Seduções


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O jovem Raposo.

Até porque está óptimo a fazer aquilo que ele criticava aos spin doctors de Sócrates. E porque, tal como os abrantes, recebe atempadamente a informação que convém colocar a circular.

O programa da parte da tarde é um mal disfarçado debate para promover o ensino dual com duas das poucas empresas que poderão dar-lhe um empurrão…

Sinto falta de um ramirílio num qualquer painel destes… ali pelo meio das experiências de sucesso.

Agit-Prop

Pandeiros rôtos e côxas táças de crystal aos pés da muralha.

Heras como Romeus, Julietas as ameias. E o vento toca, em bandolins distantes, surdinas finas de princezas mortas.  

Poeiras adormecidas, netas fidalgas de minuetes de mãos esguias e de cabelleiras embranquecidas.  

Aquellas ameias cingiram uma noite peccados sem fim; e ainda guardam os segredos dos mudos beijos de muitas noites. E a lua velhinha todas as noites réza a chorar: Era uma vez em tempo antigo um castello de nobres naquelle lugar… E a lua, a contar, pára um instante – tem mêdo do frio dos subterraneos.  

Ouvem-se na sala que já nem existe, compassos de danças e rizinhos de sêdas.

Aquellas ruinas são o tumulo sagrado de um beijo adormecido – cartas lacradas com ligas azues de fechos de oiro e armas reais e lizes.  

Pobres velhinhas da côr do luar, sem terço nem nada, e sempre a rezar…

Noites de insonia com as galés no mar e a alma nas galés.

Archeiros amordaçados na noite em que o côche era de volta ao palacio pela tapada d’El-rei. Grande caçada na floresta–galgos brancos e Amazonas negras. Cavalleiros vermêlhos e trombêtas de oiro no cimo dos outeiros em busca de dois que faltam.  

Uma gondola, ao largo, e um pagem nas areias de lanterna erguida dizendo pela briza o aviso da noite.  

O sapato d’Ella desatou-se nas areias, e fôram calça-lo nas furnas onde ninguem vê. Nas areias ficaram as pègadas de um par que se beija.  

Noticias da guerra – choros lá dentro, e crépes no brazão. Ardem cirios, serpentinas. Ha mãos postas entre as flôres.  

E a torre morêna canta, molenga, dôze vezes a mesma dôr.

[Almada Negreiros] – Ruínas in Frisos – Revista Orpheu nº1

Que escapou ao spam do gmail e que é do género que faz sempre as minhas delícias:

Olá, Meu nome é Helen, eu vi seu E-mail hoje, então eu decidi
entre em contato com você, eu quero compartilhar algo com você, por favor contacte-me
para trás de modo que vou enviar minhas fotos para você e dizer mais sobre mim, obrigado e tenha um bom dia.

Seu em amor
Helen

Hello, My name is Helen, I saw your E-mail today then i decided to
contact you, i want to share something with you, please contact me
back so that i will send my pictures to you and tell you more about myself , thanks and have a nice day .

Yours in love
Helen

Ou então, não sei que diga… e não me critiquem o post porque isto é capa do P2 de hoje.

Relatório dá mestrado a licenciados ‘pré-Bolonha’

Ler nas letras pequenas da doação…

O CRUP não esconde que atrair estes licenciados “pré-Bolonha” é uma das formas para conseguir, em quatro anos, “um aumento de cerca de 60 mil diplomados” – uma meta do Contrato de Confiança estabelecido em 2010 entre o Governo e as universidades. “Sim, esperamos que esta formação atraia um público muito alargado para as universidades”, conclui o vice–reitor de Lisboa.

O meu mestrado da primeira metade dos anos 90 (2 anos teóricos mais 2 para a tese) equivaleriam então a mais do que um doutoramento actual (3 anos) e nem é bom falar do doutoramento…

É que eu levei 13 anos a conseguir o que agora se faz em 8.

Circule-se, Toca A Circular

É A Mentira Viável Também No Ensino?

Com o nariz pingado fico magnânimo para com o público feminino do Umbigo.

Discordo da forma como foi aprovada a lei sobre a educação sexual em meio escolar (designação só por si do mais ridículo) e de parte das suas finalidades.

Mas daí a entrar pelos territórios do descabelamento vai todo um infinito.

Estas senhoras e senhores devem viver uma vida toda muito espiritual e parece-me que não andarão muito afastados da mentalidade daqueloutros que querem julgar uma mulher sudanesa por usar calças.

Educação sexual é um “erro trágico”

A Federação Portuguesa pela Vida considera um “erro trágico” a aprovação da lei da educação sexual, crítica partilhada pela Associação Juntos pela Vida, para quem Cavaco Silva é responsável pelas “leis mais criminosas da História”.

Em comunicado, as duas associações tecem duras críticas à lei sobre educação sexual na escola, aprovada quinta-feira, considerando que esta “propalada como meio de prevenir o aborto é agora instituída de acordo com as orientações do maior operador privado da indústria do aborto”.

“A doutrinação compulsiva anti-família é, a partir de agora, um facto protegido pela Lei”, refere a Associação Juntos pela Vida.

A mesma associação enumera uma série de diplomas, entre as quais a lei da liberalização do aborto a pedido da procriação medicamente assistida e a lei do divórcio, considerando-as como as “mais criminosas da História de Portugal”.

