Presidenciais


Não acredito. Mesmo, mesmo.

Um tipo que se farta do pântano há quase 15 anos quererá a ele voltar, presidenciá-lo, quando está ainda mais fétido?

Nem passa pela ONU, este ou aquele cargo, a teórica hesitação, mas tão só pela necessidade de Costa aquietar as hostes encenando a miragem do candidato desejado e que ninguém contestaria.

Mas terá de ser outro.

(se me enganar, então estou pronto para politólogo comentador, residente e com avença…)

Talvez consiga, enfim, fazer mesmo qualquer coisa para a História. QUe os tea parties, de lá e de cá, se calem por um minuto e tentem respeitar a democracia que tanto proclamam admirar.

Secret Bain documents reveal that Mitt Romney is rich

Secret Bain documents reveal that Romney has a lot of money doing complicated things in a lot of strange places.

A rendição ao chá.

Romney introduces VP pick Paul Ryan as part of ‘comeback team’ GOP ticket

Decision to choose ultra-conservative Tea Party hero will offer voters a stark choice from Barack Obama’s fiscal politics.

Clint Eastwood endorses Romney’s presidential bid

É obra!

Depois da sua intervenção, um dos presentes perguntou a Mário Soares «se estaria disposto» a apoiar a candidatura de Carvalho da Silva a Presidente da República e a sua resposta foi clara: «Teria muito prazer».

Nicolas Sarkozy en direct : “Je m’apprête à redevenir un Français parmi les Français”

François Hollande élu président de la République, avec 51,9 % selon les dernières estimations.

Mais dados aqui.

A quem interessar…

 

Os dois principais candidatos não chegam aos 60% juntos, na melhor das hipóteses, de acordo com as sondagens:

O socialista François Hollande venceu Nicolas Sarkozy na primeira volta das presidenciais francesas. Hollande terá conquistado entre 28,4 e 29,3% dos votos, ao passo que Sarkozy terá arrecadado entre 25,5% e 27%, de acordo com os primeiros resultados oficiais anunciados após o fecho das urnas, às 20h locais.

(…)

A candidata de extrema-direita, Marine Le Pen, ficou na terceira posição, à frente do “candidato surpresa” desta campanha eleitoral, Jean-Luc Mélenchon, que representa os comunistas e parte da extrema-esquerda. Marine Le Pen terá obtido entre 18,2 a 20% dos votos, ao passo que Mélenchon ter-se-á ficado pelos 10,8%-11,7%.

Por seu lado, o quinto candidato mais votado, François Bayrou, terá obtido entre 8,5% e 9,1% dos votos, ainda assim longe do seu resultado de 2007 (18%).

Os restantes candidatos estão bem atrás dos cinco mais votados: a ecologista Eva Joly terá obtido entre 2,1% e 2,3% dos votos, Nicolas Dupont-Aignan entre 1,5% e 2,1%, o trotskista Philippe Poutou entre 1,2% e 1,3%, a outra trotskista Nathalie Arthaud entre 0,5% e 0,6% e Jacques Cheminade cerca de 0,3%.

A taxa de participação cifrou-se em cerca de 80%, uma percentagem muito elevada mas ainda assim inferior à registada em 2007 (83,77%). Esta afluência acaba por dissipar os temores de uma grande abstenção (cifrou-se nos 19,7%) no seguimento de uma campanha que, segundo diferentes sondagens, pouco mobilizou os franceses numa altura em que a palavra de ordem é “crise”.

Présidentielle : le taux de participation était de 28,29% à midi

La présidentielle 2012 en direct

A única vantagem é que se Santorum ganhasse a nomeação seria trucidado nas eleições.

Romney Defeats Santorum By 8 Votes In Iowa

(…)
Romney, a former Massachusetts governor, had 30,015 votes. Santorum, a former U.S. senator from Pennsylvania and an upstart challenger who just weeks ago polled in the single digits, had 30,007, the state GOP said.Each had roughly 25% of the vote in Iowa, the first state to vote in the 2012 presidential caucus and primary season. Paul, a U.S. representative from Texas, had 21%.Former House Speaker Newt Gingrich was at 13%. Perry was at 10%, Rep. Michele Bachmann of Minnesota had 5%, and former Utah Gov. Jon Huntsman had 1%.State GOP officials said certified results will be released in two weeks.

Recolha do Livresco:

 A Especiaria:

QUEM REPRESENTA O PRESIDENTE CAVACO?

A Pomba Livre:

será que cavaco também vai chamar medíocre a D.Januário?

A Torto e a Direito:

Resultados Eleições Presidenciais 2011, em Portugal

Dar à Tramela:

CAVACO E A SUA SOMBRA NEGRA

Elevador da Bica:

É isto um Presidente?

