Que Fixe!


O secretário de Estado nem me parecia assim tão adepto da rebaldaria, mas já vale tudo.

Os ramirílios rigorosos aplaudem a quatro mãos.

O secretário de Estado do Ensino Superior concorda com a proposta que levou à saída de Lisboa, Porto e Coimbra do CCISP.
(…)

A nova proposta retira a obrigatoriedade de uma nota mínima como requisito obrigatório, criando assim condições para o ingresso de um aluno com nota negativa num exame nacional de uma disciplina específica para o seu curso.

Anúncios

A leitura do texto que a seguir se cita é muito interessante e produtiva, para melhor percebermos o posicionamento de grupos privados que querem partilhar “o risco”, sendo que por isso se entende que eles ganham e os utentes do serviços é que arcam com o risco.

A reforma do estado torna-se assim algo equivalente a uma reestruturação empresarial, no sentido do mero downsizing à anos 80 mas com mais sofisticação retórica, não vale a pena ocultá-lo, em que quem ganha são apenas os tipos que aparecem lá a mandar despedir funcionários e fechar serviços.

Segundo esta abordagem, denominada de co-sourcing, uma determinada instituição pública associa-se, durante um período temporal definido, a um actor privado para a execução de determinada função. Esse parceiro assume a responsabilidade de transformar, de um modo permanente, as operações do organismo, recorrendo nomeadamente a serviços de consultoria.

As vantagens deste modo de colaboração são evidentes: transforma-se o Estado com base numa partilha de risco com o parceiro privado, qualificando-se os trabalhadores públicos para que estes fiquem aptos à futura operação optimizada, atingindo-se os ganhos esperados.

É a convicção de Joaquim Azevedo, o coordenador do grupo de trabalho nomeado pelo Governo para aumentar a natalidade em Portugal.

 

Seis semestres em menos de 15 meses?

“Tirei o curso de Ciência Política e Relações Internacionais, na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologia, em Lisboa, depois de ter frequentado, na década de 80, os cursos de Direito e de História”, começou por explicar ao i o ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares.

A entrada na Lusófona, contudo, só ocorreu em 2006 – quase dois anos depois de ter sido secretário de Estado da Administração Local no Governo de Durão Barroso.

“Fui admitido, por despacho do director do curso de Ciência Política e Relações Internacionais em Outubro de 2006. Foi-me conferido o diploma de licenciatura em Ciência Política e Relações Internacionais em Dezembro de 2007, nos termos do Processo de Bolonha, através de seis semestres”, afirma.

Feliciano Barreiras Duarte, actualmente seu secretário de estado adjunto, era professor no mesmo curso.

Miguel Relvas fez questão de explicar ao i que o processo de conclusão da sua licenciatura foi “encurtado por equivalências reconhecidas e homologadas pelo Conselho Científico da referida universidade em virtude da análise curricular a que precedeu previamente”.

Faço apenas um curto e singelo comentário: não tivesse sido ele governante e aspirante a mais e os seis semestres teriam sido chupadinhos até ao fim porque não me parece que o que andou a fazer nos anos 80 tivesse qualquer tipo de equivalência que não fosse por “despacho do director”.

Cavaco Silva descobriu uma coisa engraçada.