Promíscuo Q. B.


 

Atacado por pulgas.

 

Aquela coisa, hoje, na Gulbenkian, em que até o tão pretensamente neutral PR colaborou na pré-campanha eleitoral para as europeias do PSD.

Até ao dia das eleições até o Divino (por influência do Paulo P.) é capaz de descer à terra para ajudar a descer os juros da dívida e fazer aparecer o crescimento económico.

 

TRON

 

 

«O mais correto é dizer que a atividade política em Portugal se transformou numa mega central de negócios», disse dando como exemplo que quando a legislação central das PPP foi aprovada a Comissão das Obras Públicas tinha na sua composição sete deputados que acumulavam as funções de administradores em empresas de obras públicas.

Questions on Tory donor school role

An MP has claimed a Conservative Party vice-chairman was involved in the business management and governance of a flagship free school in Bradford which became mired in financial irregularities involving public money.

E é este tipo que está ligado aos cortes nas pensões e outras coisas assim com argumentos da treta?

Claro que ele tem toda a legitimidade para ganhar a vidinha como bem entende. Mas, assim sendo, porque veio ele meter-nos agora as mãos nos bolsos enquanto governante? Não estava satisfeitos?

Porque, neste caso particular de alguém que foi trabalhar para uma empresa que desconhecia pouco tempo antes, é difícil acreditar em amor à coisa pública.

Governante recebia 20 mil euros da Ongoing

Secretário de Estado da Segurança Social recebia 20 mil euros por mês da Ongoing Brasil.

E note-se que em 2002 ele era presidente da FLAD…

Machete trabalhou no escritório que defende angolanos

A PLMJ, uma das maiores sociedades de advogados nacionais, representa alguns dos “cidadãos angolanos” referidos sexta-feira no comunicado da PGR. Rui Manchete foi ali consultor desde 2002.

Tory strategist Lynton Crosby in new lobbying row

Exclusive: Firm he founded, Crosby Textor, advised private healthcare providers how to exploit NHS ‘failings’.

Continua por fazer uma “cartografia dos interesses” na área da Educação e muito em especial da sua privatização. Fez-se alguma coisa com o grupo GPS, sublinhando o cruzamento de influências nas áreas do PS e PSD com menção  cargos anteriores de responsáveis e consultores, mas há outros grupos na sombra, à espera da sua vez de aumentarem o seu quinhão.

Essa cartografia deveria contemplar dois eixos…

  • O da diacronia, analisando o trajecto de alguns dos mais firmes defensores do primado da eficiência da gestão privada no mercado da Educação. O que não é difícil, apesar dos habituais lapsos curriculares que acontecem, de forma conjuntural, e por necessidades de síntese.
  • O da sincronia, detectando como certas figuras estão aqui e ali ao mesmo tempo, como especialistas ou assessores ao serviço oficial de quem tem como missão defender o interesse público mas também como investigadores e consultores em grupos com interesse em obter fatias importantes da coisa pública.

A promiscuidade que já foi possível desvendar em relação às “velhas” PPP rodoviárias, poderia facilmente prevenir-se com a imposição de um certo período de nojo a quem está ansioso por “novas” PPP na área da Educação (e Saúde).

Não é que seja difícil ver, há é quem insista em não olhar ou não ver. Ou então não lhes deixam olhar.

Sondagem ou propaganda?

Por acaso tenho notado que há mudanças curiosas no fluxo de encomendas de sondagens. Há menos e há altos e baixos, conforme…

A tal coisa da accountability (ou um mínimo de decoro) não funciona com esta malta, já criada no húmus da falta de vergonha.

Quem mantém um relvas, mantém mil.

Os partidos da Oposição criticaram hoje de forma dura o papel desempenhado por Sérgio Silva Monteiro na questão da renegociação do contrato entre o Estado e a Lusoponte, chegando mesmo alguns a pedir a demissão do secretário de Estado das Obras Públicas.

A demolir por completo esta gente que brinca com os segredos do Estado e a privacidade de cada um. Gente à venda, gente que vende, gente que se vende.

Fétido, tudo isto.

O Presidente da República, existe?

Lamento, mas não há instituições a funcionar de forma regular e democrática em Portugal. Há muito. Mas cada vez o cadáver cheira pior.

  • 4 de Janeiro de 2011 (atenção à questão do paradigma, sempre jeitosa em entradas de leão ou leoa):

Maçonaria: «É preciso um registo de interesses»

Defendeu a vice-presidente da bancada do PSD na TVI24

  • 5 de Janeiro de 2011 (a saída de sendeira, já sem novo paradigma):

Relatora do PSD diz que titulares de cargos públicos não têm de revelar pertença a sociedades secretas

O que precisamos é de um pingo de vergonha em algumas caras. Já basta um pingo. Doce ou amargo.