O Gato Maltês:

José Sócrates: um vencedor da noite

Pérola de Cultura:

Eleições presidenciais

Sol da Guarda:

Prémios TIRIRICA: Eleições Presidenciais

Para o PS o desfecho significou que o partido está completamente desarticulado interiormente e que só a força centrípeta do poder mantém as partes ainda ligadas. É verdade que a estratégia de Alegre buscar o apoio de Sócrates procurou iludir isso, mas a verdade é que o PS de Sócrates e Soares não é o de Alegre e nessa indefinição se ficou. Quem votou em Alegre? Que facção do PS? A que mais quer ver Sócrates fora da liderança do partido ou aqueles que mais lhe são fiéis? Em quem terá votado o engenheiro? A avaliar por declarações de certas personalidades, é bem possível que alguns vultos tenham votado Nobre ou anulado. A vitória de Cavaco foi má, mas nenhum cenário seria grande coisa e a vitória de Alegre seria embaraçosa numa 2ª volta. Sabendo que Cavaco não gosta muito deste PSD e abomina o CDS de Portas, Sócrates sabe que só sairá de PM se se demitir, pois Cavaco não se arriscará em, mesmo a arrancar o mandato, dissolver a AR e convocar umas eleições de resultado incerto, como se viu pela sondagem da Intercampus para a TVI. Ora, Sócrates não se demitirá, por teimosia e não só. Pelo que este foi um desfecho pouco favorável, num panorama em que nenhum desfecho seria bom.

Para o PSD a vitória de Cavaco Silva já na primeira volta é aquilo que seria previsível e em nada muda muito um cenário, em que o PR manifestamente não quererá antecipar eleições, em que uma alternativa de centro-direita não tem quaisquer garantias de ter maioria na Assembleia, mesmo em coligação. E como se sabe a estima que Cavaco tem por Portas. Pelo que o PSD, salvo hecatombe – e Pedro Passos Coelho percebeu-o – está destinado a ficar à espera. O que é chato, obviamente. E nem adiantará ameaçar que se vier aí novo PEC o chumbará no Parlamento, pois duvido muito que a esquerda (Bloco e PC), vá nisso e acabará por arranjar maneira de votar contra qualquer moção de censura se estiver em perigo a queda do Governo. Portanto, estas eleições não significam nenhum  novo ciclo político. Cavaco Silva prefere, de longe, um governo enfraquecido do PS do que um governo do PSD/CDS saído de eleições, com uma legitimidade fresquinha.

O PCP foi partido que mais ganhou – ou não perdeu – com estas eleições. O resultado em si (entre 6 e 9% era tudo possível e aceitável) não interessa, mais interessando ter ganho o crédito de «não ter virado a cara à luta» como afirmou Jerónimo de Sousa em certeira ferroada ao Bloco que muito cedo se colocou sob o manto de Alegre e acabou – objectivamente – do mesmo lado que aquele PS que tanto diz combater. Numas futuras eleições, o PCP saberá puxar deste trunfo para entalar o Bloco junto de algum eleitorado à esquerda do PS. Uma estratégia ganhadora com apenas 7% de votos.

O maior derrotado da noite foi o Bloco, por ter visto esfrangalhar-se por completo a tentativa de canibalizar o PS pela esquerda, cometendo o mesmo erro do sapo que achou já ser suficientemente crescido para engolir um boi, por magrinho que pareça estar. O apoio muito precoce a Alegre prejudicou este junto do PS e a aliança informal entre Louçã e Sócrates no apoio ao mesmo candidato é um daqueles erros que só comete quem está com muita pressa de qualquer coisa. É certo que Trotsky teorizou a aceleração da História em certas fases, mas no tempo dele ainda não vivíamos na idade da velocidade mediática. Para além disso, abriu o flanco às críticas do PCP.

Para o CDS, nem aqueceu, nem arrefeceu. Ganhou o candidato que apoiavam, mas com a certeza que é alguém que só em caso extremo gostaria de ver Portas num Governo. pelo que, por enquanto, ficam à espera na fila, um lugar atrás do PSD.

Fora do chamado arco parlamentar, foi ainda um fracasso o apoio muito tardio, e sem grande lógica argumentativa, do MRPP a Alegre, por razões parecidas às do Bloco. Não se pode estar contra as políticas de um partido e um governo e estar ao lado do seu candidato a Presidente, por amigável que este pareça.

Pesquisa do Livresco:

Arcádia:

Vencedores e vencidos

Aventar:

E esta noite, o Cavaco e a Maria, o que irão fazer

E Agora?

Eleições Presidenciais…do Presidente da República, ok?

Do Portugal Profundo:

A fraude da eleição presidencial

Garden of Philodemus:

Eleição: fim

Nortadas:

Será contra-informação?

O Insurgente:

Cavaco atira a toalha ao chão

Permanente Reencontro:

A coerência de Sócrates

No qual caem, ou parecem cair, os próprios candidatos a PR.

Que a eleição presidencial é unipessoal e a pessoa é que conta.

Não é completamente verdade.

Então e os cortesãos, explícitos ou implícitos?

Eu votaria, sem dano para a consciência, em Alegre ou Nobre, não fossem eles e elas.

Que se viam à luz mais clara, ou mais difusa. Empurrando o unipessoal.

Porque as cortesãs e os cortesãos depois vão (pre)encher a Corte, porque é necessário (pre)enchê-la. Mesmo que seja uma Corte no exílio.

Como aconteceu com Alegre e corre o risco de acontecer com Nobre, mesmo se a eminência parda já não estiver a encaminhá-lo(a)s.

A Monarquia acabou há mais de 100 anos, mas os ademanes nem por isso.

Aqui. Falta apurar uma freguesia e uns consulados.

Reparem como não apresentam a abstenção…

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