Projectos


… que falta de origem oficial ou há sempre um detalhe burrocrático a ultrapassar.

Por isso, aqui fica o destaque para o projecto da

Orquestra Cajabucalho

Está aqui, porque o pdf está protegido e eu não tive paciência para dar a volta à coisa.

Parece que sim e comecei hoje a escrever para isso…

Regressando aos meus velhos temas…

Um piezo custa 0,2 €. E prefiro-o a um pick-up.

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Livro lido.

Recebi para aí uma dezena ou mais de mails com a proposta do CDS para alterar o Estatuto do Aluno na forma de um powerpoint com 13 slides.

Embora menos atractivo, prefiro ler mesmo o projecto de lei entregue na Assembleia da República para debate na 6ª feira.

É difícil dizer que alguma coisa me provoca desafeição. Mais do que alguns aspectos mais restritivos (como a redução do número de faltas injustificadas permitidas e os seus efeitos) desta proposta, acho importante que o tom com que estes assuntos são abordados na opinião pública mude e deixe de oscilar entre o baixar o pau neles e a desculpabilização permanente.

Em suma, se estas propostas forem aprovadas, o Estatuto do Aluno ficará certamente melhor, mas tanto melhor quanto exista a vontade de o levar à prática, o que nem sempre acontece ao nível dos órgãos de gestão, nem é bem visto em alguns ambientes centrais ou intermédios do ME.

Ainda não li em detalhe mas parece-me bem mais simples e exequível do que a anterior. Não será por falta de alternativas e por causa de um vazio que o PS se poderá justificar.

ANTE-PROJECTO DE LEI N.º_____ /X
ESTABELECE UM MODELO INTEGRADO DE AVALIAÇÃO DAS ESCOLAS E DO DESEMPENHO DE EDUCADORES E DOCENTES DO ENSINO BÁSICO E SECUNDÁRIO

Também consigo viver bem com esta solução, mesmo que seja apenas transitória. Já não existe apenas a do CDS.

O que não interessa é agora disputarem a primazia e anularem-se entre si.

Divulgação das escolas seleccionadas para o projecto Mais Sucesso Escolar

Seria interessante comparar esta lista com os rankings feitos anualmente. Conheço de forma (in)directa duas delas, uma por ser da freguesia onde vivo a maior parte da minha vida (e faz muito bem em ter concorrido a este programa) e outra por ter por lá passado quando estava em equiparação a bolseiro e a minha cara-metade lá ter estado alguns anos. E neste caso espanto-me um pouco. Mas é interessante que, em especial neste segundo caso, se aposta em fazer melhor.

Mas espanto-me mesmo é por não ver nas listas aquelas outras escolas que todos sabem terem péssimos resultados mas que depois, por questões de imagem, preferem não concorrer a estes programas.

E muito, muito Alentejo nesta lista.

A ideia não me parece má de todo:

Mais sucesso escolar:
Edital para apoio a projectos de melhoria dos resultados escolares

O Ministério da Educação (ME) lança um programa de apoio ao desenvolvimento de projectos de escola para a melhoria dos resultados escolares no ensino básico, com o objectivo de reduzir as taxas de retenção e de elevar a qualidade e o nível de sucesso dos alunos.

O meu problema passa um pouco por aqui, que acho estranho, sei lá porquê:

A apreciação dos projectos é realizada por um grupo de trabalho nomeado para o efeito, que integra representantes de escolas envolvidas na concepção e no desenvolvimento de estratégias diferenciadas no combate ao insucesso e ao abandono escolares, designadamente dois representantes da Escola Secundária com 3.º Ciclo da Rainha Santa Isabel e do Agrupamento de Escolas de Beiriz.

Este grupo de trabalho tem, também, como missão a elaboração dos referenciais de formação de professores dirigida às escolas abrangidas, bem como o acompanhamento dos projectos seleccionados.

E também me espanta que isto surja em final de mandato, porque se esta era uma prioridade porque surge só agora este tipo de projecto?

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O projecto avança, com estudos sobre os principais protagonistas. Neste caso um camelo que…

A partir de umas ideias iniciais minhas, na altura dando origem a umas experiências com o stripgenerator, um amigo meu, o desenhador e azulejista Luís Cruz Guerreiro, propôs-me a produção de uma tira semanal aqui para o blogue com o título O Deserto da Educação, em tons de fábula algo onírica e grafismo claramente FC, porque nda disto se pode passar fora de uma realidade alternativa.

