Portugal Profundo


O eterno parente pobre da “rica” zona de Lisboa e Vale do Tejo.

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Expresso, 6 de Dezembro de 2014

Mais de 6.500 serviços e organismos públicos encerraram desde 2000

(…)

Segundo este levantamento, feito principalmente junto das Câmaras Municipais, foi possível verificar o encerramento de 6.562 organismos e serviços públicos, entre os quais 4.492 escolas, 249 extensões de saúde e 411 estações de correios, além da diminuição de 1.168 juntas de freguesia e do fim dos 18 governos civis.

Coisas que fazem o quotidiano da Educação e sobre as quais há que ter a coragem de tomar posição: Moção do Conselho Geral.

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Não há muitas zonas no continente mais distantes, ao mesmo tempo, da do Pontal e do Chão da Lagoa.

… em sucessivas peças televisivas. A degradação urbana extrema em Xabregas numa reportagem sobre o aumento das rendas de tugúrios (TVI) ou a semi-ruralidade de algumas zonas do norte onde a água se tornou uma cascata de ouro para os interesses privados (RTP) e as pessoas buscam as fontes ou o rio…

Na SIC ia-se fazendo uma espécie de redescoberta das artes e ofícios de outrora…

Ainda não percebi se é isto que é viver acima das possibilidades.

O que sei é que muito jornalismo andou anos a fio abaixo das suas capacidades.

… em lidar com a pequenez dos nossos temporais, pelo que é preciso mais de uma semana para restabelecer a luz depois de umas chuvadas e árvores caídas sobre postes e fios.

… apagam-se do retrato.

Sem-abrigo: “Escondidos” nas ruas e nas estatísticas

Algumas horas a caminhar em Lisboa bastam para encontrar um número equivalente a 10% dos sem-abrigo que o INE contabilizou no país todo. Como Eduardo, o pára-quedista, ou o transmontano que conduzia máquinas nas obras.

E há mais… Mas os lucros dos ulricos é que não podem baixar.

Não é de agora… vem de trás e com jeitinho e memória é  tradição que os governantes se queixem do povo que governam, do país que dirigem.

Que está errado, que tem traços anacrónicos, que não acompanhou os tempos, que não é o que devia ser.

Não consigo encontrar ofensa maior para a inépcia desses mesmos governantes, queixarem-se por terem querido ser os pastores de um rebanho que desprezam, num campo que acham estar todo mal amanhado.

Em coerência, deveriam ser eles a emigrar para um povo melhor, um país mais adequado à sua grandeza imaginada.

Ainda se lembram dele por lá:

A PSP de Beja está há seis meses a pagar renda pelo aluguer de uma antiga escola da cidade para onde irá transferir as esquadras e que ainda não ocupa “por falta de um cabo de rede informática”.

“Há seis meses que estamos à espera da ligação da rede informática e a pagar a renda” mensal à Câmara e ainda “não ocupamos as instalações” da antiga escola básica do Salvador “por falta de um cabo de rede informática de 50 metros”, disse hoje o comandante da PSP de Beja, superintendente António Viola da Silva.

Só uma pergunta… e os que os impede de ir a uma loja (não maçónica) comprar o raio do cabo?

Outra vergonha no Agrupamento de Escolas de Sátão

Complementando:

Caros Pais
Após a decisão da DREC de reconhecer os representantes dos pais para terem assento no CGT eleitos na Assembleia de Pais a 6 de Novembro de 2010, foi convocada reunião pelo presidente do conselho geral transitório para reunirmos no dia 9 de Dezembro de 2011, pelas 19h na Escola Sede do Agrupamento Frei Rosa Viterbo.
Lamentavelmente na entrada para a reunião verificou-se a presença de 3 pais que não tinham sido convocados. Estes foram convidados a sair pelo presidente do CGT e não sairam, tendo sido permitida a sua presença pelo presidente do órgão e com a cumplicidade do presidente da CAP que também estava presente. Afirmo isto, porque testemunhei que estes pais que não foram convocados, chegaram a pedir a demissão do presidente do órgão, chamaram-no de incompetente, etc.
Passado 1/2 a reunião ainda não estavam reunidas as condições para realização da mesma e os 3 pais intrusos mantinham-se na sala tendo os restantes conselheiros, abandonada a reunião.
Lamento a atitude destes pais que dizem defender o interesse dos seus filhos, quando marcam a sua presença numa reunião para a qual não foram convocados e não respeitam as decisões da tutela.
Como representante dos pais legalmente reconhecido pela tutela, verifico que a presença destes pais intrusos, só foi permtida por alguém que tem interesse em dar continuidade a esta polémica que se arrasta desde Novembro de 2010, respetivamente o presidente da CAP e o sr José Bernardino.
Estas atitudes e cumplicidades só me dão forças para continuar a lutar pela defesa de uma escola com qualidade para a minha filha Inês e os filhos e Educandos dos Pais que represento na qualidade de presidente do conselho executivo da Apeagesatao.
Atentamente
Rui Martins

Escolas evitam ligar aquecimento para poupar…

Pergunto eu: já alguma ligou?

Aqui no deserto, como bons camelos que somos, nem sabemos o que é isso do aquecimento… Por mim, não posso ligar o que não há…

… deixa-nos com vontade não apenas de os ver pelas costas, mas quase de igual forma ao país que os gera, alimenta e permite que prosperem.

