obrigados, para efeitos de colocação em quadro de agrupamento ou de escola não agrupada, a serem opositores na qualidade de docentes de carreira de quadro de zona pedagógica no primeiro concurso interno a ser realizado após a entrada em vigor do presente diploma, previsto na alínea a) do n.º 1 do artigo 5.º do Decreto -Lei n.º 132/2012, de 27 de junho.
2 – Os docentes abrangidos pelo disposto no número anterior, concorrem ao concurso interno numa prioridade seguinte à última prioridade estabelecida na alínea c) do n.º 1 do artigo 10.º do Decreto -Lei n.º 132/2012, de 27 de junho.
3 – Os docentes que ao abrigo dos números anteriores não obtiverem colocação no concurso interno, devem concorrer à mobilidade interna na primeira prioridade estabelecida na alínea b) do n.º 1 do artigo 28.º do Decreto -Lei n.º 132/2012, de 27 de junho.

Agora reparem nesta passagem do artigo 1º:

2 – Aos candidatos que se apresentem ao concurso previsto no presente diploma não é aplicado o n.º 7 do artigo 2.º do ECD.

Do que é que estão a falar? De que artigo 2º do ECD?

O artigo 2º do ECD não tem sete números, mas apenas a definição do que é pessoal docente.

Artigo 2.º

Haverá limites para a incompetência jurídica ou ela é infinita e o desleixo a regra básica de recrutamento dos especialistas?

O João Proença saiu de uma reunião de concertação social e garantiu que… qualquer coisa… enfim… não vai fazer nada a que valha a pena dar atenção.

… na versão que a secretária de Estado está a dar na SICN parece-me uma coisa de uma dimensão paralela.

Então ao fim destes anos todos de contactos, faltavam dois ou três papéis, o homem de negócios não os arranjou e o negócio caiu? E já podem “olhar para a empresa” e “ver o que é possível fazer para a tornar mais eficiente”?

Mas não deveria ter sido esse o Plano A?

OK… e quando contam, pelo menos, metade da verdade?

Governo abre apenas 600 vagas para vínculo extraordinário de professores

Mas no que é que isto difere de…?

Será que João Dias da Silva já encomendou o alcatrão e as penas para se redimir da figura feita no início de Setembro?

Depois do IEFP abrir 900 vagas para “formadores” recrutados na base de dados do MEC isto é completamente surreal. Ou não.

Resta saber os meandros concretos de tudo isto. Entre ministro, secretário de Estado, o mago gaspar e o parceiro preferencial do MEC quem é que encornou quem.

Tenho uma (não muito) vaga ideia de fonte segura mas… privada.

devil

Autoridades francesas apresentam queixa contra universidade portuguesa

«Eles não têm o direito de usar o nome de universidade», disse a ministra do Ensino Superior francês.

Parece que basta.

Vem cá o de serviço explicar o que todos devem fazer porque quem sabe assim decidiu. É a chamada consulta do dia seguinte.

Espalhar a Palavra Verdadeira!

A convocatória também diz que serão dadas informações. Ainda bem que tudo isto é feito a tempo para que todos os crentes, informados, possam decidir se aderem ou… aderem ao que não decidiram.

Verdade se diga que os outros zés nem pela escola passam, preferindo os corredores e gabinetes.

Há quem aproveite para descansar. Não sendo crente e não querendo desconcentrar o prelector, abstenho-me de.

Quanto movimentos já existem para unir a esquerda?

Tantos quantos os necessários para assegurar quotas nessa mítica Esquerda Unida? Que em alguns fóruns faz lembrar uma “Nova República Velha”?

Em tempo, já assinei um Compromisso à Esquerda. Como o sarampo, só se apanha uma vez. Agora limito-me a observar, prescindindo com prazer de falar 3 minutos, no esforço para catapultar 3 ou 4 que querem aparecer como legitimados por qualquer coisa.

Mas não está agendado há muito um concurso nacional de docentes, incluindo concurso externo para admissão nos quadros, para 2013?

Vinculação extraordinária quando? No Natal?

FNE quer vinculação extraordinária

A Federação Nacional da Educação espera que o novo ano letivo traga a vinculação de 12.000 professores com mais de 10 anos de serviço e que seja “corrigido o ensino secundário” para concretizar a escolaridade obrigatória de 12 anos.

Depois ainda há estas declarações, que cheguei a pensar serem do Chapeleiro Louco da Alice:

“Se os salários, as progressões em carreira, se a situação financeira das pessoas, em termos salariais, for de dignificação, certamente que encontramos aí já um fator novo e que não pode deixar de ser assumido pelo Governo naquilo que venha a ser o futuro, a preparação do orçamento para 2013 e aquilo que se dá às pessoas como resultado do seu trabalho e que corresponde àquilo que é o reconhecimento do que fazem”, acrescentou.

Não será, digamos assim, ligeiramente tarde?

Ou a época balnear impediu que pensassem nisso para mais cedo?

