Post Cifrado


 

Aquela questão das carruagens foi demais, meu! Soube-se que o gabinete de advogados que tratou das questões técnicas – indicou a bitola errada! Conforto, qual conforto?

 

… em que a maldade humana parece ser o que predomina em certos espíritos, a par da mentira, da tentativa de manipulação e da vontade de fazer o mal a outrem por não se ter mais nada dentro que valha a pena.

Não sei se esperava, como encarregado de educação, ter de aguentar aquilo que nunca aguentei como professor, de certas criaturas que a natureza fez com que progenitassem contra todo o bom senso. E depois percebe-se que os rebentos não podiam ser de outra forma, pois a cepa original já estava estragada.

 

Ainda há quem ande por aí com falta de bicarbonato de sódio e não sou eu, pois tenho um estômago resiliente e activo.

A seu tempo, a seu tempo. Não há pressa.

O resultado de dividir por um é o valor original.

Mas há gente tão inteligente, NÉÉÉÉÉ…

Na rede, a escorregar por ela, outros a quererem ir a banhos, outros a querer uma luta permanente desde que não seja já agora. E depois há os que, como eu aqui, falam de qualquer coisa, não a nomeando directamente, não vá a palavra maldita queimar-lhes a língua ou os dedos. Isso e a exibição de pergaminhos de luta imensa no poial da escada, fumando ao luar encoberto, provocam um certo sorriso. Sim, a luta tem donos. São eles, felizmente, que aqui ninguém quer tirar nada a quem já pouco tem. Se nem réstia de humor conseguem encontrar fora do formato… só mesmo a velinha do incenso…

… a Educação em Portugal não será a mesma…

Na política tornou-se prática comum.

Seja do lado da Situação passageira, seja da Oposição transitória.

Agora até começa a atingir as Alternativas fugidias.

Se o Governo fracassa com fragor, mas finge que não, parte da Oposição acompanha-o, dando o não dito por dito a tempo. Não, não disse.

No caso da Educação a regra mantém-se. O ministro finge que não se espalhou ao comprido. O problema é que beneficia de algum folclore da malta dos epifenómenos, que consegue ver sucessos imensos, e por acção exclusiva, em vazios evidentes.

Enunciar o sucesso não passa de Verbo e, na ausência do demiurgo original (ou do grande pum primordial), não o transforma em Carne ou Coisa, mesmo se enunciar é um Acto.

(com direitos de autor da expressão para a minha amiga Leide)

Há dias assim. Em que se sabem coisas que é bom saber, que nos fazem perceber que, em tempos, se fizeram coisas bem feitas, se cumpriu o dever, mas que deixam um travo amargo por se saber que o crédito nunca nos será dado, mesmo se por cá não se anda para palmadinhas nas costas.

Não me interessa se o post fica cifrado para quase toda a gente, se é um momento de descarga pessoal de um misto de bílis e auto-complacência: Mas apetece-me, até que mais não seja para que o estado d’alma tenha um registo para a posteridade.

E porque este blogue não serve só para o que os outros querem ler, mas também para aquilo que me apetece escrever. E porque a minha vida, que existia, existe e existirá muito para além deste espaço, nem por isso deve ser invisível em todos os aspectos.

Para colocar a coisa em termos simples: como muita outra gente, mas a mim doem-me mais as minhas coisas, nestes últimos anos aguentei com muita merd@ (desculpai-me as almas sensíveis, mas o que é, é, e deve ser nomeado enquanto tal) em matéria de PPP: nos planos Pessoal, Profissional e Político.

O último pouco me interessa, o primeiro não é para aqui chamado se não no sentido de ser afectado pelos outros dois. Resta, portanto, o plano profissional, sobre o qual, no seu comezinho quotidiano, raramente aqui me debruço por várias razões, quase todas elas facilmente compreensíveis e já explicadas. Mas que tem sofrido várias caneladas ao longo do tempo, umas à distância, outras mais de proximidade.

E são as de proximidade que mais me custam. Em especial em duas vertentes: quando se é objecto de acusações injustificadas e por vezes a roçar a demência e quando se não vê o trabalho reconhecido, talvez por se o fazer como se fosse fácil e natural.

Quanto às primeiras, de que vou tendo as costas cicatrizadas ou já quase imunes, o tempo acaba por demonstrar o seu disparate, mais tarde ou mais cedo.

No caso das segundas, infelizmente, por vezes passa demasiado tempo e nem sempre quem deveria reflectir sobre certas coisas que não aconteceram e agora acontecem o faz. Ou, pelo menos, não dá sinal de o fazer. O que vai dar quase ao mesmo.

Ao longo dos anos sempre tive poucas regras na minha conduta profissional, que raramente obedece a mais do que a  um conjunto de características que nem toda a gente associa a mim: prevenção de situações friccionantes, respeito pelos outros, algum tacto e transparência de processos. Quase sempre, na parte que a mim directamente diz respeito e às funções desempenhadas, as coisas correm bem e os potenciais conflitos são desarmadilhados antes da fase de explosão. Quase sempre, fiz os possíveis por proteger quem deveria ser protegido e tentei que fosse compreendido o que é compreensível, não escondendo o que estava evidentemente mal. Nem sempre fui assim tratado, mas esse é todo um outro campeonato a três voltas, incluindo uma em campo neutro.

