Performances


Survey: More Educators Think ‘Just the Right Amount’ of Time Is Spent on Testing

A survey released Tuesday finds that teachers and administrators are looking more favorably than they did two years ago on the amount of time that teachers and students spend on test preparation and testing.

That’s one of the surprising findings in the Northwest Evaluation Association’s new study of educators’ attitudes toward assessment. While most teachers still think too much time is spent on testing, fewer think so than compared with 2011, the last time the Portland, Ore.-based nonprofit did the survey. Two years later, more teachers think “just the right amount of time” is going into assessments.

Eu estou na fase de duas semanas de preparação intensiva q.b. dos meus alunos para os exames do 6º ano. Claro que a tarefa mais aliciante e desgastante é a mentalização dos sub-underdogs de quem ninguém espera seja quase o que for.

Desconvencê-los disso e motivá-los para fazerem com sucesso algo que, ainda para mais, nem eram obrigados a fazer é daquelas coisas que me faz perceber que ainda gosto do que faço, apesar que cratos, queirozes, casanovas @ muñozes, que estão sempre na linha da frente da segregação determinista como primeira opção. A do menor esforço.

Se vai resultar?

Só não faço figas porque sei que tudo depende da cabecinha daquelas santas criaturas.

The Credibility Gap

A partir deste post de Diane Ravitch.

E se as teorias que se apresentam como óbvias – afastar os professores “velhos”, para trazer “sangue novo” e um melhor desempenho – estiverem profundamente erradas?

… eu gostaria de saber quando temos acesso aos dados das escolas privadas relativos ao contexto socio-económico dos seus alunos e respectivas famílias.

Seja das que levam dinheiros do Estado em contratos de associação ou outros apoios – pois afirmam-se parte do serviço público de Educação -, seja das completamente privadas que se orgulham de ficar no topo dos rankings mas não explicam verdadeiramente o como e porquê.

Começa a tardar uma convergência público-privada nestas matérias pois aqueles que exigem informação sobre a rede pública também devem estar disponíveis para fornecer a sua, por forma a que se lhe apliquem também aquelas fórmulas destinadas a apurar os resultados expectáveis.

… sobre a reforma do Estado na área da Educação. A necessidade de adaptar a prosa ao espaço e de focar mais o documento do que a performance levaram à necessidade de reduzir a versão final, mas fica aqui a minha bílis original:

 

O guião para uma alegada reforma do Estado é uma novela política ao pior estilo de qualquer  dramalhão televisivo e com muito menor qualidade no enredo do que os antigos folhetins de pé de página dos jornais de início do século XX.

Começou por ser um desígnio central do Governo, passou a ser um pretexto para todo o tipo de cortes feitos na administração pública e culmina agora com uma espécie de one-man-show destinado a alimentar o ego do político que há poucos meses ia fazendo cair o governo para satisfazer os seus caprichos pessoais.

Ao longo deste processo conheceram-se arranques, recuos, hesitações, contributos, tudo envolto em muita inabilidade política, incompetência técnica, em falácias argumentativas e dados truncados. Com cem, dez ou mil páginas a suportá-lo, o presente guião aparece porque era preciso aparecer qualquer coisa. A sua credibilidade é nula, pois o assunto é demasiado sério para ser tratado por uma terceira ou quarta escolhapara guionista  e apresentado para cumprir calendário.

A apresentação feita por Paulo Portas foi hesitante, vaga, medrosa, cheio de lugares-comuns, com contradições nos argumentos e entre a fundamentação (ferramenta para a recuperação da soberania) e a cronologia proposta (tarefa para depois da presença da troika em Portugal) e a tentativa para esconder propostas que estão no documento. Portas afirmou que reformar é diferente de cortar e que equivale a melhorar e a qualificar a administração pública. O problema é que não faz ideia de como isso se faz para além de fórmulas ideológicas.

Clown2

Um estudo da Universidade do Porto, já uma vez abordado no DN e ontem analisado no Público parece confirmar alguns dos meus (pre)conceitos em relação à forma como funcionam as diferentes lógicas das escolas públicas e privadas na preparação dos alunos no final do Secundário.

O estudo afirma que os alunos das escolas privadas têm maior facilidade em aceder aos cursos desejados e de topo mas nque, chegados lá, têm um desempenho comparativamente pior.

O que eu poderia resumir, de forma por certo simplista, mas mesmo assim mais fundamentada e justa do que muito do que leio sobre alegadas excelências, que as escolas privadas de topo se concentram mais em prepara e facilitar o acesso, enquanto as públicas se ocupam mais na preparação para o desempenho.