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Ficam por aqui os estudos iniciais, estando já prontas duas tiras para a inclusão a partir da próxima semana e, eventualmente, para aproveitamento posterior no livro do Umbigo. Os guiões das primeiras tiras estão um pouco datados pois remtem para contextos específicos do ano de 2008.

Sou claramente um tipo muito cosmopolita e com défice de papelada em casa, para hoje me ter dado a mania de comprar o The Times, só porque lá traz algo que a edição online também mostra. Só que eu gosto mesmo é de ler no papel, pois não sei – desde que o homem foi à Lua e isso – se isto não é tudo uma grande mistificação, os computadores, a net e etc.

times8dez08Bom, passando o início de desvario, vamos aos assuntos sérios: em Inglaterra querem transformar o currículo, agrupando as diversas disciplinas em áreas de «compreensão», de acordo com um modelo que – dizem os proponentes – estaria mais de acordo com os nossos tempos, ensinando mais «tecnologia» e menos «tradição». Algo do género: ensinem-nos como mexer com as maquinetas do presente, não vale a pena que eles saibam como chegámos aqui.

Algo muito vizinho da educação ideal para os adoradores do choque tecnológico socrático, destinado a criar alunos desmemoriados e acríticos, meros autómatos capazes de carregar nos botõezinhos e ecrãs interactivos dos gadgets da pós-pós-modernidade.

Embora apresentando o projecto de aprendizagem de base temática (theme-based learning) como visando privilegiar o aprofundamento os conhecimentos em vez de os dispersar em amplitude, a verdade é que esta é uma proposta virada para o ensino generalista, onde tudo se mistura, num aglomerado de fronteiras difusas, onde se percebe um pouco de tudo mas nada, ou quase, de específico.

Porque é difícil afirmar-se que se aprofunda o conhecimento, quando se agrupam e amalgamam diversas disciplinas, tornando-as indistintas.

Aliás, basta ler o tom dos argumentos a favor e contra o projecto para se perceber muita coisa. De um lado escrevem-se frases como «os dias dos professores a ladrar [vociferar?] factos acabaram há muito», enquanto do outro se questiona «o que está mal em decidir que assuntos devem entrar, por quanto tempo, e em que extensão»?

De um lado, da modernidade tecnológica, temos generalidades servidas por teorias pouco fundamentadas para além de um senso comum , na acepção mais pobre do termo, ditado pelas modas e servido por uma grande agressividade retórica, enquanto do outro, dos aparentes tradicionalistas, se contrapõem questões lógicas e interrogações concretas às quais não são dadas respostas.

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Projecto transnacional na Escola Secundária Soares Basto (Oliveira de Azeméis)

E tem logo a ver com gastronomia, embora pense que ficamos a perder. A nossa é melhor do que a esspanhola e finlandesa, acho eu…

Mais detalhes aqui.

Não é um modelo muito fluído ou simples, mas como é um ante-projecto aberto á discussão, tudo bem. A seu tempo será aqui melhor analisado.

Mediadores querem trazer “alunos à terra”

Associação de empresários acredita que intervenção dos seus mediadores vai diminuir número de negativas
Trinta e sete por cento dos alunos do 3.º Ciclo tiveram três ou mais negativas no 1.º período no último ano lectivo. Os professores estão habituados a esta tendência, as notas são depois corrigidas até ao Verão, mas uma associação quer inverter a situação.

“Até ao Natal, andam na lua e o nosso objectivo é trazê-los à terra”, explica, ao JN, Diogo Simões Pereira, director-geral da Associação Empresários para a Inclusão Social. A EPIS está no terreno, desde Setembro do ano passado, a montar uma rede de mediadores e a identificar alunos e famílias de risco. Objectivo: combater o insucesso escolar no 3.º Ciclo.

A EPIS acredita que no final do próximo ano lectivo conseguirá, através do seu projecto, diminuir o número de negativas dos alunos. Se em 2010 os resultados forem positivos, o objectivo é alargar a estratégia ao 2.º Ciclo. E assim sucessivamente até chegarem ao 1.º Ciclo, onde começam as deficiências de aprendizagem, sintetizou Diogo Simões Pereira.

Não sou, à partida, contrário à ideia da existência de «mediadores», embora não perceba muito bem porque é necessário que seja uma iniciativa de empresários para colocar um projecto deste tipo em prática.

