Passa O Tempo


As escolas portuguesas sofreram uma série de obras de melhoramento essencialmente durante o Governo de José Sócrates, através da Parque Escolar. Foi uma boa medida. Pecou pelos excessos. Sabe-se agora que, além do essencial e necessário, houve casos de muitas extravagâncias, desde design de autor a assinaturas de arquitetos, que encareceram os projetos.

Sempre se soube… desde praticamente o início.

E foi denunciado… mas a festa tinha foguetes e salpicava muita gente de coisas boas. E os amigos do engenheiro acusavam quem criticava e avisava de serem retrógrados, verdadeiros velhos do restelo a não querer ver o progresso.

Mas agora parece ser mais útil protestar ignorância em relação ao momento em que tudo deveria ter sido escrutinado, indo-se a tempo de evitar muitos dos excessos, dos erros e, principalmente, do agravamento das assimetrias que a Parque Escolar introduziu na rede de escolas públicas.

As obras arrastam-se?

Pois… arrastam-se… porque tudo foi mal planeado e pensado de uma forma que deixou as escolas com estruturas a três ou mais velocidades…

 

 

sPOORting!

 

Dinastia Sung

Esta noite há estrelas.
O ar é puro e frio.
A lua procura nas coisas
a sua herança perdida.

Uma janela, um ramo
florido – e basta:
Não há flor sem terra.
Não há terra sem espaço.
Nem espaço sem flor.

[Gunnar Ekelöf]

Augusto Santos Silva. “Eu até antes queria que fosse líder do PS o António Costa”

Seria seguro? Qual a diferença entre ador(n)ar para bombordo ou para estibordo?

[o ASS só queria aparecer]

Com tema livre. Quando chegar, já espreito.

Por exemplo, sobre as manifestações de amanhã.

Porque há dias em que não apetece sequer reagir. Aos factos e ao politicamente correcto.

Há umas semanas apresentei aqui umas imagens de respostas a um questionário muito básico que fiz numa turma de 5º ano (PCA) para espavoréu de algumas consciências e outros tantos preturiões da ética docente.

Os erros foram de tal forma pasmosos que reconsiderei boa parte do trabalho com aquela turma e revolteei sobre os mesmos conteúdos (número, género e grau dos nomes). Semanas depois voltei à mesma ficha e não é que as coisas melhoraram de forma meramente residual?

Foi logo pela primeira aula da manhã, o que me fez ficar a reconsiderar o que ando por ali a fazer e o dia todo a remoer. Mas já quase nem lhes disse nada.

Pior… cedendo às parvoíces do politicamente correcto, nem estou para digitalizar os novos disparates porque já sei que se armaria novo circo em torno do acto da divulgação dos disparates sobre a diferença entre plural singular, masculino/feminino e aumentativo/diminutivo.

Repito que estes alunos não estão sinalizados como tendo NEE. Apenas não trazem caderno em muitos casos, na maioria não distinguem ainda o lápis da esferográfica e ficam com o olhar perdido no amarelo da mesa quando qualquer coisa escrita lhes é colocada à frente para ser lida e interpretada.

Não há vocabulário básico e mesmo que se tente transmiti-lo, acham desnecessário. Consideram que o que escrevem é quase o mesmo que o certo. Em alguns casos falta o próprio acto de escrever, mas observam-me como se fosse um doidinho chalupa quando lhes digo que precisam MESMO de tentar fazer alguma coisa.

Pior, há ainda aqueles que (incluindo o que acha que, desta vez o aumentativo de rapaz é apenas ra) se riem e acham graça à minha evidente desesperança.

Mas o erro não está neles, verdade se diga.

O erro está na universalização do espírito-Novas Oportunidades a todo o sistema de ensino que acede às orientações da tutela em matéria da representação estatística das aprendizagens.

O erro está na culpa atribuída à ensinagem, nas palavras de alguns guronsans do eduquês.

Um espírito que garante o sucesso sem lhes dar qualquer suporte para além do professor na sala de aula e do conselho de turma em estado de choque com alunos que ainda no 2º período hesitam fortemente com a quantidade de jogadores numa equipa de andebol (a hipótese 7 surge depois de esgotados quase todos os algarismos de 1 a 9, mesmo antes do 0).

Há dias assim.

Cada um luta como pode.

Paulo,

Proponho um passatempo. Tenho comigo esta foto inédita que (eventualmente) ninguém mais terá. E que fixou um momento único na história da nossa democracia.
Os visitantes deverão:

a) identificar o local da cena captada
b) situar temporalmente a cena captada (o mais rigorosamente possível: ano, mês e dia)
c) descrever a cena captada
d) indicar com rigor e clareza as razões da cena descrita

O 25sempre25 paga um almoço ou um jantar ao “concorrente” que acertar nas respostas a todas as alíneas, aportando o maior número de factos e personalidades da época, de algum modo relacionadas com a cena captada, na resposta à alínea d).

Pode ser uma cena divertida e uma surpresa para muita gente.

Um abraço vinculado.

25sempre25