Sai-me Da Frente


Não há nada do MEC que a FNE não apoie, desde que assegure uns lugarzinhos e até já estou a adivinhar alguns…

Ensino: FNE quer participar na definição de políticas dos municípios

Passos fala ao País no Domingo

Conselho de Ministros convocado para as 18h de Domingo. Após essa reunião Passos Coelho comunicará ao País a decisão sobre o pós-troika.

Comentário:

Não chega o que te fizeram, ali queimadinho em fogo lento. para o Pires de Lima te ficar com o lugar e agora ainda te armas em estratega político?

Vai lá para a OCDE, dá-lhes o IBAN e deixa-te de conversas.

Santos Pereira defende «pacto político» entre PSD e PS

Ex-ministro também defende que Portugal vai precisar de um novo acordo de concertação social.

… com as suas opiniões maravilhosas sobre o que deve ser feito no país. Agora chegam-se à frente contra o Tribunal Constitucional, por causa da reforma do Estado que ele querem menos pesado, excepto quando é para capitalizar a banquinha nacional quando está aflita. Há outros que deveriam pensar duas vezes antes de abrirem a boca sobre “esforços”, sabendo-se o que se sabe sobre as instituições que dirigem e ainda existem porque… enfim… porque ainda sairiam mais caras do que o BPN…

Quando ao seu homem no Governo, já começou a baralhar-se todo, dando o dito pelo não dito como o seu grande líder sobre as pensões, enquanto lá fora se fazem contas ao que não existe, já existindo.

Vítor Gaspar pode demitir-se

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Remodelação em curso: Gaspar pode sair

Evitaria uma crónica-papagaio com opinião-eco a fazer lembrar os tempos de Sócrates quando, na falta de governantes credíveis, avançavam os opinadores com página reservada!

De Martim Avillez Figueiredo conheço diversas intervenções estimáveis pela sua prudência e cuidado em estar quase sempre do lado de um qualquer vento, mesmo que a coberto do epíteto muito na moda de liberal. Conheço – mas talvez seja injusto recordar isso – a sua experiência malograda como director do I.

Quanto a restaurantes, cruzei-me com ele no do Hotel Altis, numa manhã em que ele estava a falar baixinho com o Ferreira Fernandes e eu a desfrutar do breakfast de uma night out com a família.

Sobre Educação não lhe conheço qualquer pensamento especial, sendo que a partir desta edição do Expresso fiquei a saber da extensão da sua ignorância sobre o funcionamento das escolas e matrículas dos alunos.

MAFig8Jun13papagaio

Expresso, 8 de Junho de 2013

A verdade é que ele desconhece profundamente um regime que está longe de ser rígido, sendo até bastante flexível para a generalidade das pessoas que assinam com dupla consoante (sou mesmo um proleta sem escusa, para não ter recuperado o Guinot ancestral ou mesmo ter desfeito o acrescento do “e” por mais um “t” e ter ficado Guinott).

A verdade é que, excepção feita a questões relacionadas com a inexistência de vagas, as matrículas dos alunos no ensino Básico podem ser feitas em qualquer escola que os pais ou encarregados de educação demonstrem ser ~mais adequadas à vida escolar e mesmo familiar do seu educando.

Vejamos as regras para o ano que está a findar (despacho 5106-A de 12 de Abril de 2012, ainda disponível no Portal das Escolas):

