Rigor


Há pouco vi em diferido o programa do Expresso da Meia Noite de ontem onde se disseram barbaridades infindas, a começar por um “constitucionalista” da Universidade Católica que desconhecia e ainda por um quase clone dele, o mais conhecido Alexandre Patrício Gouveia, economista que andou pelo Compromisso Portugal.

O primeiro deles declarou, sem aparente pudor, que a decisão tinha sido tomada por uma diferença mínima e que bastaria um voto diferente para as coisas serem outras.

Ora… há 13 juízes e as decisões mais renhidas foram por 8-5, sendo outras por 11-2 como se pode constatar:

VotosTC

A minha questão é: precisamos de comentadeiros e especialistas destes em prime-time que fazem do rigor um estorvo e mentem – ai, ai, agora diz-se que são inverdades – sem qualquer tipo de consequência.

Factos e números ditos por Sócrates são verdadeiros ou falsos?

Desde 2008 reformaram-se cerca de 20 mil docentes do quadro. Actualmente cerca de 40 mil professores do ensino básico e secundário têm idades entre os 55 e os 64 anos. Segundo Crato, existem agora cerca de 105 mil professores no quadro.

Agora um tipo consulta o quadro da DGAEP e…

ProfIdades

É verdade que eu corrigi a soma errada do original, como expliquei aqui.

Mas ao ministro (ou não foi ele a dizer o nº em causa, pois está sem aspas?)  deram apenas o valor errado… que continua online no quadro Q1.2 🙂 … inconcebível, certo ?

FPSet2012ErrosB

Adaptação de um mail recebido:

Para resumir o processo… da recolha de dados do famoso SIOE – há uma plataforma e há uns ficheiros em excel (que são validados xml e submetidos).
É a maior “fantochada” de todos os tempos! Pelos vistos a origem/urgência destes mapas é devido ao memorando…
Acontece que isto dá um trabalhão… garanto que nem é rigoroso! Martelam imensa coisa…Porque demora-se uma semana com esta treta e poucos têm paciência para analisar aquilo com olhos de ver, SABES que todas as semanas/meses nos solicitam mapas de toda a espécie, para todos os organismos….. Câmaras, DRE’s …. enfim
Eu avisei como é que se faz isto em condições – temos software de gestão e certificado – realizamos exportações mensais – não custa nada, solicitarem a exportação de mais dados! (Só têm as fichas individuais do funcionário estarem devidamente preenchidas)
Digo o mesmo relativamente à treta do tempo de serviço e reposicionamentos, o MEC nunca sabe quantas pessoas têm a subir de escalão no mês seguinte…
Sobre o SIOE
Manual de utilizador – em manutenção, se abrires só tem uma página http://www.sioe.dgaep.gov.pt/documentacao/SIOE-Manual%20de%20Utilizador_v1.4-2012.pdf
Sobre o pessoal com processo de aposentação – até quem tinha em “AGUARDAR a APOSENTAÇÃO” , isto é, já foi recebido oficio fax a confirmar mas falta a publicação em DR…. têm de contar! Pelo menos num agrupamento aconteceu!
Contabilizar vagas assim… é um luxo!

O estudo da Mercer apresenta os seguintes números para o números de educadores e professores dos vários níveis de ensino:

Mercer1

Nos números disponíveis na DGAEP temos estes:

FPDez2011d

As datas de referência são mais ou menos as mesmas. As diferenças são significativas.

No que ficamos?

Nuns contam só com que parte… ou descontam o quê?

Porque se foram à massa salarial e fizeram uma conta de dividir… mais ou menos 20.000 pessoas ainda fazem a sua diferença…

Para quando uma explicação clara das metodologias e processos usados?

Sublinho que isto são comparações simplistas, feitas quase a olho… que até podem estar erradas, mas… demonstrem onde estas coisas batem certo umas com as outras…

Porque nada disto bate certo, por sua vez, com os números do estudo tipo-FMI.

