Prova De Ingresso


 

terrorista, geadas armado em santo

 

 

… forem imediatamente recusadas, pois já foi tomada uma decisão sobre a mesma matéria…

Mas… é cruzar os dedos.

A prova de avaliação para os professores contratados já não se realizará este ano lectivo. É esta a convicção da Fenprof, que acredita que o Ministério da Educação e Ciência (MEC) não terá tempo para recalendarizar a prova que estava suspensa por duas providências cautelares, mas que uma decisão recente do Tribunal Central Administrativo do Sul veio agora revogar.

Em declarações ao SOL, o secretário-geral da Fenprof explicou que, apesar de o tribunal ter levantado a suspensão da prova, os efeitos práticos das providências cautelares mantém-se. “O que estava em causa era o despacho que calendarizava a prova. Apesar de ter sido levantada a sua suspensão, as datas previstas para a sua realização já passaram. O calendário já se esgotou e tudo tem de ser marcado de novo”, afirmou Mário Nogueira. O ministério terá agora de fazer outro despacho e marcar de novo esta avaliação exigida a todos os contratados com menos de cinco anos de serviço.

MEC ganha batalha em relação à prova de avaliação para os professores contratados

O Tribunal Central Administrativo do Norte revogou uma das duas sentenças que, em Dezembro, obrigaram o Ministério da Educação e Ciência a suspender todos os procedimentos relativos à prova.

… para assegurar a realização da PACC.

O MEC manda os directores das escolas seleccionadas assegurar a realização. Os directores convocam os professores e…

… é esperar para ver como muita prosápia se desmorona.

desligada da prática pedagógica em sala de aula e sem ser no fim da profissionalização ou à entrada (mesmo) na carreira.

Pelo que não posso concordar com a posição do Arlindo que subscreve a de João Pereira Coutinho (e também não concordo com aquela janela que agora nos obriga a esperar antes de entrar no blogue).

Porquê?

Porque a argumentação comparativa com médicos e advogados implica uma regulação profissional interna e não o patrocínio do Estado. E é uma regulação sobre o exercício da profissão, nos sectores público e privado, não apenas no público.

E porque o que JPC afirma sobre o que se deveria passar em qualquer país civilizado está longe de ser a realidade ou, sequer, ser a única ou melhor solução.

E há ainda um detalhe adicional… o Estado arroga-se do direito de fazer a prova como “empregador” dos professores, mas não faz isso com os médicos e advogados que contrata. Delega numa ordem profissional (o que o actual SE Grancho defendia) que não é a “empregadora”. Para além de que a realização e aprovação na dita cuja prova não dá “emprego” seja a quem for.

Se querem comparações com médicos e advogados, então tratem os professores da mesma forma.

Ahhhh…. também discordo de uma eventual futura prova ser feita através de centros de formação… incluindo os que estão associados a estruturas sindicais.

A regulação do exercício da docência e da qualidade dos professores faz-se quando eles se profissionalizam e pode ser aferida no momento da entrada na carreira. Pretender outra coisa é colaborar numa imensa mistificação.

No Público de hoje:

Pub5Dez13

Não sou jurista, mas quer-me parecer que é melhor não depositarem demasiadas esperanças em algo que tem algumas formas de ser torneado.

Até porque o Governo e o MEC vão fazer finca-pé da coisa, mesmo que daqui a seis meses, um ou dois anos se prove que não t~em razão…

Os professores estão à espera dos tribunais?

Os protestos que inundam as redes sociais contra a prova de avaliação para docentes não têm a expressão correspondente nas ruas – longe disso. Em Coimbra, comentava-se que muitos estarão a contar que a prova seja suspensa.

Carta aberta de um professor ao primeiro-ministro: não farei qualquer exame retroactivo

(…)

Não temo como nunca temi qualquer forma de avaliação, mas não me sujeito ou humilho perante este cenário a que Vossa Excelência nos quer forçar. Não farei qualquer exame retroactivo, imposto de forma ditatorial. Se o preço a pagar for a exclusão definitiva do ensino, assumo-o. Mais importante do que as palavras que proferimos é o exemplo que perdura. A dignidade não está à venda e não posso ser incoerente com tudo o que tenho passado aos alunos que o Estado me entregou. Ainda assim tenho a esperança que Vossa Excelência tenha a humildade (uma das maiores, se não a maior, virtude humana) de reconhecer o erro que esta medida encerra e procurar novas soluções.

