Publicidade?


… que a EDP paga para distribuir com alguma imprensa seleccionada. Não se mexe com os amigos…

Estava aqui uma imagem da Farinha Amparo, mas o autor da foto amofinou-se, três anos depois.

Prontos, fica aqui outra, em link porque eu já não estou a pagar o espaço ao WordPress para incluir mais.

 

 

Chegado à caixa de mail das escolas, parece ser uma forma do MEC arranjar receitas com o material que é pago com os impostos.

Quando se fala tanto em reutilização dos manuais, por causa dos efeitos da crise, é estranho que os professores sejam tratados pelo Serviço de Apoio a Clientes da EMEC explicitamente como ignorantes.

A menos que seja apenas publicidade para oferecerem os materiais… e nesse caso retiro o que acima escrevi.

Escuso-me a comentar o pedido de mails directos dos professores, quando se poderia – simplesmente – pedir às direcções que reencaminhassem as informações em causa.

Exmos. Senhores,

Como é do Vosso conhecimento, a Editorial do Ministério da Educação e Ciência (EMEC) é responsável pela produção e comercialização de livros de preparação para Exames Nacionais, cujos conteúdos, incluindo resoluções dos itens, são preparados pelas equipas do Gabinete de Avaliação Educacional (GAVE).

Tendo constatado que muitos Professores e Coordenadores de Matemática – e, desde o ano passado, também de Biologia e Geologia e de Física e Química A – não estão a par de toda a informação pertinente sobre estas publicações (datas de lançamento, condições de aquisição, etc.), muito agradeceríamos que nos enviassem e-mails diretos para onde a EMEC pudesse, atempadamente, remeter essas informações.

Para tanto, bastaria devolver este e-mail preenchendo as poucas linhas que se encontram mais abaixo, ou em alternativa o ficheiro anexo.

A EMEC compromete-se a utilizar os e-mails recebidos exclusivamente para o fim indicado, e de mantê-los sob reserva de sigilo

Recordamos que os livros referidos contêm itens saídos em exames nacionais e testes intermédios e as suas respetivas resoluções, preparadas pelas equipas do GAVE.

No caso de Matemática A do 12.º Ano (anos de 1997 a 2012, em três volumes), incluem também uma extensa secção de suporte teórico.

Em 2012-2013, prevê-se que o GAVE prepare e a EMEC disponibilize livros atualizados com os exames nacionais e testes intermédios de 2012 para as seguintes disciplinas:

Matemática – 2.º Ciclo (novo)

Matemática – 3.º Ciclo (2008-2012)

Matemática A – 12.º Ano (1997-2012)

Geometria – Ensino Secundário

Física e Química A – Ensino Secundário (2008-2012)

Biologia e Geologia – Ensino Secundário (2006-2012)

Antecipadamente gratos pelo vosso bom acolhimento deste pedido.

Com os Melhores Cumprimentos,
SAC – Setor de Apoio ao Cliente

EMEC – Editorial do Ministério da Educação e Ciência
Estrada de Mem Martins, 4 – S. Carlos – Apartado 113
2726-901 Mem Martins, PORTUGAL
TEL + 351 21 926 66 00/5
FAX + 351 21 920 27 65

E-MAIL sacdist@eme.pt
www.eme.pt
www.facebook.com/EditorialMEC

E nada de enganos que isto é obra do Mexia, não dos chineses…

Os consumidores domésticos são o elo mais fraco no processo de liberalização das tarifas energéticas, mas também um mercado apetecível para todas as eléctricas que já operam no mercado, sobretudo nos grandes consumidores. Mas o pontapé de saída não foi animador. A campanha da EDP com o Continente, que dá descontos nesta grande superfície sobre 10% da factura de electricidade, afinal era gato escondido com rabo de fora. Desta forma, a empresa de António Mexia transferiu clientes para uma outra empresa do grupo, acabando com a tarifa bi-horária e mantendo apenas as tarifas reguladas até ao final do ano. Ao contrário de todos os restantes consumidores domésticos, que ainda terão um regime transitório até 2015.

Mais. Implicitamente, a incumbente transmitiu ao mercado a ideia de que as tarifas bi-horárias (consumo mais barato nas denominadas horas vazias) iam acabar, o que não é verdade. Num comunicado divulgado na sexta-feira, a ERSE, a entidade que regula o sector da energia, fez saber que cabe aos operadores definirem os seus preços e as tarifas que bem entenderem, afastando assim qualquer equívoco sobre a medida estar consignada no Memorando com a troika.

