Propaganda


A peça do Público sobre o bichinho de estimação (PET) made in Cambridge também foi feita com o apoio da parceria público-privada.

O que nos poderia levantar algumas questões sobre o que se investe na propaganda em torno de algo que tem uma validade reduzida para a própria Universidade de Cambridge (ao fim de 2-3 anos, os certificados valem de muito pouco por lá) e no que não se investe nos professores que são obrigados a assegurar a sua aplicação e classificação.

São opções… prioridades… whatever.

Porquê?

Mas os problemas não eram todos residuais e periféricos?

Assim sendo, para quê “dois grandes procedimentos concursais”?

Professores lesados no concurso vão entrar nos quadros

Porque conseguir sucesso com 1700  num universo de 13000 alunos não me parece propriamente uma coisa extraordinária! afinal é pouco melhor do que ter sucesso com 1 aluno em cada 9.

Não quero estar a menorizar um trabalho meritório, pois bastaria um aluno para valer a pena, mas… tanta conversa… tanto sucesso… e… afinal… a coisa tem uma taxa de sucesso de 12-13%?

“A Epis criou 1700 novos bons alunos” em 60 municípios portugueses desde que foi lançado em 2007, sintetizou ao PÚBLICO o director-geral da associação, Diogo Simões Pereira. Ou seja, do universo de 13 mil alunos apoiados desde o início, mais 1700 alunos, relativamente àquilo que eram os números antes da intervenção dos mediadores, tiveram aproveitamento escolar e passaram de ano. Em média, todos os anos, a proporção de alunos que passaram de ano aumentou em 12 pontos percentuais.

Repito… não quero ser bota-abaixo, mas as minhas expectativas eram muito mais altas em relação a esta iniciativa da EPIS… pois as intervenções que se fazem em muitas escolas, sem todo este aparato, não é raro conseguirem melhores taxas de sucesso…

Realmente… nada como uma boa estratégia político-comunicacional…

E se eu dissesse que conheço quem tenha atingido 100% de sucesso nos exames de final de ciclo com alunos com NEE integrados nas turmas regulares?

Também posso dizer a quem o conseguiu que vão ser recebidos na Assembleia da República e que podem ser apoiados?

E que a sua experiência deve ter como horizonte todo o país?

Soldadores, mecânicos de carros, operadores de máquinas ou técnicos para a indústria automóvel. Estas são algumas das 23 áreas de prioridade elevada das escolas no ensino profissional no próximo ano letivo.
.

O foco está centrado maioritariamente em formar trabalhadores para a indústria e para aquilo que pode ser exportado.

O presidente da Agência Nacional para a Qualificação do Ensino Profissional (ANQEP) – agência do Governo que coordena esta área – Gonçalo Xufre, diz que estas prioridades para o ensino profissional foram definidas com base em estudos e depois de ouvir as necessidades das empresas.

Para além de formar alunos para trabalhar na indústria, o ensino profissional deve também apostar em áreas como os técnicos especialistas em vinhos ou que trabalhem com idosos, bem como técnicos comerciais e de vendas.

Eu já perdi o roadshow. Uma pena…

Quanto ao mais… é uma forma de subsidiar indirectamente uma série de empresas e empreendedores, mas já se tinha percebido que era esse o objectivo…

 

 

Segunda estarei em Fafe.

 

O programa da parte da tarde é um mal disfarçado debate para promover o ensino dual com duas das poucas empresas que poderão dar-lhe um empurrão…

Sinto falta de um ramirílio num qualquer painel destes… ali pelo meio das experiências de sucesso.

Agit-Prop

O final é comovente. Alguém está com receio de…?

Ministério da Educação e Ciência – Comunicado de Imprensa

Comunicado de Imprensa

Concluída a primeira fase de preparação do ano letivo, de forma a assegurar as atividades letivas regulares integrantes indispensáveis das matrizes curriculares, inicia-se agora uma nova etapa. É o momento de pôr em curso medidas para o Sucesso e Prevenção do Abandono Escolar previstas na Revisão da Estrutura Curricular, no despacho de Organização do Ano Letivo, no decreto-lei que regulamenta a Escolaridade Obrigatória e no Estatuto do Aluno e Ética Escolar, em discussão no Parlamento.