Texto, em apenas 2500 caracteres e uns pózinhos, para o jornal I de hoje, mas produzido a meio da semana e com um retoque, apressado, durante o dia de ontem:

*

A muito pomposamente designada prova de avaliação de conhecimentos e capacidades, para que os professores possam exercer a profissão para a qual se profissionalizaram, foi uma criação da ministra Maria de Lurdes Rodrigues no auge do seu confronto com a classe docente e foi mais uma peça numa estratégia destinada ao amesquinhamento da classe profissional que de forma mais frontal contestou as suas políticas. O actual ministro Nuno Crato decidiu retomar agora essa ideia, usando-a para desviar as atenções de outras medidas muito gravosas neste sector da governação.

Sejamos claros:

  • Esta prova visa avaliar a competência de professores que não se limitaram a fazer uma licenciatura e agora querem continuar a dar aulas. Destina-se a quem, para além de anos de exercício da profissão, obtiveram uma profissionalização específica, aprovada e certificada pelo ministério da Educação, para a docência ao nível da pós-graduação ou mestrado. E pelo que se conhece da informação-prova parece um teste de revista de fim de semana, com uma composição no  fim sobre a Primavera.
  • Esta prova não permite o acesso à carreira de professor, mas apenas a determinar se professores já profissionalizados podem exercer a respectiva profissão. Isto não tem paralelo com outras profissões, mesmo as reguladas por ordens profissionais. Um professor aprovado não obtém qualquer colocação numa escola ou mesmo a garantia de vir a exercer a docência.
  • A qualidade de um professor ou a sua adequação para exercício da docência deve avaliar-se de forma rigorosa em dois momentos: ou durante a sua formação académica e profissional ou quando que fica em condições de ingressar na carreira. No primeiro caso, isso implicaria uma regulação criteriosa da oferta e funcionamento de muitos cursos de formação de professores que proliferaram a partir dos anos 80. No segundo, a prova deveria aplicar-se a quem, em situação de efectivo ingresso, seria justo pedir que demonstrasse a sua competência para ocupar um lugar nos quadros do Estado. Mas isso só é possível num quadro de políticas educativas com sentido.

Mas há um detalhe adicional importante: quem são as pessoas que se julgam aptas para avaliar os potenciais examinados? Quem nunca fez uma prova desse tipo? Quem esteve anos a formar professores e agora acha que não estão em condições de exercer a profissão? Só que isso é sigiloso. Um mínimo de decência exigiria que as condições de produção desta prova fossem transparentes. Mas a opacidade e a mistificação tornaram-se a imagem de marca da actual governação na área da Educação.

Fica aqui para que possa medir um pouco a incompetência técnica da coisa: InfPACC2013 Anotada

Quem for fazer à espera de ficar aprovado por ser “fácil” demonstra algo que não quero caracterizar..

ABAIXO-ASSINADO

O MEC quer impor uma prova de acesso à profissão de professor a profissionais que já nela ingressaram, alegadamente para avaliação de capacidades e conhecimentos. Ora, muitos destes professores, apesar de não pertencerem aos quadros do Ministério da Educação, já exercem a profissão há mais de dez ou quinze anos de serviço (ou até mais) e foram várias vezes avaliados com notações de Bom, Muito Bom e Excelente, não se percebendo por isso que esta prova seja considerada agora pré-requisito necessário para futuros concursos de colocação de professores.

Ser professor implica formação e provas sucessivas de avaliação constantes – cinco anos de formação académica superior e um ano de estágio profissional, antes da entrada na carreira, como ainda outro ano de período probatório, depois da entrada na carreira. Faz, também, parte do enquadramento geral de pré-requisitos para concurso à carreira ou função de professor, a realização de uma prova de avaliação de conhecimentos e capacidades, para aqueles profissionais que, desempenhando a função de professores, tenham obtido na avaliação do desempenho menção qualitativa inferior a Bom.

O que o quadro legislativo agora aplicado pelo Ministério da Educação preconiza é a obrigatoriedade de realização de uma prova de avaliação de conhecimentos e capacidades, para todos os professores que não fazem parte dos quadros do Ministério da Educação, questionando objetivamente a qualidade do seu trabalho realizado, em muitos casos, durante décadas, ao serviço da educação pública em Portugal, e assim debilitando globalmente a imagem e o estatuto da profissão de Professor, junto dos alunos e dos cidadãos portugueses em geral.