É possível encontrar online no site da DGAEP os números para a situação do emprego nas administrações públicas (central, regional e local) em úteis tabelas de excel, mas… raios… há quadros com erros nos totais… veja-se o caso do Q2…

FPSet2012Erros

Todos os totais das colunas por intervalos etários estão errados…

Tudo bem… podemos introduzir a fórmula e consegui-los correctos, mas, mas, mas…

FPSet2012Certo

 

Ou… nova divulgação da encomenda feita ao FMI servida a/por quem se coloca a jeito, mesmo depois de demonstrada a falsidade dos dados.
.
É uma espécie de segunda vaga de lavagem ao cérebro.

FMI atribui ineficiências na educação ao excesso de professores

Agora vejam lá a medida da encomenda:

Ainda neste estudo, os técnicos defendem que “reformas na educação podem ter um impacto potencialmente grande na eficiência e equidade”. Os técnicos frisam que apesar de Portugal gastar mais do que a média europeia com a educação, os resultados apresentados deixam a desejar, apontando por exemplo “as altas taxas de abandono escolar no ensino primário e secundário”, os resultados a ciências e matemáticas abaixo da média, entre outros.

Seria de espantar – caso não fosse natural – que o Jornal de Negócios continue a citar e tomar como bons os dados que já se demonstrou estarem desactualizados. Os encargos com a Educação estão abaixo da média da OCDE desde, pelo menos, 2011-12, enquanto os resultados passaram a estar ma média ou acima dela.

Mas… o Jornal de Negócios decide fazer tábua rasa disso e continuar a servir de eco.

Porque o faz? Não sei. Talvez… sobrevivência?

E agora vejam lá o final da encomenda:

Mas os técnicos do fundo sediado em Washington inovam nas recomendações, dizendo que “a consolidação orçamental pode ser o gatilho para um objectivo mais estrutural que não apenas as poupanças no curto prazo”. E neste sentido sugerem que a “rede de escolas podia estar mais racionalizada, dado que as escolas primárias estão a enfrentar uma quebra na procura (devido à demografia)”.

Por outro lado, prosseguem, “o ensino superior enfrenta uma procura crescente”. Além disso, consideram que “a educação profissional poderá ser ainda mais desenvolvida para melhor atender às necessidades do mercado de trabalho”.

O que parece que no Jornal de Negócios não leram foi aquela parte – ao que consta rasurada da primeira versão para esta do relatório em que se recomendava o fim de metade dos contratos de associação com escolas privadas.

Pois… o jornal é de matérias económicas e engole-se tudo o que apetece engolir.

E como o domingo está chuvoso mandei este post para o excelentíssimo senhor director, que muito admiro quando escreve sobre o que percebe, mas que, realmente, nada percebe de Educação e parece gerar preconceitos sobre os profes pelos ouvidos, não se dando ao trabalho sequer de buscar contraditório para a encomenda do Governo feita ao FMI e retocada a gosto.

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Público, 11 de Janeiro de 2013

Na imprensa desta manhã (desta vez passaram os dados ao Económico, porque, como eu escrevi ontem ou anteontem, há que repartir jeitinhos) ecoa-se que as poupanças com o fim das reduções na componente lectiva dos professores podem ascender a mil milhões de euros. Há umas nuances, com o aumento da carga lectiva de todos, mas o essencial que se transmite é que as reduções são um privilégio caro.

É mentira.

Mentira de perna curta, facilmente desmontável mas que, por qualquer razão, alguns jornais nem se preocupam em tentar.

Vejamos o OE do MEC para 2013:

OEMeC2013

Despesas correntes com pessoal, algo como 4 mil milhões de euros. Peso na estrutura da despesa abaixo dos 70% e nada daquilo que dizem… de 80 e 90%.

