Pedadogia


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Flipped-Learning Toolkit: Flipping the Non-Flippable Classes

Using Gaming Principles to Engage Students

Como sempre, há coisas que sim, outras que nem tanto.

3 Ways to Plan for Diverse Learners: What Teachers Do

Teachers: How Slowing Down Can Lead to Great Change

 

Diz-lhes!

 

 

… relativamente aos improdutivos crónicos por excelência?

Todo o mundo e ninguém e a cobardia nas crónicas de cada um;  que é como a verificação do elfo erro errático.

… em relação à peça que faz a capa da Visão de amanhã. Não sei se aproveitaram alguma coisa do que disse à jornalista Teresa Campos, mas posso deixar por aqui as duas ideias principais:

  • Muito do que agora se apresenta como sendo inovador ou novo não passa da reutilização de coisas que já são praticadas há muito entre nós.
  • Algumas experiências apresentadas como de sucesso são tão mais eficazes quanto não tendam a querer generalizar-se para muito longe do seu contexto original.

Clicar na imagem para aceder à versão de leitura.

Acho sempre muita graça aos tolerantes que se encrespam quando alguém pretende fazer algo diferente. Eu cá dou as minhas aulas, relaciono-me com os meus alunos e atinjo (ou não) resultados com base numa combinação do que sou, do que aprendi e da forma como encaixamos na sala de aula, professor e alunos.

Longe de mim achar que sou exemplo ou modelo para alguém, que tenho mais do que generalidades a dizer sobre isso, pois as especificidades são intrínsecas a cada situação. Por isso mesmo chateiam-me, claro que chateiam, aquele(a)s que acham que o seu modelo, mais do que ser o melhor, deve ser o único.

Uma coisa é criticar, debater. Outra é impor e proibir. Mas é isso que pretendem fazer quase sempre os pseudo-arautos da tolerância fofinha. Façam as coisas, demonstrem as vossas competências, melhor ainda se as desenvolvem nos alunos mas, por caridade, evitem achar que a vossa solução é a única. Ditaduras, nem dessas, as enjoativas.

(c) João de Brito

3. Estamos agora em condições de começar o programa.

A comunicação linguística realiza-se numa sucessão de planos, replicando-se do maior para o mais pequeno, um pouco como as matrioskas. O contexto dá sentido ao texto; o texto, à frase; a frase, à palavra; a palavra à sílaba. Como estamos num processo de explicitação, é natural que este sentido seja respeitado. A tradicional abordagem ocasional e circunstancial dos conteúdos não contempla a sua articulação e inevitavelmente falha o mecanismo da comunicação linguística, que é o âmago da questão. Fornece peças, mas não as monta. E fatalmente as coisas não funcionam.
Então, o que se impõe, na planificação, é organizar os conteúdos, quer segundo o eixo sintagmático, quer segundo o eixo paradigmático. Pondo as peças ao acaso, nunca se fará funcionar um motor!

(c) João de Brito

João de Brito

João de Brito

Alternativa

1 Projecto

Venho partilhar práticas, esquemas e conceitos alternativos. Partilhar apenas. Nada disto pretende ser único, completo e muito menos definitivo.

Outras didácticas serão possíveis, desde que funcionem e produzam os efeitos desejados, com eficácia (também aqui é importante o critério universal da economia). Porque o que aqui está em causa não é a escolha de uma qualquer didáctica, entre as muitas que possam existir, ao gosto de cada um. O que aqui está em causa é a necessidade de modelos de abordagem, unos (que não únicos), coesos e coerentes, que estruturem a comunicação, estruturando também, por essa via, o pensamento dos alunos do 2º ciclo do ensino básico. Se a escola não potenciar, nos seus educandos, essa condição de autonomia, alguém, mais tarde, os formatará, com facilidade e proveito próprio…

Retomemos, então, a ideia de projecto. Formalizá-lo é condição necessária; a coesão, a coerência e a consequência, atributos indispensáveis. Se o fizermos e o fizermos assim, teremos conseguido algo que, no mínimo e por estranho que pareça, é muito pouco visto no nosso ensino:

João de Brito

A situação 1

As pessoas comunicam num discurso cada vez mais pobre de recursos significantes. Admitido publicamente pelos implicados, já não se redigem nem as leis com o rigor necessário. Por este andar, um dia, não muito distante, teremos de recorrer ao inglês, para construir e interpretar o nosso edifício legislativo. Será a machadada final na já precária soberania que nos resta. Além disso, perderemos também a pátria, porque a nossa pátria é a língua portuguesa!

Gramáticas, programas e, acerca de ambos, interpretações e reflexões, com muitas citações e infindáveis bibliografias, sempre houve. Também sempre houve estágios pedagógicos orientadores do modo como dar aulas e conteúdos, que os professores foram adoptando, acriticamente, para toda a vida! O que é muito mais difícil de encontrar são verdadeiras didácticas para o funcionamento da língua. Didácticas operativas, organizadoras dos conteúdos, que façam do ensino do português um verdadeiro projecto.

Os manuais seguem os programas e os professores seguem os manuais. Os conteúdos são ministrados de forma avulsa. Peças encaixotadas (quantas vezes de marcas diferentes!) de um motor por montar. Motor que, assim, nunca funcionará! De facto, de que serve, aos alunos do 2º ciclo do ensino básico, esse amontoado de conteúdos, respigados de diferentes abordagens, sem coesão nem coerência, de que são feitos os programas e os manuais?! Mais do que inútil, é perverso! Porque, em vez de formar, deforma!

João de Brito

 

Foi-me proposta uma colaboração pelo colega João de Brito, relativa à inclusão de alguns textos ligados ao tema acima referido. O que obviamente aceitei. Antes de mais fica aqui a apresentação do autor pelo próprio, assim como a definição da temática

Ensino do Português

  • 2º ciclo do ensino básico
  • Uma didáctica alternativa

O meu perfil

Nos anos 60, fiz o curso geral e o ciclo filosófico, no Seminário de Vila Real, e o ano propedêutico, no Seminário Maior do Porto. Nos 70, licenciei-me em filosofia, pela Universidade Católica, fiz o Curso de Ciências Pedagógicas, na Universidade do Porto, e o Estágio Profissional do Ciclo Preparatório, na Escola Diogo Cão de Vila Real. Nos 80, durante um lustro, dediquei-me à planificação e à construção de materiais pedagógicos na Coordenação Distrital de Educação de Adultos de Vila Real. Durante quarenta anos de trabalho pedagógico ininterrupto, bati-me pela diversificação das ofertas educativas, por um novo conceito de avaliação e, ano após ano, esforcei-me, com os meus alunos, por aprofundar cada vez mais e melhor o funcionamento da língua. O que se segue são marcas dessa caminhada, que continua.

João de Brito (professor)

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