PISA 2012


… fica aqui em imagem.

PG Pub28Dez14

Público, 28 de Dezembro de 2014

Muitos e bons materiais. tenho pena de não ter assistido à apresentação no CNE, até porque sabia de alguns resultados preliminares de estudos muito, muito interessantes.

The PISA 2012 scores show the failure of ‘market based’ education reform

A truly successful education system has students of all socio-economic backgrounds scoring highly on PISA tests

Alunos portugueses melhores a executar do que a pensar em abstracto

Para além de Portugal, também a Áustria, a Noruega, a Irlanda, e a Dinamarca estão de acordo com a média da OCDE. A liderar as tabelas no quinto volume do relatório PISA, divulgado nesta terça-feira, surgem os países asiáticos.

O estudo original está aqui.

E podem encontrar-se coisas curiosas como esta… ou seja, um desempenho acima da média da OCDE no que se relaciona com o desempenho expectável.

PISA2012TecPisa2012Tec1

Só espero que não comecem a relacionar o desempenho dos alunos de 15 anos com a introdução dos Magalhães um par de anos antes para os alunos do 1º ciclo…

… mesmo se entre 2003 e 2012 evoluiu menos do que Portugal.

E só recuperou um pouco mais desde 2009, por causa da desaceleração dos ganhos dos alunos portugueses…

Polonia

Fonte

quando diz que há quem tenha perdido por mais.

O Alexandre Homem Cristo bem pode disfarçar que escreveu um livro quase inteiro a defender sistemas de ensino e opções de política educativa de evidente insucesso pelos parâmetros que o seu nicho ideológico sempre enalteceu quando se tratava de amesquinhar o desempenho dos alunos portugueses, em particular dos que frequentam as escolas públicas.

Mas a realidade é o que é… as suas opções, nascidas de preconceitos ideológicos que só encontra em outros, esbarraram em evidências incontornáveis. Os seus modelos, aquilo que tem ajudado a propagar como a melhor solução para Portugal, estão em completa falência e em abandono em alguns dos países de origem.

Agora, bem pode contra-argumentar, tergiversar, esbracejar contra a Fenprof ou contra os órfãos do engenheiro que não adianta. Com todos os seus defeitos, o sistema português conseguiu uma evolução melhor nos últimos 10-15 anos do que a Suécia, a Austrália, a Nova Zelândia, etc, etc., etc, tudo exemplos que ele apontou como sendo os do século XXI.

Mas que estão em falência técnica e mesmo financeira.

Reconhecer isso e tentar seguir em frente, ajustando a rota, seria um sinal de inteligência analítica e política.

O resto não passa de conversa fiada.

Interessante, tirando aquela parte em que diz que MLR “estabilizou” as reformas (quais, exactamente?) de David Justino… sem parecer perceber que Crato é que está a aprofundar as da ministra agora recuperada por alguns sectores do centro-esquerda.

E embora padeça também da tentação de achar que as reformas educativas produzem efeitos a curto prazo…

Crato e a arte de gozar com a estatística (e com nós todos)

Nuno Crato foi atropelado pela realidade e é trucidado pelos dados que durante tanto tempo elogiou…  agora deveria mudar de “narrativa”, mas parece incapaz da humildade de reconhecer alguns erros básicos.

E alguns deles são comuns aos últimos governos… desrespeito pelos professores, teimosa centralização da gestão escolar e excessiva concentração da rede escolar… análise truncada e deturpada dos dados…

 

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