Erro trágico na História de Portugal foi – sei lá – a Inquisição, o Estado Novo, todo o tipo de perseguições que levaram à perda de vidas por delitos de opinião. Ensinar sexualidade às crianças e jovens não pode seques estar no mesmo patamar.

É como equivaler o Holocausto à prostituição ou à masturbação.

Caramba, pessoal, deixem o corpo ter um pouco de prazer ou, em alternativa, aprendam o suficiente para saber o que perdem, enquanto distribuem burkas-tugas (vulgo, lenços negros) pela vossa comunidade.

Eu bem digo que falta um enorme debate – se possível com uma dimensão de trabalho prático e/ou autónomo na modalidade de pleasureshops – sobre Sexo em Portugal.

Respeito a posição abstinente e adstringente de quem assim o entende. Mas então respeitem também a inversa.E não tenham medo da Informação.

O Apocalipse não chegará por via da Fornicação desmesurada, meus caros; se assim fosse já teria acontecido há muitos séculos, quando os vossos tataravós divulgavam as teorias aristotélicas da mulher como mero receptáculo da semente e costuravam aquelas lingeries só com um buraquinho para evitar o contacto entre os corpos.

casal-em-beijo-sensual

Não sendo um grande entusiasta do Twitter, em parte pela fragmentação que exige ao discurso, reduzindo-o a curtos segmentos, não posso deixar de reconhecer que a sua utilização tem enormes potencialidades como veículo de comunicação e subversão do poder, em especial dos poderes de matriz totalitária que aspira, ao total controle da difusão da informação e comunicação entre os indivíduos.

Web 2.0 está a minar o poder centralizado

A ser possível doutrinar revolucionários com 140 caracteres, a do Irão não será a primeira “revolução Twitter” da História. Longe disso, não obstante a escassez do percurso do Twitter.
Mais significativa foi o uso do Twitter em dois acontecimentos de Maio: na Moldávia, os manifestantes contra o regresso dos ex-comunistas ao poder foram mobilizados através de redes sociais, com destaque para o Twitter e os telemóveis; e na Guatemala, os protestos contra o presidente Álvaro Colom, alvo da denuncia póstuma e em vídeo – publicado no YouTube e publicitado via Twitter -, de corrupção por um advogado assassinado na véspera.

Todavia, o entusiasmo dos analistas em relação ao fenómeno Twitter iraniano, o principal suporte difusor e de mobilização dos que alegam fraude eleitoral – com o tráfego de mensagens identificadas por #IranElection a passar as 200 mil por hora, levando o Departamento de Estado dos EUA a sugerir à administração do Twitter que não parasse o serviço para manutenção – é desigual.

Artur Alves, doutorando em Comunicação Social com uma tese sobre a importância política das redes sociais, segue os acontecimentos no Irão. E manifesta o seu cepticismo sobre as capacidades de algo como o Twitter, ou até demais ferramentas da web 2.0, fornecer argumentos ao fervor revolucionário: “Não é fácil criar massa crítica suficiente para destabilizar um país, porque as redes sociais são imbuídas dos valores das pessoas que os usam e recorrem a elas. A tecnologia é sempre neutra”, afirma. No entanto, admite que “já não será possível, a nenhum regime, a nenhum Estado, ignorar a importância destes mecanismos de mobilização”.

Algo que parece ter acontecido na República dos mullah, que procura agora, com o fecho de certos serviços da internete, recuperar terreno na guerra de informação instalada. E que extravasou fronteiras. Para iludir a vigilância das autoridades, os twitters iranianos têm recorrido, por exemplo, a um software gratuito chamado Freegate. Criado por engenheiros chineses sediados nos EUA para ajudar o Falun Gong, grupo espiritual chinês perseguido por Pequim, a escapar à censura governamental, o programa, alojado num flash drive, direcciona os navegadores da internet para um servidor no exterior que modifica os endereços de IP (identificador do terminal em uso) uma vez por segundo. Demasiado veloz para os censores reagirem. Disponibilizado em farsi em Julho de 2008, cresceu exponencialmente no Irão, país cuja juventude populacional, além de não ter memória vivida da revolução islâmica que derrubou o Xá em 1979, gerou uma das maiores comunidades de bloggers do Mundo.

Ronaldo na cama com modelo de langerie

Só para bisbilhoteiros.

… mas a Carla nem por isso. Até me consegue fazer ouvir cançonetas em francês que de outro modo não ouviria. E o vídeo até consegue ser agradável e chic q.b.

… que revejo o meu velho amigo naquilo que mais o faz mover na vida, colocar-se em biquinhos de pés ou acomodar-se aos cadeirões do poder. Entretanto parece que, ao que consta por aí, foi aconselhado a não me processar. Faz bem, que os dinheiros das organizações não devem servir os interesses particulares dos seus representantes. Quanto à pretensão que está expressa no ponto 2 deste documento até quase que a acho razoável.

E, sinceramente, espero que o ME aprove tudo o que decorra deste Plano de Actividades, para que os subsídios não faltem e a Confap possa continuar a não temer a «controvérsia, dialéctica e debate» e, pelos vistos, igualmente a redundância.

Mas vou ser justo: há muito boa e mesmo excelente gente no MAP e na própria Confap. Só é pena que, na ausência de um regime de quotas, que promova a progressão com base em critérios meritocráticos, qualquer um possa chegar a general e lá ficar estacionado com o apoio de uma diminuta parte dos Pais e Encarregados de Educação deste país.