Pobreza Infra-Franciscana


Que é reconduzir Portugal ao que era há 30 anos atrás, os heróicos tempos “pré-europeus”, pré-indy, pré-FSE e fundos prás ongues e tecnis manhosas, precisando apenas de perguntar ao actual PR como é que se regressa à ruralidade e ao mar depois dele, enquanto PM, ter ajudado a dizimar por completo essas actividades económicas.

Ahhhh…. voltar a 30 anos atrás (quiçá 50), só que sem escolas, correios ou polícia onde antes ainda existia alguma coisa, só que quem se lembra disso ainda leva com o anátema de “salazarista”, o que não deixa de ter a sua graça.

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Público, 31 de Janeiro de 2015

Na revista do Público de hoje:

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Condições de vida recuam 17% numa década

Não sei como comentar isto, pois certamente uns acharão que salivo pavlovianamente, outros acharão que estou pejado de preconceitos e ainda haverá os que dirão que estou a, injustamente, meter vários governos no mesmo saco, sendo que houve uns bons e outros maus, de acordo com a situação e posição de quem olha.

Assim sendo, que comentem os reflexivos críticos, imparciais e imunes a qualquer mácula.

Pub28Out14

Público, 28 de Outubro de 2014

There’s poverty in the UK, but we are better off calling it inequality

If you think the world is too divided into those who have the cream and those who don’t, you ain’t seen nothing yet.

Deus e os maçães livrem as crianças e o país de viverem num mundo “socialista”.

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Público, 29 de Abril de 2014

A ideologia cega-os!

Cáritas Europa diz que a austeridade não está a funcionar e que há cada vez mais pobres

Malandragem. Não conseguem ver o quanto “o país” está melhor.

Na revista do Público de hoje.

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… inspirados por visitas a Bangalore.

Pub11Ago13

Público, 11 de Agosto de 2013

Há que empobrecer para podermos ser felizes como indianos e chineses.

Portugal só cria empregos com salários abaixo de 310E

de casa.

Os nossos governantes devem sentir-se orgulhosos no sucesso da estratégia do empobrecimento. Em alguma coisa são competentes.

A mãe que chora na rádio

A história que segue é tragicamente verídica: foi contada no fórum matinal da TSF, ontem dedicado ao facto de as famílias portuguesas estarem a cortar nos gastos com comida para suportar os efeitos da crise (o tema fez a manchete da edição de ontem do JN).

Contava a ouvinte que, em jeito de brincadeira e dada a crescente escassez de bens lá em casa, uma das filhas lhe dizia, à hora da refeição, qualquer coisa como: “Já sei, mãe. Hoje vamos comer sopa do que há e arroz do que há”. Era a forma encontrada para brincar, logo tentar minorar, com um problema grave: a falta de comida. O acentuar da crise levou a mãe a responder-lhe: “Filha, já estivemos mais longe de comer sopa e arroz do que não há”.

O choro que ia cortando as frases deste doloroso retrato fora antecedido por outro, este de um homem que explicava como os seus clientes deixaram de ter dinheiro para mudar o óleo ao carro, arriscando assim perdê-lo de vez. A seguir ouviu-se, em fundo, um galo. O animal interrompeu o desfiar de desgraças do dono, que, aproveitando o som inusitado, atirou: “Está a ouvir o galo? O que me vale é uma pequena horta e uns animais que tenho aqui atrás da casa”!

Podemos buscar muitas explicações sociológicas e outras tantas económicas e financeiras para o que nos está e irá acontecer. Mas este é, disso não tenhamos dúvidas, o retrato dos dias de muitas e muitas famílias portuguesas. Precisamente aquelas que, por falta de dinheiro, são obrigadas, entre outras coisas, a reduzir os gastos com alimentação.

Aposto que o ministro das Finanças e quejandos chamam a isto custos do ajustamento. É uma forma desavergonhada de qualificar o drama da mãe que chora quando deixa de suportar o simpático humor da filha para lhe dizer que, lá em casa, as coisas ainda vão piorar antes de melhorar.

Apetece torcer a famosa frase de Saint-Exupéry: “Aqueles que passam por nós não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós”. Estes que estão a passar por nós, quando partirem, deixarão muito de si, para mal dos nossos pecados, e levarão (quase) tudo de nós.