É certo que o ME quer fazer poupanças e que o crédito de horas para as tutorias é diminuto, mas no fundo muita coisa poderia ser feita no âmbito dos próprios recursos humanos das escolas, caso a autonomia fosse a sério na gestão dos horários.

Quanto a esta iniciativa, eu destacaria o facto de – ao contrário do que o ME quer fazer acreditar para vender os seus professores generalistas de aviário e uma potencial reforma dos ciclos de ensino completamente errada – o maior problema com o insucesso escolar se encontrar no 3º Ciclo e não no 2º Ciclo, ao qual gostam de atribuir a origem de traumas nos alunos em virtude de uma transição que só os faz crescer.

Por isso mesmo, a existir intervenção e reorganização ou reforma curricular, ela deve incidir principalmente na articulação dos 2º e 3º CEB. Quem não percebe isso, é porque nem anda no terreno, nem sequer saber ler as sacrossantas estatísticas.

Graças à Maria Ema, que me enviou a referência.

Alguém conhece melhor o que se anda a fazer? É que eu nunca ouvi falar deste tipo de intervenção que, pelos vistos, também só terá mobilizado cerca de uma dúzia de docentes no ano que agora termina.

Lançamento do Projecto aLer+

O director-geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular, Luís Capucha, vai participar na sessão de lançamento do projecto aLer+, que decorre na sexta-feira, dia 20 de Junho, a partir das 10:00 horas, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

Mas quem diz que estes lançamentos são para os professores que devem aplicar estes projectos no terreno?

Afinal havia outra boa razão para comprar hoje o Correio da Manhã e ela passa pela página 15 onde se dá conta dos apoios à investigação na área da Educação por parte da Fundação para a Ciência e Tecnologia.

Afirma-se que em 2006 foram aprovadas 27 (em 100) propostas, com um custo global um pouco acima de 2,2 milhões de euros. Afirmo desde já que não acho muito dinheiro, desde que ele seja bem empregue.

Quanto a isso, nada como observar os projectos que mais dinheiro receberam: este com 192.800 euros e este com 169. 527. Este último arrancou apenas no passado mês de Outubro e é interessante como tem movimentado algumas gentes por Castelo Branco, seu Instituto Politécnico e imprensa local. Entretanto na passada semana foi notícia a ligação deste projecto àqueloutro que dá pela designação de MediaSmart.

Quanto aos restantes projectos, a pesquisa continua, pois eu gosto de estar actualizado nestas matérias e de ter conhecimento do que se vai fazendo de interessante por aí, mesmo se com escassa visibilidade ou divulgação fora dos círculos directamente envolvidos.

Autarcas lançam escola de sucesso

Um projecto-piloto que visa criar escolas de excelência combatendo, para isso, o insucesso escolar foi ontem formalmente apresentado aos cinco municípios do país que foram convidados a aderir. A iniciativa que decorreu na Batalha, é do centro de estudos da Universidade Nova (UN), liderado pelo ex-ministro da Educação David Justino.
Coube ao presidente da Câmara da Batalha, António Lucas, explicar que o “Projecto RSCXEL – Rede de Escolas de Excelência” pretende ajudar os estabelecimentos de ensino a pensar o futuro da educação. Para isso e numa primeira fase do projecto será criada uma base de dados sociológica das escolas da Batalha, Constância, Castelo Branco, Loulé e Oeiras, onde constarão dados da população, seus rendimentos e escolaridade.
Com o conhecimento da realidade, as autarquias irão depois rever as Cartas Municipais de Educação e perspectivar investimentos de futuro. O centro de Estudos da UN recolherá todos os dados fornecidos pelas autarquias, procura exemplos de sucesso em escolas do País e no estrangeiro e dará directivas a seguir nestes cinco municípios.

Resta saber se o «sucesso» anunciado à partida se concretiza, qual a metodologia usada e quais os critérios para o medir.

A propósito deste meu post a deputada Ana Drago teve a gentileza de me enviar os projectos de lei apresentados pelo Bloco no Parlamento e que aqui ficam para que possam opinar sobre o assunto e assim contribuirmos para o seu eventual aperfeiçoamento (bloco1.doc, bloco2.doc).

Depois da minha alegada colagem à Fenprof e depois ao PSD, agora podem acrescentar a colagem ao BE.

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