Poupanças


E logo na área da Saúde?

E sempre por ajuste directo, devido a “ausência de recursos próprios”…

Os exemplos podem ser imensos, pelo que apenas escolho alguns ridículos…

Poupancas

Refeições escolares ainda piores, ainda mais frias (poupa-se no aquecimento), com fruta mais pequena e estragada, saladas com vegetais mais murchos e proteínas (carne ou peixe) ainda mais indeterminadas à vista e ao paladar.

(mais vale aumentar o que pagam os alunos sem subsídio do que continuar com o que se passa em muitas cantinas com refeições concessionadas pelo preço mais baixo… ainda acho pouco o que se desperdiça, atendendo à cólidade… e não vale a pena acusar apenas os alunos por serem “esquisitos”…)

Porque há pouco conhecimento da máquina da administração pública. Em 2012, houve uma grande preocupação em reduzir a despesa pública. De acordo com os dados da Direcção-Geral do Orçamento, as despesas de pessoal na administração directa, institutos públicos, regional, local e segurança social representarão no final deste ano 15 mil milhões de euros, menos 14% do que em 2011. Enquanto isso, as aquisições de bens e serviços – viagens, telecomunicações, serviços de segurança, etc – atingirão os 22 mil milhões de euros, ou seja, mais 14% do que em 2011. E aqui não incluo os dados da Saúde porque é dirigida por um ministro que conhece muito bem a administração pública e tem os gastos efectivamente controlados. Ora, quando o primeiro-ministro pede para se saber como se podem cortar 4 mil milhões de euros, temos uma proposta muito simples!

Vale a pena ler, até porque não é especialista da ONU.

Ou mesmo despedir enfermeiros, professores, etc?

ExpEco8Nov12Expresso – Economia, 8 de Dezembro de 2012

Mais aqui.

O MEC decidiu encomendar e suportar os encargos (mesmo que pouco relevantes, ao que dizem) de um estudo exigido pelas escolas privadas com contrato de associação (e outras que o desejam ser) sobre os custos médios por aluno.

Não sei se o MEC estará disposto para fazer um outro estudo – não poderiam a ANDE e ANDAEP exigi-lo?sobre os custos marginais que implicaria a absorção pela rede pública dos alunos que frequentam a maioria das escolas privadas subsidiadas.

O raciocínio é simples: se o número de alunos está em queda (14% segundo o ministro nos dias em que conta com as NO) e se existem professores com horários-zero essa inclusão não se revelariam orçamentalmente muito problemática ao nível do pessoal docente.

Quanto à eventual distância a percorrer por alguns alunos, se os do 1ºciclo podem fazer dezenas de quilómetros pela manhã, também os dos restantes ciclos o poderiam fazer com encargos (passes sociais ou transporte municipal) relativamente reduzidos.

Como os professores contratados do ensino privado já vão poder concorrer às vagas da rede pública, penso que tudo se resolveria a contento e com evidente vantagem para o OE, pois se deixaria de pagar uma renda anual de muitos milhões de euros.

Mas será que interessa fazer esse estudo?

Alguém poderá exigi-lo, pedi-lo ao MEC e o pedido ser atendido?

Não me parece, pois a conclusão seria – quase por certo e olhem que eu nem sugeriria nenhum ex-presidente de um sindicato para o coordenar – que seria muito mais barato integrar os alunos em escolas com contratos de associação na rede pública do que manter os contratos.

Isto não é estar contra a iniciativa privada. É apenas usar a lógica de adoptar a solução mais barata.

São boas no Terceiro Mundo para onde estamos a voltar, por isso…

Omega Schools is a chain of low-cost private schools serving poor communities in Ghana. Girls make up 52% of enrollment and all pupils are from the lowest two income quintiles. A partner hardship fund extends access to orphans. Its first school opened in September 2009. Currently it has 11 schools with 6,500 children, with 10 more to open in September 2012. By 2021 it will serve 200,000 students and will have demonstrated a workable, scalable, sustainable and replicable model of how to extend access to high-quality, low-cost education for low-income families across the world.

… fechar as escolas da Parque Escolar e deslocar os alunos para as tradicionais EB 2/3, caso incluam o preço das instalações nos custos operacionais por aluno.

Estando eu numa escola em que é preciso pais e escola andarem a mendigar tinta para pintar o exterior do pavilhão, não me apetece ser confundido, em termos de encargos, com a centena de palácios da PE e da festa socrática.

