Pobreza


Every week, thousands of children rely on Kids Company for their main meal of the day. They come to be fed, to learn how to cook, and to find a safe place to be a child.

Sugestão do Livresco:

The Poverty Line

Poor people go to food banks because they ‘don’t know how to cook’, claims Tory peer Baroness Jenkin (who eats 4p porridge for breakfast)

We ‘Choose’ for Poor Children Every Day

Escolas Contra A Pobreza E Exclusão Social

Nursery reforms could cut childcare costs by 28%, DfE calculates

New calculations released by Department for Education will boost those seeking to push stalled plans through.

Mais de 69 mil crianças e jovens em perigo acompanhadas pelas comissões de protecção

Os dados que são apresentados nesta segunda-feira revelam um aumento dos processos nas comissões de protecção de crianças e jovens.

The impact of poverty on young children’s experience of school

Berlin: A Grim Christmas for Many. Urban Poverty in Germany. Homelessness in the Inner City

Winter exposes the social decline in Berlin more revealingly than any other season, especially around Christmastime. Bitter conditions drive the homeless into the inner city to seek shelter. Special “winter buses”, operated by aid agencies, search the streets, bridges and back courtyards to offer relief to the needy. The number of starving, freezing people increases outside the city’s soup kitchens.

Why are homeless young people not getting an education?

With the right support, we can thrive, writes a politics student and campaigner who hasn’t had a home since he was 16.

Ministros da Europa pedem fim de cortes nos gastos sociais

(…)

Até o comissário europeu László Andor confessou que nos últimos dias visitou Portugal, Espanha e Itália e encontrou “um misto de desespero e confusão”. E Sérgio Aires, o português que preside à Rede Europeia Anti-pobreza, recebeu ontem dos delegados que assistiam ao encerramento da convenção a maior ovação do dia: “Queremos que os governos sejam mais honestos em relação às verdadeiras causas da pobreza e tenham coragem de as enfrentar. Fechem os paraísos fiscais, parem com os cortes nas despesas sociais [e] não combatam a pobreza só com caridade.”

Cambada de esquerdistas!

Escolas usam lucros do bar, papelaria e aluguer de pavilhões para ajudar crianças carenciadas

Inequality-adjusted Human Development Index

Poverty in Europe : Background Information and Methods for Youth

These 20 Cities Have The Worst Poverty Problems In Europe

Um não muito honroso terceiro lugar para Lisboa.

O relatório (cuja referência agradeço à Sílvia F.)  é muito interessante e pemite-nos olhar para a evolução da situação laboral e social na última década com uma grande variedade de indicadores. E traça um cenário muito negro, sendo de tons ainda mais negros em muitos aspectos para Portugal. Demonstra o falhanço das políticas seguidas por sucessivos governos e avisa os actuais governantes quanto aos riscos do rumo que vão seguindo, que acentua estas tendências claramente negativas:

The crisis has led to increased risks of long-term exclusion from the labour market and society. Between 2008 and 2010, the share of children and adults living in jobless households (households with zero or very low work intensity) increased from 9 % to 10 % in the EU overall. The situation has significantly worsened with an increase of 1 pp or more in Bulgaria, Denmark, Estonia, Greece, Spain, France, Italy, Latvia, Lithuania, Poland, Portugal, Slovenia and Slovakia.

Ou seja, nas periferias bálticas, eslavas e mediterrânicas.

Vejamos alguns quadros comparativos, onde é visível a forte contracção do rendimento disponível nos agregados em 2010 e o elevadíssimo nível de vulnerabilidade à privação material de grande parte da população:

E agora um fenómeno global, mas com uma maior intensidade em países como Portugal: a polarização laboral e salarial, com a quase destruição dos estratos intermédios (a tal classe média que ontem aqui abordei como sendo um conceito usado por Daniel Oliveira com a leveza ideológica própria da ausência de análise do real).

