Quente/Frio


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… de entradas aqui no blogue desde as 22 horas deve ser esta. Só pode. A menos que andem em busca de dicas, mas isso é mais adiante. No Lidl, claro.

“Corrupção denuncie aqui”. A Procuradoria-Geral da República (PGR) tem desde hoje no seu sítio na Internet (http://www.pgr.pt/) uma página para a denúncia de actos de corrupção e fraudes.

A teoria do espelho na sua máxima luminária. É no que dá procurar a república às escuras. Que apalpe!, tem mamas.

Por vários locais. Há dias que hesito em divulgar um documento que me chegou de uma escola aqui do deserto, cheio de detalhes sobre a sua vida interna, nomes, etc. Penso que foi encaminhado para a IGE, pelo que continuo a não achar a melhor das ideias colocá-lo aqui, até poque já boa parte foi colocada num comentário.

Entretanto, também a partir de Seia me prometem novidades, talvez ainda para hoje.

O ano lectivo aproxima-se do fim, mas a insanidade parece ter tomado conta – ou continuado a dominar – certas mentes e grupos feudais nas escolas.

O legado de Maria de Lurdes Rodrigues – que parece ensaiar um certo regresso à ribalta a partir da FLAD como se vê esta esta semana na Visão – deixou cicatrizes e disfunções demasiado fundas e já se percebeu que, no essencial, nada mudou ou mudará. Apenas fomos adormecidos e agora parece-me tarde para tocar a rebate. Talvez com muito trabalhinho e menos remoques contra quem avisou…

O secretário geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof) afirmou esta sexta-feira que todas as preocupações que os professores levaram à reunião com o ministério foram positivamente respondidas e terão consequência no próximo regulamento sobre avaliação de desempenho, noticia a Lusa.

Para o concurso que hoje se inicia, é de salientar o facto de, no respectivo Aviso de Abertura, já não constar qualquer referência à consideração da avaliação para efeitos de graduação profissional, factor que, como a FENPROF tem vindo a exigir e a esmagadora maioria dos professores a defender, não deverá ser considerado já neste concurso.

A FENPROF manteve durante o dia de ontem (12/04/2010), na sequência do que já acontecera na semana passada, um contacto quase permanente com o Ministério da Educação no sentido de ser prorrogada, por mais um ano, a norma que permite a não consideração da avaliação de desempenho como factor de graduação profissional para efeitos de concurso. Posteriormente, no âmbito da negociação para revisão do regime de concursos, a FENPROF pretende eliminar a influência da avaliação de desempenho, definitivamente, naquele regime.

O Ministério da Educação (ME) está a obrigar os docentes a “cometer um crime”, denunciou ontem o secretário-geral da Federação Nacional de Professores. Segundo Mário Nogueira, este será um dos argumentos na base das acções judiciais que a Fenprof tenciona interpor para travar o concurso para a colocação de professores contratados, que decorre até à próxima sexta-feira.

Em reacção às declarações da ministra da Educação, que reafirmou sábado, em Évora, que a avaliação de desempenho vai contar para o concurso de colocação de professores, o líder da Fenprof afirmou que «a teimosia retira a lucidez às pessoas», concluindo que a actuação de Isabel Alçada está «ao nível do que durante quatro anos e meio foi feito pela sua antecessora».

Começo a encarar com uma inusitada ironia e condescendência as prosas domingueiras de Daniel Sampaio. Houve o período em que as li para discordar, um período em que pura e simplesmente as deixei de ler por enfado e agora estou no período de lê-las para ver até que ponto o autor consegue mudar de posição, não mudando, ou melhor, como consegue não mudar de posição, mudando aparentemente de discurso. E vice-versa. Ou vice-versa. Ou antes pelo contrário.

Esta semana a crónica chama-se «Sem sentido» (desculpem-me mas o meu scanner está já em período estival e corta-me parte da página pelo que o título ficou de fora) e destina-se a demonstrar como «é  estéril ou desajustada» a discussão em torno dos exames e do seu eventual «facilitismo».

Daniel Sampaio critica o ME por reagir com «acinte» às críticas e critica os críticos por desvalorizarem as estatísticas que o ME exibe. Afiram DS que «é tempo de Portugal poder apresentar dados numéricos válidos sobre os diversos sectores de actividade».

Ora o que os críticos das estatísticas educacionais mais apontam é exactamente a sua falta de rigor. por se subordinarem os critérios técnicos da recolha de dados aos interesses políticos. O que não é exclusivo da Educação, tendo sido nos últimos anos visível em matérias como o apuramento dos dados sobre o nível de vida, défice das contas públicas, inflacção e desemprego. Ou seja, em matérias com evidentes repercussões políticas.

Mas depois, ao desenvolver o seu raciocínio, DS acaba por admitir que se calhar, talvez, quiçá, porventura, provavelmente e quase com toda a certeza, por cá as estatísticas não são assim muito fiáveis, atendendo ao modo como se registam as ocorrências, como as mesmas são transmitidas e depois trabalhados os dados numéricos.

Em suma, dá razão aos críticos das estatísticas.

E culmina afirmando que a melhor maneira de sabermos como isto está a correr é esperar pelas «comparações internacionais, em testes validados para alunos em condições semelhantes», que até ao momento não têm corrido nada bem para Portugal.

Pois…

Mas não é isso que os críticos do ME, aqueles que a senhora Ministra chama «pessimistas de serviço», estão cansados de repetir?

Que os exames e estatísticas de produção interna e para uso propagandístico estão longe de ser (con)fiáveis?

O que não tem sentido nesta prosa de Daniel Sampaio é ele não assumir claramente aquilo que defende. Ou se apenas acha que devemos esperar pelos testes feitos lá fora para sabermos se as coisas estão a correr bem ou mal.

Mas nesse caso está a admitir, de forma quase explícita, que os nossos instrumentos internos de avaliação e monitorização do sistema educativo de pouco servem.

Não seria melhor ser claro a esse respeito?