  • Vamos assumir, então, que existem 117.000 docentes nos quadros como o MEC comunicou ao FMI. Vamos assumir que a despesa é toda com professores e que o MEC nem paga a funcionários.
  • Vamos assumir que, depois da vaga de aposentações, ainda existem nos quadros um terço de professores com direito a redução da componente lectiva. Estou a ser generoso.
  • Vamos ter a bondade de reconhecer que as reduções foram entre 2 e 8 horas lectivas, mas que agora são de 4 horas lectivas no máximo até aos 60 anos e só 8 depois disso.
  • Vamos assumir – para deixar os borginhos e ramirílios calmos e elevada salivação – que a média das reduções é de 6 horas (mesmo se é mentira e é muito menos neste momento).
  • Vamos ter a bondade de reconhecer que uma redução de 6 tempos em 24 efectivamente lectivos de 45 minutos equivale a 25% do horário lectivo.
  • Vamos ter a bondade de reconhecer que, nesta versão toda inclinada para o lado dos borginhos e ramirílios, a eventual poupança máxima – que só seria conseguida com grosseira inconstitucionalidade se aplicada a quem já tem as reduções – seria de 4.000.000 x 0,33 x 0,25. Mais simplesmente de 8,25% do total.
  • Isto dá algo como 330 milhões de euros, nunca mil milhões de euros.

Mesmo se as coisas são diferentes, pois a minha hipótese é perfeitamente maximalista, pois a proporção e média das reduções é bastante inferior.

Assim numa olhadela por alto, se chegar aos 150 milhões é uma sorte. Sendo que o que aqui seja poupado, será dispendido em gastos colaterais, na área da Saúde. E falo a sério.

Acho mesmo que, na ausência de jornalistas de economia oculta e finanças absurdas com interesse ou autorização para verificar o spin do Governo, há pessoas nos sindicatos que poderiam fazer estas contas, em vez de andarem a fazer cartazes.

profe

O estudo é mau, senhor secretário de Estado adjunto, é mau. É mau não apenas porque foi encomendado para atingir certos objectivos, mas porque o faz com evidente incompetência.

Vejamos este naco:

FMI7

Embora não seja claro… se os autores reportam o número de alunos dos níveis de ensino “não-terciário”, julgo ser justo pensar que estão a falar de professores dos mesmos níveis de ensino.

Vimos no quadro inserido no post anterior que o MEC indica ter ao seu serviço 128.945 professores. Sejamos generosos. Vamos lá colocar 130.000 para comodidade e redondez do número.

Então temos 1 professor por cada português em idade activa? Portantosssss, shôtôre, deixa cá ver, 130.000 vezes 25 dá a modos que 3.250.000 portugueses em “working age”, ou seja, “idade activa” para os investigadores tipo-FMI.

Só que… raios, raios, raios… não bate certo!

De acordo com os dados oficiais… a população activa em Portugal situa-se nos 5.587.300 individuos. Os dados do censo de 2011 usados pela Pordata davam um pouco menos, mas mesmo assim mais de 5,5 milhões.

Uma diferença irrisória… apenas 2,25 milhões de tugas… um desvio daqueles de fazer inveja a uma PPP… ou obra pública contratada a amigos.

Phosga-se… c’a ganda erro!!!

E pagaram por esta… turd?

Se há coisa deliciosa nestes estudos é a forma como se rendilham os dados e se fazem os seus contornos.

Eu exemplifico com a questão dos rácios alunos/professor, que anda a excitar o Ramiro, mas apenas porque ele tem problemas básicos de enquadramento com a Aritmética.

Diz ele que em Portugal há 8 alunos por professor nos Ensinos Básico e Secundário (vamos lá ver se depois não muda o post e diz que se enganou…) e que é o estudo do FMI que diz isso.

Ora bem, entre FMI e Ramiro, venha Maomé e escolha o toucinho.

No estudo tipo-FMI temos o seguinte quadro:

FMI6

Só que estes números não batem certo com est’outro quadro que aparece um pouquinho antes:

FMI5Então é assim… para o ano usado no 1º quadro (2010), há 1.567.677alunos nos ensinos “primário” e “secundário” (supõe-se que este inclui a partir do 5º ano, mas a terminologia é de curioso e leigo no assunto) e os professores são 144.615, O rácio dá 10,8 e nunca o da ramirice, nem o do estudo tipo-FMI.