Os abaixo assinados, professores dos quadros do Ministério da Educação a lecionar no Agrupamento de Escolas de Barcelos, entendem esta deliberação governamental como profissionalmente inaceitável e indigna e comprometem-se a em nenhuma circunstância se disporem a vigiar ou, muito menos, corrigir as referidas provas, se a isso vierem a ser chamados, por entenderem que essa tarefa se afasta quer de qualquer enquadramento legal ou funcional da profissão de professor, quer de um mínimo de dignidade e deontologia profissionais.

O presente abaixo-assinado será enviado para os órgãos da administração educativa, da soberania nacional e comunicação social.

Agrupamento de Escolas de Barcelos, 21 de Novembro de 2013

Guia da prova
Divulga-se o Guia da Prova e os respetivos anexos

Guia da Prova

Anexo I – Informação-Prova | Componente Comum
Anexo II – Informação-Prova | Componente Especifica (a disponibilizar de acordo com o número 4 do Capítulo III do Guia)

Anexo III – Folhas de respostas – Folha 1 | Folha 2

Isto ultrapassa largamente as minhas piores expectativas acerca da estupidez desta prova, que poderia ser um teste daqueles que apareciam nas revistas do Reader’s Digest quando eu era puto e as fazia para entreter alguma tarde de Verão especialmente entediante.
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Nem sei porque não se limitaram a aplicar um teste-padrão +para determinação rápida de QI.

Fica aqui e é muito mais pequeno e compacto que o do Portas: guia-anti-prova-fenprof.

O resto? enfim, o resto é saber quantos associados a farão e quantos dos outros acabarão por fazer o que aqui se diz que nem é obrigatório, com as mais variadas razões.

Nesse caso, a culpa é sempre individual… 👿 porque o colectivo fez a sua obrigação, incluindo pedir a benção no Parlamento aos criadores da prova.

Já esta quarta-feira, ficou disponível na página de Internet da Fenprof um «Guia Anti-Prova».

Fui à fonte e a esta hora (21.20) não dei por nada.

Quanto à FNE é divertido dizerem-se contra a prova e depois lamentarem que estejam previstos poucos locais para a sua realização. Será que só eu acho que esta argumentação é… um bocado… coisa?

Já a posição do PS, que criou a prova, é absolutamente oportunista e hipócrita:

O PS manifestou-se contra a atual regulamentação da prova. Defende a existência de avaliação contínua, recorrendo a instrumentos diversificados, com mecanismos de acompanhamento de dificuldades pontuais, e considerou que uma prova escrita seria uma ínfima parte deste processo. Na opinião do PS, é preciso reconhecer os bons professores mas entende que hoje não há avaliação do desempenho mas, tão só, um relatório. É necessário, para além disto, maior investimento na formação. O PS considera, também, que tem dado provas de ser um defensor intransigente da Escola Pública. Insiste na sua oposição à regulamentação publicada pelo atual governo e, contra o que entende ser a retórica da responsabilidade do PS nesta, matéria contrapôs a constatação de que os seus governos nunca a aplicaram.

***

Em reunião hoje realizada entre uma delegação da FNE que integrava o secretário geral, Cristina Ferreira e António Sota Martins, e uma delegação do Grupo Parlamentar do Partido Socialista que integrava os Deputados Acácio Pinto e Odete João, foi verificada uma forte convergência em relação à contestação à realização da prova de avaliação de conhecimentos e competências, considerada por ambos como uma inutilidade, para além de representar uma desconsideração em relação a milhares de docentes que têm servido o sistema educativo, alguns com mais de 30 anos de serviço.

A delegação do PS, admitindo que a existência da prova constasse do articulado do ECD, entendeu que a sua concretização eventual teria de depender de circunstâncias específicas que a justificassem, o que entende que não acontece atualmente.

Ambas as delegações verificaram que coincidem na apreciação de que a realização da prova não dá mais qualidade ao sistema educativo, nem às pessoas que venham a realizá-la.

Associação diz que professores contratados devem inscrever-se para fazer a prova

O MEC já publicou o aviso que fixa o prazo de sete dias para a inscrição na prova de avaliação de conhecimentos e capacidades.

Fica aqui: DR2_224_3SUP.