A mansa desesperança instala-se.

No outro dia, num Daily Show de algumas semanas atrás, via um convidado de Jon Stewart (o autor deste livro) explicar como os irlandeses, sendo naturalmente pessimistas e estando tão habituados a viver desgraças, mal reagiram perante o descalabro financeiro e a intervenção externa.

Já no caso dos portugueses acho que é mais a habitual forma de tentarem acreditar que nada se passa verdadeiramente de anormal. Recorrendo a Eduardo Lourenço, é como se vivessem num estado de representação que perdura até aos limites da (ir)racionalidade, na tentativa de acreditarem que a realidade é outra e não a que temos.

Como se isso permitisse a não-inscrição (usando aqui o conceito de José Gil) da crise no seu quotidiano. E assim os ilibasse da anomia ou da situação de permanente crítica sem produção de alternativas.

E, como de costume, lançando sempre a culpa para os outros.

Os que governam e os que governaram. Os que foram eleitos e os que os elegeram.

A culpa é sempre dos outros. Dos que não votaram. Dos que votaram mal. Dos que, votando bem, não se revoltam. Dos que, revoltando-se, não se revoltam da forma certa. Dos que, revoltando-se da forma certa, não o fazem pelo tempo adequado. Dos que… Dos outros, pronto!

Sempre se vai enchendo o tempo e se dão palmadinhas nas próprias costas. Uma forma estranha de auto-estima que funciona como uma peculiar carapaça que impede o verdadeiro desespero.

Fica a mansidão. Mesmo dos que clamam e gritam.

Minho: Idosos dão vida às antigas escolas

Em Vieira do Minho as antigas escolas primárias voltaram a ganhar vida nos corredores. Agora, em vez de crianças a aprenderem as primeiras lições de português e matemática, são os mais velhos que se deslocam até ali para conviver e trocar experiências, mas também para terem “aulas” de alfabetização.

Esta iniciativa foi promovida pela autarquia de Vieira do Minho em quatro primeiras escolas. O objetivo é “animar, divertir, dinamizar, estimular e entreter a população das freguesias de Caniçada, Salamonde, Anjos e Soutelo, proporcionando-lhes momentos de convívio, lazer e confraternização”, explica a câmara municipal em comunicado.

Agradecendo ao Mário C. a ligação:

Alunos não cabem nos refeitórios

A inexistência de refeitórios nos novos centros escolares e a falta de capacidade dos existentes nas EB 2,3 obrigou as direções dos agrupamentos escolares de Beja a encontrarem alternativas que permitam “o normal funcionamento” dos estabelecimentos. No caso do Centro Escolar de Mário Beirão, os alunos do 1.º e 2.º anos do primeiro ciclo do ensino básico, cerca de uma centena, almoçam na sala polivalente do novo edifício, enquanto os restantes (alunos do 3.º e 4.º anos) tomam as refeições no refeitório da EB 2,3, que também dá resposta ao segundo e terceiro ciclos.

João Godinho, vice-diretor do agrupamento, reconhece que a situação não é a ideal, até porque a sala polivalente, “por definição, é uma sala que deveria servir para várias valências” e neste momento “boa parte já está definitivamente ocupada com as mesas para as refeições”. “Mas é a situação possível”, adianta, garantindo que as crianças que almoçam na sala polivalente “sentam-se todas ao mesmo tempo, têm o tempo todo para almoçar assim como o apoio de cinco ou seis auxiliares, o que é um privilégio, comparando com outras escolas”.

Alcoutim: Câmara reforça apoios a alunos para ajudar famílias com dificuldades financeiras

Ferreira do Zêzere: autarquia ajuda na compra de livros

Trofa: Autarquia oferece manuais escolares

Câmara de Torres Vedras corta despesas com transportes escolares

Vendas Novas queixa-se de dívida do Ministério da Educação

Câmara de Abrantes comunica encerramento de Jardins-de-Infância

Falta de mobiliário adia abertura de nova escola

Recolha do Livresco:

Aldeias resignadas com fecho das escolas de Covões e Acipreste, concelho de Alcobaça

Encerramento de escolas era esperado e reúne consenso

O encerramento das escolas do primeiro ciclo do Ensino Básico de Casal do Lobo (freguesia de Santo António dos Olivais) e de Ardazubre (Lamarosa), determinado anteontem pelo Ministério da Educação, não causou surpresas aos autarcas locais.

Ministério encerra 25 escolas básicas no distrito de Santarém

Ministério da Educação encerra 48 escolas no Minho

Não haverá qualquer encerramento de escolas no concelho de Santiago do Cacém

Presidente da Câmara considera que foram atendidos os argumentos evocados

O Governo vai fechar 2 escolas em Valbom e a população está dividida

Pais contra transferência de alunos de escola pública da Nazaré para externato cooperativo

Penafiel é o concelho do país que mais escolas vai encerrar este ano lectivo

Vila do Conde: encerram três escolas de ensino básico

Cortesia do Livresco:

Associação de Pais contra aulas no contentor da EB1 Almas de Freire

Bragança: Centro escolar da Sé tem salas disponíveis, mas vai ter de rejeitar crianças

Pais de Faíscas contra transferência de alunos para Arazede

Pais e população de São Mamede continuam na luta contra encerramento de escola

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