O pior é que falam em full-time teaching staff e no total de professores estão, como é óbvio, muitos com horários incompletos…

Mas há dados mais recentes, de 2011, em que – maravilha das maravilhas estatísticas – houve exactamente 140.000 professores, nem um a mais ou menos, coisa linda de morrer. E 1.536.339 alunos. O que dá um rácio de 11 alunos por professor (15,5 no “primário” e 9,4 no “secundário”).

O secretário de Estado adjunto Carlos Moedas pode achar que isto está bem feito.

Mas não está.

Foi feito à pressa, de forma distraída, com as partes a serem coladas conforme a mensagem desejada.

Aliás para 2012 avança-se um número abaixo dos 129.000 professores e para 2013 de 117.000. Mesmo que os alunos tenham diminuído para 1.400.000 (gosto de manter aquela harmonia baseada no nº 14 relativa ao º de docentes em 2011) ficamos com um rácio de 12 alunos por professor.

Ou seja, nada bate certo com nada e nem sequer ainda estamos a falar em substância… apenas na forma de apresentar os dados.

Que estão todos bichados.

Quanto custou ao erário público esta treta?

A graduação de um candidato a formador, no concurso do IEFP, em centros de emprego diferentes, embora digam que as regras são as mesmas e os dados inseridos na base de dados exactamente os mesmos.

É o chamado rigor matemático.

Ler algumas prosas de alguns jornalistas, colegas ou não do Nicolau Santos, que quase parecem sentir-se pessoalmente atingidos ou como se alguém quisesse linchar o dito NS, cumpre-me dizer que, pela parte que me toca, o que está em causa é a evidente falibilidade dos mecanismos de verificação de fontes e factos dos jornais.

Um dos arautos do bom jornalismo vs lixo da internet, o ex-director do Expresso Henrique Monteiro, bem pode tentar desviar o assunto para outros campos, chegando ao risível de considerar que as coisas aconteceram porque o burlão era de qualidade e porque o seu posicionamento era anti-Passos.

Não, o burlão não era de qualidade. Era um impostor que fez sucesso rápido devido ao deslumbramento nacional com certas credenciais enunciadas.

Mas o burlão não era de grande qualidade, assim como muitas outras coisas não o são, desde logo as notícias plantadas a gosto e com o timing desejado de quem fornece os dossiers, em especial o poder político.

O que está em causa é que por defeito ou por falta de meios, muita da nossa comunicação social não costuma fazer o background checking desejável em estruturas com dezenas de profissionais e ainda menos o essencial fact checking de muito do que é escrito, não apenas em artigos de opinião mas mesmo em notícias dadas como objectivas.

Não é raro que as novidades cheguem em horários que não permitem grande verificação, a menos que se queira perder a actualidade. Assim como há exclusivos negociados desde que não seja feito o contraditório devido. Poderia dar exemplos da área que melhor conheço, mas fico-me por um: a entrevista feita a Nuno Crato numa das últimas edições do Expresso, por ocasião de uma iniciativa do próprio jornal onde o actual MEC foi articulista residente. A dita entrevista, feita por alguém exterior aos meandros da Educação, é um mero alinhamento de pontos de partida para o ministro expor as suas posições sem perturbações ou contrariedades. É uma entrevista em forma de eco de comunicado oficial com fotografia em traje informal.

Mas são mais graves situações parecidas na área da Economia e das Finanças, em que muito fica por fazer até ao fim, por falta de meios, de vontade, de hábito, de tempo ou de apoio. Em que o frete fica com os fios completamente à mostra. Não é a regra, mas não também não é raro que fluxos informativos e publicitários se cruzem ou anulem.

Sobre isso é que certos responsáveis se deveriam debruçar e comparar as suas práticas com as de outros órgãos de informação internacionais que também já sofreram grandes dissabores.

Em boa verdade, este episódio é menor, de importância muito relativa, admito-o. Mas não é a parte oculta do bloco de gelo, isso também não é.

Nem me vou pronunciar sobre o contorcionismo burocrático em que uma direcção daqui para para ali e vice-versa.