É objetivo do Ministério da Educação e Ciência a melhoria dos resultados reais dos alunos e o aprofundamento da autonomia das escolas. Neste sentido, lembramos que estão em discussão pública as novas metas curriculares de cinco disciplinas.

É também necessário garantir que o alargamento da Escolaridade Obrigatória até os 18 anos se traduza num maior sucesso escolar dos nossos alunos. Surge um conjunto de funções educativas que não existiam nas escolas, mas que importa agora assegurar.

Estas medidas permitem potenciar os recursos disponíveis nas escolas. Todos os professores são necessários para o sucesso escolar dos nossos alunos.

Entre outras medidas a implementar, destacamos as seguintes:

Medidas a implementar ou reforçar de imediato:

.         Oferta de Percursos curriculares alternativos e Programas Integrados de Educação e Formação (PIEF) adaptados ao perfil e especificidade dos alunos;

.         Oferta de um Sistema Modular no Ensino Básico Geral e no Ensino Secundário Geral, para maiores de 16 anos;

.         Ofertas educativas alternativas com utilização de recursos próprios ou cedidos por agrupamentos de escolas próximas, nomeadamente no ensino recorrente e de adultos, cursos profissionais e ensino articulado;

.         Possibilidade de desdobramento das turmas do ensino profissional na vertente de formação específica/técnica, tendo em conta os recursos disponíveis em cada escola;

.         Possibilidade de os docentes de Educação Visual e Tecnológica lecionarem disciplinas no 3º ciclo de escolaridade;

.         Possibilidade de docentes das TIC realizarem manutenção do Plano Tecnológico da Educação (PTE) nas escolas através da redução da sua componente letiva;

.         Possibilidade de recurso a docentes de determinados grupos de recrutamento para desenvolver atividades de expressão artística.

Medidas que as escolas irão programar de acordo com a afetação de recursos que considerarem adequadas:

.         Extensão do calendário escolar para os alunos do 4.º ano de escolaridade com maiores dificuldades, e possibilidade de realização de uma segunda prova final.

.         Reforço do apoio ao estudo no 1.º e 2.ºciclos do ensino básico que permita um maior acompanhamento aos alunos (previstos 200 minutos em cada ano de escolaridade do 2.º ciclo);

.         Possibilidade de criação de grupos de homogeneidade relativa em disciplinas estruturantes, no ensino básico, que promovam a igualdade de oportunidades através de uma atenção mais dirigida aos alunos;

.         Possibilidade de oferta da iniciação à língua inglesa no 1.º ciclo, com ênfase na sua expressão oral;

.         Criação de ofertas complementares pela escola, no âmbito da sua autonomia, nas áreas de cidadania, artísticas, culturais e científicas;

.         Desenvolvimento do “Desporto Escolar” no 1.º ciclo, com recurso a docentes de educação física do mesmo agrupamento ou pertencentes a agrupamentos próximos;

.         Integração de docentes de Inglês, Educação Física e Expressões nas Atividades de Enriquecimento Curricular, nos casos em que as escolas são a entidade promotora;

.         Possibilidade de permuta das áreas curriculares de Português e Matemática no 1.º ciclo, por vontade expressa dos docentes;

.         Reforço do apoio à gestão das agregações;

.         Gestão, apoio e desenvolvimento de atividades nas Bibliotecas Escolares;

.         Integração das Equipas multidisciplinares nas escolas, nos termos definidos no Estatuto do Aluno e Ética Escolar.

Medidas a realizar no âmbito da autonomia das escolas, atendendo aos recursos disponíveis:

.         Possibilitar a Coadjuvação de docentes de Português e Matemática e na área das Expressões no 1º ciclo, e nas disciplinas estruturantes em qualquer nível de ensino.

.         Criar um programa de tutoria de modo a ajudar os alunos a superar as dificuldades de aprendizagem, a integração no espaço escolar e na sala de aula;

.         Realizar atividades de compensação ou de apoio pedagógico acrescido para a melhoria da aprendizagem ou reposição de horas letivas perdidas por razões não imputadas ao aluno (doença, desporto federado etc.);

.         Oferecer o aprofundamento da língua portuguesa através de atividades que facilitem a integração dos alunos oriundos de países estrangeiros e dos nacionais com dificuldades na leitura, compreensão e interpretação de textos;

.         Proporcionar estudo orientado para apoiar o aluno no desenvolvimento de métodos de trabalho, de estudo, de pesquisa, análise, tratamento e interpretação da informação recolhida e de organização do tempo escolar e de estudo;

.         Realizar orientação escolar para os alunos do 8.º e 9.º ano de escolaridade, com vista à melhor identificação da área de estudos a seguir no ensino secundário;

Estamos certos de que as medidas agora apresentadas contarão com o apoio de toda a comunidade educativa. Diretores, técnicos, alunos, pais e, principalmente, professores são fundamentais para que a qualificação real dos portugueses seja cada vez maior e suporte o desenvolvimento do país. Todos os professores são necessários para o sucesso escolar.