E assim certas coisas pareceram correr sem problemas, de modo fácil. Talvez tenha sido esse o erro, não aumentar as insignificâncias, deixar gangrenar situações, ser arrogante, não prestar explicações. E depois armar-me em vítima. Talvez a conduta certa seja andar com queixinhas, sempre em romaria para… sempre em busca de cobertura.

É sempre interessante saber que certas coisas acontecem, em condições bem mais favoráveis, quando antes não aconteceram quando as ditas condições eram bem menos propícias.

O erro de fazer parecer fácil o que não é. O erro de tentar sempre proteger todos os envolvidos de conflitos desnecessários: alunos, professores, famílias. O erro de, como profissional, ter buscado sempre a transparência e a frontalidade. Para depois ver serem protegidos aqueles que cultivam a vitimização e o coitadinhismo, capas bem fininhas para outras coisas.

Pois… afinal o iracundo e irascível… sempre soube retirar a tempo as cavilhas das minas espalhadas no terreno, que gente bem mais competente e preocupada vai pisando com fragor.

O tempo passa, deixa-nos mais velhos, menos pacientes, mas… às vezes dá-nos o (único) afago que nos resta.

Obviamente, este é um post que cede aos meus humores, não carecendo de grandes comentários.

… já há espaço para estados d’alma por aqui? Até que ponto isto é um espaço pessoal, para humores e desamores meus e do Fafe, ou temos de estar a medir até que ponto podemos revelar-nos de acordo com a nossa liberdade?

Por vezes, há correntes subterrâneas, exigências desmedidas, que quase nos obrigam a ser para além de humanos e assumir uma postura que não é a mais livre. E não pode ser.

Todos fazemos escolhas, mas até que ponto temos de escolher a não pensar em nós e no que nos apraz, só para aprazer a quem falta algo?

E fico-me, por agora, por aqui, porque não quero ir mais longe.

Boa noite, amiga Leide. Don’t be dark blue. Light blue is better.

Bozar. Rem bozar alinquinfe, eeuf quivta noort gtigar bozar. Icf bozar.

A falta de acusações sobre jantares anti-sindicais. Será que a mensagem fez o trajecto certo, passando por todas as estações e apeadeiros até chegar ao destino?

Não faz bem o meu género. É próprio da excitação de newbies de todas as idades.

… perder tempo a fazer horários nos 2º e 3º ciclos? Há garantias de alguma coisa ou é preciso depois levar o fim de Agosto ou o início de Setembro a fazer acertos e remendos?

Há garantia de que as coisas ficam assim, assado ou grelhado?

Não valerá mais meterem férias já e voltarem mais cedo uns dias?

Cá por mim pode ficar tudo na mesma, medalhas para os do costume, migalhas para os outros.

… até fazer doer a vista.

Feitas com o máximo de cuidado e reserva, pois detesto que conversas semi-privadas que mantive se tornem públicas. Portanto, omitem-se datas específicas, protagonistas e locais.

Ficam só os traços gerais, para que se percebam certos subterrâneos disto tudo. Nada de novidade para mim, que não nasci ontem (felizmente, pois nesse caso chegava ao mundo numa altura muito chata, sem cheque-bebé e tal…) e, como se verá, fiz a minha vida como dantes.

Em certo tempo, com algiuns meses de diferença, foram-me propostas duas conversas por alguém ligado a uma…. como poderei dizer… uma instituição existente em Portugal.

Nessas duas conversas foram-me colocadas questões sobre a situação da Educação, das lutas dos professores, do país e etc, etc, aquilo que é habitual numa sondagem deste tipo. Respondi o que pensava, prática que comigo é habitual, sendo muito curta a diferença entre o que digo em público e privado. Em privado tenho apenas tendência para me rir mais e fazer um ar de isto não tem remédio, logo…

Em seguida (1ª conversa) foi-me perguntado se estaria interessado em ser convidado por essa instituição para esta ou aquela actividade. Respondi que nada me movia contra tal instituição e que participaria de bom grado se fosse convidado para algo que me interessasse.

Mais tarde (2ª conversa) foi mesmo proposta uma actividade concreta de intercâmbio com a minha escola, caso eu estivesse interessado. Disse que sim, mas sempre sob a condição de autorização superior.

As duas conversas decorreram com imensa simpatia institucional e pessoal. A pessoa enviada foi muito simpática, deslocou-se onde eu pedi e a troca de ideias até se prolongou um pouco para lá da hora marcada. Por segundas e terceiras vias, soube que a situação do eventual convite para isto ou aquilo foi comentada algures, até com simpatia.

Mas eu percebi desde cedo o que estava em causa.

E, em vez de ser testado, preferi testar os limites do outro lado.

Continuei a fazer, dizer e escrever o mesmo que faria, diria ou escreveria caso essas conversas não tivessem existido.

Com toda a naturalidade, os convites para as actividades não surgiram e muito menos alguma vez se concretizou o tal intercâmbio com a minha escola. O que era perfeitamente expectável porque eu não fiz o que implicitamente pretendiam que eu fizesse (ou não fizesse!) para merecer as prendas. Mais simbólicas do que outra coisa, diga-se de passagem. Coisas de afagar o ego. O meu, que anda bem tratado e protegido por uma quantidade razoável de banha, tem escassa necessidade de afago e só gosta dele quando é desinteressado.

Mas não foi possível não reparar que, em outros quadrantes da cartografia docente, se deram certas inflexões, não necessariamente coincidentes no tempo, mas não muito distantes.

Não sou o único a vir na lista telefónica… e há quem tenha egos mais à superfície da pele…