A trend towards polarisation of jobs existed in the EU before the crisis, as new jobs became concentrated in relatively high and low pay levels, notably in the service sector, with an apparent predominance of betterpaid jobs. The intensity of the 2008 recession and consequent job reallocation has further intensified this polarisation by massively destroying medium-paid jobs in manufacturing and construction. At the same time, educational and skills profiles in the new job structure tend to become more demanding, thus compromising the chances of reemployment and access to well-paid jobs for lower-skilled people who lost their jobs during the recession. (p. 12 do documento)

E o quadro síntese (p. 41) que é bem claro sobre a evolução verificada em Portugal, no sentido da inversão da tendência anterior para uma melhoria da situação laboral:

O pior é que o actual PM e o seu sidekick Relvas – mail’os relvettes e insurgentes – acham que este caminho, de empobrecimento e fragmentação social e económica, é o certo… e eles é que têm os decretos e as portarias ali à mão…

Professores pagam refeições a alunos

Promotores rejeitam lógica do “coitadinho” e apostam em estratégias de reinserção no mercado de trabalho

Antes do final do ano, Eiras contará com um novo “instrumento” de apoio às famílias mais carenciadas da freguesia e não só. Nas antigas instalações do Centro de Saúde, cedidas pela família de Augusto Barros (falecido em Dezembro de 2010), vai funcionar o Centro Comunitário, que, será bem mais do que uma “tradicional” loja social.
Em parceria com a Associação Soltar os Sentidos (ASOS) e a Associação Adventista para o Desenvolvimento, Recursos e Assistência (ADRA), a Comissão Social de Freguesia colocou em marcha um plano de ajuda, complementando o trabalho que já está a ser prestado nas escolas aos alunos com dificuldades financeiras.

Since When Is It a Crime to Be Poor?

Working class people are no longer just being Nickel and Dimed, they’re being prosecuted by lenders, banks, and city officials.

Pelos telejornais notícias de 18% de população em situação de pobreza e cerca de 50% em risco, sem o apoio das prestações sociais.

Não sei se o estudo anunciado pelo INE é este, mas…é clicar na imagem:

Do Público, sem link:

Duas em cada cinco crianças vivem em situação de pobreza

Estudo revela uma nova dimensão da pobreza infantil no país. Há anos que o peso das situações mais gravosas se mantém quase inalterável

Quantas crianças permanecem na pobreza para os ruispedros prosperem?

O que dizer do proletariado docente que actualmente precisa de duas ou três escolas para completar um horário, com custos enormes em deslocações? Ou que preferem receber pouco mais do que os encargos, apenas para acumular alguns dias de serviço para o concurso seguinte?

Mendigo ganha mais em esmolas do que um professor

Caso no Reino Unido deixou todos de boca aberta.

É algo transversal à comunidade política, mesmo se se instala com mais força no PSD e CDS, embora  também exista com alguma importância em certos nichos do PS e do Bloco.

Não falo dos que conheceram a pobreza em primeira mão ou por observação directa e dela se querem esquecer e fazem por ignorá-la, esquecendo-se das origens ou do contexto que os viu brotar. Essa é uma forma de estar que também incomoda muito, o antigo serviçal que se faz senhor arrogante.

Agora gostava mais de evocar aqueles que da pobreza conhecem apenas a teoria, o conceito, vislumbrando-a em reportagens televisivas, nas páginas de alguns jornais ou à porta de alguns espaços mais frequentados, na forma de pedintes e/ou arrumadores.

Aqueles para quem não há pobres com rosto e nome, mas apenas a pobreza em geral, se possível convertida numa estatística, num número, numa variável socioeconómica. Aqueles para quem a pobreza individual, concreta, da pessoa que perde o emprego, da criança que  chega com fome à escola, da idosa que não tem dinheiro para os medicamentos e morre só, se apresenta como fait-divers, epifenómenos que provocam um ruído mediático que perturba a profundidade do debate das ideias.

De forma ainda mais distante do que a aristocracia feudal que esmolava para ganhar o reino dos céus, esta aristocracia intelectual encara a pobreza como algo que oscila entre a preocupação teórica e o argumento estatístico. Algo que está ali. Acolá. Nunca aqui.

Como é natural, elaboram modelos teóricos para resolver conceptualmente a pobreza. Que ela persista no concreto quotidiano é uma chatice, uma verdadeira nuisance.

Mas os coelhones e os vitorinos não me parecem vagamente em crise…

Portugueses mais pobres com Estado a acudir cada vez menos

A pobreza alastra como uma epidemia. Uma nova consciência parece estar a instalar-se na sociedade. “O mais insuspeito dos cidadãos pode vir a enfrentar uma situação de pobreza”, diz Sérgio Aires, presidente do Fórum Não Governamental para a Inclusão Social.

Página seguinte »