Claro que os criativos irão sempre dizer que a intenção era outra, mas …

Levei a manhã toda com a publicidade por cima da cabeça!

(claramente por ser o mais fotogénico e com ar sofrido de toda a sala…)

Viram como há dinheiro para quase todos os jornais diários, incluindo os desportivos, parecerem iguais por fora? E é preciso recapitalizar a banca?

Campanha Publicitária à custa da Universidade de Coimbra?

Foi notícia, no dia 13 de Janeiro de 2011, que a Universidade de Coimbra passaria a disponibilizar conteúdos audiovisuais através da plataforma iTunes U. A notícia teve ampla cobertura dos media (http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=1756109, http://publico.pt/1475044, ect…)

Como cidadão, e como Professor Universitário, é com enorme alegria que assisto à apropriação, por parte de uma Instituição de Ensino Superior Portuguesa, de mecanismos de partilha de informação como iTunes U ou Youtube, à semelhança do que acontece com tantas outras instituições congéneres do resto do mundo – quem visite o site da Universidade de Cambridge (por exemplo) fica informado, logo na primeira página, que esta disponibiliza conteúdos no Youtube, no iTunes U, tem um canal twitter, um perfil no facebook e outro no flickr.

Parabéns, pois, à Universidade de Coimbra pela sua iniciativa! Desejo vivamente que todas as outras Instituições de Ensino Superior sigam este exemplo, e disponibilizem parte do seu trabalho através destes canais de comunicação e partilha, pois acredito que é desta forma que se construirá parte significatva do sec XXI.

Há, contudo, um conjunto de pontos desta iniciativa que sinto a obrigação de sublinhar.

· A Universidade de Coimbra tem um canal no Youtube (http://www.youtube.com/univdecoimbra) desde 13 de Dezembro de 2010. No momento em que escrevo este texto, o canal tem cerca de 80 vídeos disponíveis. Não encontrei nos arquivos web da imprensa portuguesa, nem no site da Universidade de Coimbra, nenhuma referência a esta iniciativa;

· Na página que a UCoimbra disponibiliza para explicar o acesso ao iTunes (www.uc.pt/itunesU/aceda), só é explicado como aceder aos conteúdos através de um ipad (o vídeo em questão, para além de mostrar o ipad, deixa ainda entrever parte de um teclado de um computador portátil Apple e de parte de um iPhone Apple)

· O vídeo em questão está alojado no Youtube – ou seja, a plataforma iTunes U é (tão), citando o Público: “especialmente concebida para os estabelecimentos académicos”, que o vídeo de demonstração teve que ser alojado no Youtube para poder ser embebido nas páginas da Universidade!

Como cidadão e como professor, custa-me ver duas instituições que muito respeito e admiro, por razões diferentes (sou, aliás, cliente Apple) a incorrer numa campanha em que, na minha opinião, nenhuma sai particularmente prestigiada (embora acredite na sua eficácia como incentivo para a compra de ipads).

Ricardo Matos

A Portugal Telecom está a pagar publicidade de página inteira em alguns órgãos de informação para divulgar o modo como está a colaborar no equipamento das escolas portuguesas. É estranho ser a anunciar o que foi feito e não a tentar cativar clientela, mas pode ser daquele tipo de publicidade destinada a dar brilho à «marca». Uma publicidade de «prestígio», digamos assim

O interessante nesta publicidade é que a escola ideal da PT, empresa que ao que sei anda a colocar a banda larga principalmente em escolas secundárias ou EB23, mostre uma sala de aula imaculada e alva, com criancinhas imaculadas e alvas também, e um lote bem visível de Magalhães. Mais interessante, sendo distribuídos apenas 3000 até ao momento a alunos do 3º ano, há nesta sala uma jovem em segundo plano (lado direito) com perfil paara aluna do 2º CEB. Acho eu que no 6º ano as tenho bem mais piquenitas.

Outras ilações sobre a natureza deste tipo de publicidade, recursos gastos, onde são aplicados, etc, etc, deixo-os aos estudiosos da Sociologia e Economia da Comunicação e à ERC.

Eu não me sinto qualificado, embora motivado…

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