FNE quer reunião de urgência com ministro por causa da colocação de professores

Já agora… continuo sem perceber porque será que as pessoas necessitam de esperar até ao último dia de Agosto para saberem o seu destino…

Afinal… os computadores não fazem isto nem mais depressa do que antigamente, quando era tudo manual?

E já agora, por que raios é que ainda há turmas à espera de autorização para funcionarem (se cumprem os critérios legais) só porque esta ou aquela DRE gosta de empatar?

Universidade de Verão do PSD arranca nesta segunda-feira

Com sorte, teremos direito a uma semana de relativo descanso, no que à comentadora Emília Pestana diz respeito.

A menos que ela seja ele. Aquele.

MEC assume como prioridade as preocupações da FNE

 

Obrigado, também!

está prenhe de luta, cuidado co’as águas.

Fenprof prepara acções de luta para os próximos meses

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) reúne esta sexta e sábado o Conselho Nacional para debater as reformas em curso na Educação e preparar o caderno de reivindicações que estará em jogo nos próximos meses.

(…)

Desta reunião deverá sair um projecto de orientação estratégica que será depois discutido nas direcções dos sindicatos que compõem a federação e sujeito a aprovação no próximo Conselho Nacional, que se realizará no terceiro período.

Não falo por mim, que não gosto de ser mandado, desculpem, consultado por zés com guiões na pochette!

Que muito eu gostava de ver certos representantes fora das suas esferas de conforto

Os que assinavam com os outros agora não assinam, enquanto os da actual relação preferencial assinarão tudo e mais alguma coisa, desde que a primeira proposta pareça inepta e depois se façam uma correcções.

No meio disto tudo, os representados são secundários. Mero joguetes.

Governo e seis sindicatos de acordo sobre novo modelo de recrutamento de docentes

Seis organizações sindicais de professores, incluindo a Federação Nacional da Educação (FNE), chegaram esta noite a acordo com o Ministério da Educação e Ciência sobre o novo regulamento de recrutamento de docentes. A Federação Nacional dos Professores (FENPROF) não se comprometeu com o documento.

A Fenprof nunca se comprometerá com nada, a FNE comprometer-se-á com tudo.

Voltámos à palhaçada sindical pré-2005. Ou melhor, pré-2007.

 

Hoje Proença.

Ontem Nogueira.

Memória, precisa-se.

João Proença assinou, em nome da UGT, um documento que é, objectivamente, lesivo dos interesses da globalidade dos trabalhadores portugueses.

É tão simples quanto isto e é escusado perder muita prosa com o assunto. O acordo ou compromisso interessa aos patrões e ao governo, pelo que é natural que os seus representantes o assinem. Aos trabalhadores, não. Uma organização que os representa abandonou as negociações, depois de anunciar uma qualquer vitória menor, enquanto outra assinou a coisa, sem que se perceba como foi tomada tal decisão.

Pode a direcção da UGT alegar que foi no superior interesse da Nação. Duvido muito, porque o interesse nacional e colectivo só se sobrepõe ao da maioria dos seus cidadãos nos estados totalitários.

Mas para mim há um problema antigo que é o da legitimidade de um pequeno grupo de representantes tomar decisões por um todo, sem que tenham recebido qualquer mandato directo para o efeito e achando que o podem fazer sem qualquer consulta, apenas porque foram votados de braço no ar ou parecido num qualquer congresso num pavilhão ou espaço similar.

Que Torres Couto surja do seu exílio dourado pós-FSE a verberar Proença ou que alguns dirigentes da CGTP recuperem os seus ataques à macieza e amarelismo da UGT pouco me aquece ou arrefece. Torres Couto está longe de ser, no  meu entender, um modelo de sindicalista preocupado com os trabalhadoreszecos e a malta ligada á CGTP já deu cobertura a outras assinaturas de valor muito duvidoso, por exemplo, as de Mário Nogueira em duas capitulações perante o governo de Sócrates.

A moralidade e coerência de quase todos estes actores é muito escassa. E o seu apego à democracia dos procedimentos ainda menor. Que a Nação ou Pátria está aflita já o sabemos, assim como sabemos que não é por dias que ela se salva ou deixa de salvar. Basta ver o que se está a passar com a  Madeira e a incapacidade do Governo encontrar um proença por lá.

Portanto, seria interessante que João Proença tivesse tido a coragem de consultar as bases da UGT, nem que fosse ao nível das cúpulas dos sindicatos que a formam. Se concordavam com a assinatura do documento tal como ele ficou. Nem que fosse uma coisa meio encenada como fez a FNE com o último acordo com o MEC. Ao menos, haveria uma aparência de procedimento democrático, que não fosse mimético do centralismo democrático criticado a outros.

No fundo, assinando ou não assinando, a UGT partilha, com outros, o hábito da decisão pelas cúpulas de matérias de importância fulcral para os seus representados, sem os consultar. Como se fossem iluminados por uma qualquer presciência divina, emanada de forma quase vitalícia a partir de um qualquer congresso.

Lamento, isto não é, de modo algum, o regime representativo a funcionar no plano laboral. É a sua mais elementar negação.

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