Daqui poderia partir para uma teoria mais alargada sobre a própria lógica das mentalidades associadas a cada um dos universos. Como há aqueles que sabem que, tendo acesso, o resto acabará por acontecer, enquanto há outros que sabem que o acesso não lhes garante nada de certo e precisam de demonstrar a sua qualidde através do desempenho continuado.

Mas é melhor guardar tal teorização – que confirmo sentir eivada de alguns (pre)conceitos pessoais – alargada para outro momento, com maior fundamentação.

Pub18Jan13

Público, 18 de Janeiro de 2013

Estou cansado de dizer que as estórinhas da liberdade de escolha andam contadas pela metade. Há quem ache que pedir que a informação seja disponibilizada de forma transparente é ser contra essa liberdade.

Nada de mais errado.

Apenas desgosto de quem engana para conseguir. No caso da Suécia tem-se ocultado a queda a pique do desempenho dos alunos…

Neste caso são os resultados no 8º ano em Matemática… em que só de 2007 para cá a queda foi suavizada, pois o impacto das reformas dos anos 90 (que alguns gostariam de ver cá replicadas com a introdução do cheque-ensino) foi brutal.

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Mais um estudo interessante… desta vez é o desempenho em Matemática dos alunos do 4º ano que está acima da média e com uma grande subida desde 1995 (calma, não é desde 2007, não se animem os socretinos).

Mais interessante, os alunos portugueses apresentam a maior subida da amostra e estão à frente de países-luminárias do actual MEC como a Alemanha e a Suécia que apresentam ganhos residuais.

Para quem diz mal do nosso sistema de ensino e dos professores, esta deve ser outra comparação difícil de engolir. Anote-se que faltam os dados para 2007, pelo que (como acima escrevi) não atribuam a melhoria a quem não devem. Neste caso, felicitem-se alunos (pelo que fizeram) e professores (por todas as parvoíces que têm aguentado:

TIMMS1

Não me espanta nada que o MEC tenha desvalorizado estes resultados numa atitude absolutamente vergonhosa que desrespeita, repito, o trabalho de alunos e professores:

Em comunicado, o MEC destaca, contudo, que nos três estudos “mais de metade dos alunos portugueses não conseguem ultrapassar o nível intermédio, o segundo mais baixo em quatro níveis”.

Isto quer dizer, acrescenta-se na nota, “que em Ciências estes alunos têm quando muito conhecimentos e compreensão elementares sobre situações práticas, mas não têm domínio suficiente desses conhecimentos; em Matemática, podem conseguir aplicar conhecimentos básicos em situações de resolução imediata, mas não têm domínio desses conhecimentos suficiente para resolver problemas; e em leitura, podem ser capazes de fazer inferência directa, mas não têm fluência suficiente de fazer inferências e interpretações baseando-se no texto”.

Student Scores Improve if Teachers Given Incentives Upfront

Newswise — A bonus payment to teachers can improve student academic performance — but only when it is given upfront, on the condition that part of the money must be returned if student performance fails to improve, research at the University of Chicago shows.

School Performance Framework: Technical Guide

Academic Performance Index (API)

The cornerstone of California’s Public Schools Accountability Act of 1999; measures the academic performance and growth of schools on a variety of academic measures.

Twin Cities charter schools more segregated and underperforming, report says

ST. PAUL, Minn. — Charter schools in the Twin Cities metro area underperform academically in comparison to their traditional public counterparts, shows a report released today by University of Minnesota researchers.

The Twin Cities area’s 30,000 charter school students score 7.5 percentage points lower on math testing and 4.4 percent lower on reading tests than students at traditional public schools, according to the report from the University of Minnesota Law School’s Institute on Race and Poverty.

“If you look at the total group, they’re underperforming the public schools significantly and a lot of the ones who are serving the poorest kids are not only doing very badly, but not lasting very long,” said Myron Orfield, the institute’s director.

But the data doesn’t faze charter school advocates who believe their schools provide an important education alternative.

… está bem e recomenda-se pelo que se viu ontem. O requerimento foi metido dentro dos prazos, a ordem foi mantida, ninguém chamou nomes que não estivessem no guião e os milhares anunciados foram cumpridos.

Do outro lado, tudo se manteve na mesma, nem outra coisa seria de esperar.

Já tive acesso à edição em papel da Visão e ao longo artigo sobre os plágios na Universidade, por alunos e professores.