3.2 — No ensino básico, as vagas existentes em cada escola ou agrupamento de escolas para matrícula ou renovação de matrícula são preenchidas dando -se prioridade, sucessivamente, aos alunos:
a) Com necessidades educativas especiais de carácter permanente que exijam condições de acessibilidade específicas ou respostas diferenciadas no âmbito das modalidades específicas de educação, conforme o previsto nos n.os 4, 5, 6 e 7 do artigo 19.º do Decreto -Lei n.º 3/2008, de 7 de janeiro;
b) Com necessidades educativas especiais de carácter permanente não abrangidos nas condições referidas na alínea anterior;
c) Com irmãos já matriculados no estabelecimento de ensino ou no mesmo agrupamento;
d) Cujos pais ou encarregados de educação residam, comprovadamente, na área de influência do estabelecimento de ensino;
e) Cujos pais ou encarregados de educação desenvolvam a sua atividade profissional, comprovadamente, na área de influência do estabelecimento de ensino;
f) Que no ano letivo anterior tenham frequentado a educação pré–escolar ou o ensino básico no mesmo estabelecimento;
g) Que no ano letivo anterior tenham frequentado a educação pré–escolar ou o ensino básico noutro estabelecimento do mesmo agrupamento de escolas;
h) Mais velhos, no caso de matrícula, e mais novos, quando se trate de renovação de matrícula, à exceção de alunos em situação de retenção que já iniciaram o ciclo de estudos no estabelecimento de ensino;
i) Que completem os seis anos de idade entre 16 de setembro e 31 de dezembro, tendo prioridade os alunos mais velhos, sendo que as crianças nestas condições poderão obter vaga até 31 de dezembro do ano correspondente;
j) Outras prioridades e ou critérios de desempate definidos no regulamento interno da escola ou do agrupamento, prevendo, entre outras, formas de desempate relativamente à opção entre diferentes estabelecimentos integrados no mesmo agrupamento, bem como en-
tre aquelas cuja matrícula ou renovação de matrícula tenha ocorrido depois dos prazos normais estabelecidos.

A verdade é que Martim Avillez (com dois elles) Figueiredo só come no mesmo restaurante se quiser ou se for demasiado preguiçoso para se informar.

A rigidez da matrícula à área de residência é muito relativa, por muito que digam o contrário. Não podem é estar 2000 alunos numa escola onde só cabem 1000, enquanto outras estão só com 500 porque os papás querem os filhinhos junto dos outros que também têm duplas consoantes enroladas.

O resto é a mesma conversa da treta de sempre dos especialistas em nada.

E não me choca uma opinião contrária à minha, desde que devidamente (in)formada. O que me chateia de morte é a ignorância, polvilhada com conversas de ouvir dizer, transformada em opinião sem direito a qualquer contraditório decente.

 

 

Dois…

 

 

Porque não paga impostos tem logo aí o meu aplauso.

Porque os impostos, em vez de serem um bem comum, nem sequer chegam para pagar as dívidas que nos têm sido endereçadas pela classe parasita.

Pode ser paralela, enviezada ou do âmbito do estudo das cónicas – mas é a melhor. E prova que o estado, de tanta regra para se safar, só atrapalha.

É tudo a contrariar a vida, é tudo ao contrário.

Digo isto com a única que tenho.

Detesto isto.

… o Carvalho da Silva a referir-se ao Carlos Carvalho como Carlos Carvalhas.

A Sic fez melhor.

 

 

Expulsem-se os professores.

E afundem-se-lhes os barcos, descarrilem-se-lhes os comboios, despistem-se-lhes os carros e expludam-se-lhes os aviões mal saiam!

Vou ter – mesmo – que aprender marimba?

Um tipo bem tenta, mas…

Há que apostar ainda mais na tabloidização, como dizem os mafarricos.

Nota-se muito por onde passou o assúcre? Gosto muito do aroma de café no meu assúcre.

Quando partimos e acenamos junto ao rio

Quando partimos e acenamos junto ao rio
quando o barqueiro alcança a outra margem
quando respiramos o perfume dos campos em flor
na outra margem

o dia amanhece e nenhum baixio
nenhum barco e nenhuma jangada
não vagueiam pela água
não movem nenhuns montes
não separam nenhumas águas
não escurecem o dia
e nenhuns animais dão companhia
noutro lugar

para lá ou para cima e para baixo
para longe daqui
entrar na água ela leva-nos
quando nadamos e mergulhamos
seguindo peixes que nos conduzem
para lá para cima ou para baixo

Barqueiro e tu rio
aproximai-vos
agarrai-me
deixai-me ir para o outro lado
o bilhete
o preço
pago pela palavra
por uma palavra
pago
à letra

[Eva Christina Zeller]

Vai arregaçar os braços, que já lhe estão curtas as pernas.

Armando Vara passou à frente de utentes de centro de saúde

Armando Vara ‘fura’ fila no centro de saúde

Ex-vice-presidente do BCP precisava de uma declaração médica e passou à frente de várias pessoas que aguardavam por consulta.

