Profecias


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um estudo da OCDE. Pim!

É só estudantes!

 

Deram as chaves da quiuvilhã ao socrinhas. Em cerimónia piública.

A como é que está o latão?

socrinhasalpha

 

O psd  ‘stá a governar mal c’mó carapau, manos, agora imaginem o Tóino Che no lugar do califa, perdão, da cáfila, aqueles nossos tipo funcinários.

 

Dislexia, só pode.

MEA CVLPA!

Antes de se tornarem bois boys bóis. Com ou sem iscas.

Life Is Fine

I went down to the river,
I set down on the bank.
I tried to think but couldn’t,
So I jumped in and sank.

I came up once and hollered!
I came up twice and cried!
If that water hadn’t a-been so cold
I might’ve sunk and died.

But it was Cold in that water! It was cold!

I took the elevator
Sixteen floors above the ground.
I thought about my baby
And thought I would jump down.

I stood there and I hollered!
I stood there and I cried!
If it hadn’t a-been so high
I might’ve jumped and died.

But it was High up there! It was high!

So since I’m still here livin’,
I guess I will live on.
I could’ve died for love–
But for livin’ I was born

Though you may hear me holler,
And you may see me cry–
I’ll be dogged, sweet baby,
If you gonna see me die.

Life is fine! Fine as wine! Life is fine!

[Langston Hughes]

A Mãe De Todas As Coreografias

Piloto Automático

Com Fafe Ninguém Fanfe

Desde o início do ditoso ano de 2010 que o Ministério da Educação é uma entidade virtual, meramente cosmética, em tudo o que tenha a mínima implicação com a gestão financeira desta área da governação.

Resta à ministra a alegria com as «metas de aprendizagem» (que faz acreditar serem uma novidade…), ao SE Trocado da Mata andar pelo país numa de vendedor de ilusões e ao SE Ventura ter arranjado uns amigos novos para partilhar mágoas.

O resto é matéria do ministério da Finanças e não há que enganar: o terreno está a ser preparado para algo giro (o mais certo com a aplicação aos docentes das regras gerais da Função Pública) a arrancar o ano lectivo (para entreter as hostes até ao foguetório de inaugurações no dia 5 de Outubro) e depois para justificar novo congelamento nas progressões. Isso só para começar, que me parece vir aí coisa pior.

Do lado dos sindicatos, teremos uma multiplicação de iniciativas em trono da causa perdida da contabilização da avaliação para a graduação profissional. Haverá muitas notas e conferências de imprensa cada vez que for intentada nova acção ou algum epifenómeno tão irrelevante quanto os que existiram até agora nesta matéria. Bom… por sindicatos, entenda-se aqui a Fenprof que, bem ou mal, ainda existe, enquanto a FNE faz por parecer que existe, o SINDEP e o SPLIU surgem à tona d’água quando algum jornalista lhes faz uma pergunta, estando a restante dezena de agremiações sindicais entregues a uma existência de papel selado.

Quanto aos professores, estão entregues a si mesmos, num sistema que foi fragmentado e feudalizado em extremo, restando linhas de resistências locais e pouco mais. A luta neste momento é apenas por conseguir bolsas de oxigénio para ir respirando e esperar que nada corra tão mal quanto vai parecer que vai correr.

O alargamento (eleitoralista) da escolaridade para 12 anos é para ser feito sem custos adicionais, enquanto se esbajna dinheiro a rodos na ficção das Novas Oportunidades, pelo que esperem que o que venha a mudar seja para pior, ao contrário do que vos prometeram no rescaldo do acordo.

Quanto às vozes tresmalhadas irão ficando cada vez menos e mais cercadas por todos os lados, na tentativa dos actores pré-instalados eliminarem o ruído e reocuparem o espaço que esteve fugazmente perdido. Nesse aspecto, há uma confluência de interesses para se regressar à coreografia pré-2005. Restarão em maior sossego os encavalitados na luta, ou seja, aqueles que falam muito, mas arriscam nada, pois estão fora das escolas a tentar ganhar créditos para uma alternativa formalmente pacificadora, quando a actual clientela der lugar à nova.

Não sei bem se isto é um balanço da situação em matéria de Educação. Acho que não. Acho que é só uma pinceladela. A fazer um balanço a sério, seria uma obra muito mais ao negro. Sempre se poupava nas cores.


… ou seja, eis sexta-feira treze. Neste dia dá azar atropelar um sócras? Dá, para esse sócras.

Depoimento completo para esta peça do site Educare sobre as expectativas quanto à nova ministra:

Depois do mandato de Maria de Lurdes Rodrigues e do tom que o caracterizou, tanto na forma como no conteúdo, qualquer mudança é bem-vinda por parte dos professores. É um daqueles casos em que a mudança, só por si, já é um ganho. Por isso, e pelas suas características pessoais, Isabel Alçada foi acolhida com uma expectativa positiva pela generalidade dos docentes.

Dela se esperam mudanças importantes na substância das políticas educativas relacionadas com os professores e a organização das escolas públicas, assim como no estilo de relacionamento com os parceiros (sindicatos, mas não só) e na forma de comunicar com a opinião pública, prescindindo do tom acintoso e habilidades estatísticas em que a sua antecessora se distinguiu.

As suas primeiras intervenções, marcadas por um contexto de campanha eleitoral, não devem servir para anteciparmos a sua acção como ministra da Educação. Vai ser necessário esperar pelos seus primeiros actos concretos para se fazer uma primeira avaliação. Neste contexto, é muito importante saber se é reaberto o processo de revisão do ECD e a atitude perante o modelo de avaliação dos docentes.

Um aspecto complementar à sua nomeação é o da escolha dos seus secretários de Estado. Os nomes que foram conhecidos parecem ser uma escolha alheia, parecem-me que não serão escolhas pessoais da nova Ministra, antes parecendo o resultado de uma remodelação na continuidade do anterior governo. Tudo indica que, mais do que a Ministra que será o rosto sorridente para o exterior, serão os secretários de Estado a assumir a condução de muitos dos dossiês mais polémicos desta área da governação. O que não é um augúrio especialmente bom.

Quem pensa que a «conflitualidade» nas escolas diminuiu está profundamente equivocado. Pelo contrário, a fase pior está por surgir quando o cruzamento da fase final da avaliação-simplex com a fase inicial de muitos mandatos dos novos directores produzir uma mistura certamente explosiva e tão mais explosiva quanto maior tenha sido o número de aderentes às classificações de «mérito».

Mas eu confesso que não tenho pena nenhuma. Não tenho vocação para galináceo.

É capaz de ser do anticiclone dos Açores.

Ou não…