É bem provável que o consumo privado afunde ainda mais. A taxa de inflação homóloga ontem conhecida aponta para aí: foi de 0%, quando comparados os meses de janeiro de 2012 e de 2013. Quer dizer: as empresas estão sem espaço para aumentar preços, logo reduzem os ganhos, logo tendem a ajustar, isto é, a desempregar.

O risco de deflação (queda generalizada dos preços) pode ainda estar longe, mas não é desprezível. Ele é consequência dos períodos de recessão. Foi particularmente grave na Grande Depressão que devastou os EUA: entre 1930 e 1933, os preços diminuíram 27%, os salários 40% e o desemprego disparou. Era só o que nos faltava…

… que estes tipos já conseguiram reconduzir uma visita à farmácia ao que era há coisa de 25 anos. Nunca deixou de existir uma espécie de rol de receitas por aviar ou pagar, de medicamentos para vir buscar depois.

Mas por estes dias, enquanto se espera pela vez para comprar um qualquer ben-u-ron, é muito constrangedor perceber a que ponto a estratégia de empobrecimento dos que verdadeiramente nunca deixaram de ser pobres pode fazer-nos saltar, no mínimo, três décadas.

E revolta.

Muito.

embora para muitos, os pobres sejam quase todos de esquerda, logo, dispensáveis, emigráveis, não contáveis.

Há cada vez mais portugueses a roubar para comer

Latas de atum e salsichas estão a substituir produtos de cosmética na lista dos bens furtados.

Mas o que interessa é que o CEO do BES esteja satisfeito com a comissão arrecadada com o trabalho de colocação de mais dívida nos mercados externos.

Diferenças para a última vida do FMI? Havia as mercearias de bairro que mantinham o longo rol de fiado, na base da solidariedade vicinal e não só, o que permitia que não fosse necessário ir-se roubar assim.

Será que é tudo delírio de esquerdistas? Não, não é!

Família sem comida nem água quente

“Por vezes comemos nós menos para os filhos terem comida”, relata Fernanda Minez, de 40 anos, que vive com o marido, Artur Caetano, de 48, e os três filhos, de 3, 11 e 14 anos, numa pequena habitação em Macalhona, Alcobaça.

Insulta alunos e nega comida

Ela negou uma refeição ao meu filho, disse-lhe que eu não tinha pago o almoço, agarrou nele e meteu-o fora do refeitório”. O relato é de Carmen Costa, mãe de Daniel, de 6 anos. A hora de almoço tem-se tornado num “pesadelo” para os alunos da Escola Básica Novos Trilhos na Atalaia, Montijo.

É mesmo porque não há peixe na água, a não ser o congelado da caridazinha. Que dizem ser do melhor que há porque é da consciência e do amor ao próximo, enquanto a solidariedade é de jacobinos ideológicos.

Não vou entrar na polémica-joné, porque não tenho paciência para ouvir e ler tanta coisa acerca de. Apenas gostava de dizer que, caridosa ou solidária, a pessoa que ajuda o próximo deve fazê-lo sem estar à espera de ganhar o céu, aquém ou além.

E muito menos para sentir uma superioridade moral ou ética. Ou cívica. Ou o raio que parta. Porque isso não é bem ajudar, mesmo quando ajuda materialmente. É ajudar-se, para se sentir muito beeeeem.

Alimentos e roupa para ajudar aluno

Oitenta alunos do 11º ano da Escola Secundária José Saramago, em Mafra, mobilizaram-se para ajudar o Rui Silva, o menino de nove anos que estava impossibilitado de almoçar na Escola Básica Feliciano Oleiro, em Almada, porque a mãe não tinha como pagar uma dívida de 4,65 euros.

Na zona Euro, apenas os estónios e os eslovacos são por esta altura mais pobres do que os portugueses.

O cenário futuro deve ser ainda mais negativo. As últimas previsões da Comissão Europeia indicam que o poder de compra nacional continuou a cair este ano, aumentando o fosso que já existe entre Portugal e a média europeia.

Agora até vão ter Novas Oportunidades.

Reclusos idosos não querem sair das cadeias

Andaram os vales e andam os isaltinos a fugir-lhe e, afinal, se calhar nem há lugar disponível.

 

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