Lisboa, 17 de julho de 2012
Gabinete de Comunicação do Ministério da Educação e Ciência

A legislação deste MEC torna-se cada vez mais um clone da legislação de há alguns anos, tanto na forma como no conteúdo.

O mais recente exemplo tem um daqueles intróitos programáticos propagandísticos que aterrorizam qualquer um pela vacuidade ou falsidade do que enunciam:

A autonomia da escola é reforçada através da oferta de disciplinas de escola e pela possibilidade de criação de ofertas complementares, bem como por uma flexibilização da gestão das cargas letivas a partir do estabelecimento de um mínimo de tempo por disciplina e de um total de
carga curricular.

Isto são balelas, assim como recuperamos passagens dignas de qualquer um dos escritos que Nuno Crato tanto criticava:

Por outro lado, no presente diploma pretende -se que a educação para a cidadania enquanto área transversal seja passível de ser abordada em todas as áreas curriculares, não sendo imposta como uma disciplina isolada obrigatória, mas possibilitando às escolas a decisão da sua oferta nos termos da sua materialização disciplinar autónoma.

Temos as transversalidades, claro, e temos ainda as declarações de amor à língua e à cultura que se atropelam em seguida. Leia-se o artigo 3º:

n) Valorização da língua e da cultura portuguesas em todas as componentes curriculares;

Sei que é um pormenor, mas no que ficamos? No Ensino Básico como se chama a disciplina de Língua Portuguesa/Português? Não é o facto em si que me incomoda (nas matrizes é “Português” que surge), é o evidente descuido como tudo isto é feito. Basta ver duas passagens do mesmo artigo do diploma, o 26º, sendo que a alínea b) é um monumento em si mesma:

b) A avaliação sumativa externa, da responsabilidade dos serviços ou entidades do Ministério da Educação e Ciência designados para o efeito, que compreende a realização de provas finais nos 4.º, 6.º e 9.º anos de escolaridade, as quais incidem, respetivamente, sobre os conteúdos dos 1.º, 2.º e 3.º ciclos nas disciplinas de Português, Matemática e na disciplina de PLNM.
2 — No 1.º ciclo do ensino básico, a informação resultante da avaliação sumativa interna materializa -se de forma descritiva em todas as áreas curriculares, com exceção das disciplinas de Língua Portuguesa e de Matemática no 4.º ano de escolaridade, a qual se expressa numa escala de 1 a 5.

O resto descarrega-se aqui e são mais de 75 páginas. Faz lembrar outras coisas deste género, de ma memória.

A saudade nos rostos
insuportavelmente lindos

Hoje o chão está sensível como
a pele dos lábios
debaixo dos pinheiros

em todos os pontos a consciência
está em equilíbrio
no fio da navalha do sim e no fio da navalha do não

[Göran Sonnevi]

Ministro Miguel Relvas inaugura novo Centro Escolar de Ferreira do Zêzere

Tem sido um fartar vilanagem… mais de 27 milhões para o “Estado Social(ista)”…

Mais de 11 milhões em propaganda. Por ajuste directo.

PS aproveita Novas Oportunidades

Os centros públicos de Novas Oportunidades receberam pedidos de testemunhos de formandos para serem apresentados hoje na sessão de campanha eleitoral do Partido Socialista que decorrerá em Vila Franca de Xira.