Gosto do secretismo:

IV — Locais de realização da prova
1 — A prova realiza -se em território nacional, em agrupamentos de escolas ou escolas não agrupadas e em estabelecimentos de ensino dasregiões autónomas dos Açores e da Madeira, ou outros estabelecimentos designados para o efeito.
2 — Os candidatos realizam a prova, de preferência, num agrupamento de escolas ou escola não agrupada ou estabelecimento de ensino dalocalidade indicada no formulário de inscrição para a prova.
3 — No caso de não ser possível a realização da prova na localidade indicada pelo candidato no formulário de inscrição, dar-se-á preferênciaa uma das localidades geograficamente mais próxima

Parte nuclear da argumentação de um nosso colega:

Considero injusto o fato de, sendo professor contratado, ser obrigado a realizar uma prova para me habilitar à docência uma vez que:

a) Frequentei e concluí a licenciatura em Ensino da Geografia na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa;

a) Leciono a disciplina de Geografia desde Setembro de 2000 (comecei como professor estagiário);

b) Concluí o estágio pedagógico que me habilita à docência em Maio de 2001;

c) Possuo desde essa data habilitação legal para lecionar (à altura era a única necessária e, tanto quanto sei, as leis não se aplicam retroativamente);

d) Cumpri um ano de período probatório, tal como exige a lei;

d)Trabalhei todos os anos letivos desde essa data em escolas públicas, tendo entregue os relatórios de avaliação em todos os estabelecimentos de ensino públicos em que trabalhei (oito), e sido submetido aos procedimentos de avaliação em vigor na altura da efetividade de funções;

e) Nunca obtive, nas avaliações das minhas funções, nota inferior a Bom ou equivalente;

f) Possuo ainda outras habilitações académicas superiores à licenciatura– pós-graduação  e mestrado– na área científica que leciono;

g)Recebi formação especializada para docentes pelo ministério da Educação (o que considero reconhecer tacitamente a minha habilitação profissional);

h) Possuo o Certificado de Registo de Formador, pelo Conselho Científico-Pedagógico de Formação Contínua nas áreas e domínios: Estudos Sociais, Geografia e Didáticas Específicas (Geografia), concedido a 18 de Julho de 2013 (o que me habilitará, tanto quanto penso saber pelo MEC, a dar formação a professores);

i) Enquanto professor e formador participei na formação de mais de um milhar de alunos aos quais ajudei a alcançar habilitações literárias reconhecidas pelo MEC e outras entidades e entendo que o não reconhecimento das minhas habilitações para a docência põe em causa a validade dos milhares de diplomas de alunos e formandos para os quais contribuí através das minhas funções;

Existirão outros argumentos mas estes deixam à vista algumas questões e incongruências do MEC.

José Braga Costa

Hoje é dia de manifestações em Lisboa, Coimbra, Braga e Évora. No DN, o Arlindo dá a sua opinião e divulga a sua t-shirt de luta.

PACTHirt

Todo este é um caminho que tem de ser percorrido. Não vou, sequer, tirar conclusões apressadas a partir da adesão à iniciativa.  Nem vou elaborar muito mais sobre um assunto sobre o qual escrevi há coisa de um ano aqui, quando afirmei que esta prova é uma excrescência demagógica destinada a não intervir onde seria legítimo e correcto intervir.

Agora que tenho um enorme receio que este seja um caminho que vai sendo percorrido tarde demais e com escasso impacto, isso também é verdade. Não porque a causa não seja justa, mas porque o oportunismo se tornou a regra base para a sobrevivência de  muita gente e a falta de coerência e vergonha a linha de rumo da governação.

E não sei até que ponto é politicamente correcto relembrar como desapareceu a capacidade de lobbying da FNE e outras organizações, conseguida em tempos pré-eleitorais junto do PSD.

Pessoalmente, aposto mais em que tudo acabará por acontecer, embora num destino não muito distante possa vir a revelar-se inútil. Como a ADD dos contratados.

Tribunais aceitam providências cautelares para travar exames a professores

Quer-me parecer é que basta uma ou duas não terem provimento e o MEC ainda concentra as provas todas em Baldaricos de Cima.

Quanto aos procedimentos estarem suspensos, fala-se de que procedimentos?

A prova está feita há que tempos…

… mas estou com um ataque de maturidade fora de época e nem sequer vou ser sarcástico e corrosivo como tudo isto mereceria.

“Independentemente da justiça da prova, do ponto de vista de quem a faz, está em causa o respeito pelo trabalho de quem a corrige. Um professor consciente e competente, com experiência, sabe que uma resposta com aquela dimensão demora a corrigir entre meia-hora a três quartos de horas e não se sujeitará a isto”, disse Edviges Ferreira ao PÚBLICO. Frisando que falava não como dirigente da APP, mas a título individual, comentou que “uma empregada doméstica ganha seis euros à hora” e considerou a proposta feita aos professores “ridícula”. Quase mais valia não terem oferecido nada”, disse.

Cada vez me sinto mais envergonhado por esta época em que me vi obrigado a viver.

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