Armando Vara alvo de queixa por passar à frente em centro de saúde

Armando Vara lançou o caos num centro de saúde de Lisboa nesta quinta-feira. O ex-ministro socialista entrou no centro, passou à frente de todos os outros utentes e exigiu a uma médica que lhe passasse um atestado rapidamente porque tinha de apanhar um avião, avança a TVI.

Preliminares

Não é de agora, pois já têm anos as distorções que o jornalista Paulo Chitas faz de muitos dados sobre a situação dos professores. Continuam, contudo, a ter abrigo na Visão as suas análises manipuladoras e recentemente foi recompensado pela sua amiga Maria João Valente Rosa (alguém com trajecto reconhecido nos ministérios da Educação e Ciência e Ensino Superior) com a co-autoria de um livro para a Fundação Manuel dos Santos.

Na Visão de hoje vem uma caixa de texto com um conteúdo absolutamente vergonhoso, aquilo que em termos técnicos se chama uma merda, desculpem, uma mentira, desculpem, uma utilização abusiva de dados inexistentes.

Fica aqui o recorte da peça, visível  na página 97 da revista.

Em primeiro lugar temos a (consciente ou incompetente?) confusão entre os efeitos processo de avaliação do desempenho que ocorreu no mandato de Maria de Lurdes Rodrigues com o acordo assinado por Isabel Alçada com alguns sindicatos de professores. Escrevendo há anos sobre Educação, ou Paulo Chitas é especialmente nhurro de entendimento ou então é mesmo desonesto na abordagem que faz do assunto.

Mas há pior e demonstrável de forma elementar. Adianta ele que de acordo com o boletim de execução orçamental de Janeiro a Julho deste ano há um diferencial de 341 milhões de euros em relação a 2009.

Ora bem ficam aqui os links para os boletins relativos aos períodos em causa (2009 e 2010).

Mas com os bonecos talvez seja mais fácil:

Janeiro-Julho de 2009

Janeiro-Julho de 2010

Como é fácil verificar, de Janeiro a Julho de 2009 os encargos totais com pessoal do Ministério da Educação somaram 2958,1 milhões de euros e em igual período de 2010 atingiram 3167,1 milhões.

A diferença é de 209 milhões de euros e não os mirabolantes 341 milhões que indica Paulo Chitas.

Mas a incompetência é tal que, mesmo com base nos seus números, Paulo Chitas faz a asneira de, extrapolando para o ano todo, tomar os 5 meses de Agosto a Dezembro como valendo o mesmo que os 7 de Janeiro a Julho (sendo que em cada um dos períodos há um mês adicional de subsídio, de férias no primeiro caso e de Natal no segundo) e atinge o valor de 680 milhões de encargos a mais com professores em 2010.

O homem devia estar mesmo em dia não. Ou então estava inspirado, como nos tempos em que adulterou escalas num gráfico de uma revista especial sobre o estado da Educação há um par de anos.

Extrapolando dos valores reais para os primeiros 7 meses de 2010, encontramos um valor médio adicional de 30 milhões mensais em relação a 2009. Extrapolando para o ano todo atinge-se um valor de 360 milhões, porventura um pouco mais se pensarmos que existirão mais alguns docentes a progredir nestes meses (apesar dos esforços das DRE para o evitar).

De qualquer modo, como resultado da ADD de que Paulo Chitas foi entusiasmado defensor o valor das progressões ficará bem abaixo dos tais 400 milhões de euros que, em qualquer caso, não derivam do acordo nem da generosidade de Isabel Alçada, como esta criatura com carteira de jornalista escreve.

Ou seja, esta caixa de texto é mesmo uma enorme bosta jornalística e um monumento à desonestidade intelectual que infelizmente ainda não foi devidamente avaliada por quem aceita que isto seja publicado sem verificação dos factos, sendo que o autor é useiro e vezeiro neste tipo de habilidade.

Se o dito cujo achar que estou a mentir e que ele não distorceu completamente os números, processe-me que terei todo o prazer em repetir o que aqui escrevi, cara a cara.

Nota final: O que acima fica escrito responsabiliza-me a mim. Agradeço que os comentadores se saibam moderar e responsabilizar-se pelas suas eventuais afirmações porque eu só me defenderei a mim mesmo e isto fica já aqui bem claro.

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