Concentro-me neste detalhe do ponto 9 do comunicado do Conselho de Ministros de ontem:

No cômputo global, estas alterações reduzem em 9 o número de cargos dirigentes e representam uma poupança de mais de 400 mil euros/ano.

Se eu bem percebo… 400.000 euros a dividir por 9 dá algo como 44.000 euros por cabeça.

O que eu não percebo, porque sou burro em aritmética… estas pessoas foram despedidas?

Os 44.000 euros anuais eram o suplementos pelo cargo de chefia que perderam ou o salário anual?

Não será que as pessoas continuam a auferir o seu salário anterior? Não será que a poupança foi muito, mas mesmo muito, inferior?

Vale a pena faltar à verdade por tão pouco?

Eu sei que o h5n1 se vai atirar outra vez aos arames, mas… isto é como nos incêndios, quando se deixam pequenos focos a arder e depois as coisas podem correr mal.

Pelo que…

Vejamos o orçamento do MEC para 2012:

Passemos adiante o facto de ter existido uma redução superior a 20% no financiamento das escolas da rede pública e de pouco mais de 8% no das escolas com contrato…

Atentemos nos valores… algo a rondar os 200 milhões de euros…

Ora… o número de turmas apoiadas foi inferior a 2000… em 2011/12 foi de 1915 e este ano é de 1846 pelo que pessoa informada me disse…

A menos que eu seja muito bronco (que o sou, mas não em contas simples de dividir…) isto dá mais de 100.000 euros por turma… sem contar com o facto daquelas alíneas se referirem ao facto de as turmas de Ensino Profissional e CEF irem contempladas na rubrica de Educação e Formação de Jovens e a Acção Social Escolar também estar fora das contas…

Pelo que o tal valor oficial de 85.200 euros é… ficção?

Esta treta de conversa nunca mais acaba? Mas que raio de ano é que usaram para os cálculos? 2009? 2007?

Portugal é o país do Euro em que os custos com professores mais pesam no bolo da despesa com educação

Portugal é o país do euro em que os encargos com professores mais pesam no total de despesa com educação. Ao todo, 80% da despesa total com os ensinos primário, básico e secundário é canalizada para pagar salários do pessoal docente. Os dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) mostram que a explicação não está nos salários altos, mas antes no número de docentes.
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Caramba, o próprio orçamento do MEC diz outra coisa:

Shit happens, eu sei, but almost always?

Com tanto dinheiro para estudos e pareceres, não há para um mero revisor, que nem carede de ser jurídico?

Quem detecta o busílis neste pedacinho do despacho 13981/2012, o da avaliação externa?

E, já agora, para quem e onde se mandam o alcatrão e as penas? É que lei é lei, não é post de blogue, mesmo se as declarações de rectificação abundam.

No Expresso (p. 21, sem link):

O mistério dos 120 mil alunos que desapareceram num ano

O MEC tem cada vez mais dificuldades em manter uma narrativa feita de uma evidente artificialidade estatística.

Nuno Crato decidiu enterrar-se em matéria de rigor ao insistir num argumento com escassa sustentação. è melhor que os ramirinhos lhe façam melhor os trabalhos de casa.

Não tendo havido uma quebra drástica e súbita dos nascimentos – nos anos 90 e princípios do século XXI a taxa de natalidade oscilou entre os 10 e os 11 bebés por mil habitantes – a demografia só poderá explicar em parte esse fenómeno.

De docentes dos quadros aposentados entre 2009 e 2011, a partir dos cálculos do colega Jorge Marques e usando os dados oficiais para os docentes dos quadros em 2008/09 (e note-se que nestes números se encontram todos, em exercício na docência ou em outras funções).

A diminuição relativa nos últimos anos é bem maior do que a de alunos… desde que o MEC não baralhe as contas…

Há quem lhes chame pseudo-alunos para uns efeitos, mas depois já contem quando é para dizer que são necessários menos professores.

Rigores!

Crato utilizou Novas Oportunidades para justificar diminuição de alunos

A notícia do Público já tem link e a leitura  é muito instrutiva. Assim como a teórica admissão de correcção dos equívocos.

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