Estado admite funcionários em organismo que vai desaparecer por fusão

A Direcção-Geral de Reinserção Social vai contar a partir de 2 de Dezembro com mais 55 técnicos superiores. As admissões estão a provocar mal-estar em vários serviços, numa altura em que está assente o desaparecimento desta direcção-geral por fusão com os Serviços Prisionais.

(…)

Para isso contribuiu também uma polémica originada pelo facto de um filho de um subdirector da Reinserção Social ter obtido 19,5 valores no concurso, e, assim, ter ficado no primeiro lugar após a classificação de 17 candidatos que já tinham vínculo à Função Pública ou estavam no quadro de mobilidade.

Sobre esta classificação, a Inspecção Geral dos Serviços de Justiça efectuou uma averiguação que concluiu pela “ausência de qualquer ilegalidade”. Ainda assim, segundo o MJ, o candidato Manuel Couto, “face às suspeições levantadas, desistiu do mesmo (concurso)”.

Se foi tudo legal e transparente, porque desistiu?

… seria boa ideia pensar numa lei da separação do Estado do Futebol.

E o que é válido para os Dragões de Ouro é válido para os Stromp ou para uns eventuais Eusébios de Prata (não sei se o SLB atribui coisas destas, penso que sim…). O poder político, em especial governantes em exercício, deveriam ter capacidade para se auto-conterem e não participarem neste tipo de beija-mão público (ou privado). Mas não.

Foto colhida aqui.

… atendendo ao contexto de crise que até poderá desencorajar ainda mais o dispêndio com os métodos anticoiso?

É a seiva que anda fraca ou é mesmo a predisposição que anda menos viçosa?

Portugal é o segundo país do Mundo com menos nascimentos

Ok… é apenas racionalidade económica familiar. Um neo-neomaltusianismo.

Atenção especial ao secretário de Estado em causa, ao facto de ter sido avisado e de quem ganha com o negócio (Mota-Engil, BES).

Estradas Portugal: «erro de cálculo» custa milhões

Empresa pública foi prejudicada em 600 milhões de euros. Quem ganha é o grupo privado Ascendi.

… até porque o valor e características da obra mudam conforme as fontes. Algo que não se estranha em Portugal, em geral, e na Madeira, em particular.

Os valores oficiais do Governo regional são uns (e especifica-se que se trata da sede e centro de formação do SPM, não apenas uma das partes), os apresentados pelo SPM são outros:

Sede e Centro de Formação
Antes dos agradecimentos calorosos às diversas entidades, individualidades e empresas envolvidas, a oradora informou que o custo global da obra ascenderá a 3 milhões e 800.000 Euros, incluindo trabalhos preparatórios e registos. Dois milhões (53% do total) são suportados pelo SPM. Um milhão e 800.000 (47% do total), são financiados pelo FEDER, através do Programa INTERVIR+ (Programa Operacional de Valorização do Potencial Económico e Coesão Territorial da RAM).

Clarificou que o co-financiamento do FEDER recai e incide, apenas e exclusivamente, na componente física e de equipamentos destinados ao Centro de Formação Contínua. As componentes Sede do SPM são suportadas, apenas e exclusivamente, por este.

Esta versão não é corroborada, como disse, pelos outros dados disponíveis.

Por outro lado,todo este episódio reaviva-nos memórias de como nos anos 90 o Estado comprou uma paz social com os sindicatos, entrecortada por bailinhos anuais da greve por mais uns por cento de aumento, graças às verbas comunitárias e outros apoios.

Bailinho de Jardim e Mário Nogueira

A inauguração da sede do Sindicato dos Professores no Funchal, juntou ontem o improvável num mesmo acto oficial – o presidente do Governo da Madeira, Alberto João Jardim, e o líder da Fenprof, Mário Nogueira. “Se o problema da dívida existe, e aqui de dimensão agravada, é bom recordar que não é por responsabilidade de quem, honestamente, tem como quotidiano o trabalho”, referiu no discurso o sindicalista, que ao CM frisou não estar ali a fazer campanha pelo PSD madeirense.

Se os dados fornecidos pelo SPM são os verdadeiros (financiamento apenas pelo FEDER e SPM), não se percebe como a inauguração é mantida para o período da campanha eleitoral ou porque, não se querendo mudar a data por ser o Dia Mundial do professor, se aceita que AJJ faça campanha eleitoral nas instalações do SPM e não se tenha permitido a presença de outras personalidades políticas da região não alinhadas com o Governo Regional.

É impressão minha, ou um Jardim maioritário dá imenso jeito para que todos os outros se desresponsabilizem?

Há aqui algo que me deve estar a escapar. Uma formação paga para explicar a legislação aos directores, dada por pessoas que os deveriam informar, por inerência das suas funções no MEC e às quais devem recorrer em situação de dúvida ou problemas?

Não há por aqui um cheiro estranho a…

Afinal quem é que mexeu os cordelinhos para promover o capitão?

Ricardo Salgado: “Governo está a atuar de forma excelente”

O presidente do BES demonstrou a sua “confiança” na equipa liderada por Passos Coelho.

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