Sobre o que aí é dito e em especial sobre as declarações que incluo a seguir gostava apenas de dizer que o plágio só se torna preocupante e quase norma quando a qualidade escasseia entre os professores, seja em que nível de ensino for.

Não é só a questão de se saber o suficiente sobre dada matéria e identificar uma citação, mais ou menos longa, encoberta ou mal traduzida ou copiada de um pdf que se julga que mais ninguém conhece.

Passa, também e de forma muito relevante, pela falta de capacidade dos professores perceberem o que cada aluno é capaz (ou não) de fazer. E de controlar a qualidade do trabalho, para além da análise em papel ou em ficheiro virtual. passando pela inquirição sobre as fontes (primárias ou secundárias), pelo acompanhamento do trabalho, e pelas opções quanto à organização e apresentação final dos trabalhos.

A cultura do copy/paste, que se sucede à da fotocópia ou da mera cópia não referenciada, surge em todos os níveis de ensino. Cumpre a todos (os professores) fazerem o seu trabalho de cotejo e avaliação, caso o consigam e, já agora, avisar a tempo para as consequências dos plágios (explícitos ou implícitos) e colocar em prática as devidas penalizações, caso os avisos sejam ignorados.

Esta cultura não é específica de um nível de ensino, nem apenas dos alunos, como se percebe na peça. E há o plágio directo, o mais preguiçoso, que se limita à mera cópia, e há o plágio mias habilidoso, que passa por agarrar em ideias alheias e salteá-las, reordenando-as um pouco para parecerem suas.

É algo que não se restringe à Academia.

Nada disto significa que eu defenda a erudição bacoca como método de apresentação de um texto, com mais de metade do espaço gasto em notas de rodapé pasmosas de saber. Basta fazer-se uma pequena referência ao autor e data do estudo, arrumando a bibliografia seleccionada no final. Basta mencionar no próprio corpo do texto a quem se recorreu, na falta de capacidade autónoma de pensamento ou como apoio legítimo.

Mas o maior problema da cultura do copy/paste passa, muitas vezes, pelo facto de aqueles que a devem denunciar estarem com algumas partes do telhado demasiado cristalizadas. E é melhor não começar aqui a desenvolver demasiado esta questão ou ainda acabava nos rá-rá-rá.

Visão, 15 de Setembro de 2011

Escola Daniel Sampaio, Almada, Exame de matemática do 12º ano: 5 alunos com  20 valores.

Sindicatos da CGTP convocam greve na função pública para 6 de Maio

Não diria que foi uma moção de ternura, conceito de Paulo Portas que faria um belo título para o Indy, porque o afecto entre Louçã e Sócrates é claramente disfuncional, e não falo no bom sentido da complementaridade das diferenças, atracção dos opostos ou de perfis semelhantes que fazem faísca. Aquilo é mesmo disfuncional no sentido patológico.

Mas é evidente que quando um PM vai para o Parlamento enfrentar uma moção de censura que sabe destinada ao fracasso, pode dar-se ao luxo de fazer brilharetes, distribuindo mimos em todas as direcções. Neste sistema político meio esquisito, em  que o Governo censurado exige, com semanas de antecedência, que os partidos da oposição digam como vão votar, José Sócrates até poderia ofender a honra de todas as senhoras de várias gerações dos líderes da oposição, que estava certo de continuar PM.

Por isso, o seu desempenho, descontraído quase sempre, esteve à altura da grande maioria das críticas que lhe foram feitas, raramente vacilando no estilo, mesmo quando em digressão estratosférica por sobre a realidade.

A verdade é que Sócrates se consegue proclamar o arauto da Esquerda perante o perigo de uma vitória eleitoral da Direita (papão nº 1) e, ao mesmo tempo, afirmar-se o garante da responsabilidade perante o radicalismo da Extrema-Esquerda (papão nº 2).

Tudo graças, não a especial mérito, mas à debilidade da oposição, cada qual enredada nos seus medos.

Estive a ler a entrevista de Eric Hanushek no Expresso de hoje. A primeira reacção de alguns professores poderá ser defensiva perante o que lá vem escrito e a citação que lhe serve de título:

É preciso afastar os maus professores da sala de aula

Mas o que ele diz é verdade. Como são verdade outras afirmações suas que passo a resumir nas ideias principais e que, no seu extremo, fundamentam a ideia de que é impossível criar um sistema objectivo de avaliação da qualidade dos professores:

  • Ainda não foi possível identificar as características que fazem sempre um bom professor.
  • Apenas foi possível perceber que em algumas classes/turmas, se verificam progressos nas aprendizagens e em outras não.
  • A quantidade de formação não é relevante para a qualidade, sendo mais críticos os 2-3 primeiros anos na carreira do que acréscimos de formação.
  • Em certas escolas os resultados são melhores, porque as famílias dos alunos investem mais na sua educação.
  • Os sistemas de ensino que mais progrediram foram os que afastaram os maus professores, pois eles são o elemento-chave para o sucesso de uma escola.
  • É muito difícil construir um sistema objectivo de avaliação dos professores e afastar os piores, em parte por resistência dos sindicatos.
  • Nas escolas, quase toda a gente sabe perfeitamente quem são os bons e maus professores.