A bem do rigor comparativo.

Se eles comeram 6 franguinhos assados à guia, com batatinha frita e arroz basmati, mail’a saladinha bem temperada, e eu fiquei com uma sandes de mortadela sem manteiga, porque diabos aceitarei que digam que comi três frangos? Nem sou comunista…

Como complemento, gostaria de saber se, caso os cursos profissionais passem mesmo para os Politécnicos, um futuro cálculo dos encargos dessa decisão incluirá o custo dessas instalações.

… que se acabe com organismos que funcionam mal, falham previsões, implicam muitos gastos e podem ser substituídos por formas mais baratas de fazer o mesmo.

Por exemplo…

O Ministério da Educação vai ter em 2013 uma verba semelhante ao que irá gastar este ano, cerca de 6.700 milhões de euros, de acordo com a proposta de Orçamento de Estado (OE) entregue hoje no Parlamento.

O valor previsto equivale a quatro por cento do Produto Interno Bruto (PIB), tal como no ano passado, e tem o valor exato de 6.753,5 milhões de euros, mais 20 milhões do que a despesa prevista com educação para este ano, prevê o texto entregue pelo ministro das Finanças na Assembleia da República.

Em 2011, o Estado gastou mais 1.125 milhões (4,6 por cento do PIB) no setor da educação do que conta investir no próximo ano.

New schools to be smaller after coalition cuts building budget

Corridors, assembly halls and canteens to shrink in size under government proposals for 261 replacement buildings.

Michael Gove’s war on architecture: curves fail the test

A clampdown on so-called architectural extravagance means British schools will no longer feature anything other than straight lines. Why is the joy of curves lost on our education secretary?

New school building designs hit by curve ban

Government bans curved, glass and folding walls and orders concrete ceilings and render cladding to cut costs.

The Dark Side of the School Meals Business

Experts now believe that frozen strawberries from China are behind a massive outbreak of the norovirus that recently affected thousands of schoolchildren in eastern Germany. The episode merely illustrates the deplorable state of school lunches, a problem no one seems willing to fix.

Quando o que interessa é apenas o custo, acabamos assim… até na florescente, próspera e angélica Alemanha que tanto seduz os nossos sobredotados.

É ridícula a conjugação destas poupanças com turmas de 30 alunos para os professores mais antigos com a carga lectiva completa, enquanto muitos dos mais novos dos quadros andam com 6-8 horas e projectos.

Em termos de gestão de recursos humanos vai imperar a irracionalidade e a ilógica.

Crato poupa 77 milhões com professores contratados

 

Galicia agrupará en la misma aula a niños de 6 a 12 años para ahorrar

Educación recupera el modelo de las antiguas escuelas rurales unitarias.

Mas a parte boa é que há dinheiro fresco para os bancos (que não da escola).

Neste caso permitiu adquirir por 8 euros o que em tempos custaria 63. O engraçado, caso passem pela mesma loja, é notar como as meninas das caixas agora retiram os selos com os preços de ocasião.

Perguntar a um bibliófilo quanto ele pagou por um livro é uma indiscrição, mas perguntar quanto vale é pedir uma informação. Não se chame de novo-rico àquele que lhe disse logo quanto pagou por um belo exemplar. Geralmente, é porque pagou barato e tem vaidade de ter feito uma pechincha. Os pechincheiros muito vaidosos chegam até a diminuir o preço que pagaram. Há, também, os que pensam valorizar seus livros, aumentando o custo. São os vaidosos espertos que só enganam os leigos. (Ruben Borba de Moraes, O Bibliófilo Aprendiz. Lisboa: Letra Livre, 2011, p. 45)

Pais estranham refeições cada vez mais baratas

A Confederação de Associação de Pais estranha que os preços das refeições das escolas sejam cada vez mais baixos e pede aos pais para que estejam atentos ao que é colocado nos pratos dos filhos.

A sério… muita refeição que deixa mesmo muito a desejar. Por vezes, é quase melhor não saber. Aliás, basta perceber pela forma como são devorados os lanches e como é preciso reforçá-los com o passar do tempo.

 

Números do Currículo do 2º Ciclo

Escolas evitam ligar aquecimento para poupar…

Pergunto eu: já alguma ligou?

Aqui no deserto, como bons camelos que somos, nem sabemos o que é isso do aquecimento… Por mim, não posso ligar o que não há…

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