Profissionalização


A morte dos sósias.

Despacho 17019_2011. Profissionalização em serviço.

um alucinado continua em contramão

Neste momento o Ministério da Educação prepara-se para não deixar concorrer dezenas de milhar de candidatos (que o ministério não chama professores pois não têm licenciatura em ensino) com habilitação própria que leccionam à vários anos disciplinas como informática (grupo550), electricidade e electrotecnia(grupo 540), economia (grupo 430), artes visuais( grupo 600) educação tecnológica (grupo 530), disciplinas ligada área mecânica e disciplinas ligadas à construção civil. Nestes grupos os profissionalizados em serviço não são suficientes de forma nenhuma. Estes profissionais embora não tenham sido formados na variante de ensino (pois nestas áreas não existe formação em ensino nas universidades) são competentes e são muito importantes na formação de electricistas,electricistas automóveis, Técnicos de Informática, Técnico de electrónica, Mecânico de automóveis, técnicos de construção civil, picheleiros, etc que o país necessita urgentemente.  Segundo o novo projecto de diploma de concursos só pode concorrer quem tiver profissionalização. Estes profissionais só podem aceder à profissionalização em serviço pela lei actual quem tiver 5 anos de serviço docente efectivo.
Acerca da profissionalização no grupo 550 (informática) e outros acima referidos em que as pessoas leccionam com habilitação própria é necessário 5 anos de serviço(se tiver 4 anos já não dá) no público para aceder à profissionalização em serviço.
Saíram recentemente as listas de admitidos à profissionalização em serviço de pessoas que leccionam em escolas privadas. É de ficar espantado pois aparecem lá pessoas admitidas a profissionalização em serviço com muito menos que os 5 anos exigidos no público, tem lá admitidos à profissionalização com 0 dias de serviço. Como é possível que tanta discriminação?
http://www.dgrhe.min-edu.pt/Portal/WebForms/Docentes/PDF/Docente/Profissionalizacao2008/ListaDefinitivaGraduacao20082010.pdf
À primeira vista parece mais uma forma de quem tem um “conhecimento” fazer um contrato trabalho mínimo de 2 anos, dá aulas no privado até fazer a profissionalização com pouco tempo de serviço e a seguir comcorrer para o público e passa à frente de todos os outros. Uma injustiça tremenda para os docentes do ensino público pois as pessoas do privado para obter profissionlização em serviço não precisam de nem 1 dia de serviço enquanto para o público para aceder à profissionalização precisam de 5 anos de serviço.

António Ferreira
Docente com habilitação própria