Tudo isto é verdade, a começar pela última evidência.

O que Hanushek diz não é nada que não conheçamos, apenas sendo necessário colocar um pouco de cimento entre os tijolos, adaptando as constatações ao caso português:

  • É evidente que se sabe nas escolas, com uma margem de erro muito pequena, quem são os bons, médios e fracos professores. É mais difícil ir além disso, mas já é muito. A razão porque não é possível afastar aqueles que são menos aptos para outras actividades deve-se tanto a algum espírito (certo ou errado, não é isso que está em causa) de entreajuda e ao facto de, nuns casos mais notórios, esses mesmos profissionais menos aptos deterem posições estratégicas nas escolas, seja formalmente, seja nas redes informais dos poderes estabelecidos, o que lhes permite sobreviver, quiçá mesmo com a classificação oficial de muito bons no papel.
  • É verdade que os primeiros anos na docência são muito importantes – mesmo mais do que uma formação académica de base muito rendilhada – e que nesse período os novos professores deveriam ser enquadrados e apoiados no seu trabalho pelos colegas mais antigos, esclarecidos nas suas dúvidas, encorajados nas suas experiências. Ora a realidade que vivemos não é essa e tende a piorar com os novos professores a serem, cada vez mais, deixados a si mesmos, quando não ignorados e tão mais ignorados quanto mais inibidos. Porquê? Porque os que estão na carreira passaram a estar, em grande medida, obcecados por tudo o que lhes caiu em cima e com muito pouca disponibilidade para partilhar experiências e encaminhar quem precisa.

Se quiserem perceber porque entre nós as coisas tenderão a não correr melhor, podem olhar para estes dois aspectos. e se quiserem melhorar alguma coisa, tentem agir de forma cirúrgica nestes aspectos (entre outros).

Os duendes das estatísticas do WordPress.com analisaram o desempenho deste blog em 2010 e apresentam-lhe aqui um resumo de alto nível da saúde do seu blog:

Healthy blog!

O Blog-Health-o-Meter™ indica: Uau.

Números apetitosos

Imagem de destaque

São publicados cerca de 1 milhão de livros por ano. Este blog foi visitado cerca de 5,200,000 vezes em 2010, o que equivale a 5 vezes o número total de livros publicados em 2010

 

Em 2010, escreveu 5495 novo artigo, aumentando o arquivo total do seu blog para 16985 artigos.

O seu dia mais activo do ano foi 8 de Janeiro com 35 visitas. O artigo mais popular desse dia foi O Acordo De Princípios Para Revisão Do ECD – Voltando À Versão 1.0.

De onde vieram?

Os sites que mais tráfego lhe enviaram em 2010 foram profslusos.blogspot.com, blogs.publico.pt, saladosprofessores.com, google.pt e publico.pt

Alguns visitantes vieram dos motores de busca, sobretudo por a educação do meu umbigo, educação umbigo, a educação umbigo, paulo guinote e educação do meu umbigo

 

A base de dados do PISA é um manancial de informações, umas pouco relevantes, outras interessantes. Neste caso, fui em busca da influência dos portefólios no desempenho dos alunos.

Antes de mais é curioso que na OCDE a proporção dos alunos que não usam portefólios duplica a que se verifica em Portugal.

Depois há um detalhe que acho muito interessante – até porque justifica (hélas, olhem-me a usar o PISA em proveito próprio!) a minha prática – que é o facto de em Portugal os melhores resultados se obterem claramente no caso dos alunos cujos portefólios são verificados 3 a 5 vezes por ano e em média na OCDE os resultados decaírem crescentemente a partir da utilização 1 ou 2 vezes por ano.

Que os portefólios podem e são úteis, não tenho dúvidas nenhumas. Que a obsessão com eles é prejudicial também acho. Por mim chega uma verificação a meio dos períodos mais longos e outra no final. Parece que é a prática mais sensata e, pelos vistos, a que menos prejudica os alunos…

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