É sempre útil lembrar que Cavaco Silva foi, durante muito tempo e no mandato que implicava trabalhar para a reeleição, presença assídua nestes eventos:

Secretário de Estado da Educação inaugurou cinco escolas em Lousada

Cinco centros escolares – Santo Estevão, Lustosa, Vilar do Torno e Alentém e Torno, a funcionar desde o início do ano lectivo, e Macieira, a funcionar desde Fevereiro de 2010 – foram, esta terça-feira, oficialmente inaugurados, em Lousada. As cerimónias contaram com a presença do secretário de Estado da Educação, João Trocado da Mata, que sublinhou o esforço da autarquia lousadense para a concretização destes equipamentos de nova geração que promovem a igualdade de oportunidades. Na sua intervenção, Jorge Magalhães estes equipamentos envolveram um investimento de 6,5 milhões de euros. Actualmente, realçou o autarca lousadense, a execução da Carta Educativa do concelho ronda os 70 por cento. Faltam ainda construir os centros escolares de Caíde de Rei, Casais, Cristelos, Lodares, Meinedo, Nespereira e Sousela.
.
Quando começa o período de nojo em relação a estas coisas?

Pedro Passos Coelho disse sobre as Novas Oportunidades algo que me parece incontroverso: o processo de certificação de competências desenvolvido pelo feudo de Luís Capucha limita-se, mesmo que não na totalidade da sua acção quotidiana, a produzir diplomas que servem para dar uma ilusão de qualquer coisa a muitas dezenas de milhar de pessoas que, no essencial, permanecem com o mesmo potencial de empregabilidade.

A maior parte do dinheiro é gasto no aparelho burocrático certificador. Nada de comparável é gasto, por exemplo, na tentativa de colocação dos certificados em situações profissionais mais favoráveis.

O aparelho burocrático CNO é o principal sorvedouro de um manancial de subsídios europeus que se perdem num exercício destinado a produzir uma aparência de qualquer coisa. Os ganhos efectivos dos certificados – excepto o sempre estimável, mas temporário, aumento da auto-estima detectado por um estudo liderado por Roberto Carneiro – são residuais e não conheço nenhum estudo ou avaliação com uma amostra significativa (e não encomendado a amigo ou amiga ou amigo de amiga ou amiga de amigo) que demonstre que os certificados pelos CNO melhoraram significativamente de vida após a certificação, ou um ano depois.

Se existe, para além de conversa fiada, mostrem-no, explicitando as características do método usado e critérios da amostra seleccionada.

Passos Coelho disse o que muita gente sabe e lhe transmitiu.

Mas caíram-lhe em cima com a máquina da verborreia e da culpabilização, seleccionando e distorcendo parcelas do que disse, para o denegrir.

E, neste caso, acho que ele merece ter o devido apoio e não ficar a defender-se sozinho, perante a inépcia de quem o rodeia.

O programa Novas Oportunidades é uma enorme máquina de propaganda, oleada com verbas europeias, comandada por alguém com enormes preconceitos ideológicos e uma postura altamente criticável na forma como tenta intimidar quem tem opinião divergente. O mais confrangedor é que há sempre um pequeno napoleão, um pequeno ditador em potência, quando se dá poder e dinheiro para distribuir a quem acha que, por sentir que só ele subiu a pulso a vida, os outros lhe devem alguma coisa.

O programa Novas Oportunidades terá tanto impacto na qualificação efectiva da mão-de-obra nacional quanto o tiveram os cursos do agora longínquo FSE. Quase nulo, portanto.

E estaremos cá para o lembrar quando a poeira assentar.

Quando se fizer o cálculo custo/benefício desta enorme operação de produção de diplomas e se perceber que foi uma forma extremamente hábil de sorver fundos europeus para um aparelho burocrático clientelar e diversas equipas de estudiosos disponíveis para certificar a qualidade da certificação.

Tudo aquilo que o aparelho de propaganda deste PS produz em contrário, demonizando críticos e hiperbolizando vantagens não passa de uma cortina de fumo. Aliás, tanto alarido só por causa da possibilidade de um olhar externo atento sobre a operação é bem significativo de certas aflições se for caso de prestar contas a sério.

O problema é que este octópode tem muitos tentáculos e tingiu muitos recantos.

E ao escrever isto, sei que arrisco alguma visita. Aliás, em tempos, a mesma foi insinuada ali num parque de estacionamento…

O que o Governo de Sócrates fez por nós até agora?

Mais um documento do Secretariado Nacional de Propaganda:medidas – resultados .

… a 7 de Maio com a Paula L. de cordão ao pescoço à espera do senhor engenheiro e ele que não apareceu:

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